13 de março de 2019

Como lidar com crianças agressivas e conflituosas

Quando as contendas entre crianças são frequentes, o que podem os pais fazer? Como se consegue educar uma criança com comportamento agressivo?


Os pequenos e as crianças de idade pré-escolar lutam frequentemente pelos brinquedos. Algumas crianças são recompensadas involuntariamente pelo seu comportamento agressivo. Por exemplo, pode ser que uma criança empurre a outra, atirando-a ao chão e apanhe o seu brinquedo. Se a outra criança chorar e se afastar, a criança agressiva sente-se vitoriosa, já que conseguiu o brinquedo. É importante identificar se esse padrão está acontecendo nas crianças agressivas.


O QUE SE DEVE FAZER COM AS CRIANÇAS AGRESSIVAS

Quando as lutas são frequentes, isso pode ser um sinal de que a criança tem outros problemas. Por exemplo, pode estar triste ou alterada, ter problemas para controlar a coragem, ter sido testemunha de violência ou ter sido vítima de abuso no cuidado diurno, na escola ou mesmo em casa. As investigações têm demonstrado que as crianças que são fisicamente agressivas em idade muito pequena, têm tendência a continuar com este comportamento quando crescerem. Os estudos também demonstraram que as crianças que são expostas à violência e à agressão repetidamente através da televisão, vídeos e filmes, agem de forma mais agressiva.

Se uma criança pequena tem problemas persistentes com a ação de bater e de morder, ou exibe um comportamento agressivo, os pais devem procurar ajuda profissional de um pediatra, neuro-pediatra, psicólogo ou mesmo um psiquiatra de crianças e adolescentes ou de outro profissional de saúde mental que se especialize na avaliação e tratamento dos problemas do comportamento de crianças pequenas.

- A intervenção precoce é muito mais efetiva. Não espere que a criança comece a mostrar um comportamento mais agressivo. Intervenha logo que observar que ela se sente frustrada ou que se altera com facilidade.

- Quando as crianças pequenas bulham com frequência, controlem-nas mais de perto.

- Se uma criança bater em outra criança, separe rapidamente os dois. Console e ampare de imediato a criança que foi agredida.

- Ao bebe que começa a andar (1 a 2 anos), diga-lhe: “Não batas. Dói quando tu bates”.

- A uma criança pequena (de 2 a 3 anos), diga-lhe: “Eu sei que tens coragem, mas não batas”. Isso começa a ensinar-lhe a empatia com as outras crianças.

- Não bata na criança se ela estiver a bater nas outras. Isso a ensinará a utilizar um comportamento agressivo.

- Os pais não devem ignorar ou depreciar as discussões e lutas entre irmãos.

- Ensine-lhes que a agressão não é a forma correta para se conseguir o que se quer. Por exemplo: imaginemos o caso de dois miúdos, um de 6 e outro de 4 anos de idade. O maior está a jogar à bola até que o mais pequeno aparece para se apoderar dela. E ali iniciam-se as brigas e gritos. O pequeno grita e esperneia porque quer a bola. Se interferirmos, exigindo que o maior conceda a bola ao mais pequeno, estaremos a fazer um reforço negativo, que levará o mais pequeno a espernear e a gritar sempre que quiser alguma coisa. 

A psicóloga infantil Adriana Lot Dias, partilha connosco algumas dicas valiosas que nos podem ajudar a controlar e prevenir o comportamento agressivo das crianças. 







1 de março de 2019

28 ESTRATÉGIAS DE SALA DE AULA PARA ALUNOS COM DÉFICE DE ATENÇÃO OU IMPULSIVOS


Um dos grandes desafios para os professores hoje em dia é conseguir gerir turmas de cerca de 30 alunos, em que alguns desses alunos apresentam dificuldades em manter a atenção e/ou revelam excesso de atividade motora e comportamentos impulsivos.


O presente texto reúne algumas ideias e estratégias simples para que os professores consigam lidar com os alunos com Défice de Atenção, isto é, com crianças com dificuldades em manter a atenção durante um longo período de tempo e que estão “sempre com a cabeça na lua”, mas também com os alunos que apresentem comportamentos impulsivos e excesso de atividade motora, ou seja, crianças com dificuldade em manterem-se focados numa só tarefa e que têm “bicho-carpinteiro”.


