A
Polícia de Segurança Pública (PSP) informou esta semana no Facebook que
“tem vindo a detetar um aumento de ocorrências relacionadas com burlas através
do MB WAY, especialmente em 2019”.
“Existem
99 registos referentes a burlas deste género em 2018, no nosso Sistema
Estratégico de Informação. Em 2019, até dia 31 de maio, já existiam 135
registos”, anunciou a PSP.
Fruto
da investigação e análise do Departamento de Investigação Criminal a PSP diz
que a investigação e análise do Departamento de Investigação Criminal
identificou um modus operandi: “ainda que haja algumas variações, consiste no
aproveitamento feito aos anúncios que as vítimas colocam online para venda de
objetos em sites dedicados a este tipo de comércio (OLX, CustoJusto, entre
outros). Posteriormente, são contactados telefonicamente por supostos
compradores – os burlões, que mostram interesse naquela compra. Na sequência
desse contacto, os burlões convencem as vítimas a dirigirem-se a um ATM para,
supostamente, efetuarem o pagamento do objeto via MB WAY. Quando conseguem
enganar a vítima, aproveitam o desconhecimento que a vítima possui sobre a
aplicação MB WAY e, através de indicações enganosas sobre os procedimentos a
adotarem, conseguem aceder à conta bancária da vítima e fazer vários levantamentos
e compras de forma ilegítima.”
“A
vítima, é, assim, levada a introduzir no ATM o número de telemóvel do suspeito
e o fornecimento do respetivo código, associando-o ao seu cartão de Multibanco,
convencida de que são os procedimentos próprios para receber o pagamento
através do MB WAY, acabando por cair na armadilha. Convencida de que está a
ajudar o potencial comprador a pagar o objeto está, efetivamente, a dar-lhe a
capacidade de acesso à conta que está associada ao seu cartão de Multibanco, permitindo
assim os levantamentos indevidos da sua conta bancária”, pode ler-se no alerta
da PSP.
Assim,
a PSP recomenda:
1. Se
não compreende o funcionamento da aplicação MB WAY, recuse o pagamento por esta
via;
2. Em
caso de dúvida, solicite informação ao seu Banco sobre o funcionamento do MB
WAY antes de o utilizar;
3.
Tente sempre fazer os negócios de forma presencial se estiver na mesma área
geográfica do comprador;
4.
Tente receber os pagamentos presencialmente ou através de transferência
bancária;
5. Nunca
siga instruções de desconhecidos para fazer pagamentos por MB WAY.
No primeiro semestre de 2018, os
carteiristas roubaram 4,5 milhões de euros. Sabendo onde a lei é mais branda,
os "profissionais" saltaram do elétrico e do metro para tirar
carteiras a turistas na rua. De mapa na mão, são mestres a abrir mochilas.
Ela ajeita-lhe a camisola e
faz-lhe uma festa no rosto. Ele ajuda-a com a mochila que leva às costas e que
parecia estar mal colocada. De seguida seguem rua acima para a zona do Castelo
em Lisboa. Assim contado, parece ser um final de tarde normal de um jovem casal
estrangeiro, que se passeia de mapa na mão numa das zonas mais turísticas da
capital, parando de vez em quando para uma selfie.
Mas a realidade está longe do
quadro perfeito de um casal enamorado. A dupla é conhecida na zona: são
carteiristas e estão a tentar perceber se há "clientes" por perto. Reparam que estão a ser
observados. Os olhares dos moradores e de quem por ali trabalha, que os
conhecem bem, obrigam a mudar de planos. E desta vez alguém ficou com a
carteira intacta na mochila.
Um final feliz para um turista
mais distraído - pelo menos naquele momento, junto à Sé. Mas este não foi o fim
ideal da passagem por Lisboa para cerca dos cinco mil visitantes que nos
primeiros seis meses do ano ficaram sem a carteira numa qualquer rua da Baixa
lisboeta.
O furto de carteiras na rua ‒
os tradicionais em transportes públicos estão a desaparecer, pois a sua
penalização é mais forte ‒ passou a ser um dos maiores problemas de segurança
na capital. Por isso a PSP apostou em equipas à paisana, a "imitar"
visitantes pelas zonas mais turísticas, campanhas de alerta online e com
panfletos sobre a forma como os carteiristas atuam e até teve em agosto passado
um carro que circulou nas áreas mais visitadas pelos estrangeiros com um painel
onde em vários idiomas era feito o seguinte alerta: "Cuidado com os
carteiristas."
