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15 de maio de 2024

De Vulnerável a Confiante: O Poder da Linguagem Corporal na Autoproteção


Explorar formas de nos protegermos melhor em situações da nossa vida social e profissional é essencial para que não sejamos um alvo fácil de indivíduos mal-intencionados. Ativa o poder da tua linguagem corporal para te sentires mais seguro e confiante. Descobre como uma postura firme, um olhar direto e algumas competências de comunicação não verbal podem ser teus aliados. Ao moldares estes aspetos a teu favor, irás emanar confiança e assertividade, afastando a sombra da vulnerabilidade e tornando-te menos suscetível a ameaças.

1. Contato visual assertivo – O contato visual é uma dança delicada que, quando bem executada, comunica poder e autoconfiança. Não deve ser evasivo nem intimidante, mas sim natural e confortável. De uma forma geral, na tua interação com os outros evita desviar o olhar, pois isso pode transmitir uma imagem de submissão e insegurança. No entanto, se por um lado, manteres contato visual direto pode ser reflexo de firmeza e segurança em ti próprio, por outro lado isso precisa de ser feito com equilíbrio para que o outro não se sinta incomodado ou desafiado. Muito vai depender do contexto, pois varia de acordo com a situação e a pessoa com quem estás a interagir. Mantém o contato visual sem fixares demasiado os olhos da outra pessoa. Cerca de 60-70% do tempo durante uma conversa é o ideal. Se o outro mantém o contato visual, faz o mesmo. Se desvia o olhar, podes fazer uma pausa também.


2. Postura firme e expressiva – Adotar uma postura assertiva e gestos decisivos não é apenas uma questão de aparência, mas uma comunicação não verbal poderosa. Quando te posicionas com a coluna alinhada e movimentos coerentes, tu não só pareces, mas também te sentes mais seguro de ti próprio. Essa linguagem corporal transmite uma mensagem clara de firmeza e autoconfiança, sem necessidade de palavras. Por outro lado, uma postura relaxada ou desleixada pode emitir sinais errados. Pode parecer que estás entediado ou que não valorizas a situação em que te encontras. Mais do que isso, pode ser interpretado como um reflexo de baixa autoestima ou falta de entusiasmo. Portanto, é essencial estares consciente de como te apresentas, a postura pode dizer muito antes mesmo de falares.

3. Aperto de mão confiante – O aperto de mão é uma forma inicial de se estabelecer conexão e transmitir confiança. Mantém um aperto firme, mas não excessivamente forte, que possa refletir tanto confiança quanto consideração pelo outro.

4. Coerência nas expressões faciais – É essencial que as tuas expressões faciais estejam alinhadas com a mensagem que desejas passar. Um sorriso oportuno pode ser acolhedor, enquanto uma expressão neutra em momentos de seriedade contribui para a perceção de confiabilidade e estabilidade emocional.

5. Respiração controlada – Manter um ritmo de respiração sereno e estável é uma ferramenta importante para se projetar calma e autoconfiança. Uma respiração que flui de maneira uniforme pode ajudar a acalmar tanto a mente quanto o corpo, facilitando a comunicação de uma postura segura e controlada. Por outro lado, evita padrões respiratórios irregulares, como respirações curtas e rápidas, que podem ser sinais involuntários de nervosismo ou ansiedade. Focando-te numa respiração profunda e discreta, estarás mais preparado para enfrentar situações desafiadoras com equilíbrio e clareza.

6. Contato físico respeitoso – O toque humano tem o potencial de fortalecer laços e transmitir suporte, mas deve ser exercido com discernimento e respeito pelas fronteiras individuais. Um gesto como um aperto de mão firme ou um toque amigável no ombro pode ser encorajador, desde que haja consciência e sensibilidade às preferências e ao espaço pessoal de cada um. Evita qualquer forma de contato que possa ser percebido como invasivo ou desconfortável, pois isso pode comprometer a confiança e o conforto na interação. Quando se respeita os limites pessoais, o contato físico pode ser um meio eficaz e atencioso de comunicação não verbal.

