24 de fevereiro de 2016
15 de fevereiro de 2016
APAV - Violência no Namoro
Assinalando o Dia dos Namorados, 14 de Fevereiro, a APAV apresentou uma nova campanha de sensibilização: “Se te marcam, sabes com quem podes partilhar”.
A campanha foi desenvolvida pela CARMEN, agência criativa do YoungNetwork Group, que produziu a campanha de forma mecenática. Esta nova campanha de sensibilização tem um particular enfoque nas redes sociais.
A violência no namoro acontece quando, no contexto das relações de namoro, um dos parceiros (ou mesmo ambos) recorre à violência com o objectivo de se colocar numa posição de poder e controlo. A violência no namoro pode assumir diferentes formas: violência verbal, violência psicológica, violência física e/ou violência sexual.
A APAV, através da Linha de Apoio à Vítima (116 006, chamada gratuita) e da rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima, está disponível para apoiar.
13 de fevereiro de 2016
“Sexting” aumenta risco de bullying digital: 10 conselhos para evitá-lo
"Sexting" é o termo encontrado para explicar a troca de dados íntimos entre jovens (desde SMS, a fotografias, vídeos, em todas as redes sociais), comportamento que já é um dos mais perigosos fenómenos da moderna sociedade e com consequências terríveis para os menos preparados para o imenso mundo que agora descobrem.
As redes
WhatsApp, Viber, Snapchat e Skype – para citar as mais conhecidas – permitem e
fomentam a troca de mensagens e imagens de forma imediata, aquelas que são
feitas no calor do momento, e os dados privados – números de telefone, emails,
até morada residencial e dos estabelecimentos de ensino – são publicados sem se
pensar duas vezes. Com algum azar (mas não muito), podem ir parar à mão de
estranhos e/ou criminosos.
Muitas das
vítimas não têm consciência de que essa informação íntima pode ser desviada sem
o seu consentimento, arriscando-se a que seja exposta e até mesmo publicada em
páginas web pornográficas. Além disso, no pior cenário, esses conteúdos podem
ser utilizados por ciber-criminosos para chantagear as vítimas.
Segundo um
estudo recente da Kaspersky Lab, o assédio online é a maior preocupação para
36% dos pais. Além disso, metade deles acredita que as ameaças online aos mais
jovens estão a aumentar e 31% pensa que não tem qualquer controlo sobre o que
os seus filhos fazem na Internet.
De acordo
com Alfonso Ramírez, director geral da Kaspersky Lab Iberia, "embora os pais
tenham conhecimentos sobre a Internet e possam orientar os seus filhos, o
comportamento dos adultos neste mundo é sempre diferente do dos mais novos e
muitas vezes imprevisível. O problema não é a diferença de aptidões
tecnológicas entre as gerações, mas a falta de conhecimento dos pais sobre a
forma como os seus filos usam a tecnologia, sejam redes sociais ou serviços de
mensagens instantâneas".
A Kaspersky
Lab oferece aos adolescentes alguns conselhos para evitar as graves
consequências do “sexting”:
1.Não
partilhes fotografias íntimas. Muito menos com estranhos, mesmo que insistam
para que o faças.
2.Não envies
conteúdos privados para atrair a atenção da pessoa de quem gostas. Se não for
recíproco, essa pessoa pode acabar por divulgar as tuas mensagens só por
divertimento.
3.Não uses o
sexting como forma de pregar partidas ou de fazer piada. Este é um assunto
sério, que te pode trazer muitos problemas.
5.Não
publiques fotos íntimas nas redes sociais. Há sempre alguém disposto a usá-las
contra ti.
6.Instala
uma solução de segurança capaz de proteger contra estes perigos, como o SafeKids da Kaspersky Lab.
O que fazer se estes conteúdos forem tornados públicos?
A Kaspersky
Lab compilou uma série de recomendações a seguir tanto por vítimas como pelos
seus progenitores:
1.Não
comente as imagens ou vídeos publicados nas redes sociais. Evitará, assim,
atrair ainda mais atenção.
2.É possível
minimizar as consequências negativas publicando conteúdos positivos nas redes
sociais. A melhor forma de fazer frente a esta situação é ignorar todos os
comentários que tenham a ver com o incidente.
3.Independentemente
da plataforma onde se publicaram estes conteúdos íntimos, recomendamos que
alerte o administrador do espaço para o informar que essas imagens ou vídeos
foram publicados sem o seu consentimento. Neste caso, a plataforma é obrigada a
eliminá-los.
4.Se estas
recomendações não forem suficientes, o melhor é contactar um advogado e
informar-se acerca da legislação em matéria de protecção de dados pessoais e
distribuição de pornografia infantil.
