A Páscoa está a chegar e, com ela, as férias escolares e o fim de semana alargado. Esta é uma altura em que muitos portugueses aproveitam para viajar ou visitar a família noutras zonas do País e a ausência das suas casas pode motivar assaltos. Inclusive, segundo os dados da Central Recetora de Alarmes (CRA) da Securitas Direct, o período da Páscoa tende a registar um aumento de 12,5% de tentativas de intrusão. Como tal, a Securitas Direct reuniu dez dicas, para que possa manter a sua casa especialmente segura durante este período.
1.Garanta que as janelas e as
portas ficam totalmente fechadas. Inclusive, as portas do interior podem ficar
fechadas, para dificultar o trabalho de intrusos. Pode também reforçar as
janelas com um prego entre os painéis.
2.Verifique as fechaduras das
portas e das janelas. Se as fechaduras tiverem tranca vão dificultar a sua
abertura.
3.Guarde os objetos de maior
valor num cofre ou em lugares de acesso mais difícil.
4.Assegure que as chamadas que
vão para o seu telefone têm resposta, reencaminhando as chamadas para o
telemóvel. O toque do telefone constante e a ausência de resposta podem indicar
a possíveis intrusos a sua ausência.
5.Mantenha a aparência de que a
casa está habitada, deixando, por exemplo, algo num estendal ou os estores subidos
nalgumas divisões.
6.Crie a ilusão de que está
alguém em casa, através de domótica. Instale um dispositivo que acenda as luzes
e o rádio automaticamente para criar esta ilusão.
7.Informe um vizinho, um familiar
ou um amigo de confiança que possa ir por vezes verificar se a casa se mantém
segura.
8.Não publique nas redes sociais
nada relativo à sua ausência, para não informar possíveis ladrões acerca da sua
ausência.
9.Invista num sistema de
videovigilância a que possa aceder através do telemóvel. Desta forma pode
manter a sua casa permanentemente sob vigilância enquanto se encontrar fora.
10.Certifique-se de que o seu
sistema de alarme e de videovigilância está em pleno funcionamento.
Estamos naquele período em que, infelizmente, são noticiadas
perdas de vida por culpa do monóxido de carbono. Quando o frio se aproxima, são
muitos os alertas para que as pessoas redobrem os cuidados para manter bem
longe este gás.
É um gás tóxico sem cor nem cheiro que resulta de uma combustão
incompleta seja qual for o combustível. Lareiras dentro de casa, braseiras e
outros equipamentos de aquecimento podem matar, em vez de só aquecer.
Quando o tempo frio se instala, as pessoas tendem a procurar
meios para aquecer o ambiente, as suas casas e locais onde permanecem. Por
vezes, esses equipamentos, libertam um gás tóxico, que não se vê, pouco ou nada
se sente o seu cheiro, mas que mata.
Este gás pode surgir com a utilização de equipamentos mal
instalados, mal regulados ou em mau estado, mas também com a utilização de
braseiras, lareiras ou salamandras a lenha, em locais mal ventilados ou com
exaustão deficiente. Não devemos nem podemos facilitar, há um grande perigo de
intoxicação.
1. O que é o monóxido de carbono?
O monóxido de carbono – CO – é um gás tóxico, invisível, sem
cheiro ou sabor e que resulta de uma deficiente combustão, qualquer que seja o
combustível utilizado: lenha, carvão, gás (butano, propano ou natural), entre
outros. A sua presença no ar não é preocupante desde que em níveis baixos.
É de difícil deteção e, a partir de níveis de concentração mais
elevados, os seus efeitos nocivos podem manifestar-se rapidamente, levando ao
aparecimento de tonturas, náuseas, convulsões, perdas de consciência e, em
situações mais graves, à morte.
2. Quais as origens do perigo?
Alguns fatores estão na origem de uma acumulação excessiva de
monóxido de carbono, nomeadamente:
• Interferência do funcionamento do exaustor da cozinha na
correta libertação para o exterior dos gases/fumos do esquentador, caldeira,
lareira,…
• Aparelhos de aquecimento ou produção de águas quentes
incorretamente montadas ou em deficiente estado de conservação;
• Insuficiente renovação de ar na habitação e ausência de
ventilação adequada no local onde se encontram instalados os aparelhos;
• Condutas de exaustão ou chaminés obstruídas ou mal
dimensionadas não permitirão a correta exaustão dos gases/fumos.
O monóxido de carbono pode acumular-se em espaços fechados e por
isso é recomendável especial vigilância em alturas de frio intenso, quando os
aparelhos são mais solicitados e a ventilação do local tende a ser menor.
3. Que fazer em caso de suspeita de intoxicação?
Se sentir náuseas, dores de cabeça, tonturas, lembre-se da
possibilidade de intoxicação por monóxido de carbono e:
● Areje imediatamente o local, abrindo portas e janelas;
• Se possível, desligue todos os aparelhos de combustão (Exemplo:
esquentadores, caldeiras, aquecedores móveis a gás ou petróleo, lareira…). Se
estiver em funcionamento, desligue igualmente o exaustor da cozinha;
● Abandone o local;
• Se alguém estiver com sintomas de intoxicação, contacte o
Centro de Informação Antivenenos 808 250 143 (24 horas por dia). Em casos
graves contacte o 112, para solicitar assistência às vítimas;
● Contacte uma empresa credenciada para a resolução do problema.
4. Como evitar o monóxido de carbono?
Com vigilância e gestos simples:
• Solicite inspeções periódicas à sua instalação de gás que
deverão se realizadas por uma entidade inspetora credenciada pela DGEG.
●A montagem dos aparelhos de queima deve ser sempre efetuada por
uma empresa credenciada (consulte a lista de empresas instaladoras/montadoras e
das entidades inspetoras credenciadas pela DGEG, em www.dgeg.pt.);
• Solicite a verificação periódica do funcionamento destes
aparelhos;
● Mantenha a sua habitação arejada e nunca obstrua as entradas de
ar;
• Promova a limpeza das condutas de exaustão e chaminés, uma vez
por ano;
●Se o seu edifício tem instalado um sistema coletivo de extração
mecânica, assegure a manutenção e a limpeza periódica da respetiva rede de
ventilação e exaustão. Garanta ainda que este se encontra sempre em
funcionamento. Caso este sistema tenha que ser temporariamente desligado (por
avaria ou manutenção), garanta que não são utilizados os respetivos aparelhos
de queima.
5. Não utilize para aquecimento:
• Braseiras, em locais não ventilados.
6. Podem ser indícios da presença de monóxido de carbono no
ambiente:
● Coloração permanente amarela ou laranja na chama, em vez de
azul;
• Aparecimento de manchas nas condutas de evacuação ou junto a
estas, ou descoloramento de aparelhos;
● Alterações de comportamento ou mesmo morte de pequenos animais
de estimação.