Ideias e Estratégias  para alunos com Défice de Atenção

• Faça uma pequena pausa e promova a curiosidade (suspense), como por exemplo olhando ao redor antes de colocar uma questão;
• Avise que alguém vai ter que responder a uma pergunta sobre aquilo que está a ser dito;
• Escolha aleatoriamente os alunos para ler/responder a uma questão, de modo a que não consigam prever quando devem estar atentos;
• Utilize o nome do aluno quando colocar uma questão;
• Faça uma pergunta simples ao aluno (não relacionada com o assunto em questão) quando perceber que este está a começar a perder a atenção;
• Crie uma “piada privada” entre si e o aluno, de modo a envolvê-lo novamente na aula;
• Percorra a sala de aula e dê um toque discreto no ombro do aluno enquanto está a ensinar algo importante;
• Percorra a sala de aula e vá tocando discretamente no sítio exato da página que está a ser lido ou discutido no momento;
• Alterne entre atividades físicas e mentais;
• Aumente a novidade das aulas ao usar filmes, cartões (flashcards), trabalhos de grupo;
• Incorpore os interesses dos alunos no planeamento das aulas;
• Dê instruções simples e concretas;
• Ensine aos alunos estratégias de auto-monitorização;
• Utilize uma voz suave para dar instruções.




Ideias e Estratégias para alunos com Comportamentos Impulsivos

• Dê-lhe atenção positiva e reconhecimento tanto quanto possível;
  Clarifique as regras da sala de aula;
• Estabeleça um sinal entre si e o aluno;
• Crie o hábito de esperar 10 a 15 segundos antes de responder;
• Analise as respostas irrelevantes dadas pelo aluno e procure possíveis relações com a pergunta;
• Peça ao aluno para repetir a pergunta antes de responder;
• Escolha um aluno para ser o “detentor da pergunta” (para repetir a pergunta ao aluno);
• Ao introduzir uma nova matéria, peça aos alunos para fazerem perguntas antes de ser lecionada a matéria;
• Retire da sala de aula toda a estimulação desnecessária;
• Certifique-se que as tarefas propostas são curtas;
• Transmita que a precisão vale mais que a rapidez;
• Utilizando o relógio da sala de aula, diga aos alunos quanto tempo têm para a realização de uma determinada tarefa;
• Peça que os alunos tenham um ficheiro com todos os seus trabalhos completos;
• Incentive o planeamento utilizando com frequência listas, o calendário, tabelas e imagens na sala de aula.

Adaptado de “Suggested Classroom Interventions For Children With ADD & Learning Disabilities”



28 de fevereiro de 2019

Vizinhos barulhentos? Saiba como proceder e onde apresentar queixa


A relação entre vizinhança pode ser um desafio e ter sossego no prédio pode ser mais difícil do que parece, mesmo depois de algumas queixas. Saiba como e onde apresentar queixa.


A relação entre vizinhança pode ser um desafio. Quer seja pelo ladrar insistente do cão (ou cães), o arrastar de cadeiras, o andar com sapatos ruidosos ou pela celebração do aniversário de alguém, ter sossego no prédio pode ser mais difícil do que parece, e mesmo depois de algumas queixas e pedidos de silêncio, o ruído persiste. Eis algumas recomendações que podem ajudar a solucionar o problema.

Até que horas os vizinhos podem fazer barulho? ‒ Em zonas com casas, escolas e hospitais, entre outros, festas ou obras de construção são interditas entre as 20 e as 8 horas e aos sábados, domingos e feriados, excepto em situações pontuais de licença especial.
As obras de recuperação, remodelação ou conservação, ou seja, obras realizadas dentro de edifícios de habitação, comércio ou serviços que produzam barulho em dias úteis, entre as 8 e as 20 horas, não precisam de uma licença especial de ruído. No entanto, o responsável deve afixar um aviso a informar os vizinhos até que horas e em que dias estão previstas as obras.