5.Denunciar
o delito aos organismos pertinentes, nomeadamente à Polícia Judiciária e
Polícia de Segurança Pública (PSP).
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7 de fevereiro de 2016
COMO LIDAR COM PARCEIROS AGRESSIVOS
Um
relacionamento estável não deve basear-se no chamado amor incondicional, mas
sim em respeito, confiança, reciprocidade, concessão e cumplicidade, sem estes
sentimentos não é amor. Quando se age desta forma está faltando o único amor
que realmente necessita ser incondicional: O amor-próprio. Se você não tem amor
por si, o que oferece aos outros não é amor é a sua baixa auto-estima.
Em
geral o ser humano não nasceu para viver só. Temos emoções, desejos e anseios
de sermos felizes. No modelo criado pela sociedade, pela religião e embebidos
de valores familiares, aprendemos que feliz é quem tem um companheiro.
Algumas
pessoas acabam por se envolver em relacionamentos prejudiciais porque a
necessidade que o ser humano possui de mostrar-se perante a sociedade dentro
deste modelo o leva a desejar provar que é amado, em alguns casos este desejo
supera o amor-próprio. Estas pessoas temem sentir-se excluídas socialmente por
não terem um companheiro, isso gera uma certa carência levando a atitudes
precipitadas quando decide envolver-se com uma pessoa.
A
agressividade é desencadeada pela testosterona. Homens e mulheres produzem esta hormona, sendo que, as mulheres em índices indiscutivelmente inferiores. O que
não significa que uma mulher não possa ser agressiva. Existem excepções e o
comportamento humano é variável, porém de uma forma geral, devido a uma pressão
social, religiosa e familiar, a mulher encontra-se numa posição mais vulnerável
no que se refere a relacionamentos. Isto não quer dizer que o sexo feminino
seja frágil, quer dizer antes que são mais emotivas, tolerantes e
condescendentes.
Nos dias de hoje os relacionamentos são consequência das escolhas de cada um. Diferente de décadas atrás em que os pais escolhiam os maridos para as filhas e diferente de alguns países que ainda mantém este comportamento.
Quando se tem um parceiro agressivo, basicamente esta relação é constituída pelo sentimento de posse sobre o outro.
A agressividade não se resume apenas a uma questão física, ela pode ser também verbal ou comportamental. Quando conhecemos alguém é perceptível a existência da agressividade se ficarmos atentos aos menores detalhes e não nos deixarmos cegar pelo lado emocional. Os adultos normalmente têm dificuldade para reconhecer a própria agressividade. Na maioria das vezes recusa-se a admitir que ultrapassaram os limites, e quando questionados podem torna-se ainda mais agressivos se confrontados num momento de fúria.
MEDIDAS DE PRECAUÇÃO
1. É
importante que ao menor sinal de agressividade do parceiro, a outra parte
mantenha a calma. Sabendo-se que manter a calma não pode ser sinónimo de medo,
medo é algo que não é positivo neste momento nem mesmo por instinto de
sobrevivência. Algumas pessoas agressivas quando percebem que causam medo
aproveitam-se da situação tornando-se mais agressivas, intimidadoras,
manipuladoras, e aumentam desta forma o controle da situação. Retribuir a
agressividade com agressividade pode desencadear uma situação pior ainda. Os sentimentos
quando são despertados tornam-se um círculo vicioso alimentando-se entre si.
Bons sentimentos geram bons sentimentos, sentimentos negativos geram
sentimentos negativos.
2. Assim que o ímpeto de agressividade se
calmar deve iniciar-se um diálogo de forma que você demonstre que possui
respeito pelo parceiro, manifestar a sua indignação por não ter sido respeitado
e afirmar que não tolerará tal atitude. Em nenhum momento demonstre medo, mas
sim respeito que são duas coisas totalmente diferentes. Respeito é algo que se
conquista quando se tem admiração e esta é estimulada, medo é algo que se impõe
ao parceiro para que ele seja subjugado. Não existem atenuantes que justifiquem
agressividade num relacionamento. Quem tem razão demonstra com argumentos e não
com gritos, ataques físicos ou morais. Nenhum problema ou frustração que o
parceiro esteja a passar é motivo para agressividade, seja o problema a relação
ou por razões externas provenientes da atribulada vida do dia-a-dia.
3. Há casos, em que a agressividade do
parceiro é um traço de personalidade adquirida, de situações ou hábitos de
convívio na infância e adolescência devido ao ambiente em que foi criado, sendo
vítima de violência doméstica ou simplesmente um espectador. O fato precisa de ser
compreendido e não aceite como justificativa para tal agressividade, pois a pessoa
actual não é responsável pelo passado do outro.
