4 de fevereiro de 2017

KASPERSKY AVISA PARA COMPORTAMENTOS ONLINE QUE DEVEM SER INTERROMPIDOS



Com todas as vantagens do actual mundo conectado vêm também os desafios: a internet está cheia de cibercriminosos e os utilizadores precisam de alterar os comportamentos que criaram numa altura menos perigosa.

Há mais informações pessoais nas redes do que nunca, e por isso a Kaspersky Lab preparou uma lista com 7 comportamentos comuns e perigosos aos quais os utilizadores estão susceptíveis todos os dias. Estas acções, diz a especialista em segurança, devem ser "interrompidas imediatamente."


1. Confiar demasiadamente no Wi-Fi aberto

Redes de Wi-Fi de uma maneira geral representam risco, começando com a confiança depositada na legitimidade dela. Por exemplo, criminosos podem criar um ponto de acesso Wi-Fi e nomeá-lo de maneira plausível como “Wi-Fi aberto McDonalds” ou “Hotel Guest 3”.

Caso tenha garantido que uma rede aberta de WiFi é o que parece, não significa que os criminosos não estejam a espiar a rede. Utilize as redes suspeitas da maneira mais segura possível: evite aceder a sites que requeiram inserção de informações de login, assim como não faça qualquer transacção financeira. Nada de banco, ou compras. Se possível, use VPN.


2. Escolher senhas simples

Nomes de animais de estimação, aniversários, nomes de familiares, e coisa do género caracterizam as piores senhas possíveis. Em vez disso, tente usar opções difíceis de adivinhar (tanto a Kaspersky Lab como outras empresas têm um password checker para verificar se a senha escolhida é segura).

A boa notícia é que uma senha confiável não precisa de ser algo como ilegível como ML)k[V/u,p%mA+5m – algo completamente aleatório do qual numa se vai lembrar. Experimente técnicas de criação de senhas fortes e fáceis de memorizar.


3. Reutilizar as senhas

Finalmente encontrou uma senha incrível. Forte como um touro. Fácil de lembrar, difícil de descobrir. Adivinhe? Não pare por aí, vai precisar de mais senhas. Porque mesmo que diminua a chance de um hacker adivinhar a sua senha, a chance das suas informações serem comprometidas num hack de base de dados ainda existe, por isso não utilize a mesma senha para todos seus registos.


4. Clicar em links recebidos por e-mail

Quem imaginou que enviar links por e-mails era uma boa ideia? Bem, muita gente – incluindo criminosos. Clicar num link de spam ou phishing pode levá-lo automaticamente para um site que baixará um malware para seu computador ou para um site que pode até parecer familiar, mas que vai roubar a sua senha.
Também não clique em links que servem apenas para atrair likes. Como posts com mensagens como "goste e partilhe para ganhar um smartphone!" No melhor dos casos não ganhará nada, mas é possível que esteja a ajudar criminosos a validarem as suas práticas.


5. Fornecer informações de login a qualquer um

A única forma de ter a certeza de que ninguém mal-intencionado tenha as suas informações é mantê-las para si.


6. Avisar a Internet inteira que vai viajar

"Na praia por duas semanas – inveja?"; "A caminho do México de mañana!"; "Alguém pode cuidar do Rex enquanto fico fora por duas semanas?"; E fotos com geolocalização que mostrem o local onde foram tiradas? Mantenha essa informação apenas para os amigos confiáveis – especialmente, em meios como o Facebook que mostram a sua cidade de residência.


7. Aceitar as configurações de privacidade padrão de redes sociais

Os medias sociais fornecem grande controlo sobre o volume de informações que transmite – para o público e para suas conexões; para terceiros, entre outros. Mas talvez queira investigar melhor e acabe por descobrir que essas configurações podem mudar (como o Facebook) com certa frequência. Antes de registar uma nova conta, tire cinco minutos para ver bem as suas configurações de privacidade. Para contas já existentes, deixe de lado alguns minutos para confirmar se está a partilhar as suas informações apenas com quem quer.

“Então, antes de publicar algo para os seus amigos no Facebook, os seus seguidores no Twitter, as suas conexões no LinkedIn, ou seja, lá para quem mais queira transmitir, pense um pouco só para ter certeza de que não está a enviar a estranhos informações que possam ajudá-los a passarem-se por si ou prejudicá-lo de alguma forma”, dizem os especialistas da Kaspersky.

Na maioria das vezes vale a pena manter-se alerta – e desconfiado – com a sua vida virtual, aconselha a empresa. Serviços online de provedores de Wi-Fi até bancos e redes sociais procuram fazer com que o utilizador se sinta confortável, mas para criminosos online, esta inércia é uma oportunidade de fazer dinheiro.






