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30 de janeiro de 2020

Objetivos para 2020



Se estes são alguns dos teus objetivos para este ano, temos excelentes propostas para ti: 


● DYNAMIC ANTI-BULLYING – Aulas de Autodefesa para crianças, num ambiente lúdico e muito descontraído. Todos os sábados, com novo horário a partir de 1 de Fevereiro, das 15:30 às 16:30.




● ABC de AUTODEFESA – Uma aula muito especial todos os Sábados. Particularmente recomendado para aqueles que não dispõem de tempo para treinar durante a semana. Quase duas horas de completa imersão em técnicas e estratégias de autodefesa e gestão do stress… Novo horário a partir de 1 de Fevereiro, das 16:30 às 18:30.




● DYNAMIC SELF DEFENSE – 27 anos depois, este continua a ser o nosso programa principal. Indicado para quem tem algum tempo livre durante a semana e quer estudar defesa pessoal de forma intensiva e aprofundada. Todas as Terças e Quintas às 19:15.




● AULAS PRIVADAS – Para todos aqueles que querem um programa mais personalizado e com horários flexíveis.




● WORKSHOPS PARA EMPRESAS – Programas de Autodefesa e Gestão do Stress. Uma experiência criativa e ao mesmo tempo lúdica, que ensina formas de os teus colaboradores e respetivas famílias, aumentarem a sua segurança pessoal e controlo emocional em situações de conflito.





24 de junho de 2019

COMO AJUDAR O SEU FILHO EM SITUAÇÕES DE BULLYING?


É muito importante que os pais abordem este tema com os seus filhos. Mas, antes disso, é essencial compreender o que é, não desvalorizando quando a criança verbaliza mal-estar na relação com os outros.


O bullying é um comportamento caracterizado por agressões com intenção, verbais ou físicas, e com caráter repetitivo. Pode ser uma ameaça, intimidação, humilhação ou maus-tratos, com desequilíbrio evidente de poder (através da força física ou do conhecimento de alguma vulnerabilidade, informação ou característica física ou psicológica do outro) e que pode ocorrer em qualquer contexto social (nas escolas, universidades, famílias ou locais de trabalho). Pode, também, incluir espalhar boatos, gozar, provocar e excluir alguém do grupo propositadamente.

É muito importante que os pais abordem este tema com os seus filhos. Mas, antes disso, é essencial compreender o que é, não desvalorizando quando a criança verbaliza mal-estar na relação com os outros.

Os pais podem falar com os filhos sobre o bullying para que estes compreendam mais facilmente o que é aceitável numa relação com os pares e aquilo que é inadmissível. Esta partilha pode garantir a possibilidade da procura de ajuda de modo mais eficaz.

Nas crianças, ser vítima de bullying influencia intensamente o desenvolvimento emocional. A curto prazo são manifestações frequentes: o sentimento de isolamento, o decréscimo do rendimento escolar, a dificuldade de integração ou a rejeição escolar, a tristeza acentuada e a irritabilidade. Medo, ansiedade, dificuldade na concentração e atenção na sala de aula, alterações de humor, dores físicas frequentes (dores de cabeça e barriga), choro fácil e pesadelos podem ser alguns dos sinais a que deve estar atento. No entanto, estas manifestações nem sempre significam situações de bullying.


COMO COMPREENDER SE A CRIANÇA É ALVO DE BULLYING?



Discussões e conflitos episódicos não traduzem uma situação de bullying. O autor deste tipo de atos tem a intenção de ferir, repetir e ter espetadores. Se o alvo supera a intenção deste comportamento, reagindo ou ignorando (outra forma de reação), desmotiva o agressor.

O alvo é, habitualmente, a criança com baixa autoestima e tendencialmente retraída, traduzindo alguém com maior dificuldade em reagir. Esta criança terá menos competências para procurar apoio e, assim, colocar fim à violência exercida sobre ela.

