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1 de outubro de 2020
28 de outubro de 2018
Bullying: quando o seu filho é o agressor
Malcomportadas e desafiadoras praticam bullying. Crianças e adolescentes
reservados e educados, com boas notas e integrados, podem ser agressores. Os
sinais são discretos, mas um olhar atento pode detetá-los. E aceitar e levar o
problema a sério é essencial para o resolver.
Normalmente, começa com um telefonema, da
professora ou diretora de turma, que pede para os pais irem a uma reunião na
escola. E na reunião chega a notícia que nenhum pai ou mãe gostaria de ouvir e
na qual, frequentemente, não acredita: estão ali porque a criança anda a
praticar bullying, que é como quem diz, a ser violenta física ou
psicologicamente, de forma intencional e repetida, a um ou mais colegas. Pode
ser a bater, a ofender, a gozar, a ostracizar.
Os pais têm mais facilidade em aceitar que um
filho é vítima do que agressor. Luís Fernandes, psicólogo educacional da
Sementes de Vida – Associação de Apoio à Vítima e coautor do livro
Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores, percebe a incredulidade de
muitos pais. “Há casos em que, quando conhecemos os pais, percebemos
perfeitamente de onde vem o comportamento agressivo dos filhos: os traços de
violência estão nos pais e os miúdos absorveram‑nos. Mas nem sempre é assim. Há casos em que nitidamente a
educação que foi dada àquele miúdo não o devia predispor a ter esse tipo de
comportamento.”
E, nesses casos, os pais recusam‑se muitas vezes a acreditar que o filho – que é bom
aluno, bem‑comportado
no ambiente de casa, que foi educado com princípios e ao qual dedicam tanto
tempo e afeto – possa fazer isso. “Ele nunca faria isso”, dizem quase sempre.
Só que faz. E a resposta está num comportamento que, não sendo exclusivo dos
adolescentes, faz‑se
sentir muito nestas idades: o síndroma da matilha.
Na adolescência, as relações com os amigos
têm um peso muito grande, e, independentemente da educação em casa e da relação
com os pais, nesta fase, é muito importante para eles sentirem‑se integrados num grupo. “Se o líder
do grupo que querem integrar os desafia a incomodar outros mais fracos, muitas
vezes eles alinham”, explica o psicólogo.
Tiago Andrade, estudante no ensino superior,
hoje com 21 anos, não teme admitir que entre os 10 e os 13 anos tinha este tipo
de comportamento. E, ao contrário de muita gente que olhando para trás terá
tendência a chamar‑lhes “coisas sem importância de miúdos”, não teme chamar as coisas
pelos nomes: “Praticava bullying com alguns colegas de turma, sim. Nunca houve
agressões físicas, mas havia agressões psicológicas a colegas que não faziam
parte do grupo e eram mais frágeis ou estavam em situação de vulnerabilidade.”
Hoje, olhando para trás, não consegue
perceber o que o levava a ter esse comportamento que, de resto, se lembra que
encarava como normal. “Acho que sentia que era superior a eles, mas agora que
penso nisso, estava só a ser inferior, porque precisava de os atacar para me
sentir assim.” À distância, olha para as suas próprias atitudes com desdém e
arrepende‑se. “Não
ganhei nada com o que fiz e sei que causei muito sofrimento a algumas pessoas.
Gostava de mudar isso e ter dado um melhor
exemplo às pessoas à minha volta, que eram obviamente influenciadas para também
fazer bullying.” Como os ataques não envolviam violência física e Tiago era uma
criança bem‑comportada
tudo isto passou na altura sem ser detetado por ninguém. “Parei
de ter este tipo de comportamento pelos 13 anos sem que pais, professores e
funcionários tenham dado conta de alguma coisa.”
Há muitos sintomas, amplamente divulgados, de
que uma criança pode estar a ser vítima de bullying – tristeza, isolamento,
descida de notas, falta de vontade de ir para a escola. Já os sinais de que
pode ser um agressor são menos evidentes. Ainda assim, Inês Freire de Andrade,
vice‑presidente
e formadora da Associação NoBully Portugal, que leva a cabo programas de sensibilização e prevenção nas escolas, conta que há sinais aos quais os pais
podem estar atentos, uma vez que são indicativos de uma probabilidade maior de
os filhos estarem a ter este tipo de comportamentos.
