1 de maio de 2017

Bullying - Proteja os seus filhos através da Linguagem Corporal


Sabemos que os agressores escolhem as vítimas de bullying de uma forma inconsciente através da linguagem corporal e outros sinais não-verbais.



1. Os agressores escolhem aquelas crianças que parecem ser um "alvo fácil", impotentes, inseguras, indefesas ou com falta de confiança porque querem ter a certeza que não vão ter resistência por parte da vítima. O cérebro dos agressores avalia todas estas características de "não ameaça" dos seus filhos, pela postura, olhar, expressões, posição das mãos e pela forma como interagem com o grupo.



2. Postura: Incentive o seu filho a ter uma boa postura, isso demonstrará segurança. Caminhar num ritmo constante não demasiado rápido ou demasiado lento, costas direitas, ombros para trás, queixo na horizontal e evitar posturas fechadas (braços cruzados e agarrar livros à frente do peito).



3. Olhar: Ensine os seus filhos a olhar olhos nos olhos. O excesso de contacto ocular é visto como desafio e a ausência de contacto ocular visto como insegurança, ambos incentivam o ataque. Mas por regra, o mais adequado é olhar nos olhos de outra criança por uns segundos (5, 6 segundos) e desviar 1 segundo.



4. Mãos: Os seus filhos não devem esconder as mãos. Incentive-os a caminhar com as mãos fora dos bolsos e balançando ligeiramente ao lado do corpo.



5. Ao interagir com crianças mais agressivas devem virar as palmas das mãos para baixo para demonstrar mais autoridade e menos receio.



6. Identificar crianças com tendências de comportamento agressivo: Crianças que tenham por hábito estar com os punhos fechados, queixo muito levantado, expressões de raiva constantemente, falam mais alto que o normal, gozam e desafiam os professores, não respeitam as instruções dos funcionários da escola, são normalmente crianças com comportamento agressivas com mais tendência a fazer Bullying.



7. Acessórios: A maioria dos agressores vê a vida como injusta e quando os seus filhos demonstram sinais de riqueza, alimentam a raiva deles. Se os seus filhos estão a aprender a lidar com os agressores devem numa fase inicial evitar acessórios não essenciais à prática escolar (Consolas de Jogos, telemóveis, malas, colares, maquilhagem,…)



8. Social: As crianças que andam em grupos de 2 ou mais, estão mais protegidas da escolha dos agressores. Encoraje os seus filhos a fazer amizades e a andar em grupo.



9. Aplicar a regra O.S.M. –Olhar nos olhos, Sorrir muito e as Mãos sempre visíveis.








Fonte: Alexandre Monteiro (Especialista em Linguagem Corporal)


1 de abril de 2017

AppVD: Uma Aplicação para Telemóvel Contra a Violência Doméstica



A AppVD é uma aplicação para telemóvel que ajuda a proteger e disponibiliza informação a vítimas de violência doméstica.


A aplicação pode ser descarregada gratuitamente Loja da Apple ou no Google Play.



A AppVD é uma aplicação para telemóvel que permite pedir ajuda e encontrar recursos de apoio a vítimas de violência doméstica.

Com esta aplicação é possível ficar a conhecer os serviços que estão disponíveis e mais próximos, fazer uma denúncia, pedir informações ou encontrar entidades que podem prestar apoio jurídico e/ ou fazer acompanhamento a vítimas de violência doméstica.

A APPoio Contra a Violência Doméstica (AppVD), é mais uma medida do Simplex +, desenvolvida pela CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, e tem como objetivo facilitar o acesso à informação a qualquer cidadão e cidadã aos contactos e recursos que integram a rede nacional de apoio a vítimas de violência doméstica.


Como funciona a AppVD – APPoio Contra a Violência Doméstica?


A aplicação permite ficar a conhecer os serviços e recursos que estão disponíveis e mais próximos, bem como os contactos necessários para fazer uma denúncia, pedir uma informação ou encontrar entidades que podem prestar apoio a vítimas de violência doméstica.

A utilização da aplicação é muito simples e gratuita. 

Através da AppVD é possível escolher um distrito e selecionar o tipo de resposta ou recursos que procura e que estão mais próximos atendendo à sua localização: Hospitais, serviços locais de Segurança Social, Câmaras Municipais, Estruturas de Apoio à Vítima, Forças de Segurança, etc.