Fonte: BitMagazine


22 de janeiro de 2017

O Bullying Esconde-se no Silêncio


Se for vítima de bullying ou conhecer alguém que o seja, ligue para obter apoio e conheça os seus direitos.

Porque o crime e a violência não podem ser silenciados.

Quem é vítima tem o apoio da APAV.




6 de janeiro de 2017

#QuebraOSilêncio

Sabias que 67% da juventude portuguesa declara ter visto colegas serem vítimas de bullying homofóbico? 

#QuebraOSilêncio e denuncia casos de bullying homofóbico e transfóbico em www.rea.pt/denuncia.






BULLYING: IDENTIFICAR E PREVENIR

Um quinto dos jovens em idade escolar esteve envolvido em casos de bullying, como vítima ou agressor. Alunos, pais, professores e funcionários têm de se envolver num plano contínuo de prevenção.   

       

Quando a intimidação é intencional e frequente sobre alguém que não provoca, mas é mais vulnerável, física ou psicologicamente, fala-se de bullying. Dos insultos aos maus-tratos físicos, do isolamento ao recente ciberbullying, pelo uso do telemóvel e da Net: as formas saltaram os muros das escolas e dão nome à intimidação entre adultos, no trabalho ou pela Internet, por exemplo. O bullying deixou de ser visto como “dores do crescimento”, normal entre miúdos, e ganhou a atenção dos psicólogos, profissionais e sociedade.


Sinais de alerta


Identificar vítimas

Se o seu filho anda ansioso, deprimido e não tem vontade de ir às aulas, pode estar a ser intimidado pelos colegas. Fale com o professor.

Esteja atento aos sinais:
  • medo ou recusa em ir à escola, náuseas ou vómitos antes de sair;
  • criança angustiada, nervosa ou deprimida;
  • baixa autoestima, choro e pesadelos frequentes;
  • roupa e livros estragados, "perda" de objectos e dinheiro e lesões injustificadas;
  • mudanças nos hábitos alimentares, como diminuição de apetite.


Vítimas, agressores e grupo: triângulo de poder calado


Uma educação superprotectora ou rígida está, muitas vezes, na base do perfil das vítimas. São jovens inseguros e com dificuldade em fazer amigos, mas nem sempre passivos. Quando contra-atacam ou tentam resistir à agressão, raramente conseguem melhor do que provocar a escalada da violência.

Já os agressores, ou quem intimida os colegas, aprendem em casa que a força e a humilhação são formas de lidar com os problemas e resistem mal à frustração. Geralmente, provêm de famílias desestruturadas, com ambiente autoritário, e têm baixa autoestima e fraca supervisão pelos pais. Também a violência na televisão e nos jogos pode incentivar o comportamento.

O grupo de pares ou testemunhas podem encorajar o agressor e colaborar nas ameaças. Outros protegem a vítima ou afastam-se sem se comprometer. As testemunhas, por vezes, adotam comportamentos agressivos, ao perceber que estes não são sancionados.


Prevenção


Guia para pais

  • Não encoraje vinganças, denuncie aos responsáveis e articule esforços com a escola. Ajude a desenvolver a autoestima da criança.
  • Incentive a explorar uma actividade de que goste: uma modalidade desportiva, por exemplo. Se for vítima, é melhor passar mais tempo com quem vive uma boa relação e fazer novos amigos fora do ambiente escolar.
  • Ensine ao seu filho como se proteger: dizer "não" ao agressor sem mostrar medo, ignorá-lo e evitar oportunidades de intimidação, como ficar sozinho nos corredores e balneários. Pode também inscreve-lo num programa de autodefesa anti-bullying que se adeqúe à sua idade.
  • O agressor, com comportamento antissocial, também precisa de ajuda. Os pais não devem partir para a ameaça, mas dar orientações e limites para controlar o comportamento e expressar a insatisfação, sem magoar os outros. Encoraje-o a pedir desculpa ao colega agredido, pessoalmente ou por escrito.
  • Em casa, aconselhe o seu filho a agir e denunciar os casos mais graves.
  • Participe ao máximo e mantenha o contacto próximo com os professores.


Escolas alerta

Maior supervisão pelos adultos, sinalização de espaços menos seguros e vigilância são acções a promover.

As políticas de tolerância zero e castigo, seguidas por muitas escolas, adiam o problema e podem provocar retaliações contra a vítima. Na maioria dos casos, não há uma estratégia contínua de prevenção que envolva alunos, professores, funcionários e pais. Actua-se só quando a situação é denunciada ou mais evidente, perante marcas de agressão física, por exemplo.

