25 de setembro de 2015

E QUANDO OS FILHOS SÃO OS AGRESSORES?

A violência nas famílias é maioritariamente focada nos agressores adultos e nas crianças como vítimas. E quando são os filhos os agressores? E quando são as crianças que ultrapassam todos os limites? 






Infelizmente tem-se observado um crescente aumento da violência por parte dos filhos aos seus pais, familiares, amigos, professores... As estruturas das relações nas famílias tem sofrido uma inversão de poderes e papeis, acompanhadas de várias mudanças do mundo atual relativamente às pautas e valores pelos quais os seres humanos se regem, e que transforma a forma como cada um de nós se vê a si próprio e aos outros.

A maior parte dos protagonistas deste tipo de agressões são crianças ou adolescentes do género masculino, entre os 7 e 18 anos, mas especialmente entre os 15 e os 17. Segundo os estudos, no geral, este tipo de comportamento verifica-se com mais frequência em famílias de classe media e alta, do que nas de classe mais baixa. (Cottrel, 2001)

Trata-se de uma violência que se evidencia tanto de forma física como psicológica, desde ameaças e insultos a agressões físicas de intensidade distinta. Falamos de uma violência ascendente, que tenta desafiar regras através de uma forte oposição e rejeição dos limites estabelecidos pelos pais, muitas vezes com fugas de casa, abandono dos estudos, com o intuito de magoá-los, controla-los e sobrepô-los.


Para os pais, que vão vendo este comportamento a desenvolver-se e a crescer, inicialmente vão aguentando e suportando esta situação, tentando desculpar os filhos devido à sua idade, à sua personalidade, ou até mesmo por sentirem vergonha, autopercepcionando-se fracassados como pais. Com o tempo e manutenção desta interação familiar, as agressões vão-se intensificando, chegando a um ponto insuportável, e os pais “não aguentam mais”. A sensação de impotência e vergonha torna-se crescente e também eles chegam ao ponto de passar à agressão ao filho, por não conseguirem verem outras saídas possíveis. Neste sentido, o conflito familiar torna-se caótico, e as relações giram em torno da violência, num ciclo que se retro-alimenta sucessivamente.

Por um lado encontramos crianças ou adolescentes que não aprenderam a expressar ou a regular as suas emoções e necessidades e que as “explodem” através de comportamentos agressivos, tentanto afirmar as suas vontades, presença e poder. Por outro lado, podemos ter pais que têm grande dificuldade e até medo de impor desde cedo regras, limites e disciplina e que podem ter educado os filhos no sentido do preenchimento imediato de todos os seus desejos, sem exigências e responsabilidades e com pouca disponibilidade emocional e afetiva.

Muitas vezes os filhos acabam por crescer com a ideia de que são únicos e especiais, não tendo assim consciência de regras que regulam a convivência. Os outros passam a ser meros instrumentos para a satisfação dos seus desejos e quando estes são recusados, partem para a agressão. Negam a existência de pautas de comportamento externas à deles, não aceitam outros pontos de vista e não sentem o dever de cumprir.

Por outro lado, um estilo parental oposto também poderá também influenciar pautas de comportamento agressivas, ou seja, quando os pais são extrema e excessivamente rigorosos e penalizadores, com imposição de limites e regras indiscriminados, (acompanhado de ausência de afeto e carinho) podem surgir também comportamentos de revolta e violência contra aos pais.

Nalguns casos, pode observar-se também a influência da violência aprendida, segundo o princípio que “violência gera violência”. Quando desde pequenino se aprende que os conflitos se resolvem com violência, e que esta permite prevalecer, caso se vá observando que o pai bate na mãe, ou que os pais batem em colegas ou vizinhos, então esta mesma estratégia é adotada inclusivamente contra os próprios pais, de forma a serem os filhos a controlar e a mandar em tudo. As crianças desde cedo interiorizam que a violência contra os pais é um instrumento eficaz de comunicação das suas emoções e pensamentos, bem como de controlo e superioridade. Este fenómeno de violência torna-se extremamente preocupante e requer intervenção especializada ao nível da terapia individual para filhos e pais e primordialmente ao nível da Terapia Familiar com todos.

