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31 de janeiro de 2016

Metade das Fotos dos Sites de Pedofilia são Tiradas das Redes Sociais dos Pais

São imagens de crianças em atividades cotidianas que são retiradas do Facebook, Instagram e outras redes sociais.


Metade do material encontrado em sites de pedofilia são imagens inocentes de crianças realizando atividades do dia a dia. E pior, estas imagens foram postadas por seus próprios pais em suas contas nas redes sociais, como Facebook e Instagram! Foi o que descobriu uma investigação feita pela Comissão Australiana de Seguranças das Crianças na Web.

Muitas das fotos inocentes estavam em pastas com nomes como “crianças na praia”, “ginástica artística”, entre outras. “Diversos  pedófilos deixaram claro que obtiveram as imagens vasculhando as redes sociais de pais. As imagens vinham quase sempre acompanhadas de comentários explícitos e perturbadores”, alerta Alastair MacGibbon, um dos responsáveis pela investigação. Esta ação conseguiu remover mais de 25 mil imagens de crianças que eram utilizadas em sites de pedofilia.

A seguir tenha em conta algumas formas simples de evitar que criminosos acedam às suas fotos e vida pessoal:

Ajuste as configurações de privacidade das suas redes sociais. Saiba que tanto o Facebook quanto o Instagram possuem configurações que só permitem que algumas pessoas, os seus amigos ou seguidores, vejam as imagens que você posta;

Tenha apenas pessoas próximas e confiáveis como amigos ou seguidores nas redes sociais;

Converse com os seus amigos e familiares sobre os cuidados importantes na hora de postar fotos do seu filho ou de outras crianças;

Não publique endereços de moradia, trabalho, creche ou outros nas redes sociais;

Caso tenha um blog ou algo parecido, evite publicar fotos do seu filho.







CHILD ABDUCTION − RAPTO DE CRIANÇAS





Um vídeo que alerta para o rapto de crianças tem sido visualizado por milhões de pessoas, na internet. Muitos dos pais dizem estar descansados, que os filhos não dão conversa a estranhos. Mas o pequeno filme mostra uma realidade bem diferente e bastante assustadora.

Isto prova que todo o cuidado é pouco… uma pequena falta de atenção pode facilitar as intenções sinistras de alguém.

Ver Também:

29 de janeiro de 2016

AS CIDADES MAIS VIOLENTAS DO MUNDO

O ranking das 50 cidades mais violentas do mundo foi divulgado pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, do México, e não traz boas notícias em particular para a Venezuela. Caracas ultrapassou San Pedro Sula, cidade das Honduras, que ocupou este lugar quatro anos consecutivos. Mas as más notícias não ficam por aqui.



Além de Caracas ser a cidade mais violenta do mundo, com uma média de 120 homicídios por cada 100 mil habitantes, o relatório conclui que as cidades da Venezuela que fazem parte desta lista (Caracas, Maturín, Valencia, Cidade de Guayana, Barquisimeto, Cumaná, Gran Barcelona) têm, em conjunto, o nível de violência urbana mais elevado.

O Brasil também tem motivos para preocupação. Das 50 cidades analisadas, 21 estão localizadas naquele país. Mas apesar das más notícias, também há motivos para respirar com um certo alívio. O país não tem nenhuma cidade nas 10 primeiras da lista (apesar de ser o país com maior número de cidades), a Venezuela tem um maior índice de violência e o Rio de Janeiro, destino que vai receber, este ano, os Jogos Olímpicos não consta do ranking.


Top 10 das Cidades Mais Violentas


1. Caracas, Venezuela

2. San Pedro Sula, Honduras

3. San Salvador, El Salvador

4. Acapulco, México

5. Maturín, Venezuela

6. Distrito Central, Honduras

7. Valencia, Venezuela

8. Palmira, Colômbia

9. Cidade do Cabo, África do Sul

10. Cali, Colômbia


Há ainda outros dados que são revelados com este relatório. Das 50 cidades mais violentas do mundo, 41 estão localizadas em países da América Latina. As restantes nove cidades estão distribuídas entre os Estados Unidos (Saint Louis, Baltimore, Detroit, Nova Orleães), África do Sul (Cidade do Cabo, Durban, Porto Elizabeth, Joanesburgo) e Jamaica (Kingston).





30 de dezembro de 2015

UNIVERSIDADES DE LISBOA EM ZONAS PERIGOSAS



O medo ronda as universidades. Estudo sobre criminalidade nas imediações dos estabelecimentos de ensino superior de Lisboa é preocupante.

Todos os dias, à porta dos estabelecimentos de ensino e nas suas imediações, alunos são ameaçados, assaltados, agredidos, aliciados com drogas, vítimas de tudo e mais alguma coisa que marginais lhes infligem. Há, inclusive, casos de violação.

Esta onda de criminalidade é cada vez mais visível, não parando de crescer o número de indivíduos e de gangs que se dedicam a estas práticas. Face à situação, a Associação Académica de Lisboa, em colaboração com todas as associações de estudantes, fez um levantamento sobre a insegurança nas universidades e escolas politécnicas da capital e o resultado é francamente preocupante. A seguir são destacadas as zonas identificadas como sendo de maior risco.


