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13 de novembro de 2019

Estão a aumentar as burlas através do MB Way



A Polícia de Segurança Pública (PSP) informou esta semana no Facebook que “tem vindo a detetar um aumento de ocorrências relacionadas com burlas através do MB WAY, especialmente em 2019”.

“Existem 99 registos referentes a burlas deste género em 2018, no nosso Sistema Estratégico de Informação. Em 2019, até dia 31 de maio, já existiam 135 registos”, anunciou a PSP.

Fruto da investigação e análise do Departamento de Investigação Criminal a PSP diz que a investigação e análise do Departamento de Investigação Criminal identificou um modus operandi: “ainda que haja algumas variações, consiste no aproveitamento feito aos anúncios que as vítimas colocam online para venda de objetos em sites dedicados a este tipo de comércio (OLX, CustoJusto, entre outros). Posteriormente, são contactados telefonicamente por supostos compradores – os burlões, que mostram interesse naquela compra. Na sequência desse contacto, os burlões convencem as vítimas a dirigirem-se a um ATM para, supostamente, efetuarem o pagamento do objeto via MB WAY. Quando conseguem enganar a vítima, aproveitam o desconhecimento que a vítima possui sobre a aplicação MB WAY e, através de indicações enganosas sobre os procedimentos a adotarem, conseguem aceder à conta bancária da vítima e fazer vários levantamentos e compras de forma ilegítima.”

“A vítima, é, assim, levada a introduzir no ATM o número de telemóvel do suspeito e o fornecimento do respetivo código, associando-o ao seu cartão de Multibanco, convencida de que são os procedimentos próprios para receber o pagamento através do MB WAY, acabando por cair na armadilha. Convencida de que está a ajudar o potencial comprador a pagar o objeto está, efetivamente, a dar-lhe a capacidade de acesso à conta que está associada ao seu cartão de Multibanco, permitindo assim os levantamentos indevidos da sua conta bancária”, pode ler-se no alerta da PSP.

Assim, a PSP recomenda:

1. Se não compreende o funcionamento da aplicação MB WAY, recuse o pagamento por esta via;
2. Em caso de dúvida, solicite informação ao seu Banco sobre o funcionamento do MB WAY antes de o utilizar;
3. Tente sempre fazer os negócios de forma presencial se estiver na mesma área geográfica do comprador;
4. Tente receber os pagamentos presencialmente ou através de transferência bancária;

5. Nunca siga instruções de desconhecidos para fazer pagamentos por MB WAY.


19 de abril de 2019

Dossier ‒ Carteiristas em Lisboa

No primeiro semestre de 2018, os carteiristas roubaram 4,5 milhões de euros. Sabendo onde a lei é mais branda, os "profissionais" saltaram do elétrico e do metro para tirar carteiras a turistas na rua. De mapa na mão, são mestres a abrir mochilas.


Ela ajeita-lhe a camisola e faz-lhe uma festa no rosto. Ele ajuda-a com a mochila que leva às costas e que parecia estar mal colocada. De seguida seguem rua acima para a zona do Castelo em Lisboa. Assim contado, parece ser um final de tarde normal de um jovem casal estrangeiro, que se passeia de mapa na mão numa das zonas mais turísticas da capital, parando de vez em quando para uma selfie.

Mas a realidade está longe do quadro perfeito de um casal enamorado. A dupla é conhecida na zona: são carteiristas e estão a tentar perceber se há "clientes" por perto. Reparam que estão a ser observados. Os olhares dos moradores e de quem por ali trabalha, que os conhecem bem, obrigam a mudar de planos. E desta vez alguém ficou com a carteira intacta na mochila.

Um final feliz para um turista mais distraído - pelo menos naquele momento, junto à Sé. Mas este não foi o fim ideal da passagem por Lisboa para cerca dos cinco mil visitantes que nos primeiros seis meses do ano ficaram sem a carteira numa qualquer rua da Baixa lisboeta.

O furto de carteiras na rua ‒ os tradicionais em transportes públicos estão a desaparecer, pois a sua penalização é mais forte ‒ passou a ser um dos maiores problemas de segurança na capital. Por isso a PSP apostou em equipas à paisana, a "imitar" visitantes pelas zonas mais turísticas, campanhas de alerta online e com panfletos sobre a forma como os carteiristas atuam e até teve em agosto passado um carro que circulou nas áreas mais visitadas pelos estrangeiros com um painel onde em vários idiomas era feito o seguinte alerta: "Cuidado com os carteiristas."