A quem posso apresentar queixa do ruído dos meus vizinhos? ‒ Compete à GNR, PSP ou SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente) receber as reclamações relacionadas com o ruído da vizinhança. Independentemente do tipo de ruído provocado pela vizinhança, pode (e deve) contactar as entidades referidas.

E se for barulho provocado pelo bar ou restaurante à frente de minha casa? ‒ Se o ruído tiver origem noutro tipo de atividades, como funcionamento de estabelecimentos de restauração e bebidas, ginásios, supermercados, recintos desportivos, espetáculos e festividades ao ar livre, deverá contactar a respetiva câmara municipal.

E se o barulho for proveniente dos carros e do tráfico da auto-estrada? ‒ Para o barulho de tráfego rodoviário em estradas nacionais, itinerários principais, complementares e auto-estradas, exponha a queixa às Estradas de Portugal, S.A. ou à concessionária da via.

As coimas ‒ De acordo com a Policia de Segurança Pública, as sanções aplicáveis aos casos de ruído de vizinhança em termos de contra ordenações, quando praticadas por pessoas singulares, podem ir entre os 500€ e os 2.500€ em caso de negligência e entre os 1.500€ e os 5.000€ em caso de dolo. Por sua vez, quando praticadas por pessoas coletivas, as coimas variam entre 9.000€ e 13.000€ em caso de negligência e entre 16.000€ e 22.500€ em caso de dolo.

Em resumo, dar uma festa ou ouvir a música um pouco mais alto, incomodando os vizinhos, pode acontecer a qualquer um de nós e por esse motivo devemos tentar ser tolerantes uns com os outros. Quando as situações acontecem é importante agir com tacto e ter uma abordagem cordial. Naturalmente não queremos colaborar para o desenvolvimento de um conflito. Manter a calma e o bom senso, e sensibilizar para os incómodos concretos provenientes do comportamento em causa, pode levar a uma solução satisfatória para ambas as partes. No entanto, se já fizemos a nossa parte e mesmo assim os vizinhos persistem na conduta causadora do conflito, está na altura de passar à acção, solicitando, por exemplo, a comparência das autoridades competentes.



Não se esqueça:

·  Mantenha a calma

·  Converse amigavelmente

·  Não faça ameaças nem insultos

·  Use o bom senso


6 de janeiro de 2019

Revista CINTURÃO NEGRO (Dezembro, Novembro - 2018)

Revista internacional de Artes Marciais, Desportos de Combate e Defesa Pessoal

CINTURÃO NEGRO - Edição Quinzenal

Clique no nº da revista para ler online ou fazer download


Dezembro, nº372 - 2018





Dezembro, nº371 - 2018





Novembro, nº370 - 2018






Novembro, nº369 - 2018





Revista Gratuita Cinturão Negro


20 de dezembro de 2018

OS 10 ESQUEMAS MAIS POPULARES PARA BURLAR TURISTAS

São inúmeros os esquemas para burlar turistas um pouco por todo o mundo. É importante conhecer previamente alguns para evitar tornar-se numa vítima na sua próxima viagem.


Não são raros os episódios de turistas que foram burlados em viagem, de várias formas e feitios. Algo que se entende na realidade, já que é fácil ser apanhado desprevenido quando se acabou de chegar a um destino novo, com uma cultura e costumes diferentes, e quando ainda se está a habituar a um novo ambiente.

Esquemas como taxímetros supostamente avariados, pulseiras gratuitas ou bilhetes falsos para transportes são apenas alguns dos muitos que são praticados um pouco por todo o mundo. Descubra abaixo 10 dos esquemas mais populares para enganar turistas para assim evitar ser mais uma vítima dos burlões.

• Pulseiras ou Outros Objectos Gratuitos ‒ O turista é abordado por um local que lhe oferece uma pulseira ou outro objeto similar como símbolo de boa sorte. Assim que a pulseira é aceite, é-lhe exigido dinheiro. Quando o turista recusa e tenta devolver a pulseira, o local faz um escândalo em público.
Como evitar: Não aceite quaisquer ofertas de estranhos, especialmente em zonas extremamente turísticas.

