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28 de agosto de 2020

Como evitar burlas com chamadas internacionais de números desconhecidos

Há consumidores a perder saldo ou receber faturas elevadas porque responderam ao toque de números internacionais desconhecidos. Não devolva estas chamadas. Saiba o que fazer se receber um toque de um número desconhecido, com indicativo internacional.

Temos o relato de uma consumidora que recebeu uma chamada de um número começado por +21351 (indicativo da Argélia), que facilmente se confunde com o indicativo internacional de Portugal, +35121. Outra consumidora queixou-se de devolver a chamada de um número estrangeiro, ser atendida por uma gravação que dizia que era uma mensagem de um familiar em situação de urgência e que não deveria desligar. Como tinha família fora do País, aguardou em linha. Só desligou minutos depois, perante o silêncio da chamada. Quando contactou o familiar, concluiu que estava tudo bem. Outros consumidores relataram que responderam ao toque e perderam o saldo do telemóvel ou receberam faturas avultadas.

Trata-se de uma burla telefónica. Se receber um toque de um número internacional desconhecido, não atenda nem devolva a chamada.

Pode contactar a sua operadora para pedir informações adicionais. Estes números mudam constantemente, pelo que as operadoras pouco conseguem fazer. Ainda assim, é boa ideia relatar o caso à operadora, para se salvaguardar caso seja confrontado com faturas astronómicas.

Estes esquemas não são novos. Em 2013, por exemplo, houve casos semelhantes relacionados com chamadas e mensagens de números da Letónia e Bielorrúsia.


E-mail e apps de mensagens são alternativas

Não atender as chamadas internacionais de números desconhecidos pode ser problemático nalguns casos. Muitos consumidores têm familiares fora do País ou aguardam contactos de empresas estrangeiras, por exemplo, para tratar de negócios ou propostas de emprego.

Se é o seu caso, pode canalizar estes contactos para outros canais, como o e-mail ou as apps de mensagens, como o Whatsapp, Facebook Messenger, entre outras.

No caso do e-mail, se não quiser dar o endereço pessoal a desconhecidos, pode criar uma segunda conta. Com as apps de mensagens, pode enviar uma mensagem para o número em causa a perguntar quem é e qual o assunto. É ainda uma forma de contactar amigos e familiares que estejam fora do País e confirmar se fizeram algum contacto.

Ainda assim, o e-mail e as apps de mensagens não estão isentos de riscos. São uma forma de fugir às burlas telefónica relacionadas com chamadas internacionais, mas podem ser alvo de phishing.


Fonte: DECO


Leia também: MB Way – Como se proteger de fraudes e esquemas.



21 de novembro de 2018

História real de uma tentativa de burla com a plataforma MB WAY


Desenvolvida para simplificar a vida dos utilizadores, a plataforma MB WAY permite a realização de compras e transferências bancárias imediatas com total comodidade e segurança, já que o utilizador pode fazê-lo através do seu telemóvel, a qualquer hora do dia e onde quer que esteja, sem que tenha de partilhar os seus dados bancários. No entanto, há quem se queira aproveitar destas novas “tecnologias” e, em Portugal, há relatos de que o MB WAY está a ser usado para roubar dinheiro. Conheça o esquema usado pelos mafiosos e saiba o que fazer pela sua segurança.



Este artigo serve essencialmente para alertar os cibernautas dos perigos que se escondem em cada esquema ardilosamente montado para apanhar os incautos.
O que descrevemos a seguir é um caso real de um esquema que está ativo em Portugal e que pretende criar dano roubando as pessoas, através da engenharia social e a pertinente inexperiência dos utilizadores neste tipo de situações.


Burla com recurso à plataforma MB WAY

José, nome fictício do nosso visitante e protagonista do sucedido, colocou um produto à venda no OLX por algumas centenas de euros. Poucas horas depois da publicação do anúncio já estava a ser alvo de uma tentativa de burla por SMS.

O diálogo começou com a troca normal de mensagens, questões sobre o produto e assuntos relacionados. Contudo, José conta que, ao contrário do habitual, o “comprador” não demonstrou pressa em receber o produto anunciado – só mais tarde se encarregaria de o mandar levantar e transportar até Sines (onde diz morar). O que realmente demonstrou foi uma “estranha” pressa em pagar! A sua grande preocupação era pagar… situação sui generis neste tipo de transações “fora da vista”.