A criança que exerce bullying sobre o seu colega é, muitas vezes, uma criança que não aprendeu a lidar com emoções como a raiva através do diálogo. Para ela não existe empatia sendo que a manifestação do sofrimento do colega não é suficiente para parar a agressão e, muitas vezes, é sentida satisfação com o acontecimento.

O espetador, que testemunha a ocorrência e não evita a continuidade da agressão, pode fazê-lo por receio de ser igualmente vítima de ataques ou por dificuldade na tomada de decisão e, assim, não tomar iniciativa de interrupção.
O diálogo é a ferramenta mais eficaz para percecionar sinais de que algo pode estar a perturbar o seu filho, como ser vítima de bullying. Deve sempre encorajá-lo a falar e ensinar-lhe algumas estratégias para que se mantenha seguro e tranquilo. Eis algumas delas:

● Saliente que está disponível para escutar as dificuldades do seu filho na escola;

● Incentive-o a ignorar o agressor e a contar a um adulto responsável da escola o sucedido;

● Reforce a importância de evitar os confrontos  pessoais com o agressor;

● Ensine-o a procurar estar acompanhado por outras crianças, tentando não estar sozinho.

Se sentir que, apesar das tentativas para ajudar o seu filho, este continua a ter dificuldade em lidar com a situação, é fundamental na maior brevidade possível, encontrar apoio especializado para reforçar a autoestima e autoconfiança da criança, permitindo-lhe encontrar estratégias para ultrapassar o bullying.

Uma dessas estratégias pode passar por inscrever o seu filho num programa de aulas de autodefesa anti-bullying. A aprendizagem de habilidades defensivas é um caminho direto para o aumento da autoconfiança. 





Sandra Helena - Psicóloga e psicoterapeuta





Programa Dynamic Anti-Bullying 

 Princípios de Autodefesa e Segurança para Crianças


O programa Dynamic Anti-Bullying do Núcleo de Defesa Pessoal de Lisboa, tem aulas todos os sábados à tarde. O nosso programa tem ajudado diversas crianças a recuperar a autoestima e a autoconfiança. Fazemos um trabalho sério e responsável para que as crianças vítimas de bullying adquiram competências e estratégias para enfrentarem o bullying.




  




1 de maio de 2017

Bullying - Proteja os seus filhos através da Linguagem Corporal


Sabemos que os agressores escolhem as vítimas de bullying de uma forma inconsciente através da linguagem corporal e outros sinais não-verbais.



1. Os agressores escolhem aquelas crianças que parecem ser um "alvo fácil", impotentes, inseguras, indefesas ou com falta de confiança porque querem ter a certeza que não vão ter resistência por parte da vítima. O cérebro dos agressores avalia todas estas características de "não ameaça" dos seus filhos, pela postura, olhar, expressões, posição das mãos e pela forma como interagem com o grupo.



2. Postura: Incentive o seu filho a ter uma boa postura, isso demonstrará segurança. Caminhar num ritmo constante não demasiado rápido ou demasiado lento, costas direitas, ombros para trás, queixo na horizontal e evitar posturas fechadas (braços cruzados e agarrar livros à frente do peito).



3. Olhar: Ensine os seus filhos a olhar olhos nos olhos. O excesso de contacto ocular é visto como desafio e a ausência de contacto ocular visto como insegurança, ambos incentivam o ataque. Mas por regra, o mais adequado é olhar nos olhos de outra criança por uns segundos (5, 6 segundos) e desviar 1 segundo.



4. Mãos: Os seus filhos não devem esconder as mãos. Incentive-os a caminhar com as mãos fora dos bolsos e balançando ligeiramente ao lado do corpo.



5. Ao interagir com crianças mais agressivas devem virar as palmas das mãos para baixo para demonstrar mais autoridade e menos receio.



6. Identificar crianças com tendências de comportamento agressivo: Crianças que tenham por hábito estar com os punhos fechados, queixo muito levantado, expressões de raiva constantemente, falam mais alto que o normal, gozam e desafiam os professores, não respeitam as instruções dos funcionários da escola, são normalmente crianças com comportamento agressivas com mais tendência a fazer Bullying.