Acções de sensibilização

Professores e funcionários devem estar atentos aos sinais e acompanhar as relações. Mas o envolvimento dos alunos e pais, com debates, campanhas ou até peças de teatro, é a melhor maneira de redobrar a vigilância.


Não culpabilizar
  • É a melhor abordagem num caso de bullying. O professor pode falar com a vítima sobre as suas emoções, sem questionar directamente quanto ao ocorrido, e conhecer os envolvidos.
  • Num segundo passo, pode chamar-se à conversa os envolvidos, mesmo que apenas observadores, num pequeno grupo. É decisivo explicar o problema e os sentimentos da vítima: pode ilustrar com um texto, imagem ou filme. Mas não discuta os detalhes do incidente nem culpe o grupo.
  • Peça contributos em ideias para ajudar a vítima. Reforce que todos podem evitar estes casos.

Bullying: a lei como defesa

A lei permite combater a violência escolar. No trabalho, pode ser motivo de rescisão com justa causa.

O bullying desrespeita os princípios do Estatuto do Aluno e Ética Escolar, aplicável ao ensino básico e secundário. Um aluno que presencie tais comportamentos deve comunicá-los a um professor ou ao director de turma, que, se os considerar graves, participa ao director da escola ou agrupamento de escolas.

A conduta do aluno pode, em casos menos graves, justificar a aplicação de uma medida correctiva: advertência, ordem de saída da sala com actividades lectivas, realização de tarefas de integração escolar, proibição de acesso a certos espaços escolares ou de utilização de equipamentos, sem prejuízo das suas actividades lectivas, e mudança de turma.

Face a condutas mais graves, impõem-se medidas disciplinares sancionatórios. Prevê-se a repreensão por escrito, a suspensão até 3 dias ou entre 4 e 12 dias úteis, a transferência de escola e a expulsão. A pena de suspensão até 3 dias pode ser aplicada pelo director, mas o aluno é ouvido e apresenta a sua defesa.

A suspensão entre 4 e 12 dias, a transferência de escola e a expulsão são precedidas de processo disciplinar, instaurado pelo director. Este nomeia, entre os professores, um instrutor, e comunica o facto ao encarregado de educação, se o aluno for menor.

Aplicável a estudantes com, no mínimo, 10 anos, a transferência de escola para outra na mesma localidade ou na mais próxima com transporte público ou escolar é ordenada pelo director regional de educação.

A expulsão aplica-se a alunos maiores de idade e implica o afastamento da escola no ano lectivo em curso e nos dois seguintes.

O estudante poderá ser obrigado a pagar as despesas dos danos que tenha provocado.

Bullying: crime a partir dos 16 anos

A partir dos 16 anos, o agressor (bully) pode ser acusado de vários crimes. Injúrias e difamação, puníveis com multa ou pena de prisão até 3 ou 6 meses, respectivamente, obrigam o ofendido a apresentar queixa e avançar com a acção em tribunal.

Em casos de ameaça (multa ou prisão até 1 ano ou, nas situações mais graves, 2 anos), dano (multa ou prisão até 3 anos), devassa da vida privada (multa ou prisão até 1 ano, podendo atingir 2 anos se forem utilizados meios informáticos) e ofensa à integridade física (multa ou prisão até 3 anos ou entre 2 e 10 anos nos casos mais graves), basta apresentar queixa à polícia.

Nos homicídios (prisão entre 3 a 25 anos), coação (prisão até 3 ou 5 anos, nos casos mais graves, ou multa) ou ofensas à integridade física grave, o processo-crime decorre desde que as autoridades tenham conhecimento da ocorrência, haja ou não queixa.

Violação de correspondência ou de telecomunicações, gravações e fotografias ilícitas, furto ou roubo, sequestro, rapto, coação sexual ou violação são outros crimes possíveis neste contexto.

Os menores entre 12 e 16 anos, considerados inimputáveis, ficam sujeitos a medidas tutelares educativas, como realizar tarefas a favor da comunidade, acatar regras de conduta e outras obrigações ou frequentar programas formativos. O acompanhamento educativo, outra das medidas da lei, está previsto através de um programa elaborado pelos serviços de reinserção social e aprovado pelo tribunal, para períodos de 3 meses a 2 anos, bem como o internamento em centro educativo, que dura entre 6 meses e 2 anos. O regime pode ser aberto, semiaberto ou fechado. Nos crimes com pena máxima superior a 8 anos, pode prolongar-se até 3 anos.