A agressividade generalizada, seja física,
verbal ou relacional, com outros jovens ou com os adultos, da mesma forma que
identificar esta tendência no círculo de amigos dos filhos também pode ser
preditivo desse comportamento. “Existe também a tendência dos bullies não
seguirem as regras formais ou sociais. Se os pais perceberem que o filho tem
dinheiro ou pertences novos que não conseguem explicar de onde vêm, têm de
considerar que podem tê‑los
roubado a colegas, que também é uma forma de bullying”, explica a responsável.
Estes são os sinais mais evidentes, mas há
outros mais subtis. Como o bullying é um fenómeno social que surge de um desequilíbrio
de “poder” – seja ele por diferenças físicas, de capacidade intelectual ou
popularidade, “se os jovens mostrarem uma preocupação fora do normal acerca da
sua reputação, estatuto social ou popularidade, poderão também estar a praticar
bullying de forma a obter tudo isto”. Por fim, como o bullying envolve sempre a
ausência de empatia pelas vítimas, a falta de empatia generalizada para com os
outros pode ser sintomática de que a criança está ou pode vir a estar envolvida
nesta prática.
É fácil apontar o dedo aos bullies e criticá‑los pelo comportamento errado que têm. Menos fácil, mas necessário, é desafiar preconceitos simplistas e uma visão a preto e branco do fenómeno. Uma das conclusões a que muitos estudos e observações empíricas
já chegaram é que, frequentemente, vítima e agressor são a
mesma pessoa, com o conceito de vítima‑agressora
a ser cada vez mais usado neste campo de estudo. A vítima agressora é alguém
que, como forma de compensação
pelos maus‑tratos
que sofre, procura outra vítima
mais frágil para cometer também ela agressões.
“Há muitos miúdos vítimas de bullying que se
tornam agressores no âmbito do cyberbullying. Não têm competências
interpessoais para confortar presencialmente o agressor, mas conseguem
facilmente transforma‑se em
ciberagressores porque são inteligentes, têm competências a nível tecnológico e
podem esconder‑se
atrás de um ecrã”, explica Luís Fernandes.
E o cyberbullying é uma terra de ninguém.
Porque se no contexto de bullying há adultos, seja na escola, em casa ou na
rua, que supervisionam, de forma formal ou informal, e que podem detetar a
situação, intervir e dar o alerta, no caso do cyberbullying não. Não há ninguém
que supervisione o que está a acontecer online em tempo real, até porque, como
alerta o psicólogo Luís Fernandes, “miúdos são nativos digitais e os pais
emigrantes digitais”. Ou seja, os mais pequenos têm frequentemente mais
competências tecnológicas do que os pais.
Se os bullies são tendencialmente crianças
com baixa ou alta autoestima não se sabe bem: os estudos não são consensuais.
Alguns apontam para o facto de a agressão ser um reflexo de insegurança e de
autoestima baixa, outros apontam para miúdos que se acham a última coca‑cola no deserto e tão acima dos outros que têm o direito de fazer o que lhes apetece.
Mas seja qual for a autoperceção, a motivação
passa quase sempre pela autoafirmação. Por isso, Tiago Andrade não quer
terminar a conversa sem deixar um conselho aos jovens bullies: “A necessidade
de fazer bullying passa por querer um estatuto de superioridade dentro do
grupo, mas esse estatuto é conseguido pelo medo e não pelo mérito. Há outras
maneiras, positivas, de liderar grupos. Por exemplo, ajudando os outros, em vez
de os prejudicar.”
BULLIES MUITO À FRENTE
Quer no bulliyng quer no cyberbullying, há
esquemas cada vez mais elaborados. Muitos miúdos arranjam quem “suje as mãos
por eles”: o cabecilha do esquema de bullying é autor moral, mas não executa.
Luís Fernandes, psicólogo educacional da
Sementes de Vida – Associação de Apoio à Vítima e coautor do livro
Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores, confessa que só os anos de
experiência que já leva a lidar com agressores lhe permite entrar na cabeça
deles. “Os esquemas são cada vez mais refinados, temos de conseguir pensar como
eles, caso contrário, andamos sempre a correr atrás do prejuízo: quando estamos
habilitados a lidar com as coisas de uma forma, já eles estão muito mais à
frente nas estratégias.”
E deixa um caso: “Tive um miúdo que instigava
outros a molestarem física e psicologicamente a vítima e ficava apenas a ver.
Fazia mais: quando via que um auxiliar na escola detetava a situação, saía do
papel de observador e ia acalmar os ânimos. Nos relatórios ficava mencionado
como o miúdo que fora essencial na resolução do conflito, quando, na realidade,
tinha sido ele a instiga‑lo.” Quando o psicólogo lhe perguntou como escolhia os miúdos que agredia respondeu: “Conhece o quadro de honra? Parece a ementa.”