Campolide: Faculdades de Economia e de Direito da Universidade Nova de Lisboa (UNL), Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informação. − Nesta área ocorrem assaltos frequentes, tanto de dia como de noite, e foram registados casos de violações de estudantes. Campolide é uma zona rodeada de bairros problemáticos – Serafina e Liberdade –, não tem iluminação suficiente e apresenta acessos difíceis. O policiamento é fraco, apesar de a esquadra se situar a poucas dezenas de metros.

Benfica: Escola Superior de Educação e de Comunicação Social. – Nesta área os alunos destas escolas também são vítimas de constantes roubos, a iluminação é fraca e o policiamento é quase inexistente.

Cidade Universitária: Faculdade de Direito, Farmácia, Ciências, Psicologia, Letras, Medicina e Medicina Dentária da UL, Universidade Católica, Escola de Enfermagem Calouste Gulbenkian. Os estudantes dão conta de assaltos frequentes a pessoas e nas instalações da faculdade de Farmácia. O policiamento é reduzido e quando há agentes na zona é para controlar o trânsito e passar multas. Esta área é considerada de risco, devido à forte densidade de árvores no Campo Grande, o que facilita a prática de assaltos. Nos problemas incluem-se ainda fraca iluminação e a presença de prostituição masculina particularmente junto às faculdades de Ciências, de Farmácia e de Medicina Dentária.

Olivais/Chelas: Instituto Superior de Engenharia de Lisboa. Nesta zona é frequentes os assaltos a pessoas e viaturas o policiamento é nulo e a iluminação é escassa.

Alto da Ajuda: Instituto Superior de Agronomia, as faculdades de Medicina Veterinária, de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (UTL) e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. A comunidade estudantil vive com medo, devido ao isolamento e aos riscos que apresenta a zona, nomeadamente a presença de bairros problemáticos, como o Casalinho da Ajuda e o Bairro 1º de Maio, e a proximidade de Monsanto, área de grande marginalidade e prostituição (o que faz com que as estudantes sejam, por vezes confundidas com prostitutas e tenham receio, por exemplo, de estar sozinhas nas paragens de autocarro). A iluminação é fraca, numa área de 110 hectares e o policiamento é insuficiente. A escassez de autocarros da Carris em horário nocturno é notória.

Campo de Ourique: Universidade Autónoma de Lisboa. A localização da Universidade numa rua sem saída facilita a prática de assaltos e o policiamento é nulo.

Cais do Sodré: Universidade Autónoma de Lisboa. – Policiamento nulo; fraca iluminação.

Marquês de Pombal: Universidade Autónoma de Lisboa, Instituto de Novas Profissões. Fraco policiamento nocturno; prostituição na zona; proliferação de pessoas sem-abrigo, fraca iluminação.

Campo de Santana: Faculdade de Ciências Médicas da UNL, Instituto Superior de Serviço Social. Esta é uma zona em que se podia esperar mais segurança pela proximidade de um hospital e de uma embaixada. Mas tal não acontece. A frequente prostituição nas ruas envolta da Faculdade, e próximas do Hospital de Santo António dos Capuchos têm trazido insegurança não só a alunos como os demais que ali vivem.

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Leia os nossos artigos sobre prevenção do crime e reduza o risco de se transformar numa vítima. Se inserir no seu dia-a-dia alguns simples cuidados preventivos estará a aumentar a sua segurança pessoal. Lembre-se que muitos assaltos, roubos e outras acções criminosas, acontecem devido a uma deficiente vigilância por parte da vítima. Muitos delinquentes apenas esperam que a oportunidade lhes vá parar às mãos. Seja cuidadoso/a quando entra e sai do seu carro, especialmente quando não está no seu “meio ambiente”. Procure andar por locais bem iluminados e redobre a atenção quando sai das aulas já de noite. Sempre que possível ande acompanhado/a de outros colegas. Esteja atento/a a comportamentos estranhos que possam ter lugar perto de si. Mantenha o seu espaço pessoal sobre controlo.



A PREVENÇÃO É A SUA MELHOR ARMA PARA OPTIMISAR  A CAPACIDADE DE SE ANTECIPAR ÀS SITUAÇÕES COMPLICADAS.


8 de novembro de 2015

Campanha de Prevenção dos Atropelamentos

O número de atropelamento de crianças junto de escolas é assustador. Depende de todos nós alterar tal realidade!


Todas as semanas mais de 20 crianças e jovens morrem ou ficam feridos na sequência de um atropelamento, o que representa 32% da totalidade dos acidentes em ambiente rodoviário, nestas faixas etárias. A maioria destes atropelamentos acontece com crianças entre os 10 e os 14 anos (Dados ANSR, Análise APSI, 2015), em zonas residenciais e durante os percursos casa-escola. 

A campanha pretende sensibilizar todas as pessoas que conduzem para a especial vulnerabilidade das crianças enquanto peões e para a necessidade de alterarem os comportamentos que aumentam o risco de atropelamento nestas idades – como a velocidade excessiva, o estacionamento em cima de passadeiras ou passeios e a paragem em 2ª fila. 


Fonte:ANSR

25 de setembro de 2015

E QUANDO OS FILHOS SÃO OS AGRESSORES?

A violência nas famílias é maioritariamente focada nos agressores adultos e nas crianças como vítimas. E quando são os filhos os agressores? E quando são as crianças que ultrapassam todos os limites? 