Mesmo assim, com base nos
dados apresentados na altura em que foram apresentadas queixas ‒ que são
menores do que os furtos pois há muita gente que não denuncia a situação ‒, a
polícia refere que no primeiro semestre de 2018 foram roubados na zona da Baixa
de Lisboa 4,5 milhões de euros por carteiristas. Um milhão de euros mais do que
no período homólogo de 2017, adiantou-nos o intendente Resende da Silva, comandante da Divisão de Investigação Criminal da
PSP.
FURTAR CARTEIRAS NA RUA NÃO DÁ PRISÃO
Mesmo com o reforço da
vigilância policial, a vida dos cerca de 200 carteiristas referenciados em
Lisboa - a grande maioria de Leste (romani, búlgaros, croatas), com idades
entre os 18 e os 30 anos, um terço deles mulheres - é muito rentável.
Muito turista a passear com
carteiras recheadas - a capital terá recebido cerca de três milhões de
visitantes estrangeiros nos primeiros seis meses do ano de 2018 ‒ acaba por ser
um chamariz. Um exemplo: "Já tive um
cliente que chegou aqui a dizer que lhe tinham roubado a carteira com três mil
euros dentro. Só lhe disse "como é que anda com esse dinheiro na
carteira?"." O episódio é contado por um dos comerciantes da zona
de Alfama, que acrescenta: "E nós
avisamos sobre a presença dos carteiristas e para levarem a carteira no bolso
da frente. Mas..."
Quando estivemos nessa semana
na zona do Castelo a movimentação de assaltantes estava mais direcionada para o
Rossio e os Restauradores, ao ponto de pelo menos três mulheres terem sido
detidas por um polícia fardado.
Tal como sempre acontece,
foram levadas para a esquadra, identificadas e, depois de presentes a juiz,
saíram em liberdade, pois o furto de carteiras na rua é considerado furto
simples, logo não pode ser punido com prisão preventiva. Se fosse no interior
de um transporte público, aí sim, seria um crime qualificado punível com pena
de prisão superior a cinco anos, dando a hipótese ao juiz de decretar a prisão
preventiva até ao julgamento.
Obviamente que a nuance da
legislação não escapa aos carteiristas que apesar de serem maioritariamente
estrangeiros ‒ "os portugueses estão a desaparecer, talvez exista ainda
uma meia dúzia e com alguma idade", adianta Resende da Silva ‒ estão bem
informados.
Apesar de a polícia garantir
que não há grupos organizados, existe quem forneça apoio logístico: "É claro que há indivíduos a lucrar com
isso, recebem pelo apoio que dão aos que chegam, mas não são estruturas
organizadas, apenas familiares."
"Há
carteiristas a trabalhar sempre com os mesmos advogados. Quando são detidos
pedem logo para os chamar e quando se vão embora passam os nomes aos que vêm
para cá", acrescenta o comandante da divisão de
investigação criminal que defende a necessidade de uma mudança legislativa para
que possa ser possível punir com prisão preventiva quem é detido a furtar
carteiras.
As queixas relacionadas com o
furto de carteiras têm estado a diminuir ‒ em 2017 foram efetuadas 8476 e, até
agosto de 2018, 5668, tendo sido detidas 179 pessoas ‒, mas os dados
estatísticos não batem certo com o aquilo a que os agentes da PSP assistem
diariamente.
"Temos
a perceção de que é um crime a aumentar. Nos últimos dois a três anos as
queixas subiram muito, mas também há muita gente que não apresenta queixa, pois
tem um tempo limitado para estar em Lisboa. Muitos só apresentam porque
precisam do comprovativo para poderem tratar dos documentos pessoais", frisou-nos
Resende da Silva.
DA BAIXA À MOURARIA COM MAPA E TUDO
"Aquele
ali está de volta. Já não o via cá há muito tempo. Isto quer dizer que os
antigos estão a voltar a Lisboa." Voltámos ao nosso passeio
pelas ruas de Lisboa com um profundo conhecedor das movimentações que existem
por Alfama. Deparamo-nos, pelos vistos, com um "velho conhecido".