O pretenso comprador, depois de sondar o vendedor, o José, propunha-se a pagar utilizando o sistema MB WAY. Para isso pediu ao José que lhe enviasse os (seus) códigos do cartão! José rejeitou e insistiu que o pagamento fosse feito por transferência bancária.

Após fornecer-lhe o IBAN, o burlão diz-lhe que já realizou a transferência mas que, para que a mesma se efetivasse, José teria de ir ao Multibanco, inserir o cartão, e selecionar a opção MB WAY/MB NET e introduzir os dados que se apressou a fornecer.


E que códigos eram esses? O seu nº telemóvel e um código que o próprio burlão indicou. Isto é, nem mais nem menos: usando o cartão de débito do José, queria ludibriar o mesmo a associar o telemóvel do burlão, com o código por ele escolhido!



Para não ter de esperar muito, o burlão informou que José tinha 30 minutos para ir ao Multibanco.


Armadilha armada… agora restava esperar pela presa!

Se José caísse na armadilha, o burlão teria a capacidade de tirar dinheiro da sua conta, dentro dos limites de segurança impostos pela entidade gestora (SIBS). Após desconfiar do que estava a acontecer, José tentou saber mais deste larápio… foram, segundo José, 64 mensagens trocadas e alguns dados recolhidos que serão enviados às autoridades competentes.

Fiquem atentos, partilhem a informação para aumentar o conhecimento de como (tão simplesmente) funcionam estas burlas. Obviamente que não devem fornecer qualquer tipo de dados a “estranhos”. Se já o fez, é melhor verificar os seus movimentos e informar a polícia.

Fonte: pplware








4 de fevereiro de 2017

KASPERSKY AVISA PARA COMPORTAMENTOS ONLINE QUE DEVEM SER INTERROMPIDOS



Com todas as vantagens do actual mundo conectado vêm também os desafios: a internet está cheia de cibercriminosos e os utilizadores precisam de alterar os comportamentos que criaram numa altura menos perigosa.

Há mais informações pessoais nas redes do que nunca, e por isso a Kaspersky Lab preparou uma lista com 7 comportamentos comuns e perigosos aos quais os utilizadores estão susceptíveis todos os dias. Estas acções, diz a especialista em segurança, devem ser "interrompidas imediatamente."


1. Confiar demasiadamente no Wi-Fi aberto

Redes de Wi-Fi de uma maneira geral representam risco, começando com a confiança depositada na legitimidade dela. Por exemplo, criminosos podem criar um ponto de acesso Wi-Fi e nomeá-lo de maneira plausível como “Wi-Fi aberto McDonalds” ou “Hotel Guest 3”.

Caso tenha garantido que uma rede aberta de WiFi é o que parece, não significa que os criminosos não estejam a espiar a rede. Utilize as redes suspeitas da maneira mais segura possível: evite aceder a sites que requeiram inserção de informações de login, assim como não faça qualquer transacção financeira. Nada de banco, ou compras. Se possível, use VPN.


2. Escolher senhas simples

Nomes de animais de estimação, aniversários, nomes de familiares, e coisa do género caracterizam as piores senhas possíveis. Em vez disso, tente usar opções difíceis de adivinhar (tanto a Kaspersky Lab como outras empresas têm um password checker para verificar se a senha escolhida é segura).

A boa notícia é que uma senha confiável não precisa de ser algo como ilegível como ML)k[V/u,p%mA+5m – algo completamente aleatório do qual numa se vai lembrar. Experimente técnicas de criação de senhas fortes e fáceis de memorizar.


3. Reutilizar as senhas

Finalmente encontrou uma senha incrível. Forte como um touro. Fácil de lembrar, difícil de descobrir. Adivinhe? Não pare por aí, vai precisar de mais senhas. Porque mesmo que diminua a chance de um hacker adivinhar a sua senha, a chance das suas informações serem comprometidas num hack de base de dados ainda existe, por isso não utilize a mesma senha para todos seus registos.