• Atração Turística Fechada ‒ Um local aproxima-se de um turista e informa-o, com uma abordagem muito simpática, que a atração que ele pretende visitar está fechada. Oferece-se depois para o levar para uma outra atração onde acaba por ser pressionado a comprar alguma coisa.
Como evitar: Não acredite prontamente na informação que lhe é dada e confirme por si mesmo junto da bilheteira da atração que pretende visitar.

• Taxímetro Avariado ‒ Um esquema muito comum em vários países em que o taxista impõe um preço fixo absurdamente elevado para a viagem, justificando com o facto do taxímetro estar avariado.
Como evitar: Certifique-se de que o taxímetro está a funcionar antes de entrar no táxi ou negoceie previamente o preço da viagem.


Ligações WI-FI Falsas ‒ São criadas ligações gratuitas de Wi-Fi em locais públicos, através das quais os hackers têm acesso a todas as informações pessoais de quem as usa, como passwords e contas online.
Como evitar: Procure sempre usar as ligações de WI-Fi oficiais do local onde se encontra.

Hotel Sobrelotado ‒ O taxista informa que o hotel em questão é muito mau, que está fechado ou sobrelotado, a caminho do destino, convencendo o turista que lhe consegue arranjar outro hotel melhor. Normalmente o taxista recebe uma comissão por levar turistas para esse determinado hotel.
Como evitar: Certifique-se previamente que está tudo certo com a sua reserva e/ou pergunte ao hotel se disponibiliza transporte.

Ofertas Para Tirar Fotos de Grupo ‒ Um local muito simpático aproxima-se de um grupo de turistas oferecendo-se para lhes tirar uma foto de grupo. Entretanto desaparece na multidão levando consigo o telemóvel ou câmara do turista.
Como evitar: Se quiser que alguém lhe tire uma foto de grupo procure por si mesmo alguém que lhe inspire confiança, de preferência outro turista.


Bilhetes Falsos para Transportes ‒ Um local oferece-se para lhe vender bilhetes de transporte a preços mais baixos ou a possibilidade de não ter de esperar na fila, comprando os bilhetes através de um agente de viagens local. Muitas vezes, o bilhete vendido acaba por ser falso.
Como evitar: Compre sempre os seus bilhetes de transporte diretamente com a companhia em questão ou através de websites oficiais.

Nódoas na Roupa ‒ Um local aproxima-se de um turista e “sem querer” despeja-lhe algo na roupa, deixando uma nódoa. Desculpa-se profusamente, enquanto tenta limpar a nódoa e ao mesmo tempo rouba a carteira do turista.
Como evitar: Se isto acontecer não permita que lhe tentem limpar a nódoa, e limpe-a você mesmo.

Danos na Mota Alugada ‒ Este é um esquema bastante comum no Sudeste Asiático. O turista aluga uma mota e ao devolvê-la, o proprietário exige uma indemnização por danos causados à mota. Muitas vezes os danos são causados por amigos do proprietário.
Como evitar: Tire bastantes fotografias à mota no momento do aluguer em frente ao proprietário e faça questão de estacionar a mota em locais vigiados.


Troco Errado ‒ Um esquema frequente onde é devolvido o troco errado ao turista, especialmente em países onde as notas se assemelham muito umas às outras. 
Como evitar: Confirme sempre o troco que lhe é dado.




10 de dezembro de 2018

Compras de Natal em Paz e Segurança


Na maioria dos Centros Comerciais há um elevado e ao mesmo tempo discreto sistema de segurança que, não só envolve pessoas com formação adequada para o efeito, mas também o apoio de sofisticados sistemas eletrónicos próprios desta nossa era digital. Como consequência, o aspeto da segurança aliado ao conforto proporcionado por uma grande e diversificada oferta comercial, acaba por estar na base de um aumento, cada vez maior, de pessoas a estas grandes superfícies. Especialmente em determinadas alturas do ano, como é o caso das festividades natalícias. O facto é que o cidadão, pelo menos em termos de segurança, sente-se assim mais tranquilo do que nas lojas do comércio tradicional.