Para prevenir este tipo de comportamentos, a coerência e o afeto serão os elementos fundamentais:

- É importante que os pais possam manter sempre os mesmos critérios desde tenra idade dos seus filhos (em que um “sim “ é um “sim” e um “não” é um “não”) havendo ainda continuidade e permanência desses critérios ao longo do tempo;

- É também importante a imaginação e a criatividade, estando com os filhos nos seus jogos e brincadeiras, partilhando desejos, que assim se convertem em desejos de “todos” e podem ser modificados (Rodríguez, 2004);

- Os pais têm ainda um papel fulcral no ensino da expressão e regulação emocional dos filhos. É com eles que as crianças aprendem a gerir e a comunicar as suas emoções e necessidades de forma sustentada;

- Também a escola tem uma posição fundamental, devendo utilizar procedimentos inclusivos desde cedo, que fomentam a resolução de conflitos entre as crianças de forma pacífica e comunicativa;
- É ainda importantíssimo que os pais possam transmitir um genuíno afeto aos filhos, de forma a que eles o sintam, de forma vital e quotidiana, quer através de um abraço, um beijo, ou um elogio pelas suas qualidades;

- Os pais poderão ser como um chapéu-de-chuva protetor da criança diante dos demais. Mas tal deve ser acompanhado com “educação para a responsabilidade”e autonomia (em que a criança se torna responsável pelos seus atos e decisões) e com “educação para a empatia”(Naouri, 2003), ensinando-os a comunicar e a colocar-se no lugar dos outros, permitindo-lhes ser indivíduos solidários e felizes com eles próprios, com as suas famílias e com a sociedade.


Vanessa Damásio


Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Familiar e Conjugal


Psinove - Inovamos a Psicologia www.psinove.com

9 de agosto de 2015

Revista CINTURÃO NEGRO (Junho, Julho, Agosto, 2015)

Revista internacional de Artes Marciais, Desportos de Combate e Defesa Pessoal


CINTURÃO NEGRO Agosto 2015




CINTURÃO NEGRO Julho 2015

           



CINTURÃO NEGRO Junho 2015

          




Revista Gratuita CINTURÃO NEGRO



AS PRECAUÇÕES A TER COM OS PASSAGEIROS EM PONTO PEQUENO

Vai enviar o seu filho a passar férias com familiares? Veja os conselhos fundamentais para pais que têm crianças menores que vão viajar sozinhas.



O seu filho vai viajar sozinho? Então há uma série de precauções a ter. Tome nota das dicas que se seguem para uma viagem segura e tranquila. Quando chega a hora de organizar uma viagem para outro país, as preocupações são muitas, principalmente quando o viajante é o seu filho. Por isso, com a ajuda da pediatra Helena Carreiro, preparámos um pequeno guia de viagem que o vai ajudar a desempenhar esta tarefa com sucesso, sem grandes sobressaltos:
- Documentos - A criança deverá possuir um passaporte, bilhete de identidade ou cartão de cidadão válido. A cédula de nascimento não pode ser usada para este efeito.
- Autorização - Para que um menor não acompanhado entre ou saia do país é necessária uma autorização de um dos progenitores ou de quem exerce o poder paternal. O documento deve ser escrito, datado, conter a assinatura legalmente certificada e conferir poderes de acompanhamento a terceiros, devidamente identificados.
- Saúde - Dependendo do destino, solicite o Cartão Europeu de Seguro de Doença (CESD) para que a criança possa ter acesso aos cuidados de saúde que possam vir a ser necessários.
- Viagem - Ao efetuar a reserva, escolha o menu mais adequado para a criança. As companhias prevêem actividades para distrair estes passageiros no voo. De qualquer modo, incentive o seu filho a levar objetos para se entreter (livro, jogo, tablet ou leitor de música) e pastilhas elásticas ou rebuçados para atenuar o mal-estar nos ouvidos antes de aterrar.
- Aeroporto - No dia da partida, os pais devem acompanhar o menor no processo de check-in e formalidades e permanecer no aeroporto até à descolagem do voo. À chegada, o menor deverá ter alguém à sua espera que tenha sido autorizado pelos pais e que esteja devidamente identificado.
 Helena Carreiro (pediatra)