Infelizmente tem-se observado um crescente aumento da violência por parte dos filhos aos seus pais, familiares, amigos, professores... As estruturas das relações nas famílias tem sofrido uma inversão de poderes e papeis, acompanhadas de várias mudanças do mundo atual relativamente às pautas e valores pelos quais os seres humanos se regem, e que transforma a forma como cada um de nós se vê a si próprio e aos outros.

A maior parte dos protagonistas deste tipo de agressões são crianças ou adolescentes do género masculino, entre os 7 e 18 anos, mas especialmente entre os 15 e os 17. Segundo os estudos, no geral, este tipo de comportamento verifica-se com mais frequência em famílias de classe media e alta, do que nas de classe mais baixa. (Cottrel, 2001)

Trata-se de uma violência que se evidencia tanto de forma física como psicológica, desde ameaças e insultos a agressões físicas de intensidade distinta. Falamos de uma violência ascendente, que tenta desafiar regras através de uma forte oposição e rejeição dos limites estabelecidos pelos pais, muitas vezes com fugas de casa, abandono dos estudos, com o intuito de magoá-los, controla-los e sobrepô-los.


Para os pais, que vão vendo este comportamento a desenvolver-se e a crescer, inicialmente vão aguentando e suportando esta situação, tentando desculpar os filhos devido à sua idade, à sua personalidade, ou até mesmo por sentirem vergonha, autopercepcionando-se fracassados como pais. Com o tempo e manutenção desta interação familiar, as agressões vão-se intensificando, chegando a um ponto insuportável, e os pais “não aguentam mais”. A sensação de impotência e vergonha torna-se crescente e também eles chegam ao ponto de passar à agressão ao filho, por não conseguirem verem outras saídas possíveis. Neste sentido, o conflito familiar torna-se caótico, e as relações giram em torno da violência, num ciclo que se retro-alimenta sucessivamente.

Por um lado encontramos crianças ou adolescentes que não aprenderam a expressar ou a regular as suas emoções e necessidades e que as “explodem” através de comportamentos agressivos, tentanto afirmar as suas vontades, presença e poder. Por outro lado, podemos ter pais que têm grande dificuldade e até medo de impor desde cedo regras, limites e disciplina e que podem ter educado os filhos no sentido do preenchimento imediato de todos os seus desejos, sem exigências e responsabilidades e com pouca disponibilidade emocional e afetiva.

Muitas vezes os filhos acabam por crescer com a ideia de que são únicos e especiais, não tendo assim consciência de regras que regulam a convivência. Os outros passam a ser meros instrumentos para a satisfação dos seus desejos e quando estes são recusados, partem para a agressão. Negam a existência de pautas de comportamento externas à deles, não aceitam outros pontos de vista e não sentem o dever de cumprir.

Por outro lado, um estilo parental oposto também poderá também influenciar pautas de comportamento agressivas, ou seja, quando os pais são extrema e excessivamente rigorosos e penalizadores, com imposição de limites e regras indiscriminados, (acompanhado de ausência de afeto e carinho) podem surgir também comportamentos de revolta e violência contra aos pais.

Nalguns casos, pode observar-se também a influência da violência aprendida, segundo o princípio que “violência gera violência”. Quando desde pequenino se aprende que os conflitos se resolvem com violência, e que esta permite prevalecer, caso se vá observando que o pai bate na mãe, ou que os pais batem em colegas ou vizinhos, então esta mesma estratégia é adotada inclusivamente contra os próprios pais, de forma a serem os filhos a controlar e a mandar em tudo. As crianças desde cedo interiorizam que a violência contra os pais é um instrumento eficaz de comunicação das suas emoções e pensamentos, bem como de controlo e superioridade. Este fenómeno de violência torna-se extremamente preocupante e requer intervenção especializada ao nível da terapia individual para filhos e pais e primordialmente ao nível da Terapia Familiar com todos.

Para prevenir este tipo de comportamentos, a coerência e o afeto serão os elementos fundamentais:

- É importante que os pais possam manter sempre os mesmos critérios desde tenra idade dos seus filhos (em que um “sim “ é um “sim” e um “não” é um “não”) havendo ainda continuidade e permanência desses critérios ao longo do tempo;

- É também importante a imaginação e a criatividade, estando com os filhos nos seus jogos e brincadeiras, partilhando desejos, que assim se convertem em desejos de “todos” e podem ser modificados (Rodríguez, 2004);

- Os pais têm ainda um papel fulcral no ensino da expressão e regulação emocional dos filhos. É com eles que as crianças aprendem a gerir e a comunicar as suas emoções e necessidades de forma sustentada;

- Também a escola tem uma posição fundamental, devendo utilizar procedimentos inclusivos desde cedo, que fomentam a resolução de conflitos entre as crianças de forma pacífica e comunicativa;
- É ainda importantíssimo que os pais possam transmitir um genuíno afeto aos filhos, de forma a que eles o sintam, de forma vital e quotidiana, quer através de um abraço, um beijo, ou um elogio pelas suas qualidades;

- Os pais poderão ser como um chapéu-de-chuva protetor da criança diante dos demais. Mas tal deve ser acompanhado com “educação para a responsabilidade”e autonomia (em que a criança se torna responsável pelos seus atos e decisões) e com “educação para a empatia”(Naouri, 2003), ensinando-os a comunicar e a colocar-se no lugar dos outros, permitindo-lhes ser indivíduos solidários e felizes com eles próprios, com as suas famílias e com a sociedade.