Texto de Sofia Teixeira
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29 de junho de 2018
VAI DE FÉRIAS? 5 DICAS PARA DEIXAR A SUA CASA SEGURA
As férias são para relaxar e não para acrescentar preocupações
às nossas vidas. Evite hóspedes indesejados na sua casa enquanto estiver fora
utilizando estas dicas. Prevenir é a melhor forma.
Depois de um
dia de trabalho, nada melhor do que chegar a casa. Já quando se está de férias,
não há nada melhor do que ir para fora, mesmo que seja dentro do país. No
entanto, muitas pessoas vão de férias preocupadas, pois receiam que as casas
sejam arrombadas e assaltadas por estarem vazias, sem ninguém.
Nestas
situações, e para ir de férias mais leve, o melhor será mesmo prevenir e
preparar-se. Para ajudá-lo a ir de férias relaxado, o site Travel and Leisure
partilha cinco dicas de especialistas da empresa de segurança doméstica Blink e
que qualquer um pode utilizar para afastar os hóspedes indesejados. Fique a
conhecer:
Trancar as
portas de correr não é suficiente − É importante
trancar estas portas, claro, contudo, não fique por aí. Reforce também a base
das portas (e quaisquer janelas deslizantes) com uma vassoura, régua ou
qualquer outro objeto que ajude a bloqueá-la.
Peça a um
vizinho para guardar a sua correspondência e/ou encomendas − Uma caixa de
correio cheia ou caixas de encomendas à entrada de casa é um claro indicador
que não há ninguém em casa. Peça a alguém que confie para verificar a sua caixa
de correio e guardar a sua correspondência enquanto estiver fora.
Simule que
está alguém em casa − A maioria dos
assaltantes não vai arriscar entrar numa casa que está ocupada. Configure
temporizadores para ligar e desligar luzes ao longo dos dias, ou, antes de
partir, deixe uma ou duas luzes ligadas.
Quantas menos
pessoas souberem que está fora melhor − Partilhar nas
redes sociais que vai de férias pode ser tentador, no entanto, (especialmente
se for para fora durante um grande período de tempo) também estará a informar
potenciais assaltantes que a casa vai estar vazia. Tente não publicar nada
sobre as férias até regressar. Mais vale prevenir.
Verifique
todas as portas e janelas − Se se aplicar,
antes de sair verifique todas as janelas e porta do lado de fora. Se a sua casa
for grande, por exemplo, alguém pode ter aberto uma janela e ter-se esquecido
depois de trancá-la. Ao confirmar que todos os pontos de entrada para a sua
casa estão trancados, sentir-se-á mais tranquilo.
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16 de agosto de 2017
Como Deixar a Sua Casa Mais Segura… Quando Vai de Férias!
Se vai fazer uma viagem com a família durante o
fim de semana ou mesmo fazer férias por um período mais prolongado, então é bem
provável que a sua casa fique temporariamente sem ninguém. Casas em que os
habitantes estão fora são um chamariz para os "amigos do alheio". Em períodos
de férias regista-se um aumento de assaltos a residências. No entanto, para que
ao voltar da sua viagem não tenha uma surpresa desagradável, eis alguns
procedimentos de segurança que pode adotar para prevenir alguma tentativa de
intrusão.
1. Avisar a PSP
Todos os anos a Polícia de Segurança
Pública (PSP) leva a cabo a "Operação Férias" de forma a garantir a segurança
da residência dos portugueses durante os dias em que não se encontram em casa.
De 1 de Julho a 15 de Setembro pode deslocar-se à esquadra da PSP da sua área
de residência e preencher um formulário onde informa dos dias em que está fora.
Deve apresentar o seu cartão do cidadão e o comprovativo da morada (conta da
água ou da luz) e procurar esclarecimentos das suas dúvidas em relação a este
programa, o qual a PSP põem em prática todos os anos. Desta forma as
autoridades garantem que as residências dos portugueses estejam sob vigilância
enquanto os seus habitantes estão a gozar as suas férias. Este serviço não tem
custos adicionais e pode ser pedido até 48 horas antes da partida. Os agentes
de segurança pública irão durante o seu período de férias realizar visitas
sistemáticas à sua habitação de forma a comprovar a segurança da casa. Além
disso, se existir qualquer indício de que houve alguma questão que pôs a
segurança da sua habitação em causa será imediatamente alertado. Saiba mais
informações sobre esta operação no site do Ministério da Administração Interna (MAI).