Leia também: PROTEJA O SEU FILHO DO CRIME


É UMA “PRESA” FÁCIL? SAIBA COMO SE PROTEGER DOS PREDADORES...

Já alguma vez se questionou por que é sempre o enganado, o não escolhido, o não promovido, o traído, o assaltado…?


A forma como o seu corpo “fala” dá uma espécie de permissão aos que se vêem como “predadores” para atacar, isto porque eles irão sempre escolher os que aparentam oferecer  menor resistência.

1. Não fazer contacto visual - Quando não olha nos olhos, as pessoas tem tendência a desconfiar de si, a vê-lo como submisso, fraca autoestima, tímida e menos competente. Olhe mais nos olhos.
2. Má postura - Postura curvada e ombros descaídos sinalizam falta de autoestima ou falta de confiança, tal como quando se senta na ponta da cadeira ou demasiado relaxado pode transmitir falta de compromisso. A postura é também uma forma de transmitir o nosso estado mental, se estamos chateados, temos uma postura caída mas se estamos alegres, todo o corpo desafia a gravidade. Tenha uma postura o mais direita possível e faça mais gestos que desafiem a gravidade, como SORRIR.
3. Aperto de mão fraco - O aperto de mão normalmente é o primeiro contacto físico entre duas pessoas. Um aperto de mão fraco pode indicar a falta de três características fundamentais às interacções humanas; Confiança, ligação e credibilidade. Por outro lado, um aperto de mão muito apertado pode indicar agressividade e necessidade de afirmação. Faça o aperto de mão firme e com a mão na vertical.
4. Gestos cruzados - Braços e pernas cruzadas dão uma imagem de medo, falta de confiança, desinteresse, aborrecimento e tédio. As posturas abertas, com braços abertos e pernas um pouco afastadas, ajudam a obter uma melhor avaliação por parte das outras pessoas, emitindo assim uma imagem de confiança, autoridade e competência.
5. Olhar para baixo - Olhar para baixo enquanto faz uma apresentação, fala ou anda, indica depressão, tristeza e desconforto, emite uma imagem de falta de confiança. Olhe em frente com o queixo na horizontal.
6. Inclinação do corpo - Se afasta o corpo da pessoa com quem está a conversar mostra desconforto, distracção e até desinteresse. Se se aproxima demasiado poderá parecer agressivo. A inclinação deve ser para a frente e ligeira, mostra interesse e respeito por aquilo que está a ser dito.
7. Roer as unhas, mexer no cabelo, tiques - Este tipo de movimentos, roer as unhas, mexer no cabelo, ter uma caneta na mão e estar constantemente a fazer o clique, pegar em clips, bater com os dedos ou com os pés, brincar com elásticos, mexer nos anéis ou botões, são indicadores de nervosismo e falta de controlo, além de irritar e distrair as pessoas com que estamos a interagir, diminui em muito as nossas possibilidades de sucesso, é importante evitar este tipo de movimentos.
8. Mãos nos bolsos - Colocar as mãos nos bolsos é percebido como uma procura de conforto, este gesto fá-lo parecer inseguro. Evite colocar as mãos nos bolsos, quando interage com os outros, é preferível cruzar os braços com os polegares visíveis.
9. Andar rápido - Andar rápido transmite uma imagem de desorganizado, desesperado e inseguro. Não ande nem devagar, nem depressa, ambas as maneiras são prejudiciais para a sua imagem. Ande descontraído e direito.