Vanessa Damásio


Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Familiar e Conjugal


Psinove - Inovamos a Psicologia www.psinove.com

9 de agosto de 2015

AS PRECAUÇÕES A TER COM OS PASSAGEIROS EM PONTO PEQUENO

Vai enviar o seu filho a passar férias com familiares? Veja os conselhos fundamentais para pais que têm crianças menores que vão viajar sozinhas.



O seu filho vai viajar sozinho? Então há uma série de precauções a ter. Tome nota das dicas que se seguem para uma viagem segura e tranquila. Quando chega a hora de organizar uma viagem para outro país, as preocupações são muitas, principalmente quando o viajante é o seu filho. Por isso, com a ajuda da pediatra Helena Carreiro, preparámos um pequeno guia de viagem que o vai ajudar a desempenhar esta tarefa com sucesso, sem grandes sobressaltos:
- Documentos - A criança deverá possuir um passaporte, bilhete de identidade ou cartão de cidadão válido. A cédula de nascimento não pode ser usada para este efeito.
- Autorização - Para que um menor não acompanhado entre ou saia do país é necessária uma autorização de um dos progenitores ou de quem exerce o poder paternal. O documento deve ser escrito, datado, conter a assinatura legalmente certificada e conferir poderes de acompanhamento a terceiros, devidamente identificados.
- Saúde - Dependendo do destino, solicite o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) para que a criança possa ter acesso aos cuidados de saúde que possam vir a ser necessários.
- Viagem - Ao efetuar a reserva, escolha o menu mais adequado para a criança. As companhias prevêem actividades para distrair estes passageiros no voo. De qualquer modo, incentive o seu filho a levar objetos para se entreter (livro, jogo, tablet ou leitor de música) e pastilhas elásticas ou rebuçados para atenuar o mal-estar nos ouvidos antes de aterrar.
- Aeroporto - No dia da partida, os pais devem acompanhar o menor no processo de check-in e formalidades e permanecer no aeroporto até à descolagem do voo. À chegada, o menor deverá ter alguém à sua espera que tenha sido autorizado pelos pais e que esteja devidamente identificado.
 Helena Carreiro (pediatra)

Leia também: PROTEJA O SEU FILHO DO CRIME


É UMA “PRESA” FÁCIL? SAIBA COMO SE PROTEGER DOS PREDADORES...

Já alguma vez se questionou por que é sempre o enganado, o não escolhido, o não promovido, o traído, o assaltado…?


A forma como o seu corpo “fala” dá uma espécie de permissão aos que se vêem como “predadores” para atacar, isto porque eles irão sempre escolher os que aparentam oferecer  menor resistência.

1. Não fazer contacto visual - Quando não olha nos olhos, as pessoas tem tendência a desconfiar de si, a vê-lo como submisso, fraca autoestima, tímida e menos competente. Olhe mais nos olhos.
2. Má postura - Postura curvada e ombros descaídos sinalizam falta de autoestima ou falta de confiança, tal como quando se senta na ponta da cadeira ou demasiado relaxado pode transmitir falta de compromisso. A postura é também uma forma de transmitir o nosso estado mental, se estamos chateados, temos uma postura caída mas se estamos alegres, todo o corpo desafia a gravidade. Tenha uma postura o mais direita possível e faça mais gestos que desafiem a gravidade, como SORRIR.
3. Aperto de mão fraco - O aperto de mão normalmente é o primeiro contacto físico entre duas pessoas. Um aperto de mão fraco pode indicar a falta de três características fundamentais às interacções humanas; Confiança, ligação e credibilidade. Por outro lado, um aperto de mão muito apertado pode indicar agressividade e necessidade de afirmação. Faça o aperto de mão firme e com a mão na vertical.
4. Gestos cruzados - Braços e pernas cruzadas dão uma imagem de medo, falta de confiança, desinteresse, aborrecimento e tédio. As posturas abertas, com braços abertos e pernas um pouco afastadas, ajudam a obter uma melhor avaliação por parte das outras pessoas, emitindo assim uma imagem de confiança, autoridade e competência.
5. Olhar para baixo - Olhar para baixo enquanto faz uma apresentação, fala ou anda, indica depressão, tristeza e desconforto, emite uma imagem de falta de confiança. Olhe em frente com o queixo na horizontal.
6. Inclinação do corpo - Se afasta o corpo da pessoa com quem está a conversar mostra desconforto, distracção e até desinteresse. Se se aproxima demasiado poderá parecer agressivo. A inclinação deve ser para a frente e ligeira, mostra interesse e respeito por aquilo que está a ser dito.
7. Roer as unhas, mexer no cabelo, tiques - Este tipo de movimentos, roer as unhas, mexer no cabelo, ter uma caneta na mão e estar constantemente a fazer o clique, pegar em clips, bater com os dedos ou com os pés, brincar com elásticos, mexer nos anéis ou botões, são indicadores de nervosismo e falta de controlo, além de irritar e distrair as pessoas com que estamos a interagir, diminui em muito as nossas possibilidades de sucesso, é importante evitar este tipo de movimentos.
8. Mãos nos bolsos - Colocar as mãos nos bolsos é percebido como uma procura de conforto, este gesto fá-lo parecer inseguro. Evite colocar as mãos nos bolsos, quando interage com os outros, é preferível cruzar os braços com os polegares visíveis.
9. Andar rápido - Andar rápido transmite uma imagem de desorganizado, desesperado e inseguro. Não ande nem devagar, nem depressa, ambas as maneiras são prejudiciais para a sua imagem. Ande descontraído e direito.