Apesar da segurança inerente a esses locais e de não haver um registo relevante de crimes, eles não estão isentos de problemas. A realidade é que os furtos, os roubos e outros conflitos de natureza criminosa também existem nesses espaços.   

Para não ser alvo de uma experiência desagradável é importante observar alguns cuidados a ter quando vai fazer compras a locais com grande concentração de pessoas. Em termos de autodefesa, a sua maior arma (e também a da sua família) é a PREVENÇÃO. Ou seja, a capacidade de se antecipar a situações potencialmente perigosas.

Os comportamentos de segurança que vai observar são para serem colocados em prática com a dose adequada de bom senso. Não precisa de se transformar num fanático da segurança. Apenas precisa saber que em determinadas situações deve atuar preventivamente e com sabedoria.


Assim, tome nota:

                                                         
Roupas e objetos Procure vestir-se de forma simples. Evite usar relógios caros e joias que despertem a atenção de olhos indiscretos. Leve apenas os documentos necessários. Se possível, prefira uma pequena bolsa tipo mochila (que deve ficar na frente e não nas costas) com alças seguras.

Tenha cuidado com o seu telemóvel. Não ande com ele pela mão como uma criança. E já agora, não fique vulnerável quando está a falar ao telefone, não se desligue do mundo. Para além de si e da pessoa com quem está a falar, existe mais vida…e que vida!!! (O mesmo se aplica quando ouve música com os auriculares nos ouvidos)

Compras – Evite ao máximo a utilização de dinheiro em espécie. Prefira pagar as suas contas com cartão. Separe uma quantia de dinheiro para pequenas compras como café, transportes, etc.
  Antecipe as suas compras para dias e horários de menor movimento.

Andar nas ruas – Quando estiver a andar nas ruas, verifique se está sendo seguido ou observado por alguém. Se achar que está nessa situação, inverta o sentido do seu percurso ou entre num estabelecimento qualquer. Evite também passar perto de aglomerações e grupos suspeitos. Se necessário, passe para o outro lado da rua.

● Multibanco – Se tiver que levantar dinheiro seja prudente e esteja atento ao ambiente que o cerca. Seja discreto ao guardar o dinheiro. Lembre-se: a partir desse momento não é só você que sabe que transporta dinheiro.

● Assalto à loja – Se ocorrer um assalto na loja quando você estiver às compras, não tente correr ou reagir. Obedeça a tudo que os assaltantes mandarem, assim evitará reações perigosas e eles sairão rapidamente. O máximo que você pode perder são uns trocos e os documentos que levou, além dos cartões que podem ser rapidamente cancelados por telefone.

● Carro – Procure estacionar a sua viatura num parque, é sempre mais seguro e prático para o transporte das suas compras. Se estacionar na rua e com orientação de um arrumador deve dar sempre uma pequena gratificação. É mais seguro!!! Não é preciso lembrar, mas já agora, nunca deixe objetos de valor à vista…

Crianças – Nesta altura os Centros Comerciais estão cheios de gente e de coisas que chamam a atenção especialmente de crianças. Se está a fazer compras acompanhado de crianças, então nunca as perca de vista. Combine com eles o que devem fazer (e o que não devem fazer) no caso de se perderem. Não se esqueça que uma criança pequena deve ter sempre consigo elementos que a possam rapidamente identificar e facilitar o contacto imediato com os pais ou outros parentes. Por exemplo, um papel ou cartão com o nome a morada e o telefone.



E não se esqueça, a PREVENÇÃO é sempre a sua melhor defesa...



7 de dezembro de 2018

Cuidado com o Monóxido de Carbono… mas porquê?

Estamos naquele período em que, infelizmente, são noticiadas perdas de vida por culpa do monóxido de carbono. Quando o frio se aproxima, são muitos os alertas para que as pessoas redobrem os cuidados para manter bem longe este gás.

É um gás tóxico sem cor nem cheiro que resulta de uma combustão incompleta seja qual for o combustível. Lareiras dentro de casa, braseiras e outros equipamentos de aquecimento podem matar, em vez de só aquecer.