7. Acessórios: A maioria dos agressores vê a vida como injusta e quando os seus filhos demonstram sinais de riqueza, alimentam a raiva deles. Se os seus filhos estão a aprender a lidar com os agressores devem numa fase inicial evitar acessórios não essenciais à prática escolar (Consolas de Jogos, telemóveis, malas, colares, maquilhagem,…)



8. Social: As crianças que andam em grupos de 2 ou mais, estão mais protegidas da escolha dos agressores. Encoraje os seus filhos a fazer amizades e a andar em grupo.



9. Aplicar a regra O.S.M. –Olhar nos olhos, Sorrir muito e as Mãos sempre visíveis.








Fonte: Alexandre Monteiro (Especialista em Linguagem Corporal)


8 de outubro de 2016

STOP BULLYING

Saiba o que é o bullying, como se reconhece e o que fazer sempre que se deparar com esta situação. O bullying não é uma realidade nova, mas sim um fenómeno crescente na nossa sociedade, ao qual pais, professores e comunicação social têm vindo a dar maior atenção.



O que se entende por bullying? O termo inglês "bullying" pode ser traduzido, em português, por intimidação. É uma forma de violência entre pares, geralmente crianças ou jovens, com a intenção de magoar a outra pessoa.

A maioria das situações de intimidação ocorre em contexto escolar (recreios, casas de banho, refeitórios e salas de aula) ou no percurso entre a casa e a escola. Habitualmente acontece quando não existem adultos por perto. Assim, é fundamental que os pais e familiares estejam sensibilizados e aprofundem o seu conhecimento acerca deste tema.


Alguns sinais de bullying:

A criança que está a ser vítima de bullying pode:

- Estar assustada ou não ter vontade de ir para a escola
- Apresentar fracos resultados escolares
- Isolar-se
- Começar a gaguejar
- Mostrar angústia
- Deixar de comer
- Tornar-se agressiva
- Deixar de ter as suas economias (ou estas irem desaparecendo)
- "Perder", constantemente, o almoço ou outros bens
- Começar a roubar dinheiro
- Ter medo de falar sobre o que se está a passar
- Ter pesadelos
- Tentar fugir
- Tentar o suicídio

Estes sinais podem indicar outro tipo de violência, contudo, o bullying deve ser tido em consideração.

As manifestações são diferentes de criança para criança, podendo, nalguns casos, ser pouco visíveis ou mesmo passarem despercebidas, sem que isso signifique menor gravidade.


Pais – Como apoiar uma criança vítima de bullying?

Saber que uma criança está a ser intimidada pode ser perturbador. No entanto, deverá tentar manter a calma, já que reagir com impulsividade, como por exemplo, invadir a escola para pedir uma explicação poderá ser o pior a fazer. É importante que pense que, tal como aconteceu consigo, também a escola pode não saber da situação de intimidação, facto que não invalida que converse com os responsáveis, exija responsabilidades e encontrem uma intervenção integrada.

Assim, poderá apoiar a criança da seguinte forma:

- Peça à criança para lhe contar exactamente o que aconteceu e anote quem esteve envolvido, onde, quando e quantas vezes aconteceu

- Diga à criança que ela agiu correctamente ao contar-lhe o sucedido

- Acredite em tudo aquilo que a criança lhe contar

- Explique-lhe que a situação de intimidação não pode ser mantida em segredo, garantindo-lhe que vai ajudá-la a resolver o problema

- Diga-lhe que ela não é culpada pelo sucedido

- Exercite técnicas de autoproteção com a criança, como, por exemplo, dizer "Não" firmemente e ir-se embora

- Explique-lhe como deve reagir, sem chorar nem mostrar transtorno, mas simplesmente ignorando o/a intimidador/a

- Explique-lhe como poderá reduzir as oportunidades de intimidação, como por exemplo, não levar objectos de valor para a escola, andar sempre em grupo, evitar ficar sozinho nos corredores ou balneários

- Encoraje a criança a desenvolver actividades nas quais é mais habilidosa, já que essa é uma forma de aumentar a sua autoestima

- Fale com o/a professor/a e partilhe as suas preocupações. Pergunte-lhe, também, como é que a criança está inserida na turma e com o resto dos colegas ou se têm notado algum sinal que seja importante realçar


O que é que a escola pode fazer?