Quanto mais “presa” parecer, mais “predadores” irá ter!

26 de abril de 2015

CARJACKING - MEDIDAS DE PREVENÇÃO




O carjacking é um fenómeno criminal que consiste, essencialmente, no roubo de veículos na presença ou proximidade do seu proprietário, que vê a sua integridade física ameaçada, geralmente com recurso a arma branca ou de fogo.
Este fenómeno teve origem nos Estados unidos na década de 80. Em Portugal, surgiu como fenómeno criminal em 2003.

Onde é mais frequente?

O carjacking pode acontecer em qualquer lugar, mas há locais considerados mais vulneráveis:

 - Parques de Estacionamento

 - Bombas de Gasolina

 - Acessos à Residência / Saídas de Garagens

 - Caixas de Multibanco (ATM)

 - Locais despovoados ou com pouca iluminação

 - Cruzamentos ou entroncamentos com semáforos


CONSELHOS ÚTEIS

Ao entrar no veículo
- Tenha a chave pronta para entrar no seu automóvel, sem a exibir, e olhe em volta e para dentro do veículo antes de entrar;
- Não use o comando automático para abrir as portas a uma longa distância;

Enquanto conduz
- Conduza com as portas trancadas e as janelas fechadas;
- Quando parar num semáforo atrás de outro veículo deixe espaço suficiente para se afastar rapidamente, em caso de necessidade;
- Não se apresse para chegar a um semáforo e parar. Aproveite a possibilidade de manter o veículo em movimento;
- Evite conduzir em locais desconhecidos;
- Evite conduzir de noite a horas tardias e de manhã muito cedo, quando não há trânsito;
- Se tiver de viajar durante a noite, não vá sozinho;
- Não viaje com objetos de valor à vista;
- Se tiver de parar para deixar sair ocupantes do seu veículo, não se afaste sem verificar que entraram em segurança nas suas viaturas.

Ao sair do veículo
- Verifique se não está a ser seguido;
- Não deixe as chaves na ignição, mesmo que por breves instantes;
- Escolha locais bem iluminados para estacionar;
- Evite estacionar próximo de veículos de grandes dimensões que dificultem a sua visibilidade;
- Quando parar numa garagem ou estacionamento públicos tente parquear no piso térreo, evitando, se possível o uso de elevador ou escadas;
- Se entrar numa garagem com portão automático, certifique-se que este se fecha e que não foi seguido;
- Ao regressar a casa de noite, solicite que alguém dentro de casa ilumine a entrada e o receba à porta, se possível;
- Não fique dentro do automóvel a descansar, comer, dormir, ler ou maquilhar-se;

O que fazer perante pessoas ou comportamentos estranhos
- Se um estranho se aproximar do seu carro, continue a sua marcha ou buzine para atrair a atenção;
- Não abra a porta ou a janela do automóvel a estranhos;
- Não pare para auxiliar um estranho cuja viatura se avariou. Se considerar que a situação é uma emergência, ligue 112;
- Se sentir que embateram propositadamente no seu carro não pare e dirija-se à polícia ou aos bombeiros para pedir ajuda;
- No caso de ter um furo num local inseguro, mal iluminado ou despovoado, tente dirigir-se para o local público mais próximo;
- Em situação de perigo abandone o seu carro e não ofereça qualquer resistência, principalmente se for ameaçado por uma arma. Afaste-se o mais rapidamente possível.

Para reduzir o risco de ser vítima de carjacking, as autoridades recomendam que estude a possibilidade de adquirir equipamentos e/ou serviços complementares de protecção para o seu veículo. Há actualmente no mercado várias soluções com tecnologias interoperáveis, que apresentam serviços de geolocalização e imobilização dos automóveis, sistemas de alerta e alarme quando a ignição do carro é accionada, quando a viatura é elevada (para ser rebocada, por exemplo) quando a bateria é desligada ou fica sem carga. Há ainda a opção de ligar estes sistemas a centrais ou a centros de contacto, com diversas funcionalidades.


10 de dezembro de 2014

O QUE FAZER SE PERDER A CARTEIRA?

Perder a carteira pode ser uma dor de cabeça. Saiba como agir de imediato para minimizar possíveis danos.



Documentos de identificação, cartões de crédito, de débito, de fidelização, entre outros documentos mais pessoais, como fotografias ou papéis onde possa ter escrito a sua morada ou até o número da conta bancária. Por regra, a carteira costuma acomodar todo o tipo de informação pessoal, por isso, quando a perde pode ficar mais vulnerável a roubos, invasões de privacidade ou até furto de identidade.

Caso lhe aconteça uma situação semelhante deverá agir de imediato para minimizar os danos. Já sabe que terá de passar pelo incómodo e despesa de pedir novos documentos pessoais, nomeadamente, o cartão do cidadão, a carta de condução ou documento do automóvel, se for o caso. No entanto, não deverá esquecer-se de contactar o banco, por forma a evitar ser alvo de fraudes. Saiba então o que deverá fazer em caso de perda da carteira.

