16 de setembro de 2018

SABE SALVAR VIDAS? COMO FAZER SUPORTE BÁSICO DE VIDA?

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) assinalou o Dia Mundial dos Primeiros Socorros, que se comemorou no dia 8 de setembro, relembrando os cidadãos como ligar corretamente para o Número Europeu de Emergência – 112 e, em situações de paragem cardiorrespiratória, como iniciar no imediato Suporte Básico de Vida (SBV).



O INEM apela, uma vez mais, à colaboração de todos os cidadãos, aconselhando que em caso de acidente ou doença súbita liguem sempre para o 112 e informem, de forma simples e clara:

•  A localização exata e, sempre que possível, com indicação de pontos de referência;

•  O número de telefone do qual está a ligar;

•  O tipo de situação (doença, acidente, parto, etc.);

•  O número, o sexo e a idade aparente das pessoas a necessitar de ajuda;

•  As queixas principais e as alterações que observa;




O contacto com os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM através do 112 é a forma correta de conseguir um socorro eficaz.

Desta forma, os profissionais dos CODU do INEM conseguem ajudar o cidadão comum a prestar os primeiros socorros, enquanto aguardam a chegada dos meios de emergência médica.

No Dia Mundial dos Primeiros Socorros, o INEM recorda também a "Cadeia de Sobrevivência", a qual representa o conjunto de procedimentos que permitem salvar vítimas de paragem cardiorrespiratória.

Para que o resultado final possa ser uma vida salva, cada um dos elos da cadeia é vital e todos devem ter a mesma força. Por exemplo, de nada serve ter um desfibrilhador por perto ou o melhor Suporte Avançado de Vida, se quem presencia a paragem cardiorrespiratória não souber ligar adequadamente para o número 112 e iniciar manobras de SBV.

Nestas situações em que a vítima se encontra em paragem cardiorrespiratória, a ação imediata de quem presencia o acontecimento é fundamental. Isto porque o SBV aumenta substancialmente a probabilidade de sobrevivência da vítima quando iniciado nos primeiros minutos após a paragem cardíaca. Consiste essencialmente em duas ações: compressões torácicas e ventilações.

Após garantir as condições de segurança do local onde se encontra a vítima, verifique se está consciente abanando-lhe suavemente os ombros e chamando por ela. No caso de a vítima não responder, considere que está desmaiada (inconsciente) avaliando depois se respira, recorrendo à técnica VOS: Ver se o tórax expande, Ouvir a passagem do ar e Sentir a respiração na face.

Caso a vítima não respire, ligue de imediato 112 (ou garanta que alguém o faz), abandonando a vítima se necessário ou recorrendo à alta voz do seu telemóvel para que possa iniciar simultaneamente as compressões torácicas.

Realize SBV até a vítima recuperar, ficar exausto ou chegar ajuda diferenciada.



Carlos Barroso / LUSA


2 de agosto de 2018

O QUE DEVE ENSINAR ÀS CRIANÇAS PARA AS PROTEGER NAS REDES SOCIAIS


Os riscos estão à espreita, à distância de um clique. As consequências podem ser sérias, sobretudo para os menos prudentes, quase sempre crianças. Aprenda a construir barreiras quando o risco está próximo. Defenda-se destes riscos cada vez mais reais.


Internet e redes sociais. Duas palavras interrelacionadas tão comuns no nosso dia a dia. Ambas implicam riscos que devem ser do conhecimento obrigatório de quem as utiliza, em particular, os mais vulneráveis: as crianças.

Os perigos associados são grandes. É importante que os compreenda para que saiba como se defender. Por exemplo, a divulgação de informações pessoais é um erro que deve ser evitado. Proteja-se. A vida privada não deve estar exposta nas redes sociais, sobretudo porque pode ser um convite ao abuso e à intrusão.

A nossa privacidade nas redes sociais é regra de ouro, mas a verdade é que poucos a preservam. Há, todavia, outras regras igualmente fundamentais que podem e devem ser seguidas.

Nunca esquecer: os amigos online, nem sempre, correspondem aos amigos da vida real. Se não os conhece, não os faça seus amigos. Amigos dos meus amigos nem sempre são meus amigos. Ensine a criança que na internet, primeiro desconfia-se e depois...desconfia-se, outra vez.

O desconhecimento ou falta de informação podem potenciar no limite, por exemplo, casos cada vez mais comuns, de cyberbullying e sextortion (forma de exploração sexual que emprega modos não-físicos de coerção para extorquir favores sexuais à vítima).