A escola tem um papel fundamental, tanto ao nível da prevenção como da intervenção.

É importante ter presente que:

- Todos somos responsáveis por promover um ambiente seguro para todas a crianças, para que estas possam desenvolver-se numa atmosfera descontraída e segura.

- O bullying e outros tipos de comportamentos violentos são inaceitáveis.

- Todos os profissionais, governantes, crianças e pais devem ter uma compreensão do bullying.

- Devem ser postos em prática e disseminados procedimentos para relatar acontecimentos intimidatórios.

- Todas as crianças devem ser informadas acerca da importância de contar a um adulto que estão a ser intimidadas e saber que se deve lidar com estes incidentes de uma forma imediata e eficaz.

Se uma criança lhe quiser contar uma situação de bullying deverá:

- Procurar um espaço tranquilo e pedir-lhe que ela lhe conte exactamente o que aconteceu.

- Acreditar em tudo o que a criança lhe contar e valorizar o facto dele o ter conseguido fazer.

- Dizer à criança intimidada que a culpa da intimidação não é dela e garantir que irá apoiá-la na resolução do problema.


Na escola quais os procedimentos de intervenção?


Numa situação de bullying deverá:

- Falar com as crianças envolvidas num espaço tranquilo e seguro.

- Relatar os incidentes à equipa.

- Nos casos de abusos mais sérios, os incidentes devem ser registados pela equipa.

- Os pais das crianças envolvidas devem ser informados e deve ser pedido para comparecerem numa reunião para discutir o problema.

- Se for necessário e apropriado, a polícia deve ser consultada.

- O comportamento intimidador e os traços ameaçadores devem parar imediatamente.

- Deve ser feita uma tentativa para apoiar o/a intimidador/a na alteração o seu comportamento.

- O/a intimidador/a deve pedir desculpa e ser responsabilizado/a pelo seu comportamento.

- Em situações mais graves deve ser considerada a suspensão ou mesmo a expulsão.

- Se possível, as crianças ou jovens devem reconciliar-se.


Mitos e realidades:

Mito: O Bullying é uma fase que faz parte da vida. Todas as crianças conseguem ultrapassar essa fase.
Realidade: O bullying não é "normal" ou um comportamento socialmente aceitável. Aceitar tal comportamento é conferir mais poder aos/às intimidadores/as.

Mito: Se a criança ou jovem contar a alguém, será pior, uma vez que a intimidação aumentará.
Realidade: Estudos demonstram que o bullying só para quando os adultos e pares são envolvidos.

Mito: O bullying é um problema da escola e só os/as professores/as é que se devem preocupar.
Realidade: O bullying é um problema social que, por vezes, pode ocorrer, também, fora da escola, nomeadamente na rua, centros comerciais, campos de férias e, mesmo, com adultos, nos locais de trabalho.

Mito: As pessoas que intimidam nascem assim.

Realidade: O bullying é um comportamento aprendido e os comportamentos podem ser mudados.




Programa Dynamic Anti-Bullying 
 Princípios de Autodefesa e Segurança para Crianças


Dirigido para os mais novos, este programa nasce da procura de muitos pais preocupados com a segurança dos seus filhos no ambiente escolar e social. – Se pensa que o seu filho se pode defender só com palavras, lembre-se do que aconteceu consigo… Ele merece ter a oportunidade de saber o que fazer em situações em que as palavras já não o conseguem defender…

Horários das Aulas
Sábados às 16:30h  (Idade mínima 12 anos)
Quintas-feiras às 18:30h (Idade mínima 10 anos)

Saiba mais em www.autodefesa.pt