POR ONDE COMEÇAR? 

Quem é que nunca pensou que tinha perdido a carteira, quando na realidade estava caída no chão do carro ou no bolso do casaco que tinha vestido no dia anterior? Antes de entrar em pânico e pensar que foi roubado ou perdeu a carteira, procure melhor.

Recrie mentalmente os seus passos nas horas anteriores, para tentar traçar o rasto da carteira. Se esteve a almoçar num restaurante ou foi às compras a uma loja, experimente telefonar-lhe e perguntar se não encontraram a sua carteira. Se nada disto resultar então será altura de tomar outras acções.


TRÊS PASSOS A SEGUIR SE PERDER A CARTEIRA 



1. Notificar o banco e cancelar cartões de crédito

O primeiro passo deverá ser notificar o seu banco e as empresas emissoras dos seus cartões de crédito, para que possam cancelar os cartões de débito e crédito e evitar cobranças indevidas. O incómodo de viver sem cartões durante alguns dias será sempre inferior à possibilidade de lhe ser retirado dinheiro da conta indevidamente.

Principalmente no que diz respeito aos cartões de crédito contacte imediatamente entidade emissora, a SIBS – Sociedade Interbancária de Serviços (808 201 251) ou o próprio banco. Para facilitar a notificação, tenha à mão o número do seu cartão e da conta associada, bem como o nome da entidade emissora.

Depois de ter reportado a perda ao banco, deixa de ter responsabilidade sobre os movimentos feitos com o cartão. O que significa que se alguém levantar dinheiro da conta ou fizer compras, a entidade emissora do cartão é que fica responsabilizada pelos actos. Se o cartão de crédito tiver incluído um seguro de fraude, roubo ou extravio, este cobrirá os movimentos feitos, por norma, até 48 horas antes da comunicação. Se não tiver este seguro, todos os movimentos feitos antes da comunicação do roubo ou extravio são da sua responsabilidade.


2. Contactar as autoridades

O próximo passo é fazer uma participação às autoridades competentes (PSP ou GNR) e pedir uma prova da participação. Frequentemente as pessoas negligenciam este passo, uma vez que assumem que a carteira foi perdida e não roubada. No entanto, não deve descurar, porque a perda fica registada e no caso de alguém encontrar a carteira e utilizar os seus documentos ou cartões de crédito terá uma prova de que não foi você quem utilizou. 

A participação servirá de prova oficial do extravio dos documentos, nomeadamente, os cartões de débito ou crédito, caso o banco ou entidade emissora do requisitem em caso de activação do seguro do cartão.


3. Comunicar perda dos documentos

Se tiver perdido documentos pessoais, como o cartão de cidadão, documento único automóvel, carta de condução, cartão de pensionista ou cartão de beneficiário da ADSE, deverá comunicar a ocorrência aos serviços competentes para que estes os cancelem e pedir a renovação dos mesmos.

Não se esqueça que terá de pagar o custo de cada um dos documentos perdidos. No caso do cartão do cidadão, o custo normal é 15 euros. Se o pedido for urgente, o preço aumenta para 30 euros, e se for extremamente urgente passa para 35 euros. No que diz respeito à segunda via da carta de condução, a taxa a pagar é 30 euros, segundo as informações que estão disponíveis no site do IMTT.

Se tiver de pedir uma segunda via do documento único do automóvel (o documento que reúne as características do veículo, bem como os elementos referentes à sua propriedade), terá de pedir uma segunda via no balcão do IMTT, ou então através dos seus serviços online. O custo associado à emissão da segunda via deste documento é 30 euros.

Existe a possibilidade de tratar de tudo no Balcão Perdi a Carteira, da Loja do Cidadão, porém este serviço apenas está disponível na loja das Laranjeiras.


Fonte: Saldo Posi+ivo

Ver também: Como proceder se lhe roubarem a carteira, em Portugal ou no estrangeiro


13 de setembro de 2014

NOVAS FORMAS DE SE PROTEGER DO CRIME

Viver num local “simpático” significava antigamente não ter de se preocupar com o crime. Actualmente, as coisas já não funcionam assim. Os criminosos estão a tornar-se cada vez mais arrojados e andam por todo o lado. Por isso, muitas das antigas estratégias de segurança já não são apropriadas para os dias de hoje.


Observemos como as nossas tácticas de prevenção contra o crime podem ser melhoradas:


  SEGURANÇA NAS RUAS

O que se dizia: Para evitar ser assaltado, caminhe pela borda do passeio.
O que se recomenda hoje: Caminhe pelo meio da calçada, em sentido contrário ao do trânsito.

Os ladrões que atacam em carros ou de motorizada são cada vez mais comuns. Muitas vezes, um crime é precedido de uma pergunta aparentemente inocente sobre um endereço ou sobre as horas. Embora seja de bom-tom responder, deve conservar alguma precaução: mantenha a distância e responda enquanto caminha.

Depois de escurecer, considere a possibilidade de andar com um alarme pessoal na mão. Se suspeitar que está a ser seguido, atravesse a rua e, se possível, entre numa loja ou restaurante. Se não conseguir ver-se livre do perseguidor, peça auxílio ou grite: “Fogo!” Assim haverá melhores hipóteses de que os transeuntes que têm relutância em intervir contra os ladrões reajam se pensarem que a sua própria segurança também está ameaçada.