7. Evitar gestos nervosos – Gestos que denotam ansiedade, como o hábito de roer as unhas ou mexer constantemente no cabelo, podem ser interpretados como sinais de insegurança ou desconforto. Ao cultivares o hábito de manter as mãos tranquilamente ocupadas, minimizas distrações e projetas uma imagem de autocontrole. Por exemplo, podes segurar um objeto pequeno ou simplesmente posicionar as mãos de modo relaxado. Esta prática não só melhora a tua apresentação visual, mas também contribui para uma maior concentração e presença no momento.

8. Caminhar com confiança – Uma marcha equilibrada é um reflexo visível de determinação e estabilidade emocional. Ao caminhares, é importante manteres um ritmo moderado que demonstre propósito e autocontrole. Evita passos apressados que podem transmitir uma sensação de impaciência ou nervosismo. Da mesma forma, um andar demasiado lento pode ser interpretado como desânimo ou falta de vigor. Encontrares o equilíbrio certo para o teu ritmo não só melhora a perceção dos outros sobre ti, mas também reforça a tua própria sensação de confiança enquanto caminhas.


9. A Importância dos gestos abertos – Manter os braços abertos e o corpo relaxado durante as interações sociais pode ser uma útil ferramenta de comunicação não-verbal. Esta postura transmite recetividade e confiança, criando um ambiente mais acolhedor e propício ao diálogo aberto. Por outro lado, cruzar os braços pode ter o efeito oposto. Esta ação é frequentemente interpretada como um sinal defensivo ou de resistência à interação que está ocorrendo. Pode sugerir que a pessoa está a proteger-se ou a manter distância emocional. Portanto, é aconselhável estares consciente da tua linguagem corporal e esforçares-te por adotar uma postura aberta. Isso não só melhora a perceção dos outros sobre ti mas também pode influenciar positivamente a dinâmica da interação e facilitar uma comunicação mais eficaz e harmoniosa.

10. Adaptação à linguagem corporal dos outros – Estares atento aos sinais não verbais dos outros ajuda-te a interpretar melhor as suas intenções, permitindo-te responder de forma mais adequada. Ao espelhares ou adaptares a tua linguagem corporal, podes melhorar significativamente a interação e fortalecer as tuas relações interpessoais. Esta prática enriquece o diálogo e a conexão humana, promovendo um entendimento mútuo e uma atmosfera de confiança e empatia. É um elo vital que une os aspetos verbais e não verbais da comunicação.


Ao adotares essas práticas de linguagem corporal, estás a fortalecer a tua presença e a reduzir a tua vulnerabilidade em diversas situações, garantindo uma comunicação mais eficaz e segura. Lembra-te de que a prática leva à perfeição, e quanto mais consciente fores da tua comunicação não verbal, mais naturalmente poderás usá-la para fortalecer as tuas interações sociais e profissionais. Exercita-te no teu dia a dia, pois é no palco do quotidiano que a tua performance pode brilhar e garantir a tua segurança pessoal.




Sugestões de Leitura – aprende mais sobre Linguagem Corporal:


Linguagem Corporal de Allan & Barbara Pease

O Poder dos Seus Gestos de Irina Golovanova

Linguagem Corporal Para Totós de Elizabeth Kuhnke




15 de abril de 2024

Como Manter a Calma em Situações de Conflito

 Descobre como deves atuar em situações potencialmente perigosas sem entrares necessariamente num confronto físico.


Já era de noite quando a Vera Cardoso se apercebeu de que podia estar metida num grande sarilho: ao sair de um pavilhão da Cidade Universitária, em Lisboa, ouviu alguém gritar desesperadamente. Foi quando viu um rapaz de cerca de 14 anos a fugir de um grupo de cinco adolescentes.

Não havia ninguém à distância de um grito, e, consigo, Vera apenas transportava o saco de treino. Tentando deixar transparecer uma segurança que não sentia, Vera olhou cada um dos jovens nos olhos enquanto estes não deixavam de olhar para ela. Dissimuladamente, apertou e desapertou o saco contra o seu corpo para aliviar a tensão que sentia nos músculos, ao mesmo tempo que, também sem o mostrar, respirou fundo algumas vezes para se acalmar e pensar com mais clareza.