Quando o tempo frio se instala, as pessoas tendem a procurar meios para aquecer o ambiente, as suas casas e locais onde permanecem. Por vezes, esses equipamentos, libertam um gás tóxico, que não se vê, pouco ou nada se sente o seu cheiro, mas que mata.
Este gás pode surgir com a utilização de equipamentos mal instalados, mal regulados ou em mau estado, mas também com a utilização de braseiras, lareiras ou salamandras a lenha, em locais mal ventilados ou com exaustão deficiente. Não devemos nem podemos facilitar, há um grande perigo de intoxicação.


1. O que é o monóxido de carbono?

O monóxido de carbono – CO – é um gás tóxico, invisível, sem cheiro ou sabor e que resulta de uma deficiente combustão, qualquer que seja o combustível utilizado: lenha, carvão, gás (butano, propano ou natural), entre outros. A sua presença no ar não é preocupante desde que em níveis baixos.

É de difícil deteção e, a partir de níveis de concentração mais elevados, os seus efeitos nocivos podem manifestar-se rapidamente, levando ao aparecimento de tonturas, náuseas, convulsões, perdas de consciência e, em situações mais graves, à morte.


2. Quais as origens do perigo?

Alguns fatores estão na origem de uma acumulação excessiva de monóxido de carbono, nomeadamente:

• Interferência do funcionamento do exaustor da cozinha na correta libertação para o exterior dos gases/fumos do esquentador, caldeira, lareira,…

• Aparelhos de aquecimento ou produção de águas quentes incorretamente montadas ou em deficiente estado de conservação;

• Insuficiente renovação de ar na habitação e ausência de ventilação adequada no local onde se encontram instalados os aparelhos;

• Condutas de exaustão ou chaminés obstruídas ou mal dimensionadas não permitirão a correta exaustão dos gases/fumos.

O monóxido de carbono pode acumular-se em espaços fechados e por isso é recomendável especial vigilância em alturas de frio intenso, quando os aparelhos são mais solicitados e a ventilação do local tende a ser menor.


3. Que fazer em caso de suspeita de intoxicação?

Se sentir náuseas, dores de cabeça, tonturas, lembre-se da possibilidade de intoxicação por monóxido de carbono e:

● Areje imediatamente o local, abrindo portas e janelas;

• Se possível, desligue todos os aparelhos de combustão (Exemplo: esquentadores, caldeiras, aquecedores móveis a gás ou petróleo, lareira…). Se estiver em funcionamento, desligue igualmente o exaustor da cozinha;

● Abandone o local;

• Se alguém estiver com sintomas de intoxicação, contacte o Centro de Informação Antivenenos 808 250 143 (24 horas por dia). Em casos graves contacte o 112, para solicitar assistência às vítimas;

● Contacte uma empresa credenciada para a resolução do problema.



4. Como evitar o monóxido de carbono?

Com vigilância e gestos simples:

• Solicite inspeções periódicas à sua instalação de gás que deverão se realizadas por uma entidade inspetora credenciada pela DGEG.

●A montagem dos aparelhos de queima deve ser sempre efetuada por uma empresa credenciada (consulte a lista de empresas instaladoras/montadoras e das entidades inspetoras credenciadas pela DGEG, em www.dgeg.pt.);

• Solicite a verificação periódica do funcionamento destes aparelhos;

● Mantenha a sua habitação arejada e nunca obstrua as entradas de ar;

• Promova a limpeza das condutas de exaustão e chaminés, uma vez por ano;

●Se o seu edifício tem instalado um sistema coletivo de extração mecânica, assegure a manutenção e a limpeza periódica da respetiva rede de ventilação e exaustão. Garanta ainda que este se encontra sempre em funcionamento. Caso este sistema tenha que ser temporariamente desligado (por avaria ou manutenção), garanta que não são utilizados os respetivos aparelhos de queima.


5. Não utilize para aquecimento:

• Braseiras, em locais não ventilados.


6. Podem ser indícios da presença de monóxido de carbono no ambiente:

● Coloração permanente amarela ou laranja na chama, em vez de azul;

• Aparecimento de manchas nas condutas de evacuação ou junto a estas, ou descoloramento de aparelhos;

● Alterações de comportamento ou mesmo morte de pequenos animais de estimação.









Fonte: pplware