As regras para o cyberbullying são idênticas. Não há criminalização específica para a sua prática. Podem ser praticados alguns dos crimes referidos (injúrias, difamação, ameaça, coação, devassa da vida privada, devassa por meio informático...) ou outros, de natureza puramente informática. Provar pode ser mais complicado.

O bullying escolar pode ser travado com a actuação disciplinar do estabelecimento ou com uma queixa às autoridades, se for considerado crime. É preciso que professores e directores tomem conhecimento da situação. Caso contrário, os agressores continuarão a actuar impunemente. O sofrimento provocado por situações de bullying pode ser compensado através de indemnizações. Depoimento ou declarações de peritos, como médicos ou psicólogos, são boas opções para provar os danos.


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- STOP BULLYING
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Programa Dynamic Anti-Bullying 
 Princípios de Autodefesa e Segurança para Crianças


Dirigido para os mais novos, este programa nasce da procura de muitos pais preocupados com a segurança dos seus filhos no ambiente escolar e social. – Se pensa que o seu filho se pode defender só com palavras, lembre-se do que aconteceu consigo… Ele merece ter a oportunidade de saber o que fazer em situações em que as palavras já não o conseguem defender…

Horários das Aulas
Sábados às 16:30h  (Idade mínima 12 anos)
Terças-feiras às 18h:15m (Idade mínima 8 anos)

Saiba mais em www.autodefesa.pt


18 de novembro de 2016

Revista CINTURÃO NEGRO (Dezembro, Novembro, Outubro, 2016)

Revista internacional de Artes Marciais, Desportos de Combate e Defesa Pessoal


CINTURÃO NEGRO - Edição Quinzenal 

 Clique na imagem para  ler online ou fazer download

Dezembro 2016 - Nº 326

Dezembro 2016 - Nº 325

Novembro 2016 - Nº 324

Novembro 2016 - Nº 323


Outubro 2016 - Nº 322


Outubro 2016 - Nº 321


Revista Gratuita Online CINTURÃO NEGRO (Quinzenal)


www.autodefesa.pt

Os países mais perigosos e mais seguros para 2017

Terrorismo e vírus Zika são as principais ameaças para quem vai viajar em 2017, um ano que deverá ser mais perigoso do que 2016, segundo indica um estudo sobre os riscos de viagem e os países mais perigosos. A boa notícia é que Portugal está entre os destinos mais seguros.




Já é conhecido o “Travel Risk Map” de 2017 da organização “International SOS”. O estudo leva em conta vários fatores que ameaçam a segurança e a saúde de um viajante, tais como violência política (terrorismo, guerras ou insurgências), instabilidade social (violência sectária ou étnica), criminalidade, doenças infeciosas, assistência e infraestrutura médica, entre outros.

Através de uma classificação por cores, em que o verde representa risco insignificante e o vermelho escuro representa risco extremo, é possível descobrir num mapa interativo – que pode ser consultado aqui – os países mais e menos seguros para o ano que aí vem, tanto no que diz respeito aos riscos de saúde como à segurança.


Os mais seguros

Começando pela segurança, Portugal e maioria dos países da Europa estão classificados com um risco baixo. Apenas alguns países têm um risco insignificante nas ameaças à segurança.

Suíça, Luxemburgo, Eslovénia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia são os únicos países pintados de verde, ou seja, com ameaças insignificantes para a segurança dos viajantes - estes são os países mais seguros do mundo, de acordo com o mapa.


Fora da Europa, Estados Unidos, Canadá, Cuba, Costa Rica, Equador, Chile, Marrocos, Namíbia, Botswana, Irão, China ou Japão também se encontram classificados com risco baixo.

No que toca à saúde e à assistência médica, Portugal e parte da Europa encontram-se pintadas de verde, o que significa que os riscos são mínimos para os viajantes e que estes países têm um bom sistema de assistência médica e um risco quase nulo de doenças infeciosas. No entanto, a maioria dos países da Europa de Leste está colorida de amarelo, o que significa um risco médio, entre alguns fatores já referidos.


Os mais perigosos

Os alertas vermelho e vermelho escuro de segurança vão para países como Síria, Iraque, Afeganistão, Líbia, Nigéria, Congo, Somália, México, Venezuela, entre outros. Muitas destas nações, em risco elevado ou extremo, enfrentam conflitos ou guerras, instabilidade social ou elevadas taxas de criminalidade.

Em alerta laranja, ou seja, risco médio nas ameaças à segurança estão países como Brasil, Peru, Bolívia, Índia, Rússia, entre outros.


No que toca à saúde, os países com menos infraestruturas médicas e mais riscos de doenças infeciosas são quase sempre os mesmos que estão em alerta elevado quanto à segurança. Os países pintados de bege têm uma classificação de “desenvolvimento rápido de vários riscos”, ou seja, nestes destinos existe uma desigualdade muito grande na assistência médica e algumas regiões podem estar sujeitas a doenças infeciosas.