É importante que esteja ciente do que a criança faz online. Respeite sempre a privacidade do menor quando comunica com os amigos, mas nunca deixe de ter a certeza que o caminho é seguro.  Tudo o que é publicado na internet, pode ser mais tarde utilizado contra si. A maioria dos adolescentes navega diariamente pelas redes sociais e acaba por estar exposto, tantas vezes de forma inconsciente, a situações de risco. Há aplicações nos telemóveis que revelam até a localização exata de cada post.

O que se pretende é que ganhem essa consciência e aprendam a defender-se, evitando, por exemplo, as seguintes situações:

• Usar o nome completo no perfil;
• Postar fotos de si próprio para a comunidade em geral;
• Revelar data de nascimento;
• Identificar a escola que frequenta e a morada de casa;
• Publicar o local de férias e os locais mais frequentados;
• Transmitir informações pessoais a supostos amigos da internet;
• Publicar mensagens ofensivas, embaraçosas e impróprias;
• Aceitar amizade online de pessoas que não conhece;
• Partilhar senhas pessoais e dados bancários;
• Ausência de restrições parentais de navegação em função da idade;
• Manter as mesmas senhas durante mais do que 6 meses.
• Outra boa estratégia passa por criar como regra, o uso de computadores, laptops e smartphones, exclusivamente, nas áreas públicas da casa. Evite que sejam usados nos quartos.



Os mais velhos devem dar o exemplo. Estabeleça regras familiares para o uso da tecnologia. Em simultâneo, as regras acordadas devem ser colocadas próximas do computador, num local de fácil acesso para que possam ser lidas enquanto navegam pelas redes sociais, em particular, antes de postar alguma informação.

Por fim, lembre-se que através do histórico, pode saber com quem a criança tem interagido.




25 de julho de 2018

A Autodefesa


A aprendizagem da autodefesa envolve o conhecimento de técnicas e estratégias de autoproteção e defesa pessoal. Neste documentário vários especialistas em autodefesa partilham connosco diferentes técnicas e conselhos para melhorarmos as nossas capacidades defensivas e segurança pessoal. Descubra a ciência da autodefesa…








29 de junho de 2018

VAI DE FÉRIAS? 5 DICAS PARA DEIXAR A SUA CASA SEGURA

As férias são para relaxar e não para acrescentar preocupações às nossas vidas. Evite hóspedes indesejados na sua casa enquanto estiver fora utilizando estas dicas. Prevenir é a melhor forma.


Depois de um dia de trabalho, nada melhor do que chegar a casa. Já quando se está de férias, não há nada melhor do que ir para fora, mesmo que seja dentro do país. No entanto, muitas pessoas vão de férias preocupadas, pois receiam que as casas sejam arrombadas e assaltadas por estarem vazias, sem ninguém.

Nestas situações, e para ir de férias mais leve, o melhor será mesmo prevenir e preparar-se. Para ajudá-lo a ir de férias relaxado, o site Travel and Leisure partilha cinco dicas de especialistas da empresa de segurança doméstica Blink e que qualquer um pode utilizar para afastar os hóspedes indesejados. Fique a conhecer:

Trancar as portas de correr não é suficiente − É importante trancar estas portas, claro, contudo, não fique por aí. Reforce também a base das portas (e quaisquer janelas deslizantes) com uma vassoura, régua ou qualquer outro objeto que ajude a bloqueá-la.

Peça a um vizinho para guardar a sua correspondência e/ou encomendas − Uma caixa de correio cheia ou caixas de encomendas à entrada de casa é um claro indicador que não há ninguém em casa. Peça a alguém que confie para verificar a sua caixa de correio e guardar a sua correspondência enquanto estiver fora.

Simule que está alguém em casa − A maioria dos assaltantes não vai arriscar entrar numa casa que está ocupada. Configure temporizadores para ligar e desligar luzes ao longo dos dias, ou, antes de partir, deixe uma ou duas luzes ligadas.

Quantas menos pessoas souberem que está fora melhor − Partilhar nas redes sociais que vai de férias pode ser tentador, no entanto, (especialmente se for para fora durante um grande período de tempo) também estará a informar potenciais assaltantes que a casa vai estar vazia. Tente não publicar nada sobre as férias até regressar. Mais vale prevenir.

Verifique todas as portas e janelas − Se se aplicar, antes de sair verifique todas as janelas e porta do lado de fora. Se a sua casa for grande, por exemplo, alguém pode ter aberto uma janela e ter-se esquecido depois de trancá-la. Ao confirmar que todos os pontos de entrada para a sua casa estão trancados, sentir-se-á mais tranquilo.