2. Usar lâmpadas inteligentes
Uma lâmpada inteligente, entre
muitas outras funções, pode ser programada para funciona de maneira a ficar acesa
quando está escuro e apagar quando deteta que está claro. Dessa forma, você
não gasta eletricidade o dia todo. Se tiver lâmpadas deste género em casa, os
criminosos podem pensar que há alguém lá dentro. Veja um exemplo deste tipo de
lâmpadas à venda na worten.pt
3. Programe a televisão
Para dar a impressão de que ainda há gente em casa, programe a
televisão para diariamente ligar e desligar a uma determinada hora. O mesmo
pode ser feito com um aparelho de som, por exemplo.
4. Alarme...
Se vai viajar não se esqueça naturalmente de fechar bem as janelas da sua habitação e
se for caso disso, reforçar as fechaduras da porta de casa. Se vive numa zona
com níveis de criminalidade elevados, uma boa solução é optar pela instalação
de um alarme. No mercado pode encontrar diversos sistemas de alarme a preços acessíveis.
Pode visitar o site Compara Alarmes para descobrir o que melhor se adapta ao seu caso. Se entretanto
preferir um sistema de alarme associado a uma empresa, tenha em conta
que lhe pode ser exigida uma fidelização que ultrapassa largamente o período de
férias. Informe-se bem antes de tomar uma decisão.
5. Seguro multirriscos
A lei só obriga a contratar um seguro de incêndio para quem tem
casa, mas se optar por um multirriscos-habitação fica melhor protegido e, na
larga maioria das vezes, por pouco mais dinheiro. Saiba mais no site da DECO sobre como escolher o seguro Multirriscos-habitação mais adequado para si.
6. Com bens valiosos não facilite as coisas
Joias, obras de arte, coleções valiosas e outros artigos do
género devem ser mantidos num local seguro, como o cofre de um banco. Se
preferir, pode instalar um cofre em casa. Faça uma lista pormenorizada dos bens
que tem e descreva as principais características (por exemplo, dimensões) e os
números de série, se for caso disso. Tirar fotografias é boa ideia, pois em
caso de roubo será mais fácil às autoridades localizarem e identificarem as
peças.
7. Ter a ajuda de alguém de confiança
Jornais e revistas empilhadas na porta da sua casa podem chamar
a atenção de criminosos. É bom que algum parente ou amigo de confiança faça
visitas regulares à sua casa para regar as plantas e recolher o seu correio, abrir
as janelas etc. Isso dará a impressão de que a casa não está vazia.
8. "O segredo é a alma do negócio"
Seja discreto. Informe que vai de férias apenas a quem for
necessário. Evite "postar" que vai de férias nas redes sociais e isso inclui
não publicitar "selfies" em locais de lazer. A regra de ouro é publicar o que aconteceu e não o que está acontecer.
9. Cuidados ao chegar de viagem
Se a família está voltando de viagem dentro de um carro, é
importante que observe com atenção o local antes de sair dele. Assim que entrar
em casa, será o momento também para verificar cuidadosamente se as portas e
janelas se encontram como na altura em que foi de férias e se no interior da
residência não existem sinais de desarrumação ou da falta de quaisquer objetos
de valor. Na eventualidade de detetar algum indício de furto, deve manusear ao mínimo o local e comunicar de imediato às autoridades locais, que providenciarão as medidas cautelares necessárias a
preservar os eventuais meios de prova existentes.
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13 de maio de 2017
Bullying: Guia de Sobrevivência (Aija Mayrock)
Vários
estudos indicam que em Portugal um em cada cinco adolescentes, entre os 13 e os
15 anos, já se envolveu em episódios de bullying, verificando ainda a subida
significativa do cyberbullying com recurso às redes sociais e aos telemóveis. O
bullying pode ter consequências devastadoras tanto a nível físico, como
psicológico. Afeta o desenvolvimento psicossocial dos jovens, quer das vítimas,
quer dos próprios agressores, por isso é importante sensibilizar a sociedade
para este tipo de comportamento.
Clique na imagem para ler os primeiros capítulos
Com prefácio
de Diogo Valente, mais conhecido por D8 (finalista do programa Fator X), o livro "Bullying:
Guia de Sobrevivência", de Aija Mayrock,
vítima de bullying durante muitos anos, traz conselhos, dicas e testemunhos que
vão ajudar não só a vítimas, mas como os pais a lidarem com esta situação.