Quanto mais “presa” parecer, mais “predadores” irá ter!

GUIA DE SEGURANÇA PARA QUEM VAI DE FÉRIAS

A Prosegur disponibiliza, em colaboração com a PSP e a APAV, o "Guia de Segurança" com dicas práticas para ajudar a deixar a sua residência protegida enquanto vai de férias...




Na altura do ano em que a percentagem de roubos mais aumenta, a Prosegur insiste na necessidade de reforçar a segurança das casas através de acções simples, mas essenciais, na prevenção de assaltos a domicílios desocupados.
O Guia de Segurança, que vai na sua segunda edição, reúne todos os conselhos numa publicação que contou com a participação especial da PSP e da APAV.
Algumas regras simples incluem não comunicar a desconhecidos que a casa vai estar desabitada, deixar algumas persianas abertas para dar a ilusão de que a habitação não está desocupada, ou ainda optar por guardar os seus objectos de valor no cofre de um banco.
Pedir a colaboração de um familiar ou vizinho de confiança para recolher o correio, ou utilizar dispositivos electrónicos que programem automaticamente o acendimento das luzes são também opções úteis e acessíveis a ter em conta.
Para além destas atenções domésticas, a Prosegur dispõe de um conjunto de serviços e soluções que oferecem uma maior segurança e tranquilidade enquanto está fora.
Um sistema de alarme ligado a uma Central de Segurança 24h que se traduz num aviso imediato às forças de segurança, caso se verifique tentativa de assalto, um sistema de segurança por Videovigilância que permite a visualização de imagens do que acontece no local e instalação de alarmes técnicos que permitem detectar erros de funcionamento como por exemplo fugas de água ou gás, são algumas das soluções disponíveis.
O serviço de piquete é também uma alternativa, com a possibilidade de contratação durante o mês de férias. Este serviço consiste na resposta ao disparo de alarme, mediante a deslocação de um piquete de intervenção da Prosegur para verificação do local protegido. O piquete faz-se acompanhar das chaves do imóvel para que possa aceder ao local, inspeccioná-lo e facilitar o acesso às autoridades ou forças de segurança.

12 de julho de 2015

6 CONSELHOS ÚTEIS (PARA PAIS E FILHOS) EM TEMPO DE FÉRIAS

Praia, parques de diversões, multidões... Em tempo de férias, as crianças perdem-se mais facilmente. Siga estes conselhos para que tudo corra bem.


1. O primeiro passo é falar com o seu filho sobre este tema, num discurso adequado à sua idade e entendimento. Não precisa de usar um tom dramático, mas explicar à criança que isso é uma possibilidade e o que fazer em caso de se perder dos pais, é fundamental para diminuir ao máximo o impacto da situação.

2. Quando estiver num parque de diversões ou num espaço aberto onde haja multidão, vista o seu filho com cores alegres e vivas. Esqueça os brancos ou cores neutras. O seu filho deverá usar um chapéu, onde pode escrever por dentro contactos de emergência.

3. Quando chegar a um local, deve identificar sítios que possam servir de ponto de encontro e informar a criança que, em caso de se perderem, é ali que deve esperar.

4. Antes de sair de casa, fotografe o seu filho. Assim terá um registo fiel de como ele estava vestido. Numa situação de desespero, podemos esquecer pormenores importantes.

5. Quando sair em grupo, ou seja, várias crianças e adultos, combine com os elementos desse grupo quem fica de olha de quem. Muitas vezes achamos que a pessoa x está a tomar conta de uma determinada criança e ela pensar o contrário. A responsabilidade de cada adulto deve ficar bem definida.

6. Transmita ao seu filho a seguinte mensagem: permanecer sempre acompanhado e nunca ir a lado nenhum sozinho, ir sempre com um adulto responsável ou com um irmão ou irmã já adultos.