Podem ainda ser enviadas mensagens electrónicas ou feitas chamadas telefónicas para as instituições directamente a partir da aplicação.



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18 de março de 2017

Programa de ajuda à localização de adultos

PROGRAMA ESTOU AQUI ADULTOS!

O "Estou Aqui" foi inicialmente desenhado para crianças, mas depois foi alargado a adultos, numa fase piloto limitada à zona de Lisboa que agora é alargada a todo o país.



O objetivo é ajudar a localizar pessoas perdidas ou desorientadas, uma iniciativa que junta a PSP e a Fundação PT e que agora junta também Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Alzheimer Portugal, Fundação Liga, CRINABEL e CERCILISBOA.

As crianças foram o primeiro público alvo do programa, mas as necessidades reveladas pelo público sénior ditaram a criação de um piloto que foi lançado em dezembro de 2015 e que abrangeu 500 pessoas. Com a prova de conceito feita a iniciativa alarga-se agora a todo o país, de forma simples.

Para aderir basta fazer a pré-inscrição no site e levantar a pulseira na esquadra selecionada. Há a possibilidade de ser o próprio adulto a solicitar o dispositivo, ou um cuidador, que pode ser também uma instituição de quem esteja a cargo.

As pulseiras são gratuitas e não existe nenhum dado de identificação do utilizador, o que ajuda a proteger a sua privacidade. Cada pulseira tem uma fita em tom neutro e uma chapa metálica com um código alfanumérico, que é único para cada utilizador e que pode ser descodificado pela PSP na sequência de uma chamada para o número de emergência 112.






www.autodefesa.pt


11 de fevereiro de 2017

REGRAS BÁSICAS DE SEGURANÇA PARA AS CRIANÇAS

Quando o tema é a protecção dos filhos, ninguém poupa a esforços para garantir a segurança dos seus bens mais preciosos. Mas, como podemos proteger os nossos filhos sem os sufocar?


É necessário dar liberdade suficiente à criança para que ela se possa desenvolver emocionalmente para que venha a ser um adulto autónomo e capaz. Não queremos criar crianças totalmente desconfiadas, inseguras e medrosas e, por isso, este assunto deve ser abordado com calma e sem exageros. O principal ponto a ter e mente quando se fala com a criança sobre este perigo é basear a conversa no amor, no carinho, no cuidado, no conhecimento, e não no medo. É essencial explicar que o corpo da criança é só dela e que ninguém tem o direito de mexer nele. Ensine-lhe os nomes das diferentes partes do corpo e distinga também que partes são públicas e quais são íntimas.

Fale-lhes também dos potenciais perigos, responda às suas questões e esclareça potenciais dúvidas que vão surgindo. É importante que as crianças sintam que podem falar consigo sobre qualquer coisa, sem ter vergonha. Se a criança se sentir em segurança, a confiança em si irá aumentar e, caso haja algum problema, o canal de comunicação entre pais e filhos estará a funcionar correctamente.

Uma das regras mais básicas é ensinar as crianças a não confiar em estranhos, dê-lhes confiança e segurança nelas próprias para que saibam dizer “não” quando se sentem desconfortáveis com uma pessoa ou situação, reconhecendo os limites. Porém, sabemos pelos números que, na maioria dos casos, o agressor é uma pessoa conhecida e próxima da criança. Saiba com quem deixa os seus filhos e, se a criança disser que não gosta de alguém com quem estejam regularmente, tente descobrir o motivo. Preste atenção ao seu estado de espírito e veja se, quando a criança volta de uma situação com adultos se lhe conta com desenvoltura o que fizeram, o que a criança gostou, etc. Fique atento a comportamentos estranhos na criança, tal como mudanças para atitudes mais agressivas, depressivas, se a criança se isola, se evita determinada pessoa ou ambiente ou, mais visíveis, se tem marcas de agressão no corpo. Estes sinais podem ser reveladores de situações de abuso.

Para além destes cuidados a ter no dia a dia, é necessário que a criança compreenda que os perigos não estão só na rua e que a internet pode, na maioria das vezes ser o principal canal de contacto dos abusadores. Ensine o seu filho a usar a internet e estabeleça horários e regras de utilização do computador. Explique-lhes a importância de saber o que podem e o que não devem partilhar nas redes sociais. Colocar o computador num lugar comum da casa, como a sala, pode ser uma boa solução para que fique mais atento aos sites que as crianças visitam. Estes são apenas alguns conselhos que deve seguir de forma a educar a criança de forma a que esta saiba identificar situações de risco. Há que ter em mente que acreditar no seu filho se ele se queixar que está a ser vitima de abusos é muito importante. Oiça-o e faça-o sentir-se me segurança e que não deve ter vergonha. Depois, deve denunciar à policia o sucedido.