O homem - que estava
acompanhado - também identificou a pessoa, e decidiu passar para o outro lado
da rua, olhando e seguindo com o companheiro que até tinha um mapa na mão, como
um verdadeiro turista.
O mapa é uma das ferramentas
essenciais para este "trabalho". Os carteiristas atuam em trio, com
uma tática simples - há sempre um terceiro que passa primeiro na zona e depois
diz aos companheiros se vale a pena ir para aquela área ou se há polícia por
perto.
Um fica uns metros atrás a ver
as movimentações na rua ‒ por exemplo se os moradores estão atentos ou se há
polícias conhecidos por perto ‒, enquanto o outro abre o mapa junto da mochila
que um turista incauto leva às costas. Com o mapa aberto esconde a mão e abre o
fecho retirando o que puder. Este esquema funciona melhor em ruas mais
apertadas e com muita gente, como algumas nos bairros históricos, nomeadamente
em Alfama, a caminho do Castelo. Um dos locais obrigatórios para quem sai dos
navios de cruzeiro que atracam no terminal em Santa Apolónia. E até junho do
ano passado passaram por Lisboa 166 barcos, com um total de 259 mil
passageiros.
Além da zona do Castelo, miradouro
de Santa Luzia e Portas do Sol,
os carteiristas têm como áreas de atuação Bairro
Alto, Cais do Sodré, Graça, Alfama, Mouraria. Estão
também referenciados nos Jerónimos,
na Torre de Belém e no Restelo. Sempre na rua, e em movimento,
e cada vez mais raramente nos elétricos
15 e 28, devido à tipificação do crime já referida.
ALERTAS AOS TURISTAS
A atuação da PSP ‒ que pouco
mais pode fazer do que deter os carteiristas, tirar-lhes fotografias para a
base de dados e ir referenciando o aparecimento de novos, enquanto os mais
conhecidos vão para outra zona turística da Europa ‒ tem nos bairros a
colaboração de alguns moradores e trabalhadores no comércio local. Há, até, uma
página de Facebook Pickpocket Lisbon onde são colocadas fotografias e alertas para as movimentações destas duplas.
No Castelo, por exemplo, há
quem vá a sair de casa de carro e buzine para avisar da sua presença, quem
esteja à porta de estabelecimentos comerciais e grite ou assobie quando vê que
se preparam para meter as mãos numa mochila ou numa mala de senhora, ou quem,
como fazem os condutores de tuk-tuk, alerte os turistas que vão transportar.
"Todos
os dias faço denúncias. Sei quem eles são, onde moram. Vejo todos os dias à
minha frente assaltos." Eduardo Vieira trabalha com
um tuk-tuk e conhece bem esta questão. Diz que este "ataque" já
existe "há uns quatro anos. Mas em
Paris é igual, Barcelona também".
Lidando diariamente com esta
questão, Eduardo sabe os pontos mais sensíveis para quem visita Alfama. "O Panteão, a subida para a Sé, ou da
Sé para as Portas do Sol, neste caso o passeio é muito estreito e as pessoas
têm de seguir mais juntas. É o paraíso", adianta.
Problemas com os carteiristas
não tem, recorda mesmo que só por uma vez houve problemas com condutores de
tuk-tuk. "Foi nas Portas do Sol, mas foi só dessa vez." "Nós
sabemos bem quem eles são, as roupas são sempre iguais. Chamamos a polícia, só
que eles largam as coisas ou então metem-se num táxi e fogem",
conclui.
Ou disfarçam, como nos contou
um outro comerciante. "Estava com
uma cliente aqui à porta e de repente ela percebeu que aquele [e aponta para um
homem que passa casualmente do outro lado da rua] lhe estava a mexer na mala.
Quando percebeu isso, ele só lhe disse: 'I'm joking, I'm joking.' E
fugiu."
Carteiristas em lisboa, um trabalho da SIC feito em 2015 mas que continua completamente
atual.
CONSELHOS DA POLICIA DE SEGURANÇA
PÚBLICA
● Compre o seu título de
transporte com antecedência. Evite filas e ajuntamentos.
● Aguarde a chegada do seu
transporte, em especial no período noturno, em locais bem iluminados e com
visibilidade.
● Redobre a atenção à entrada e
saída dos veículos e carruagens.
● Preste especial atenção a
pessoas que provoquem encontrões, agitação, aglomeração ou contacto físico
desnecessário, tanto junto às portas como no corredor.