2017, um ano mais perigoso para viajar?

O estudo também dá a conhecer os resultados de um inquérito sobre tendências de viagens, realizado pelo instituto Ipsos Mori. 72% dos inquiridos, responsáveis por empresas do setor, acreditam que os riscos aumentaram em relação ao ano passado.

No que toca à segurança e aos riscos para a saúde, 71% preocupa-se com a possibilidade de futuros atentados terroristas, 49% com o vírus Zika e 46% com a instabilidade social.

De acordo com o estudo, as empresas do setor das viagens estão conscientes dos riscos e têm feito investimentos para minimizá-los.


Fonte: SAPO Viagens


15 de outubro de 2016

MUDA DE CURSO: VIOLÊNCIA NO NAMORO NÃO É PARA TI!


O Governo lançou uma campanha para abanar universitários: “Violência no namoro não é para ti”. Até ao final do ano lectivo, esta campanha feita em parceria com as federações académicas quer ajudar os jovens a definir barreiras e percepcionar actos de violência no namoro. Nas universidades portuguesas este é um problema “muito grave”, diz a APAV.



É uma espécie de segredo público nas academias nacionais. Toda a gente sabe que existe, mas ninguém fala sobre isso. Daniel Freitas, presidente da Federação Académica do Porto (FAP), entende bem a distância entre a “percepção baixíssima” da violência no namoro nos universitários e a realidade: “Não conheço casos, não nos são denunciados, mas todos os dados nos dizem que o problema existe.” E é “muito grave”, completa Daniel Cotrim, assessor técnico da direcção da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV). “Os estudos indicam que a violência no namoro no meio universitário tem índices altíssimos e denúncias muito baixas. O número de jovens violadas também é muito alto e esses casos também não são denunciados.”



Um estudo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) divulgado no início deste ano fez soar alarmes na equipa da secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino. Entre os 2500 jovens (entre os 12 e os 18 anos) inquiridos, quase um quarto (22%) considerava “normal” a violência no namoro. Por outro lado, em 2015 chegaram ao Instituto de Medicina Legal 699 casos de violência no namoro (em todas as idades), um aumento de 44% relativamente ao ano anterior — e isso, sabe-se, é apenas uma parte do problema. Muitas das vítimas nunca chegam a fazer queixa.

Os dados “são impressionantes”, diz Catarina Marcelino, “mas não surpreendentes”. A dimensão da violência doméstica e de género em Portugal é ela própria uma prova dos factos. Os agressores têm uma idade média de 40 anos — mas não foi aos 40 anos que se tornaram agressores. Algo falhou. Continua a falhar. “São pessoas que nasceram e cresceram em democracia, andaram na escola no sistema democrático. Faz-nos pensar se, enquanto sociedade, estamos a fazer o suficiente. Não estamos.”

O perfil de vítimas e agressores é difícil de traçar. Sabe-se que, entre os mais jovens, a violência “é muito transversal”, aponta Daniel Cotrim, chamando a atenção para o facto de essa realidade também se começar a notar nos números gerais. As raparigas ainda são mais vítimas do que agressoras, mas a balança está cada vez mais equilibrada, atingindo os rapazes “quase na mesma proporção”.

A par da campanha dirigida aos universitários, está a ser delineada uma “estratégia nacional de educação para a cidadania”, em parceria com o Ministério da Educação. A ideia é dar mais competências às escolas logo a partir do 1º ciclo e até ao ensino secundário. Actuar cada vez mais cedo — porque os relatos de violência chegam também cada vez mais cedo.

É uma mudança urgente. Para o psicólogo Daniel Cotrim, a intervenção devia começar “quando as crianças entram no jardim-de-infância, por volta dos três anos”. Acontece assim em países como a Austrália e Canadá, com resultados inspiradores. “Parte do currículo relacionado com a cidadania é feito com as famílias e complementado pelas escolas. Isto cria sociedades activas”. Na prática, é olhar para a campanha feita em Portugal com a reciclagem e readaptar a fórmula. “Hoje toda a gente recicla porque os filhos ensinaram os pais. Se fomos capazes disso nesse campo, também somos na violência.”


A APAV dá apoio gratuito e confidencial a vítimas de violência. Podes denunciar ou pedir ajuda através do número grátis 707 200 077, enviar um e-mail para apav.sede@apav.pt ou dirigires-te a um dos gabinetes de apoio à vítima da associação.







Fontes: publico, apav, umar.