O que se dizia: Leve a sua bolsa ou mala a tiracolo.
O que se recomenda hoje: Transporte-a debaixo do braço.

Levar a bolsa ou mala pendurada contra o peito realmente torna mais improvável a hipótese de um furto. Mas, se o ladrão estiver mesmo determinado a ficar com ela, essa situação pode ser bastante perigosa para a sua integridade física. São muitas vezes trágicos os casos de pessoas que são arrastadas por motociclistas que roubam bolsas por esticão.

Para sua segurança, não coloque todos os seus valores na mala. Se possível, use os bolsos do seu vestuário para guardar chaves e outras coisas importantes. Pense nos problemas e inconvenientes que alguém sofrerá se lhe roubarem a bolsa com as chaves de casa, telemóvel, dinheiro, cartões de crédito e documentos.

O que se dizia: Um pontapé nas partes baixas é a melhor forma de atacar um assaltante.
O que se recomenda hoje: Se tiver mesmo que se defender lutando, há outras tácticas com mais eficácia semelhante à anterior e talvez de mais fácil aplicação.

Quando se é alvo de um ataque, só se dispõem de uma fracção de segundo para decidir o que fazer. Segundo alguns inquéritos realizados, os benefícios do contra-ataque podem ultrapassar os riscos. Num estudo recente, de 274 mulheres que tinham sido atacadas fisicamente e que reagiram à agressão, a média apresentava lesões de menor gravidade que as que imploraram ou não ofereceram resistência.

Se decidir contra-atacar, faça-o sem hesitação. Utilize uma combinação de tácticas e continue a luta até conseguir libertar-se. Grite, dê pontapés nos joelhos e canelas do agressor, pise-o ou golpeie-lhe a garganta com o punho bem fechado. Ataque-lhe os olhos com os dedos e agarre-lhe os testículos, aperte-os e torça-os. Se isto não o paralisar, pelo menos vai deixá-lo de quatro.


 SEGURANÇA NO CARRO

O que se dizia: Ao dirigir, ponha a sua bolsa ou carteira no banco ao lado.
O que se recomenda hoje: Esconda tudo debaixo do assento ou dentro do porta-luvas.

Mesmo nos bairros mais ricos, são inúmeros os casos de ladrões que saltam do seu esconderijo quando os carros estão parados num semáforo ou num sinal de stop. Partem o vidro e desaparecem com a bolsa antes de o motorista conseguir esboçar qualquer reacção. Quanto menos objectos de valor estiverem à vista, menos probabilidades haverá de o seu carro se tornar um alvo.

O que se dizia: Certifique-se de que as portas estão trancadas quando leva crianças no carro ou atravessa bairros mal frequentados.
O que se recomenda hoje: Certifique-se de trancar sempre as portas.

Os assaltantes de automobilistas apanham muitas vezes os motoristas de surpresa ao caminharem a direito para os automóveis e abrirem a porta. Infelizmente, manter as portas trancadas não impede que eles lhe partam os vidros. Por isso, sempre que possível, quando estiver parado, mantenha alguma distância entre o seu carro e o da frente, de forma a ter espaço de manobra se alguém lhe partir os vidros. Se estiver encurralado, buzine, mas se o assaltante estiver armado, talvez seja melhor entregar o que ele quiser.

O que se dizia: Se um carro lhe bater por trás, saia, verifique os estragos e anote o número da apólice de seguro do outro motorista.
O que se recomenda hoje: Não saia do carro, a não ser que se encontre num lugar público ou que apareça um polícia.

Um dos métodos mais populares de assalto a automobilistas é bater levemente no carro para provocar um acidente de trânsito sem grandes consequências. O que os assaltantes querem é que você saia e deixe as chaves na ignição. Enquanto, aborrecido, lhes pergunta onde aprenderam a conduzir atacam-no e, no mínimo, levam-lhe o carro e a carteira. Raptos e violações também têm acontecido neste cenário. A grande parte destes indivíduos anda armada para intimidar as vítimas. Tem que ser cuidadoso porque não hesitarão em usar a arma se você se demorar a explicar que o automóvel lhe pertence a si e não a eles.

No caso de ser abalroado por trás e o seu automóvel ainda conseguir andar, faça sinal ao outro motorista para segui-lo até uma esquadra de polícia ou uma zona iluminada e movimentada próxima. Anote a matrícula do outro automóvel de forma a poder queixar-se à Polícia se ele fugir. Se o seu carro não funcionar, mantenha-se dentro dele até o outro motorista sair ou até que chegue auxílio. É mais que recomendável que traga consigo um telemóvel quando conduz. Já sabe, em caso de urgência ligue o 112.

O que se dizia: Se for interceptado numa “operação STOP” pare e identifique-se cumprindo as ordens das autoridades.
O que se recomenda hoje: Bom, continua a ter que parar e a identificar-se. Mas esteja atento para não cair numa falsa “operação STOP”.

Certifique-se que são mesmo agentes da autoridade e não supostos militares da GNR... Saber distinguir uma operação STOP autêntica de uma falsa é meio caminho andado para não cair na armadilha.