● Ao viajar, especialmente durante
a noite, procure paragens de autocarros / elétricos em zonas com boa
visibilidade.
● Não se distraia com abordagens
que o/a façam perder de vista os seus pertences.
● Mantenha os seus pertences
junto a si, nunca os coloque sobre os bancos. Transporte a mala ou saco junto
ao corpo, na parte da frente deste e segure com uma mão, se possível.
● Num veículo com poucos
passageiros, procure sentar-se perto do condutor (no caso dos autocarros e
elétricos). Se alguém o (a) queixe-se a este.
● Cuidado com os carteiristas.
Guarde a sua carteira num local seguro, junto ao corpo, que seja difícil de
aceder.
● Não traga na carteira ou na mala
quantias elevadas, coisas valiosas ou de grande interesse para si.
● Evite ostentar adornos ou joias
de valor, mesmo que na realidade o não sejam ‒ ao longe, atraem o assaltante.
● Ande com as suas chaves fora da
carteira, num bolso interior do vestuário.
● Evite adormecer, a ocasião faz
o ladrão.
●Se for vítima de assalto não
reaja. Capte o máximo de características possíveis dos assaltantes e ligue para
o 112 ou dirija-se á esquadra mais próxima.
● Se for vitima de furto ou de
roubo não deixe de apresentar queixa formal na PSP.
● Se considerar necessária a
intervenção das Autoridades Policiais não hesite em pedir a ajuda de qualquer
colaborador da CARRIS ou do METROPOLITANO DE LISBOA.
Maximize a
sua segurança, minimizando a exposição ao perigo.
Estamos naquele período em que, infelizmente, são noticiadas
perdas de vida por culpa do monóxido de carbono. Quando o frio se aproxima, são
muitos os alertas para que as pessoas redobrem os cuidados para manter bem
longe este gás.
É um gás tóxico sem cor nem cheiro que resulta de uma combustão
incompleta seja qual for o combustível. Lareiras dentro de casa, braseiras e
outros equipamentos de aquecimento podem matar, em vez de só aquecer.
Quando o tempo frio se instala, as pessoas tendem a procurar
meios para aquecer o ambiente, as suas casas e locais onde permanecem. Por
vezes, esses equipamentos, libertam um gás tóxico, que não se vê, pouco ou nada
se sente o seu cheiro, mas que mata.
Este gás pode surgir com a utilização de equipamentos mal
instalados, mal regulados ou em mau estado, mas também com a utilização de
braseiras, lareiras ou salamandras a lenha, em locais mal ventilados ou com
exaustão deficiente. Não devemos nem podemos facilitar, há um grande perigo de
intoxicação.
1. O que é o monóxido de carbono?
O monóxido de carbono – CO – é um gás tóxico, invisível, sem
cheiro ou sabor e que resulta de uma deficiente combustão, qualquer que seja o
combustível utilizado: lenha, carvão, gás (butano, propano ou natural), entre
outros. A sua presença no ar não é preocupante desde que em níveis baixos.
É de difícil deteção e, a partir de níveis de concentração mais
elevados, os seus efeitos nocivos podem manifestar-se rapidamente, levando ao
aparecimento de tonturas, náuseas, convulsões, perdas de consciência e, em
situações mais graves, à morte.
2. Quais as origens do perigo?
Alguns fatores estão na origem de uma acumulação excessiva de
monóxido de carbono, nomeadamente:
• Interferência do funcionamento do exaustor da cozinha na
correta libertação para o exterior dos gases/fumos do esquentador, caldeira,
lareira,…
• Aparelhos de aquecimento ou produção de águas quentes
incorretamente montadas ou em deficiente estado de conservação;
• Insuficiente renovação de ar na habitação e ausência de
ventilação adequada no local onde se encontram instalados os aparelhos;
• Condutas de exaustão ou chaminés obstruídas ou mal
dimensionadas não permitirão a correta exaustão dos gases/fumos.
O monóxido de carbono pode acumular-se em espaços fechados e por
isso é recomendável especial vigilância em alturas de frio intenso, quando os
aparelhos são mais solicitados e a ventilação do local tende a ser menor.