Mesmo assim, com base nos dados apresentados na altura em que foram apresentadas queixas ‒ que são menores do que os furtos pois há muita gente que não denuncia a situação ‒, a polícia refere que no primeiro semestre de 2018 foram roubados na zona da Baixa de Lisboa 4,5 milhões de euros por carteiristas. Um milhão de euros mais do que no período homólogo de 2017, adiantou-nos o intendente Resende da Silva, comandante da Divisão de Investigação Criminal da PSP.



FURTAR CARTEIRAS NA RUA NÃO DÁ PRISÃO 

Mesmo com o reforço da vigilância policial, a vida dos cerca de 200 carteiristas referenciados em Lisboa - a grande maioria de Leste (romani, búlgaros, croatas), com idades entre os 18 e os 30 anos, um terço deles mulheres - é muito rentável.

Muito turista a passear com carteiras recheadas - a capital terá recebido cerca de três milhões de visitantes estrangeiros nos primeiros seis meses do ano de 2018 ‒ acaba por ser um chamariz. Um exemplo: "Já tive um cliente que chegou aqui a dizer que lhe tinham roubado a carteira com três mil euros dentro. Só lhe disse "como é que anda com esse dinheiro na carteira?"." O episódio é contado por um dos comerciantes da zona de Alfama, que acrescenta: "E nós avisamos sobre a presença dos carteiristas e para levarem a carteira no bolso da frente. Mas..."

Quando estivemos nessa semana na zona do Castelo a movimentação de assaltantes estava mais direcionada para o Rossio e os Restauradores, ao ponto de pelo menos três mulheres terem sido detidas por um polícia fardado.

Tal como sempre acontece, foram levadas para a esquadra, identificadas e, depois de presentes a juiz, saíram em liberdade, pois o furto de carteiras na rua é considerado furto simples, logo não pode ser punido com prisão preventiva. Se fosse no interior de um transporte público, aí sim, seria um crime qualificado punível com pena de prisão superior a cinco anos, dando a hipótese ao juiz de decretar a prisão preventiva até ao julgamento.

Obviamente que a nuance da legislação não escapa aos carteiristas que apesar de serem maioritariamente estrangeiros ‒ "os portugueses estão a desaparecer, talvez exista ainda uma meia dúzia e com alguma idade", adianta Resende da Silva ‒ estão bem informados.

Apesar de a polícia garantir que não há grupos organizados, existe quem forneça apoio logístico: "É claro que há indivíduos a lucrar com isso, recebem pelo apoio que dão aos que chegam, mas não são estruturas organizadas, apenas familiares."

"Há carteiristas a trabalhar sempre com os mesmos advogados. Quando são detidos pedem logo para os chamar e quando se vão embora passam os nomes aos que vêm para cá", acrescenta o comandante da divisão de investigação criminal que defende a necessidade de uma mudança legislativa para que possa ser possível punir com prisão preventiva quem é detido a furtar carteiras.
As queixas relacionadas com o furto de carteiras têm estado a diminuir ‒ em 2017 foram efetuadas 8476 e, até agosto de 2018, 5668, tendo sido detidas 179 pessoas ‒, mas os dados estatísticos não batem certo com o aquilo a que os agentes da PSP assistem diariamente.

"Temos a perceção de que é um crime a aumentar. Nos últimos dois a três anos as queixas subiram muito, mas também há muita gente que não apresenta queixa, pois tem um tempo limitado para estar em Lisboa. Muitos só apresentam porque precisam do comprovativo para poderem tratar dos documentos pessoais", frisou-nos Resende da Silva.



DA BAIXA À MOURARIA COM MAPA E TUDO

"Aquele ali está de volta. Já não o via cá há muito tempo. Isto quer dizer que os antigos estão a voltar a Lisboa." Voltámos ao nosso passeio pelas ruas de Lisboa com um profundo conhecedor das movimentações que existem por Alfama. Deparamo-nos, pelos vistos, com um "velho conhecido".

O homem - que estava acompanhado - também identificou a pessoa, e decidiu passar para o outro lado da rua, olhando e seguindo com o companheiro que até tinha um mapa na mão, como um verdadeiro turista.

O mapa é uma das ferramentas essenciais para este "trabalho". Os carteiristas atuam em trio, com uma tática simples - há sempre um terceiro que passa primeiro na zona e depois diz aos companheiros se vale a pena ir para aquela área ou se há polícia por perto.