É essencial que, se souber ou suspeita de algum caso de abusos sexuais ou crimes deste tipo na internet  denuncie o caso de imediato!





4 de fevereiro de 2017

Revista CINTURÃO NEGRO (Janeiro, Fevereiro, Março 2017)


Revista internacional de Artes Marciais, Desportos de Combate e Defesa Pessoal

CINTURÃO NEGRO - Edição Quinzenal

Clique na imagem para  ler online ou fazer download


Janeiro 2017 - Nº 327 - 328

                

      


Fevereiro 2017 - Nº 329 - 330




Março 2017 - Nº 331 - 332





Revista Gratuita Online CINTURÃO NEGRO (Quinzenal)



QUANDO A CONVIVÊNCIA SE TORNA PERIGOSA



O efeito da acção de um psicopata ou de alguém com uma personalidade tóxica não só afecta o organismo como fragiliza as vítimas.

Há pessoas com quem lidamos diariamente que têm uma personalidade difícil e até mesmo agressiva. Nessas situações, sobretudo quando são casais, a vítima sente-se, progressivamente, mais frágil. A serotonina reduz-se (em consequência, sente-se mais abatido, dorme pior e sente menos vitalidade), enquanto a dopamina sobe (muito ligada ao humor e à euforia que surge quando, por exemplo, ganhamos um grande prémio num casino), juntamente com  a norepinefrina (também ligada ao humor,  bem-estar e a um estado de elevada estimulação).

O efeito dessa acção no nosso comportamento é inegável. A pessoa fica altamente sugestionável às frases e comportamentos do elemento tóxico e que se podem apresentar como reforço intermitente. Sem estarmos à espera, recebemos uma promoção no trabalho depois de nos termos sentido completamente postos de lado. Essa boa notícia terá um impacto enorme no seu cérebro, porque, no fundo, estava à espera de mais comportamentos negativos e, afinal, aconteceu precisamente o oposto.

Há uma afirmação que os psicopatas fazem sem proferir uma palavra. «Eu sou melhor do que os outros». Esta é a afirmação que os psicopatas fazem sem proferir uma palavra. Podem não o dizer de forma explícita, mas é isto que o seu comportamento demonstra. As pessoas tóxicas são autocentradas e consideram-se seres superiores. As suas características não se esgotam, contudo, aqui:

- Fazem uso de uma eloquente e convincente oratória. Convencem pessoas de ideias e realidades que podem nem existir (combinando uma voz e uma cadência de fala hipnótica, com gestos e expressões afirmativas e teatrais).

- Tentam levar-nos a acreditar que são especiais e adoram o elogio, mas não têm criatividade, não conseguem planear ou investigar cuidadosamente, são inconsistentes no que dizem e fazem, e grande parte da sua postura assenta na cópia de ideias de outros.

- Podem ser repetitivos e até ter o mesmo padrão de comportamento com várias pessoas ao mesmo tempo (por exemplo, nas redes sociais, podem fazer os mesmos posts e comentários a mais que uma pessoa).

- Detestam que se tire notas, haja testemunhas, se tenha e-mails e outros documentos que provem os seus comportamentos de manipulação.




Como agir perante um companheiro psicopata

A melhor forma é prosseguirmos o nosso caminho, aceitarmo-nos incondicionalmente, usufruirmos da vida, dos amigos, familiares e colegas, e não olhar para trás. O bem-estar também resulta de abrirmos mão do que não podemos mudar. E de quem não muda. Se não conseguir lidar com o problema sozinho, peça ajuda. Não tenha medo.



Luís Gonçalves 
(psicólogo clínico e psicoterapeuta na clínica de psicologia Psinove)





KASPERSKY AVISA PARA COMPORTAMENTOS ONLINE QUE DEVEM SER INTERROMPIDOS



Com todas as vantagens do actual mundo conectado vêm também os desafios: a internet está cheia de cibercriminosos e os utilizadores precisam de alterar os comportamentos que criaram numa altura menos perigosa.