4. Clicar em links recebidos por e-mail

Quem imaginou que enviar links por e-mails era uma boa ideia? Bem, muita gente – incluindo criminosos. Clicar num link de spam ou phishing pode levá-lo automaticamente para um site que baixará um malware para seu computador ou para um site que pode até parecer familiar, mas que vai roubar a sua senha.
Também não clique em links que servem apenas para atrair likes. Como posts com mensagens como "goste e partilhe para ganhar um smartphone!" No melhor dos casos não ganhará nada, mas é possível que esteja a ajudar criminosos a validarem as suas práticas.


5. Fornecer informações de login a qualquer um

A única forma de ter a certeza de que ninguém mal-intencionado tenha as suas informações é mantê-las para si.


6. Avisar a Internet inteira que vai viajar

"Na praia por duas semanas – inveja?"; "A caminho do México de mañana!"; "Alguém pode cuidar do Rex enquanto fico fora por duas semanas?"; E fotos com geolocalização que mostrem o local onde foram tiradas? Mantenha essa informação apenas para os amigos confiáveis – especialmente, em meios como o Facebook que mostram a sua cidade de residência.


7. Aceitar as configurações de privacidade padrão de redes sociais

Os medias sociais fornecem grande controlo sobre o volume de informações que transmite – para o público e para suas conexões; para terceiros, entre outros. Mas talvez queira investigar melhor e acabe por descobrir que essas configurações podem mudar (como o Facebook) com certa frequência. Antes de registar uma nova conta, tire cinco minutos para ver bem as suas configurações de privacidade. Para contas já existentes, deixe de lado alguns minutos para confirmar se está a partilhar as suas informações apenas com quem quer.

“Então, antes de publicar algo para os seus amigos no Facebook, os seus seguidores no Twitter, as suas conexões no LinkedIn, ou seja, lá para quem mais queira transmitir, pense um pouco só para ter certeza de que não está a enviar a estranhos informações que possam ajudá-los a passarem-se por si ou prejudicá-lo de alguma forma”, dizem os especialistas da Kaspersky.

Na maioria das vezes vale a pena manter-se alerta – e desconfiado – com a sua vida virtual, aconselha a empresa. Serviços online de provedores de Wi-Fi até bancos e redes sociais procuram fazer com que o utilizador se sinta confortável, mas para criminosos online, esta inércia é uma oportunidade de fazer dinheiro.






Fonte: BitMagazine


31 de janeiro de 2016

Metade das Fotos dos Sites de Pedofilia são Tiradas das Redes Sociais dos Pais

São imagens de crianças em atividades cotidianas que são retiradas do Facebook, Instagram e outras redes sociais.


Metade do material encontrado em sites de pedofilia são imagens inocentes de crianças realizando atividades do dia a dia. E pior, estas imagens foram postadas por seus próprios pais em suas contas nas redes sociais, como Facebook e Instagram! Foi o que descobriu uma investigação feita pela Comissão Australiana de Seguranças das Crianças na Web.

Muitas das fotos inocentes estavam em pastas com nomes como “crianças na praia”, “ginástica artística”, entre outras. “Diversos  pedófilos deixaram claro que obtiveram as imagens vasculhando as redes sociais de pais. As imagens vinham quase sempre acompanhadas de comentários explícitos e perturbadores”, alerta Alastair MacGibbon, um dos responsáveis pela investigação. Esta ação conseguiu remover mais de 25 mil imagens de crianças que eram utilizadas em sites de pedofilia.

A seguir tenha em conta algumas formas simples de evitar que criminosos acedam às suas fotos e vida pessoal:

Ajuste as configurações de privacidade das suas redes sociais. Saiba que tanto o Facebook quanto o Instagram possuem configurações que só permitem que algumas pessoas, os seus amigos ou seguidores, vejam as imagens que você posta;

Tenha apenas pessoas próximas e confiáveis como amigos ou seguidores nas redes sociais;

Converse com os seus amigos e familiares sobre os cuidados importantes na hora de postar fotos do seu filho ou de outras crianças;

Não publique endereços de moradia, trabalho, creche ou outros nas redes sociais;

Caso tenha um blog ou algo parecido, evite publicar fotos do seu filho.