Um fica uns metros atrás a ver as movimentações na rua ‒ por exemplo se os moradores estão atentos ou se há polícias conhecidos por perto ‒, enquanto o outro abre o mapa junto da mochila que um turista incauto leva às costas. Com o mapa aberto esconde a mão e abre o fecho retirando o que puder. Este esquema funciona melhor em ruas mais apertadas e com muita gente, como algumas nos bairros históricos, nomeadamente em Alfama, a caminho do Castelo. Um dos locais obrigatórios para quem sai dos navios de cruzeiro que atracam no terminal em Santa Apolónia. E até junho do ano passado passaram por Lisboa 166 barcos, com um total de 259 mil passageiros.

Além da zona do Castelo, miradouro de Santa Luzia e Portas do Sol, os carteiristas têm como áreas de atuação Bairro Alto, Cais do Sodré, Graça, Alfama, Mouraria. Estão também referenciados nos Jerónimos, na Torre de Belém e no Restelo. Sempre na rua, e em movimento, e cada vez mais raramente nos elétricos 15 e 28, devido à tipificação do crime já referida.




ALERTAS AOS TURISTAS

A atuação da PSP ‒ que pouco mais pode fazer do que deter os carteiristas, tirar-lhes fotografias para a base de dados e ir referenciando o aparecimento de novos, enquanto os mais conhecidos vão para outra zona turística da Europa ‒ tem nos bairros a colaboração de alguns moradores e trabalhadores no comércio local. Há, até, uma página de Facebook Pickpocket Lisbon  onde são colocadas fotografias e alertas para as movimentações destas duplas.

No Castelo, por exemplo, há quem vá a sair de casa de carro e buzine para avisar da sua presença, quem esteja à porta de estabelecimentos comerciais e grite ou assobie quando vê que se preparam para meter as mãos numa mochila ou numa mala de senhora, ou quem, como fazem os condutores de tuk-tuk, alerte os turistas que vão transportar.

"Todos os dias faço denúncias. Sei quem eles são, onde moram. Vejo todos os dias à minha frente assaltos." Eduardo Vieira trabalha com um tuk-tuk e conhece bem esta questão. Diz que este "ataque" já existe "há uns quatro anos. Mas em Paris é igual, Barcelona também".

Lidando diariamente com esta questão, Eduardo sabe os pontos mais sensíveis para quem visita Alfama. "O Panteão, a subida para a Sé, ou da Sé para as Portas do Sol, neste caso o passeio é muito estreito e as pessoas têm de seguir mais juntas. É o paraíso", adianta.

Problemas com os carteiristas não tem, recorda mesmo que só por uma vez houve problemas com condutores de tuk-tuk. "Foi nas Portas do Sol, mas foi só dessa vez." "Nós sabemos bem quem eles são, as roupas são sempre iguais. Chamamos a polícia, só que eles largam as coisas ou então metem-se num táxi e fogem", conclui.

Ou disfarçam, como nos contou um outro comerciante. "Estava com uma cliente aqui à porta e de repente ela percebeu que aquele [e aponta para um homem que passa casualmente do outro lado da rua] lhe estava a mexer na mala. Quando percebeu isso, ele só lhe disse: 'I'm joking, I'm joking.' E fugiu."




Carteiristas em lisboa, um trabalho da SIC feito em 2015 mas que continua completamente atual. 






CONSELHOS DA POLICIA DE SEGURANÇA PÚBLICA


● Compre o seu título de transporte com antecedência. Evite filas e ajuntamentos.

● Aguarde a chegada do seu transporte, em especial no período noturno, em locais bem iluminados e com visibilidade.

● Redobre a atenção à entrada e saída dos veículos e carruagens.

● Preste especial atenção a pessoas que provoquem encontrões, agitação, aglomeração ou contacto físico desnecessário, tanto junto às portas como no corredor.

● Ao viajar, especialmente durante a noite, procure paragens de autocarros / elétricos em zonas com boa visibilidade.

● Não se distraia com abordagens que o/a façam perder de vista os seus pertences.

● Mantenha os seus pertences junto a si, nunca os coloque sobre os bancos. Transporte a mala ou saco junto ao corpo, na parte da frente deste e segure com uma mão, se possível.

● Num veículo com poucos passageiros, procure sentar-se perto do condutor (no caso dos autocarros e elétricos). Se alguém o (a)    queixe-se a este.

● Cuidado com os carteiristas. Guarde a sua carteira num local seguro, junto ao corpo, que seja difícil de aceder.

