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7 de abril de 2022

COMO VIAJAR EM SEGURANÇA NO CONTEXTO ATUAL

Ao longo das últimas décadas o turismo registou um crescimento muito significativo a nível mundial, sendo, em muitas geografias, um motor da economia local. Os últimos dois anos, porém, têm representado enormes desafios para este setor. Primeiro, com as medidas de contingência implementadas para combater a pandemia causada pelo coronavírus. Agora, com um conflito militar derivado da invasão da Ucrânia pela Rússia, numa altura em que a maioria dos países europeus já tinha levantado grande parte das restrições para os viajantes, coloca-nos perante novos desafios que precisamos enfrentar com conhecimento.

Perante este contexto, o turismo volta a assumir uma importância fulcral na recuperação económica dos destinos, mas exige uma atenção redobrada para os viajantes. Assim, reflita nas seguintes dicas que lhe apresentamos, caso planeia viajar este ano:

1. AVALIE OS DESTINOS − Quando estiver a planear as suas férias, estude bem os destinos da sua eleição: em que estado pandémico se encontram, quais as medidas de contingência em atividade, quais as precauções a tomar e quais as regras em vigor para entrar no território. Para uma maior segurança no local, sobretudo se viajar sozinho, avalie se existem zonas mais perigosas e horários a evitar durante a estadia.

2. PREVINA UM EVENTUAL CANCELAMENTO − O conflito a decorrer na Ucrânia e os países a recuperar da pandemia a diferentes ritmos podem levar ao cancelamento e/ ou adiamento de viagens – sobretudo, que envolvam passagens aéreas. Perante estas incertezas, ter um seguro com coberturas de cancelamento de viagem, de adiamento de viagem, ou de atrasos nos voos revela-se fundamental para minimizar perdas financeiras derivada deste tipo de situações. Por outro lado, os destinos de férias domésticos poderão também ser uma opção a considerar.

3. TENHA CONSIGO OS DOCUMENTOS ESSENCIAIS − Em viagem poderá necessitar de apresentar o seu passaporte, a carta de condução ou outro documento de identificação. Digitalize estes cartões e guarde-os no seu smartphone para que possa tê-los sempre à mão.

4. E OS CONTACTOS NECESSÁRIOS − Em viagem, sobretudo se viajar sozinho, é importante saber a quem ligar em situação de emergência. Assim, além dos contactos de familiares ou amigos de confiança, recomendamos que, antes de viajar, registe contactos relevantes, como o da embaixada ou consulado no destino, polícia e/ ou outros departamentos de emergência locais.

5. TENHA CUIDADO AO UTILIZAR WI-FI PÚBLICA − O acesso à internet é uma mais-valia em muitos destinos, porém, ao utilizar uma Wi-Fi pública, não se esqueça de que hackers poderão aceder aos seus dados pessoais – como números de cartões bancários e documentos de identificação, entre outros – e a outras informações pessoais valiosas. Caso vá necessitar de internet sem fios durante a viagem, crie antecipadamente uma rede privada virtual que lhe permita ter acesso online em segurança.

6. GARANTA ASSISTÊNCIA DURANTE TODO O PERCURSO − Embora muitos países já estejam a sentir um alívio nas medidas de contingência da pandemia de Covid-19, a doença continua a afetar uma grande parte das populações e podem ser implementadas novas medidas que, inesperadamente, têm de alterar os seus planos de viagem.

 


23 de março de 2022

Europa Oriental – É seguro viajar para lá neste momento?

Com a invasão da Ucrânia e o cenário de guerra que se vive, muitos viajantes começam a sentir-se inseguros em viajar para os países vizinhos.

Depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, quem pretendia viajar para o leste da Europa ganhou novas preocupações e, segundo a Euronews, os agentes de viagens continuam a descrever "nervosismo" em relação aos países da Europa Oriental que veio amortecer o boom de viagens que era esperado em 2022, aquando da diminuição de restrições devido à pandemia.

Um inquérito realizado pela agência de viagens MMGYGlobal revelou que a guerra na Ucrânia está a ter o dobro do impacto da pandemia nos planos dos americanos de visitar a Europa. Dos inquiridos, 62% revelaram-se preocupados com a possibilidade da invasão propagar-se para os países vizinhos e 47% preferem esperar para ver como a situação evolui antes de reservar férias.

A Agência Europeia para aSegurança da Aviação (EASA) tem partilhado as suas avaliações sobre o espaço aéreo nas proximidades da Ucrânia através do Conflict Zone Information Bulletin(CZIB). A actualização de 24 de fevereiro adverte contra as viagens sobre a região de Chisinau, na Moldávia, Minsk, a capital da Bielorrússia, assim como Rostov, no sul da Rússia. Todos os 27 Estados-Membros da União Europeia, assim como os EUA, Reino Unido, Albânia, Canadá, Islândia, Noruega e Suíça proibiram os voos russos de entrar no seu espaço aéreo.

É seguro viajar para países como a Polónia, Hungria e Eslováquia?

A resposta dos especialistas, citados pela Euronews, é sim. No entanto, vale a pena verificar as últimas informações antes de viajar. Se viajar para a Polónia, lembre-se que o país está a receber um grande número de refugiados, pelo que deve reservar alojamento com maior antecedência. As áreas polacas junto à fronteira com a Bielorússia estão encerradas.

"A Hungria continua a ser um país seguro, e a vida aqui continua como normal", garantiu um porta-voz da Agência Húngara de Turismo à CNN Travel. "O Governo húngaro está a fazer o seu melhor para evitar o envolvimento na guerra e para preservar a segurança tanto dos residentes da Hungria como dos turistas que a visitam", acrescentou.

Países como a Estónia, Letónia e Lituânia continuam a receber voos normalmente, o que significa que os peritos em aviação consideram seguro fazê-lo. A Lituânia, no entanto, declarou estado de emergência no dia 24 de fevereiro em resposta à invasão russa da Ucrânia. Se visitar o país, é agora obrigado a mostrar um documento de identificação com fotografia sempre que pedido pelas autoridades. Os controlos pontuais podem também estar em funcionamento nos postos fronteiriços, mas as autoridades não desaconselham as viagens.

Embora a maioria dos grandes navios de cruzeiro que parariam em território russo tenham feito alterações em vez de cancelarem completamente, alguns operadores de cruzeiros fluviais foram forçados a cancelar as viagens programadas para a Ucrânia.


Susana Sousa Ribeiro