5 de março de 2016

3 de março de 2016

Vinte e nove mulheres assassinadas e 39 vítimas de tentativa de homicídio em 2015 − UMAR

Nos últimos dez anos foram assassinadas, em média, 43 mulheres por ano, de acordo com dados da UMAR, que revela hoje que em 2015 foram mortas 29 mulheres (Quase 90% tinham relação com agressor) e outras 39 foram vítimas de tentativa de homicídio.


Segundo o relatório do Observatório de Mulheres Assassinadas, hoje divulgado, entre 01 de janeiro e 31 de dezembro de 2015, foram registados 29 homicídios de mulheres, menos 16 do que em igual período de 2014.

"Não obstante os dados apresentados, não podemos concluir no sentido de uma tendência decrescente ao nível da incidência do crime", diz a UMAR.

"Da análise sistemática dos anos anteriores (2004 -- 2014), verifica-se que, tendo existido anos pretéritos com uma incidência inferior, os mesmos foram contrariados por ano seguinte com novo aumento de registos", acrescenta.

Por outro lado, a UMAR sublinha que no ano passado foram noticiados quatro femicídios ocorridos em anos anteriores e que não tinham sido contabilizados pelo OMA, pelo que não foram objeto de análise neste relatório.

Segundo os dados do OMA, em 87% dos 29 casos de mulheres assassinadas, as vítimas tinham ou tiveram uma relação de intimidade com o agressor, sendo que em 13% (4) as mulheres foram assassinadas por alguém com quem tinham uma "relação familiar privilegiada".

No total de 432 femicídios em dez anos, "mantém-se a tendência de maior vitimização das mulheres às mãos daqueles com quem ainda mantinham uma relação, fosse ela de casamento, união de facto, namoro ou outro tipo relação de intimidade (268) ".

No que diz respeito à caracterização das vítimas, e relativamente ao ano de 2015, 31% tinha mais de 65 anos, sendo que em apenas dois casos as mulheres tinham idade entre os 18 e os 23 anos. No entanto, o grupo etário mais vitimizado é o das mulheres entre 36 e 50 anos (28%).

Em apenas onze das 29 mulheres assassinadas foi possível ter informação quanto à sua situação profissional, sendo que cinco estavam reformadas e 12 estavam empregadas. Apenas uma estava no desemprego.

Já no que diz respeito aos homicidas, a maioria (38%) tem idades entre os 36 e os 50 anos e estava empregada (8), havendo dois desempregados e cinco em situação de reforma.

Relativamente ao período do ano em que mais ocorrem homicídios, os dados do OMA mostram que é principalmente nos meses de janeiro, março e abril, com quatro femicídios cada, num total de 12 em 29.

No entanto, olhando para o global dos dez anos, é possível constatar que há uma prevalência de homicídios nos meses de verão, como julho, agosto e setembro, com 48, 41 e 48 femicídios em dez anos, respetivamente.

A residência continua a ser o local onde a maioria das mulheres foram mortas, com uma taxa de prevalência de 62%, tendo havido também cinco que foram assassinadas na via pública e quatro que morreram no local de trabalho.

O meio mais escolhido para concretizar o crime foi a arma de fogo (15).

Quanto aos distritos, foi no Porto que ocorreram mais, com sete homicídios, seguido do distrito de Lisboa, com seis, classificação que se inverte quando contabilizados todos os dez anos, em que foram mortas 94 mulheres em Lisboa e 45 no Porto.

A motivação por trás do crime teve sobretudo que ver com contextos de violência doméstica e de relações de intimidade violentas.



Fonte:Lusa


27 de fevereiro de 2016

BULLYING: PRIMEIROS SINAIS QUE PROVAM QUE O SEU FILHO É VÍTIMA





Os problemas de relacionamento que as crianças têm na escola – sejam físicos ou psicológicos, sejam verbais ou sexuais – constituem, muitas vezes e por muito tempo, verdadeiros mistérios para os pais. Sobretudo porque é natural que os filhos não queiram falar deles. Há, porém, um conjunto de sintomas ou sinais que permitem ajudar a levantar o véu sobre este drama e atuar em conformidade, caso haja suspeita.

As alterações de comportamento dos filhos, pouco comuns naquilo que é a personalidade deles, devem suscitar logo um alerta. Se as perturbações se mantiverem ao longo do dia, então é sinal de que é mesmo preciso sentar e conversar para perceber o que está a mudar. Só assim, na verdade, se despistam alterações que chegam com a adolescência. Porém, uma vez descartadas aquelas modificações, é tempo de prestar a devida atenção ao seguinte:

● Decréscimo brusca do rendimento escolar
● Alterações de humor frequentes: com especial incidência para a tristeza
● Facilidade em ficar ansioso sempre que se aborda o tema da escola
● Ataques de impaciência sem uma explicação aparente
● Irregularidades do sono e do apetite
● Dificuldade em prestar atenção
● Isolamento social (evitar estar com os amigos, pouco interesse por eles)
● Evidência de timidez e insegurança


Numa primeira fase e uma vez identificados os sintomas, é importante conversar e estabelecer confiança para que a criança fale sobre o que está a viver ou a pensar. Tornar a situação comum ou desvalorizá-la pode não ajudar e pode até levar ao silêncio. É por isso, importante, ouvir até ao fim e pedir relatos concretos de episódios. Numa segunda fase, é relevante procurar confirmar esses mesmos factos e contactar a escola para poder recolher mais informação, e até, consoante a gravidade da situação, pedir ajuda psiquiátrica. Tudo isto sem esquecer de valorizar o quão importante foi, pais e filhos, terem conversado sobre o assunto.


Fonte: Delas

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