Pensou reconhecer um dos jovens: "Eu conheço-te, não é verdade?", perguntou-lhe sorrindo. “Não participaste naquele jogo de basquetebol que nós organizámos há poucas semanas?” Ele murmurou qualquer coisa.

"Bom estivemos agora mesmo a jogar", continuou Vera prudentemente, “mas imagino que este desporto não seja suficientemente duro para valentões como vocês.” Quanto mais ia falando, mais sentia a tensão diminuir, acabando por convencer os rapazes a abandonar o recinto desportivo. Depois, conduziu o jovem ameaçado para o seu carro e levou-o a casa.

Se, por um lado é verdade que Vera teve alguma sorte pelo facto de conhecer vagamente um dos elementos do grupo, o seu bom desempenho nesta situação baseou-se sobretudo num conjunto de técnicas de controlo de  stress aprendido nas aulas de defesa pessoal.

Desde sempre que existem pessoas, como no caso de polícias e seguranças que, nas suas profissões, enfrentam regularmente situações de conflito violento. Na sociedade atual, em que a violência faz parte do quotidiano, é caso para pensar no que se poderá fazer para gerir da melhor forma possível uma situação potencialmente perigosa em que nos possamos encontrar.

A verdade é que caso nos sintamos ameaçados, quer seja por um bêbado na rua ou por um condutor enraivecido, há muito que poderemos fazer para evitar um confronto físico. 

Não deixar de falar. No caso de estarmos perante uma pessoa zangada ou violenta podemos tentar acalma-la falando com ela. Ao fazê-lo de forma que a nossa voz alcance um tom baixo teremos boas hipóteses de mudar aquilo que o outro tenha em mente fazer.

Para além desta técnica nos permitir ganhar tempo, que pode ser utilizado para chamar a atenção de outras pessoas ou para melhor nos posicionarmos física e emocionalmente – sem inflamar ainda mais a agressividade do nosso interlocutor – com um pouco de controlo e habilidade o conflito talvez se possa dissolver.

Ouvir sem discutir. É frequente as pessoas gritarem devido à sua frustração ou medo. Isto pode acontecer nas mais diversas circunstanciam como no caso em que alguém está sob o efeito do álcool, droga ou com problemas emocionais. Nestas alturas pode faltar muito pouco para que elas partam para a violência. A forma desajustada como respondemos a estas situações pode desencadear um confronto bastante desagradável.

Quando se lida com uma pessoa furiosa, não é construtivo assumirmos uma atitude moralista. "Compreendo que se sinta muito zangado com isso" é, frequentemente, melhor resposta que dizer "Não gosto da maneira como está a falar comigo". Outra opção será simplesmente mostrar às pessoas o caminho mais prático: "Se não se acalmar não vou conseguir ajudá-lo".

Manter um tom de voz baixo e sem alterações enquanto se fala pausadamente, utilizando um vocabulário simples, é essencial para se inverter uma situação potencialmente perigosa.

Linguagem corporal apropriada. A nossa postura física pode fazer muito para transformar uma situação de tensão numa situação de violência ou de acalmia. O truque é transmitirmos uma imagem de autoridade, mas não autoritária.

É indispensável evitar as posturas agressivas (cruzar os braços, colocar as mãos nas ancas ou apontar o indicador) e os movimentos bruscos ou repentinos – situações que podem ser mal interpretadas. Dentro do possível procurar transmitir uma imagem de descontração e abertura. Olhar a pessoa nos olhos, mas evitar fazê-lo permanentemente, pois isso poderá parecer-lhe ameaçador.

Se a situação ameaça descambar em violência é melhor afastar-se calmamente sem deixar de olhar para a pessoa. Assim ela não pensará que está a assumir uma atitude de desprezo.

Numa situação de "luta ou fuga", as pessoas ficam tensas e começam a respirar com menor profundidade, fazendo que o oxigénio chegue menos ao cérebro. Esta situação desperta por sua vez uma reação em que as articulações e os músculos trabalham com maior eficiência. Assim, quando nos sentimos em dificuldades, é normal exibirmos uma linguagem corporal mais agressiva, pese embora o facto de nos estarmos a sentir assustados.