● Não traga na carteira ou na mala quantias elevadas, coisas valiosas ou de grande interesse para si.

● Evite ostentar adornos ou joias de valor, mesmo que na realidade o não sejam ‒ ao longe, atraem o assaltante.

● Ande com as suas chaves fora da carteira, num bolso interior do vestuário.

● Evite adormecer, a ocasião faz o ladrão.

●Se for vítima de assalto não reaja. Capte o máximo de características possíveis dos assaltantes e ligue para o 112 ou dirija-se á esquadra mais próxima.

● Se for vitima de furto ou de roubo não deixe de apresentar queixa formal na PSP.

● Se considerar necessária a intervenção das Autoridades Policiais não hesite em pedir a ajuda de qualquer colaborador da CARRIS ou do METROPOLITANO DE LISBOA.


Maximize a sua segurança, minimizando a exposição ao perigo. 

A PREVENÇÃO É A SUA MELHOR PROTEÇÃO! 



NÚCLEO DE DEFESA PESSOAL DE LISBOA






7 de dezembro de 2018

Cuidado com o Monóxido de Carbono… mas porquê?

Estamos naquele período em que, infelizmente, são noticiadas perdas de vida por culpa do monóxido de carbono. Quando o frio se aproxima, são muitos os alertas para que as pessoas redobrem os cuidados para manter bem longe este gás.

É um gás tóxico sem cor nem cheiro que resulta de uma combustão incompleta seja qual for o combustível. Lareiras dentro de casa, braseiras e outros equipamentos de aquecimento podem matar, em vez de só aquecer.



Quando o tempo frio se instala, as pessoas tendem a procurar meios para aquecer o ambiente, as suas casas e locais onde permanecem. Por vezes, esses equipamentos, libertam um gás tóxico, que não se vê, pouco ou nada se sente o seu cheiro, mas que mata.
Este gás pode surgir com a utilização de equipamentos mal instalados, mal regulados ou em mau estado, mas também com a utilização de braseiras, lareiras ou salamandras a lenha, em locais mal ventilados ou com exaustão deficiente. Não devemos nem podemos facilitar, há um grande perigo de intoxicação.


1. O que é o monóxido de carbono?

O monóxido de carbono – CO – é um gás tóxico, invisível, sem cheiro ou sabor e que resulta de uma deficiente combustão, qualquer que seja o combustível utilizado: lenha, carvão, gás (butano, propano ou natural), entre outros. A sua presença no ar não é preocupante desde que em níveis baixos.

É de difícil deteção e, a partir de níveis de concentração mais elevados, os seus efeitos nocivos podem manifestar-se rapidamente, levando ao aparecimento de tonturas, náuseas, convulsões, perdas de consciência e, em situações mais graves, à morte.


2. Quais as origens do perigo?

Alguns fatores estão na origem de uma acumulação excessiva de monóxido de carbono, nomeadamente:

• Interferência do funcionamento do exaustor da cozinha na correta libertação para o exterior dos gases/fumos do esquentador, caldeira, lareira,…

• Aparelhos de aquecimento ou produção de águas quentes incorretamente montadas ou em deficiente estado de conservação;

• Insuficiente renovação de ar na habitação e ausência de ventilação adequada no local onde se encontram instalados os aparelhos;

• Condutas de exaustão ou chaminés obstruídas ou mal dimensionadas não permitirão a correta exaustão dos gases/fumos.

O monóxido de carbono pode acumular-se em espaços fechados e por isso é recomendável especial vigilância em alturas de frio intenso, quando os aparelhos são mais solicitados e a ventilação do local tende a ser menor.


3. Que fazer em caso de suspeita de intoxicação?

Se sentir náuseas, dores de cabeça, tonturas, lembre-se da possibilidade de intoxicação por monóxido de carbono e:

● Areje imediatamente o local, abrindo portas e janelas;

• Se possível, desligue todos os aparelhos de combustão (Exemplo: esquentadores, caldeiras, aquecedores móveis a gás ou petróleo, lareira…). Se estiver em funcionamento, desligue igualmente o exaustor da cozinha;

● Abandone o local;

• Se alguém estiver com sintomas de intoxicação, contacte o Centro de Informação Antivenenos 808 250 143 (24 horas por dia). Em casos graves contacte o 112, para solicitar assistência às vítimas;

● Contacte uma empresa credenciada para a resolução do problema.



4. Como evitar o monóxido de carbono?

Com vigilância e gestos simples:

• Solicite inspeções periódicas à sua instalação de gás que deverão se realizadas por uma entidade inspetora credenciada pela DGEG.