4. Entenda que, caso uma atitude racional
e de recusa não sejam manifestadas logo no primeiro conflito, isso pode
tornar-se um hábito e um caminho sem volta com sérios riscos de se agravar.
Passando rapidamente da agressividade verbal e comportamental para física sem
que se dê conta e nem consiga compreender quando e como principiou.
5. Quando não existe diálogo para que
este problema seja solucionado, é necessário recorrer a ajuda profissional para
que se restabeleça um relacionamento saudável e não se desencadeie um
relacionamento destrutivo que prejudica a todos os envolvidos, principalmente
havendo filhos envolvidos.
6. Caso a agressividade seja expressada
de forma física, a atitude precisa ser ainda mais contundente. Em geral toda
agressividade física acontece com algum sinal antecedente de forma verbal ou
comportamental. Por isso é importante manter uma certa distância do parceiro e
afirmar que não aceitará de forma alguma tal atitude, não funcionando tal
advertência afaste-se. Se possível peça auxílio ou feche-se em algum lugar
seguro, caso tenha acesso a um telefone chame a polícia. Não se mantenha
isolado esperando com isso acalmar os ânimos e arriscando sair com o seu parceiro
ainda no local, mesmo que ele diga que está tudo bem e implore por desculpas ou
perdão. Não se esqueça que uma pessoa agressiva é também manipuladora. Nesse
momento pense em primeiro lugar na sua integridade física.
7. Não hesite em apresentar queixa às
autoridades competentes, seja por pena, vergonha ou receio de ficar sozinha. Se
o parceiro não for alvo de medidas legais, ele estará mais disponível para a controlar
e utilizará esses meio para atingi-la de novo. Seja por causa dos filhos, pudor
ou medo de tomar alguma atitude, não tenha vergonha de pedir auxílio e
denunciar. Lembre-se que muitos casos de agressividade terminam tragicamente,
basta ler os jornais diários…
Notas:
▪ Fatores que
desencadeiam a agressividade do parceiro: Problemas mentais e instabilidade
emocional, falta de diálogo, álcool e drogas, dificuldades sexuais, baixa auto-estima
e insegurança.
▪ Motivos que levam a consentir
a agressividade do parceiro: Masoquismo mesmo que inconsciente, sentimento de
culpa pelo fracasso da relação, dependência económica e vergonha de assumir o
problema e pedir ajuda.
Fonte: Global Leads Group
31 de janeiro de 2016
Metade das Fotos dos Sites de Pedofilia são Tiradas das Redes Sociais dos Pais
São imagens de crianças em atividades cotidianas que são retiradas do Facebook, Instagram e outras redes
sociais.
Metade do material encontrado em sites de pedofilia são imagens inocentes
de crianças realizando atividades do dia a dia. E pior, estas imagens foram
postadas por seus próprios pais em suas contas nas redes sociais, como Facebook
e Instagram! Foi o que descobriu uma investigação feita pela Comissão
Australiana de Seguranças das Crianças na Web.
Muitas das fotos inocentes estavam em pastas com nomes como “crianças na
praia”, “ginástica artística”, entre outras. “Diversos pedófilos deixaram claro que obtiveram as
imagens vasculhando as redes sociais de pais. As imagens vinham quase sempre
acompanhadas de comentários explícitos e perturbadores”, alerta Alastair
MacGibbon, um dos responsáveis pela investigação. Esta ação conseguiu remover
mais de 25 mil imagens de crianças que eram utilizadas em sites de pedofilia.
A seguir tenha em conta algumas formas simples de evitar que criminosos acedam
às suas fotos e vida pessoal:
Ajuste as configurações de privacidade das suas redes sociais. Saiba que
tanto o Facebook quanto o Instagram possuem configurações que só permitem que
algumas pessoas, os seus amigos ou seguidores, vejam as imagens que você posta;
Tenha apenas pessoas próximas e confiáveis como amigos ou seguidores nas
redes sociais;
Converse com os seus amigos e familiares sobre os cuidados importantes na
hora de postar fotos do seu filho ou de outras crianças;
Não publique endereços de moradia, trabalho, creche ou outros nas redes
sociais;
Caso tenha um blog ou algo parecido, evite publicar fotos do seu filho.
Por: Bruna Romanini
CHILD ABDUCTION − RAPTO DE CRIANÇAS
Um vídeo que alerta para o
rapto de crianças tem sido visualizado por milhões de pessoas, na internet.
Muitos dos pais dizem estar descansados, que os filhos não dão conversa a
estranhos. Mas o pequeno filme mostra uma realidade bem diferente e bastante
assustadora.
Isto prova que todo o
cuidado é pouco… uma pequena falta de atenção pode facilitar as intenções sinistras
de alguém.
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Revista CINTURÃO NEGRO (Janeiro, 2016)
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