3. Que fazer em caso de suspeita de intoxicação?
Se sentir náuseas, dores de cabeça, tonturas, lembre-se da
possibilidade de intoxicação por monóxido de carbono e:
● Areje imediatamente o local, abrindo portas e janelas;
• Se possível, desligue todos os aparelhos de combustão (Exemplo:
esquentadores, caldeiras, aquecedores móveis a gás ou petróleo, lareira…). Se
estiver em funcionamento, desligue igualmente o exaustor da cozinha;
● Abandone o local;
• Se alguém estiver com sintomas de intoxicação, contacte o
Centro de Informação Antivenenos 808 250 143 (24 horas por dia). Em casos
graves contacte o 112, para solicitar assistência às vítimas;
● Contacte uma empresa credenciada para a resolução do problema.
4. Como evitar o monóxido de carbono?
Com vigilância e gestos simples:
• Solicite inspeções periódicas à sua instalação de gás que
deverão se realizadas por uma entidade inspetora credenciada pela DGEG.
●A montagem dos aparelhos de queima deve ser sempre efetuada por
uma empresa credenciada (consulte a lista de empresas instaladoras/montadoras e
das entidades inspetoras credenciadas pela DGEG, em www.dgeg.pt.);
• Solicite a verificação periódica do funcionamento destes
aparelhos;
● Mantenha a sua habitação arejada e nunca obstrua as entradas de
ar;
• Promova a limpeza das condutas de exaustão e chaminés, uma vez
por ano;
●Se o seu edifício tem instalado um sistema coletivo de extração
mecânica, assegure a manutenção e a limpeza periódica da respetiva rede de
ventilação e exaustão. Garanta ainda que este se encontra sempre em
funcionamento. Caso este sistema tenha que ser temporariamente desligado (por
avaria ou manutenção), garanta que não são utilizados os respetivos aparelhos
de queima.
5. Não utilize para aquecimento:
• Braseiras, em locais não ventilados.
6. Podem ser indícios da presença de monóxido de carbono no
ambiente:
● Coloração permanente amarela ou laranja na chama, em vez de
azul;
• Aparecimento de manchas nas condutas de evacuação ou junto a
estas, ou descoloramento de aparelhos;
● Alterações de comportamento ou mesmo morte de pequenos animais
de estimação.
O INEM e as
Forças de Segurança desenvolveram um cartão de identificação de emergência para
turistas e residentes estrangeiros em Portugal. Saiba como funciona.
Era preciso
melhorar a comunicação entre cidadãos estrangeiros, autoridades e serviços de
emergência. Assim nasceu o Cartão de Emergência. É útil e gratuito. Quer saber
como funciona?
Para quem? − O documento
destina-se a cidadãos estrangeiros, em férias ou a residir em Portugal, mas
pode ser utilizado por qualquer cidadão nacional.
Como obter? − Se estiver
interessado em utilizar o Cartão de Emergência, pode obtê-lo de forma imediata
e gratuita. Só tem de descarregar o documento em PDF, na página de internet de
uma das entidades envolvidas nesta iniciativa.
Como utilizar? − Deve preencher
os dados pessoais diretamente no cartão: nome; idade; residência; autoridade
policial da sua zona de residência; nacionalidade; estadia em Portugal e pessoa
a contactar em caso de emergência. Do lado da informação médica, deve
preencher: seguradora; doenças; alergias e medicação.
Depois da
informação estar completa, só tem de imprimir e guardar o cartão na carteira
que anda sempre consigo, para que seja facilmente encontrado quando for
necessário. “Em caso de emergência vai falar por si”.
Um alerta − Este documento não
substitui o documento de identificação, mas funciona como informação útil e
adicional àquela que está no cartão do cidadão, por exemplo.
O cartão não é
obrigatório, mas prevenir nunca é demais. Proteja-se.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) reuniu alguns conselhos sobre o
comportamento a adoptar por pais com crianças em caso de catástrofes naturais.
Siga os
conselhos:
– Trace um
plano prévio sobre como proceder se a família se separar durante uma evacuação.
Desta forma, os seus filhos saberão que comportamento adoptar e onde se devem
dirigir no caso de uma eventualidade.
– É importante
que os seus filhos tenham consigo as informações básicas, como o número do
cartão de cidadão e números de contacto, se for necessário transmiti-las às
autoridades.
– Se o seu
filho ainda não conseguir falar escreva no próprio corpo da criança, o nome, a
morada, o nome dos pais ou contactos telefónicos com uma caneta de tinta
resistente à humidade.