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3 de junho de 2018

COMO PROTEGER OS SEUS FILHOS PERANTE UMA CATÁSTROFE NATURAL


A Polícia de Segurança Pública (PSP) reuniu alguns conselhos sobre o comportamento a adoptar por pais com crianças em caso de catástrofes naturais.


Siga os conselhos:

– Trace um plano prévio sobre como proceder se a família se separar durante uma evacuação. Desta forma, os seus filhos saberão que comportamento adoptar e onde se devem dirigir no caso de uma eventualidade.

– É importante que os seus filhos tenham consigo as informações básicas, como o número do cartão de cidadão e números de contacto, se for necessário transmiti-las às autoridades.

– Se o seu filho ainda não conseguir falar escreva no próprio corpo da criança, o nome, a morada, o nome dos pais ou contactos telefónicos com uma caneta de tinta resistente à humidade.

– Em caso de evacuação, é importante ter uma fotografia actualizada do seu filho. Se possível, tenha sempre uma consigo ou envie por e-mail para familiares ou amigos muito próximos fotografias dos seus filhos.

– Faça cópia dos documentos mais importantes e envie-os para um parente ou amigo.





Kit de Sobrevivência

Prepare um kit de sobrevivência. Ele deve ser guardado num local visível e de fácil acesso, perto da saída de casa. Seus principais componentes são:


•Cobertores térmicos (o ideal é que haja um para cada membro da sua família).

•Apitos de longo alcance para pedir ajuda em caso de ficar preso em casa (um para cada integrante da família).

•Um rádio pequeno que funcione a pilhas ou baterias, não a electricidade. É importante manter-se informado e saber quais são as orientações das autoridades locais perante o desastre.

•Garrafas de água mineral (que precisarão ser substituídas periodicamente).

•Um pequeno kit de primeiros socorros: analgésicos, medicamentos contra diarreia, gaze, álcool, antibióticos genéricos.

•Comida enlatada (uma lata por membro da família).

•Manta plástica que sirva como resguardo contra a chuva ou para proteger o chão contra o frio.

•Uma corda.






http://www.prociv.pt/pt-pt/Paginas/default.aspx





1 de maio de 2018

COMO LIDAR COM ASSÉDIO MORAL NO LOCAL DE TRABALHO


Sofre de assédio moral no local de trabalho? Saiba tudo o que deve fazer para acabar com essa situação e recuperar o seu bem-estar.


Quer saber como lidar com o assédio moral no local de trabalho? Também conhecido como mobbing, é uma realidade sofrida por inúmeras pessoas diariamente. Sabia que um em cada seis portugueses afirma já ter sido vítima de assédio no trabalho?

Os assédios morais têm consequências devastadoras para quem os sofre, tanto a nível psicológico como físico. Este tipo de conduta dentro das empresas tem uma intenção deliberada e um objetivo muito concreto: a tortura psicológica, para isolar e humilhar colaboradores, até estes atingirem o seu limite e colocarem em causa a sua ligação com o local de trabalho. Se desconfia que já viveu ou está a viver uma situação do tipo, fique atenta aos sinais.


COMO IDENTIFICAR O ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO


Dentro de uma organização, a prática de assédio moral é identificada quando as pessoas são expostas a situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetida e prolongada. Esta conduta causa isolamento, instabilidade e descontrolo emocional na vítima, reduz a sua autoestima e origina a degradação das suas condições de trabalho. A maior consequência, considerada como limite, forçará o trabalhador a apresentar a sua demissão para se conseguir libertar desta asfixiante realidade.




EXEMPLOS DE PRÁTICAS DE ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO:

  • atribuir regularmente ao trabalhador metas e objetivos impossíveis de atingir ou estabelecer prazos impraticáveis;
  • não delegar qualquer função ao trabalhador de forma sistemática;
  • fazer sucessivas brincadeiras com conteúdo ofensivo referentes ao sexo, raça, orientação sexual ou religiosa, deficiências físicas, problemas de saúde ou outros temas relacionados;
  • atribuir sistematicamente funções desajustadas ou desadequadas à categoria profissional do colaborador;
  • assumir constantemente a autoria de ideias, propostas, projetos e trabalhos de colegas ou de subordinados;
  • desprezar, ignorar ou humilhar colaboradores, forçando o seu isolamento;
  • pedir sistematicamente urgência nas tarefas sem necessidade;
  • divulgar sistematicamente rumores e comentários depreciativos sobre qualquer elemento da empresa;
  • insinuar constantemente que o trabalhador tem problemas mentais ou familiares;
  • transferir de setor com o objetivo de promover o isolamento do trabalhador;
  • comunicar sistematicamente aos gritos, de forma a intimidar os colaboradores;
  • criar continuamente situações objetivas de stress, com o objetivo de provocar intencionalmente no trabalhador o seu descontrolo.