Respirar fundo algumas vezes e de forma discreta é uma boa ajuda. Ao fornecermos mais oxigénio ao cérebro, estamos a restaurar a circulação normal e a ajudar os músculos a movimentarem-se com maior à-vontade. E, acima de tudo, ajudamo-nos a nós próprios a pensar com maior clareza e a assumir um domínio mais consciencioso da situação.

Manter a distância. Quando as pessoas estão zangadas, necessitam de uma zona de segurança própria maior que nas outras situações. É aconselhável manter uma distância de pelo menos 1,5m. Se alguém nos quiser atacar, teremos assim mais espaço para nos esquivarmos, empurrarmos o agressor para trás ou aplicar técnicas de autodefesa.

O instinto de muitos homens é de não recuar se alguém lhes encosta a testa à sua. Isso é um erro grave. Por um lado estamos a marcar uma posição que ira conduzir a mais agressividade e por outro lado corremos o sério risco de sofrer uma inesperada e violenta "cabeçada". Uma das chamadas "técnicas sujas" frequentemente utilizada em luta de rua.

Outro ponto importante é evitar tocar ou colocar o braço em volta de um estranho enfurecido, uma vez que isso pode ser interpretado como um ataque.

Manter a distância (e a calma) é particularmente importante quando se conduz. Um grande número de pessoas já foi vítima de situações de violência no trânsito. O melhor a fazer, sempre que façamos algo de errado na estrada é levantar a mão de forma bem visível, pedimos assim desculpa aos outros automobilistas.

Imagem segura. Certificando-nos de que não humilhamos uma pessoa que nos ameaça na frente dos outros pode arrefecer uma situação de pré-confronto.

Um dos rastilhos mais comuns para as situações de violência grave de hoje em dia é quando alguém é impedido de entrar ou expulso de uma discoteca. Quando uma pessoa já bebeu uns copos, de certeza que não vai deixar que o humilhem à frente dos companheiros. E, com gente menos hábil, isso pode levar à violência. Quando alguém tem de ser expulso, é melhor tratar disso longe dos outros. Por exemplo, numa discoteca movimentada o segurança ou o porteiro pode dizer: "Não consigo ouvirNão se importa de vir comigo mais para este lado?"

Numa conhecida discoteca de Lisboa presenciamos a seguinte situação: um indivíduo embriagado estava a provocar alguns distúrbios o que fez com que tivessem de o expulsar. Apesar da confusão os seguranças conseguiram, com alguma habilidade, afasta-lo dos amigos. Então o chefe da segurança explicou-lhe que, como era um cliente regular, voltariam a deixá-lo entrar noutro dia se saísse a bem, mas que, se tivessem de o atirar lá para fora, nunca mais o deixariam entrar. Desta forma, tendo-lhe sido dada oportunidade para escolher por si, o homem acabou por sair voluntariamente.

Saber quando sair. Existem situações das quais as pessoas não conseguem sair pelo diálogo. Nestas circunstâncias uma estratégia de fuga é sempre preferível do que acabar por correr riscos desnecessários. Isto não significa cobardia mas sim que em função da situação (normalmente desproporcional para nós) escolhemos a opção mais inteligente.

No caso em que não existe outra hipótese a não ser lutar para se defender, pode ser utilizada uma estratégia que consiste em – quando o agressor menos esperar – atingi-lo rápida e energicamente com uma sucessão de golpes dirigidos para alvos vitais, como por exemplo: olhos, garganta, testículos e joelhos. A ideia é, no mínimo, fragilizar e confundir o agressor durante uma pequena fração de tempo, criando assim uma oportunidade que nos permita a retirada o mais rapidamente possível do local.

Mas tem em conta que, mesmo em tempos violentos como aqueles em que vivemos, as possibilidades de sermos atacados fisicamente podem ser reduzidas. Se soubermos tomar algumas precauções em termos de prevenção e desenvolvermos uma estratégia de gestão de conflitos apropriada, os riscos serão bem menores.

Não esperes que aconteça algo de perigoso para "exercitares" as tuas atitudes e a maneira como controlas o stress em situações de conflito. É precisamente no dia-a-dia das nossas relações com os amigos, colegas, familiares ou mesmo estranhos, que podemos trabalhar a forma como reagimos aos pequenos conflitos inerentes a todas a relações. Esse investimento também faz parte do nosso crescimento como pessoas e vai colaborar seguramente para nos ajudar, caso algum dia o inesperado aconteça.