– Em caso de
evacuação, é importante ter uma fotografia actualizada do seu filho. Se
possível, tenha sempre uma consigo ou envie por e-mail para familiares ou
amigos muito próximos fotografias dos seus filhos.
– Faça cópia
dos documentos mais importantes e envie-os para um parente ou amigo.
Kit de Sobrevivência
Prepare um kit
de sobrevivência. Ele deve ser guardado num local visível e de fácil acesso,
perto da saída de casa. Seus principais componentes são:
•Cobertores
térmicos (o ideal é que haja um para cada membro da sua família).
•Apitos de
longo alcance para pedir ajuda em caso de ficar preso em casa (um para cada
integrante da família).
•Um rádio
pequeno que funcione a pilhas ou baterias, não a electricidade. É importante manter-se
informado e saber quais são as orientações das autoridades locais perante o
desastre.
•Garrafas de
água mineral (que precisarão ser substituídas periodicamente).
•Um pequeno
kit de primeiros socorros: analgésicos, medicamentos contra diarreia, gaze,
álcool, antibióticos genéricos.
•Comida
enlatada (uma lata por membro da família).
•Manta
plástica que sirva como resguardo contra a chuva ou para proteger o chão contra
o frio.
O "Estou Aqui" foi inicialmente desenhado para crianças, mas depois foi alargado a adultos, numa fase piloto limitada à zona de Lisboa que agora é alargada a todo o país.
As crianças foram o primeiro público alvo do programa, mas as necessidades reveladas pelo público sénior ditaram a criação de um piloto que foi lançado em dezembro de 2015 e que abrangeu 500 pessoas. Com a prova de conceito feita a iniciativa alarga-se agora a todo o país, de forma simples.
Para aderir basta fazer a pré-inscrição no site e levantar a pulseira na esquadra selecionada. Há a possibilidade de ser o próprio adulto a solicitar o dispositivo, ou um cuidador, que pode ser também uma instituição de quem esteja a cargo.
As pulseiras são gratuitas e não existe nenhum dado de identificação do utilizador, o que ajuda a proteger a sua privacidade. Cada pulseira tem uma fita em tom neutro e uma chapa metálica com um código alfanumérico, que é único para cada utilizador e que pode ser descodificado pela PSP na sequência de uma chamada para o número de emergência 112.
A Prosegur disponibiliza, em colaboração com a PSP e a APAV, o "Guia de Segurança" com dicas práticas para ajudar a deixar a sua residência protegida enquanto vai de férias...
Na altura do ano em que a percentagem de roubos mais aumenta, a Prosegur insiste na necessidade de reforçar a segurança das casas através de acções simples, mas essenciais, na prevenção de assaltos a domicílios desocupados.
O Guia de Segurança, que vai na sua segunda edição, reúne todos os conselhos numa publicação que contou com a participação especial da PSP e da APAV.
Algumas regras simples incluem não comunicar a desconhecidos que a casa vai estar desabitada, deixar algumas persianas abertas para dar a ilusão de que a habitação não está desocupada, ou ainda optar por guardar os seus objectos de valor no cofre de um banco.
Pedir a colaboração de um familiar ou vizinho de confiança para recolher o correio, ou utilizar dispositivos electrónicos que programem automaticamente o acendimento das luzes são também opções úteis e acessíveis a ter em conta.
Para além destas atenções domésticas, a Prosegur dispõe de um conjunto de serviços e soluções que oferecem uma maior segurança e tranquilidade enquanto está fora.
Um sistema de alarme ligado a uma Central de Segurança 24h que se traduz num aviso imediato às forças de segurança, caso se verifique tentativa de assalto, um sistema de segurança por Videovigilância que permite a visualização de imagens do que acontece no local e instalação de alarmes técnicos que permitem detectar erros de funcionamento como por exemplo fugas de água ou gás, são algumas das soluções disponíveis.
O serviço de piquete é também uma alternativa, com a possibilidade de contratação durante o mês de férias. Este serviço consiste na resposta ao disparo de alarme, mediante a deslocação de um piquete de intervenção da Prosegur para verificação do local protegido. O piquete faz-se acompanhar das chaves do imóvel para que possa aceder ao local, inspeccioná-lo e facilitar o acesso às autoridades ou forças de segurança.