●A montagem dos aparelhos de queima deve ser sempre efetuada por uma empresa credenciada (consulte a lista de empresas instaladoras/montadoras e das entidades inspetoras credenciadas pela DGEG, em www.dgeg.pt.);

• Solicite a verificação periódica do funcionamento destes aparelhos;

● Mantenha a sua habitação arejada e nunca obstrua as entradas de ar;

• Promova a limpeza das condutas de exaustão e chaminés, uma vez por ano;

●Se o seu edifício tem instalado um sistema coletivo de extração mecânica, assegure a manutenção e a limpeza periódica da respetiva rede de ventilação e exaustão. Garanta ainda que este se encontra sempre em funcionamento. Caso este sistema tenha que ser temporariamente desligado (por avaria ou manutenção), garanta que não são utilizados os respetivos aparelhos de queima.


5. Não utilize para aquecimento:

• Braseiras, em locais não ventilados.


6. Podem ser indícios da presença de monóxido de carbono no ambiente:

● Coloração permanente amarela ou laranja na chama, em vez de azul;

• Aparecimento de manchas nas condutas de evacuação ou junto a estas, ou descoloramento de aparelhos;

● Alterações de comportamento ou mesmo morte de pequenos animais de estimação.









Fonte: pplware



6 de dezembro de 2018

Cartão de Emergência: útil e gratuito

O INEM e as Forças de Segurança desenvolveram um cartão de identificação de emergência para turistas e residentes estrangeiros em Portugal. Saiba como funciona.




Era preciso melhorar a comunicação entre cidadãos estrangeiros, autoridades e serviços de emergência. Assim nasceu o Cartão de Emergência. É útil e gratuito. Quer saber como funciona?

O que é? O Cartão de Emergência é um documento - desenvolvido pela Associação Safe Communities Portugal, em colaboração com o Instituto Nacionalde Emergência Médica (INEM), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a GuardaNacional Republicana (GNR) -  que reúne informação útil, como os dados pessoais e de saúde, para ajudar as equipas de socorro em situações de emergência.

Para quem? − O documento destina-se a cidadãos estrangeiros, em férias ou a residir em Portugal, mas pode ser utilizado por qualquer cidadão nacional.

Como obter? − Se estiver interessado em utilizar o Cartão de Emergência, pode obtê-lo de forma imediata e gratuita. Só tem de descarregar o documento em PDF, na página de internet de uma das entidades envolvidas nesta iniciativa.

Como utilizar? − Deve preencher os dados pessoais diretamente no cartão: nome; idade; residência; autoridade policial da sua zona de residência; nacionalidade; estadia em Portugal e pessoa a contactar em caso de emergência. Do lado da informação médica, deve preencher: seguradora; doenças; alergias e medicação.

Depois da informação estar completa, só tem de imprimir e guardar o cartão na carteira que anda sempre consigo, para que seja facilmente encontrado quando for necessário. “Em caso de emergência vai falar por si”.

Um alerta − Este documento não substitui o documento de identificação, mas funciona como informação útil e adicional àquela que está no cartão do cidadão, por exemplo.


O cartão não é obrigatório, mas prevenir nunca é demais. Proteja-se.





3 de junho de 2018

COMO PROTEGER OS SEUS FILHOS PERANTE UMA CATÁSTROFE NATURAL


A Polícia de Segurança Pública (PSP) reuniu alguns conselhos sobre o comportamento a adoptar por pais com crianças em caso de catástrofes naturais.


Siga os conselhos:

– Trace um plano prévio sobre como proceder se a família se separar durante uma evacuação. Desta forma, os seus filhos saberão que comportamento adoptar e onde se devem dirigir no caso de uma eventualidade.

– É importante que os seus filhos tenham consigo as informações básicas, como o número do cartão de cidadão e números de contacto, se for necessário transmiti-las às autoridades.

– Se o seu filho ainda não conseguir falar escreva no próprio corpo da criança, o nome, a morada, o nome dos pais ou contactos telefónicos com uma caneta de tinta resistente à humidade.

– Em caso de evacuação, é importante ter uma fotografia actualizada do seu filho. Se possível, tenha sempre uma consigo ou envie por e-mail para familiares ou amigos muito próximos fotografias dos seus filhos.

– Faça cópia dos documentos mais importantes e envie-os para um parente ou amigo.