AijaMayrock, uma adolescente como tu, vítima de bullying como tu, escreveu este
livro onde explica de forma clara todas as faces do problema: o cyberbullying,
os confrontos nas salas de aula, os insultos nas aulas de Educação Física, as
falsas amizades, a solidão, a falta de autoestima, o medo.
A autora
expõe corajosamente todos os sentimentos por que passou enquanto vítima de
bullying, sem vergonha e sem medo. Dá-te dicas e truques de sobrevivência,
conselhos sobre como lidar com o medo, como falares com os teus pais e
professores, como podes voltar a gostar de ti como és, sem teres de mudar. Mas,
sobretudo, faz-te perceber como tens andado a pensar de forma errada.
Aija é convidada frequente em
programas de televisão, revistas, eventos, e dedica boa parte da sua vida à luta
contra o bullying, divulgando o seu livro, a sua história e ajudando milhões de
jovens, como tu, em todo o mundo.
"Sei o que é odiarem-nos sem razão, isolarem-nos sem explicação, sentirmo-nos sozinhos. Por isso, vou tentar ajudar-te. Vou contar-te parte da minha história e como ultrapassei as dificuldades. Mas não vou perder muito tempo com o que me fez cair, porque não tem tanta importância quanto o que me fez voltar a levantar." - Aija Mayrock
EDITORA: booksmile
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Revista CINTURÃO NEGRO (Junho, Maio, Abril, 2017)
Revista internacional de Artes Marciais, Desportos de Combate e Defesa Pessoal
CINTURÃO NEGRO - Edição Quinzenal
Clique na imagem para ler online ou fazer download
Junho 2017 - Nº 337 - 338
Maio 2017 - Nº 335 - 336
Abril 2017 - Nº 333 - 334
Junho 2017 - Nº 337 - 338
Maio 2017 - Nº 335 - 336
Abril 2017 - Nº 333 - 334
1 de maio de 2017
Bullying - Proteja os seus filhos através da Linguagem Corporal
Sabemos que os agressores escolhem as
vítimas de bullying de uma forma inconsciente através da linguagem corporal e
outros sinais não-verbais.
1. Os agressores escolhem
aquelas crianças que parecem ser um "alvo fácil", impotentes, inseguras,
indefesas ou com falta de confiança porque querem ter a certeza que não vão ter
resistência por parte da vítima. O cérebro dos agressores
avalia todas estas características de "não ameaça" dos seus filhos, pela
postura, olhar, expressões, posição das mãos e pela forma como interagem com o
grupo.
2. Postura:
Incentive o seu filho a ter uma boa postura, isso demonstrará segurança.
Caminhar num ritmo constante não demasiado rápido ou demasiado lento, costas
direitas, ombros para trás, queixo na horizontal e evitar posturas fechadas
(braços cruzados e agarrar livros à frente do peito).
3. Olhar:
Ensine os seus filhos a olhar olhos nos olhos. O excesso de contacto ocular é
visto como desafio e a ausência de contacto ocular visto como insegurança,
ambos incentivam o ataque. Mas por regra, o mais adequado é olhar nos olhos de
outra criança por uns segundos (5, 6 segundos) e desviar 1 segundo.
4. Mãos: Os
seus filhos não devem esconder as mãos. Incentive-os a caminhar com as mãos
fora dos bolsos e balançando ligeiramente ao lado do corpo.
5. Ao
interagir com crianças mais agressivas devem virar as palmas das mãos para
baixo para demonstrar mais autoridade e menos receio.
6. Identificar
crianças com tendências de comportamento agressivo: Crianças que tenham por
hábito estar com os punhos fechados, queixo muito levantado, expressões de
raiva constantemente, falam mais alto que o normal, gozam e desafiam os
professores, não respeitam as instruções dos funcionários da escola, são
normalmente crianças com comportamento agressivas com mais tendência a fazer
Bullying.
7. Acessórios:
A maioria dos agressores vê a vida como injusta e quando os seus filhos
demonstram sinais de riqueza, alimentam a raiva deles. Se os seus filhos estão
a aprender a lidar com os agressores devem numa fase inicial evitar acessórios
não essenciais à prática escolar (Consolas de Jogos, telemóveis, malas,
colares, maquilhagem,…)
8. Social: As
crianças que andam em grupos de 2 ou mais, estão mais protegidas da escolha dos
agressores. Encoraje os seus filhos a fazer amizades e a andar em grupo.
9. Aplicar a
regra O.S.M. –Olhar nos olhos, Sorrir muito e as Mãos sempre visíveis.
Fonte: Alexandre Monteiro (Especialista em Linguagem Corporal)
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