Há mais informações pessoais nas redes do que nunca, e por isso a Kaspersky Lab preparou uma lista com 7 comportamentos comuns e perigosos aos quais os utilizadores estão susceptíveis todos os dias. Estas acções, diz a especialista em segurança, devem ser "interrompidas imediatamente."


1. Confiar demasiadamente no Wi-Fi aberto

Redes de Wi-Fi de uma maneira geral representam risco, começando com a confiança depositada na legitimidade dela. Por exemplo, criminosos podem criar um ponto de acesso Wi-Fi e nomeá-lo de maneira plausível como “Wi-Fi aberto McDonalds” ou “Hotel Guest 3”.

Caso tenha garantido que uma rede aberta de WiFi é o que parece, não significa que os criminosos não estejam a espiar a rede. Utilize as redes suspeitas da maneira mais segura possível: evite aceder a sites que requeiram inserção de informações de login, assim como não faça qualquer transacção financeira. Nada de banco, ou compras. Se possível, use VPN.


2. Escolher senhas simples

Nomes de animais de estimação, aniversários, nomes de familiares, e coisa do género caracterizam as piores senhas possíveis. Em vez disso, tente usar opções difíceis de adivinhar (tanto a Kaspersky Lab como outras empresas têm um password checker para verificar se a senha escolhida é segura).

A boa notícia é que uma senha confiável não precisa de ser algo como ilegível como ML)k[V/u,p%mA+5m – algo completamente aleatório do qual numa se vai lembrar. Experimente técnicas de criação de senhas fortes e fáceis de memorizar.


3. Reutilizar as senhas

Finalmente encontrou uma senha incrível. Forte como um touro. Fácil de lembrar, difícil de descobrir. Adivinhe? Não pare por aí, vai precisar de mais senhas. Porque mesmo que diminua a chance de um hacker adivinhar a sua senha, a chance das suas informações serem comprometidas num hack de base de dados ainda existe, por isso não utilize a mesma senha para todos seus registos.


4. Clicar em links recebidos por e-mail

Quem imaginou que enviar links por e-mails era uma boa ideia? Bem, muita gente – incluindo criminosos. Clicar num link de spam ou phishing pode levá-lo automaticamente para um site que baixará um malware para seu computador ou para um site que pode até parecer familiar, mas que vai roubar a sua senha.
Também não clique em links que servem apenas para atrair likes. Como posts com mensagens como "goste e partilhe para ganhar um smartphone!" No melhor dos casos não ganhará nada, mas é possível que esteja a ajudar criminosos a validarem as suas práticas.


5. Fornecer informações de login a qualquer um

A única forma de ter a certeza de que ninguém mal-intencionado tenha as suas informações é mantê-las para si.


6. Avisar a Internet inteira que vai viajar

"Na praia por duas semanas – inveja?"; "A caminho do México de mañana!"; "Alguém pode cuidar do Rex enquanto fico fora por duas semanas?"; E fotos com geolocalização que mostrem o local onde foram tiradas? Mantenha essa informação apenas para os amigos confiáveis – especialmente, em meios como o Facebook que mostram a sua cidade de residência.


7. Aceitar as configurações de privacidade padrão de redes sociais

Os medias sociais fornecem grande controlo sobre o volume de informações que transmite – para o público e para suas conexões; para terceiros, entre outros. Mas talvez queira investigar melhor e acabe por descobrir que essas configurações podem mudar (como o Facebook) com certa frequência. Antes de registar uma nova conta, tire cinco minutos para ver bem as suas configurações de privacidade. Para contas já existentes, deixe de lado alguns minutos para confirmar se está a partilhar as suas informações apenas com quem quer.

“Então, antes de publicar algo para os seus amigos no Facebook, os seus seguidores no Twitter, as suas conexões no LinkedIn, ou seja, lá para quem mais queira transmitir, pense um pouco só para ter certeza de que não está a enviar a estranhos informações que possam ajudá-los a passarem-se por si ou prejudicá-lo de alguma forma”, dizem os especialistas da Kaspersky.

Na maioria das vezes vale a pena manter-se alerta – e desconfiado – com a sua vida virtual, aconselha a empresa. Serviços online de provedores de Wi-Fi até bancos e redes sociais procuram fazer com que o utilizador se sinta confortável, mas para criminosos online, esta inércia é uma oportunidade de fazer dinheiro.






Fonte: BitMagazine