Kit de Sobrevivência

Prepare um kit de sobrevivência. Ele deve ser guardado num local visível e de fácil acesso, perto da saída de casa. Seus principais componentes são:


•Cobertores térmicos (o ideal é que haja um para cada membro da sua família).

•Apitos de longo alcance para pedir ajuda em caso de ficar preso em casa (um para cada integrante da família).

•Um rádio pequeno que funcione a pilhas ou baterias, não a electricidade. É importante manter-se informado e saber quais são as orientações das autoridades locais perante o desastre.

•Garrafas de água mineral (que precisarão ser substituídas periodicamente).

•Um pequeno kit de primeiros socorros: analgésicos, medicamentos contra diarreia, gaze, álcool, antibióticos genéricos.

•Comida enlatada (uma lata por membro da família).

•Manta plástica que sirva como resguardo contra a chuva ou para proteger o chão contra o frio.

•Uma corda.






http://www.prociv.pt/pt-pt/Paginas/default.aspx





18 de março de 2017

Programa de ajuda à localização de adultos

PROGRAMA ESTOU AQUI ADULTOS!

O "Estou Aqui" foi inicialmente desenhado para crianças, mas depois foi alargado a adultos, numa fase piloto limitada à zona de Lisboa que agora é alargada a todo o país.



O objetivo é ajudar a localizar pessoas perdidas ou desorientadas, uma iniciativa que junta a PSP e a Fundação PT e que agora junta também Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Alzheimer Portugal, Fundação Liga, CRINABEL e CERCILISBOA.

As crianças foram o primeiro público alvo do programa, mas as necessidades reveladas pelo público sénior ditaram a criação de um piloto que foi lançado em dezembro de 2015 e que abrangeu 500 pessoas. Com a prova de conceito feita a iniciativa alarga-se agora a todo o país, de forma simples.

Para aderir basta fazer a pré-inscrição no site e levantar a pulseira na esquadra selecionada. Há a possibilidade de ser o próprio adulto a solicitar o dispositivo, ou um cuidador, que pode ser também uma instituição de quem esteja a cargo.

As pulseiras são gratuitas e não existe nenhum dado de identificação do utilizador, o que ajuda a proteger a sua privacidade. Cada pulseira tem uma fita em tom neutro e uma chapa metálica com um código alfanumérico, que é único para cada utilizador e que pode ser descodificado pela PSP na sequência de uma chamada para o número de emergência 112.






www.autodefesa.pt


9 de agosto de 2015

GUIA DE SEGURANÇA PARA QUEM VAI DE FÉRIAS

A Prosegur disponibiliza, em colaboração com a PSP e a APAV, o "Guia de Segurança" com dicas práticas para ajudar a deixar a sua residência protegida enquanto vai de férias...




Na altura do ano em que a percentagem de roubos mais aumenta, a Prosegur insiste na necessidade de reforçar a segurança das casas através de acções simples, mas essenciais, na prevenção de assaltos a domicílios desocupados.
O Guia de Segurança, que vai na sua segunda edição, reúne todos os conselhos numa publicação que contou com a participação especial da PSP e da APAV.
Algumas regras simples incluem não comunicar a desconhecidos que a casa vai estar desabitada, deixar algumas persianas abertas para dar a ilusão de que a habitação não está desocupada, ou ainda optar por guardar os seus objectos de valor no cofre de um banco.
Pedir a colaboração de um familiar ou vizinho de confiança para recolher o correio, ou utilizar dispositivos electrónicos que programem automaticamente o acendimento das luzes são também opções úteis e acessíveis a ter em conta.
Para além destas atenções domésticas, a Prosegur dispõe de um conjunto de serviços e soluções que oferecem uma maior segurança e tranquilidade enquanto está fora.
Um sistema de alarme ligado a uma Central de Segurança 24h que se traduz num aviso imediato às forças de segurança, caso se verifique tentativa de assalto, um sistema de segurança por Videovigilância que permite a visualização de imagens do que acontece no local e instalação de alarmes técnicos que permitem detectar erros de funcionamento como por exemplo fugas de água ou gás, são algumas das soluções disponíveis.
O serviço de piquete é também uma alternativa, com a possibilidade de contratação durante o mês de férias. Este serviço consiste na resposta ao disparo de alarme, mediante a deslocação de um piquete de intervenção da Prosegur para verificação do local protegido. O piquete faz-se acompanhar das chaves do imóvel para que possa aceder ao local, inspeccioná-lo e facilitar o acesso às autoridades ou forças de segurança.