Lembre-se: qualquer cidadão abordado por um agente tem o direito de lhe pedir que se identifique. O Ministério da  Administração Interna (MAI) diz ainda que a polícia Judiciária não tem competência para vigiar o trânsito e nas operações STOP, os agentes têm obrigação de se identificar, com carteira profissional onde estará o crachá da PSP.

Também é  muito importante que saiba como identificar um agente da autoridade, neste caso da GNR. Quando for abordado esteja atento aos seguintes detalhes:



Um agente da autoridade cumprimenta sempre com a saudação militar (continência) elevando a mão direita até junto da cobertura da cabeça (bivaque).  Nos ombros, tem nas platinas uma faixa com uma lista verde e um monograma com as letras GNR. Veste um blusão azul com o identificativo da unidade a que pertence no lado direito e no braço esquerdo o brasão da GNR. Nas acções de patrulha o agente tem sempre a pistola no coldre.  Qualquer viatura da guarda tem a matricula a começar com as letras GNR.

Se lhe for passada uma multa têm que lhe entregar um documento – modelo próprio da GNR – especificando o local onde é passada a contra-ordenação. "Nunca" se deve efectuar qualquer pagamento em dinheiro (a não ser que se trate de cidadão não residente em Portugal). Se o pedido de pagamento no local persistir estará na presença de uma situação ilícita.  No caso de desconfiar que está prestes a ser burlado o melhor que tem a fazer é alertar as verdadeiras autoridades. O mais simples é ligar o 112.

Se for abordado, especialmente em local ermo, por indivíduos não identificados e com viatura descaracterizada (mesmo com o pirilampo), não se exponha saindo do seu carro ou abrindo o vidro para falar. Continue em marcha, ligue os piscas para chamar atenção e contacte as autoridades mais próximas. Várias automobilistas têm sido assaltados, burlados e vítimas de violência nestas circunstâncias. Este tipo de situações é de maior ocorrência  no norte do país, mas podem acontecer em qualquer lado.


SEGURANÇA EM CASA

O que se dizia: Se tiver um sistema de alarme moderno, está seguro.
O que se sabe hoje: Não há sistema de segurança que possa protegê-lo completamente.

Num inquérito efectuado a vítimas de crimes, concluiu-se que cerca de 50% dos assaltos bem sucedidos ocorrem em casas cujas portas ou janelas foram deixadas abertas. Certifique-se de que a sua casa está trancada, mesmo quando se encontra dentro dela. As portas deverão contar com fechaduras reforçadas de pelo menos 2,5 cm de lingueta – as mais difíceis de abrir. Não deixe a sua carteira ou bolsa perto de janelas ou portas e coloque televisões, vídeos, aparelhagens e computadores longe das janelas, de forma a não poderem ser vistos facilmente do exterior.

Quando estiver fora, utilize um programador para acender e apagar as luzes a determinada hora. Não são muito caros e vendem-se até em supermercados. Informe os correios para suspenderem temporariamente a entrega de correspondência ou peça a um vizinho ou amigo que a recolha. Nunca avise por meio do seu atendedor automático de chamadas que não está em casa.

O que se dizia: Os assaltos só acontecem à noite ou quando não estamos em casa.
O que se vê hoje: As casas são assaltadas em plena luz do dia e até mesmo quando lá se encontram pessoas.

Enfrentar um ladrão pode ser perigoso. Se possível, crie um lugar “fortificado” onde possa refugiar-se com a família caso haja um intruso dentro de casa e não possa fugir. A porta desse espaço deve contar com uma tranca reforçada, para que se possa fechar por dentro. Se possível, coloque um telemóvel nesse compartimento, de forma a poder chamar a Polícia mesmo que as linhas telefónicas tenham sido cortadas.

O que se dizia: Se alguém tocar à porta e não quiser abrir, finja que não está em casa.
O que se recomenda hoje: Nunca deixe de responder.

A pessoa que bate à porta pode estar a tentar saber se há alguém em casa. Se você não responder, poderá acabar por ser vítima de um assalto. Mas utilize uma janela, o olho mágico da porta ou o intercomunicador para ver quem é. Se alguém lhe pedir para utilizar o telefone numa emergência, ofereça-se para fazer a chamada enquanto a outra pessoa espera do lado de fora.

Por vezes, os ladrões disfarçam-se de distribuidores de encomendas, verificadores dos contadores da água ou electricidade e até mesmo de padres ou mensageiros de uma qualquer religião. Por isso, peça à outra pessoa que lhe mostre a sua identificação pela janela ou à frente do olho mágico. Se mesmo assim as suas suspeitas se mantiverem, ligue para a companhia e pergunte se existe alguma visita de serviço programada para a sua casa. Se não houver chame e Polícia.

O que se dizia: Uma vez dentro do seu jardim, pode respirar tranquilo.
O que se recomenda hoje: Não se sinta em segurança até estar trancado dentro de casa.

Os assaltantes de carros, de casas e os ladrões por esticão chegam hoje em dia a atacar as pessoas até nos jardins de suas casas. Os criminosos seguem muitas vezes as pessoas a partir de centros comerciais ou caixas Multibanco. Olhe em redor antes de sair do seu carro. Mantenha sempre a porta da garagem trancada e, ao entrar ou sair, certifique-se de que ninguém entrou sorrateiramente enquanto a porta esteve aberta. Ao sair do carro, traga as chaves de casa na mão e nada de sacos e pacotes em demasia.