ASSÉDIO MORAL NA LEGISLAÇÃO PORTUGUESA


Segundo o art.29º do Código do Trabalho (CT), este tipo de conduta é punido por lei e é considerada uma contraordenação muito grave. A prática de assédio a um trabalhador ou candidato a emprego é proibida e confere o direito a uma indemnização, nos termos gerais de direito.


O QUE DEVO FAZER E COMO DENUNCIAR?

Apesar de ser um fenómeno cada vez mais comum e abranger um grande número de pessoas, o número de queixas é reduzido e, por consequência, as condenações são muito raras.

É fundamental evitar que estes casos se continuem a propagar e para isso é necessário entender o que pode e deve fazer nestas situações.

O primeiro grande passo, após confirmar que é alvo de assédio moral no trabalho, é procurar ajuda. Tem ao seu dispor várias entidades que conseguirão auxiliá-lo na prevenção e no combate de situações de assédio, que ocorram tanto no setor privado como no setor público, por exemplo:

Pode consultar no site destas entidades mais informação sobre identificação de práticas de assédio, medidas de prevenção, de combate e de reação neste tipo de casos. Disponibilizam ainda, nas suas páginas, endereços eletrónicos próprios, para onde podem ser apresentadas as queixas de assédio laboral.

Recupere o seu bem-estar e não permita mais este tipo de situações. Estará não só a ajudá-la a si, mas conseguirá dar o seu contributo para auxiliar outras pessoas que estejam ou possam vir a passar pelo mesmo.






S.O.S ASSÉDIO 




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29 de abril de 2018

Os seus filhos querem sair à noite? 5 conselhos práticos

É um dos momentos mais temidos pelos pais, o de deixar os filhos que já são adolescentes sair de debaixo da asa, ainda por cima para ir para a noite, onde, sem bem nos lembramos, tanta coisa pode acontecer. Pois, mas eles estão a crescer e tem mesmo que lhes dar essa liberdade. Fique com estes cinco conselhos que podem ajudar a que as coisas corram melhor.




1. As Regras podem ser negociadas ‒ O estabelecimento de regras é fundamental, mas para que estas sejam eficazes é importante que os filhos participem na sua definição e as sintam como necessárias porque assim é mais fácil que as cumpram. Os miúdos (e, na verdade, toda a gente) reagem melhor à autoridade quando esta é exercida racionalmente e com justiça, em vez do tirano e vago “porque sim”, “porque não” ou “porque estou a mandar e sou eu que mando”.



2. Não cumprir as regras terá consequências ‒ É claro que as regras não podem ser inconsequentes. O seu incumprimento deve prever uma sanção e também esta deve estar claramente predefinida e proporcional – Não vale a pena, perante a chegada tardia, e no calor da discussão, dizer “nunca mais sais!” Isso não será cumprido e os pais escusam de se desautorizar a si próprios.



3. Os pais devem falar das suas preocupações ‒ Consumos de álcool ou drogas, más companhias, sexo, segurança, brigas, assaltos, acidentes de carro ou mota, horas tardias. São inúmeros os motivos que podem preocupar os pais de adolescentes na hora de os deixarem sair para se divertirem. Nenhum destes temas deve ser tabu. Os pais devem conversar abertamente com os filhos. Por exemplo, se estão inquietos sobre a forma de regresso a casa dos filhos, é importante que o digam e que isso fique logo estabelecido (e seja cumprido).



4. Os pais devem estar sintonizados ‒ É um dos mandamentos da educação dos filhos. Os pais devem estar de acordo (e mesmo que não estejam, devem discutir a questão em privado e chegar a acordo antes de tomar quaisquer decisões relativamente aos filhos) na decisão que tomam. E é muito importante mostrar aos miúdos que há união nas decisões.



5. As regras devem ser bem definidas ‒ Com quem vão, para onde vão, como regressam e como devem comportar-se. “Não venhas tarde” ou “porta-te como deve ser” é um discurso evasivo que pode dar azo a mal-entendidos. As regras devem ser claras e concretas.



Texto de Sofia Teixeira / Fotografia de Shutterstock


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