Sugestões de Leitura



A comunicação não-violenta é uma leitura essencial para quem deseja melhorar a sua segurança pessoal. Esta abordagem ensina técnicas eficazes de gestão de conflitos de forma pacífica, ajudando a evitar confrontos físicos desnecessários. Ao promover a empatia, permite compreender melhor as motivações e emoções dos outros, o que é crucial para prevenir e desescalar situações de tensão.

Com habilidades de comunicação mais apuradas, torna-se possível identificar e resolver problemas antes que se transformem em conflitos maiores, fortalecendo assim a capacidade de autoproteção.




"Por muito prósperos e felizes que sejamos, haverá sempre momentos na nossa vida em que o conflito será inevitável. Seja no trabalho ou na nossa vida social e familiar, a discórdia, a pressão e a inimizade acabam sempre por se manifestar e gerar em nós sentimentos negativos, de frustração, raiva e vergonha. No entanto, todas estas situações têm potencial para ser uma fonte de aprendizagem e crescimento únicos. Para tal, temos de aprender a lidar com o conflito e a ultrapassá-lo com serenidade.

Neste livro, Dale Carnegie, mestre incontestado do desenvolvimento pessoal e profissional, ensina-nos a abordar estas situações com o tato que exigem, a conhecermo-nos melhor, a controlar as nossas emoções e a compreender o nosso oponente, identificando as suas motivações e objetivos.

A partir de um conjunto de técnicas chave, aprendemos a negociar com eficácia, a preparar argumentos para uma discussão, a defender o nosso ponto de vista e a chegar a compromissos, para que ambas as partes se sintam consideradas e atendidas. Todos teremos de resolver conflitos e lidar com pessoas difíceis ao longo da nossa vida. O ideal é sabermos como fazê-lo."




1 de maio de 2017

Bullying - Proteja os seus filhos através da Linguagem Corporal


Sabemos que os agressores escolhem as vítimas de bullying de uma forma inconsciente através da linguagem corporal e outros sinais não-verbais.



1. Os agressores escolhem aquelas crianças que parecem ser um "alvo fácil", impotentes, inseguras, indefesas ou com falta de confiança porque querem ter a certeza que não vão ter resistência por parte da vítima. O cérebro dos agressores avalia todas estas características de "não ameaça" dos seus filhos, pela postura, olhar, expressões, posição das mãos e pela forma como interagem com o grupo.



2. Postura: Incentive o seu filho a ter uma boa postura, isso demonstrará segurança. Caminhar num ritmo constante não demasiado rápido ou demasiado lento, costas direitas, ombros para trás, queixo na horizontal e evitar posturas fechadas (braços cruzados e agarrar livros à frente do peito).



3. Olhar: Ensine os seus filhos a olhar olhos nos olhos. O excesso de contacto ocular é visto como desafio e a ausência de contacto ocular visto como insegurança, ambos incentivam o ataque. Mas por regra, o mais adequado é olhar nos olhos de outra criança por uns segundos (5, 6 segundos) e desviar 1 segundo.



4. Mãos: Os seus filhos não devem esconder as mãos. Incentive-os a caminhar com as mãos fora dos bolsos e balançando ligeiramente ao lado do corpo.



5. Ao interagir com crianças mais agressivas devem virar as palmas das mãos para baixo para demonstrar mais autoridade e menos receio.



6. Identificar crianças com tendências de comportamento agressivo: Crianças que tenham por hábito estar com os punhos fechados, queixo muito levantado, expressões de raiva constantemente, falam mais alto que o normal, gozam e desafiam os professores, não respeitam as instruções dos funcionários da escola, são normalmente crianças com comportamento agressivas com mais tendência a fazer Bullying.



7. Acessórios: A maioria dos agressores vê a vida como injusta e quando os seus filhos demonstram sinais de riqueza, alimentam a raiva deles. Se os seus filhos estão a aprender a lidar com os agressores devem numa fase inicial evitar acessórios não essenciais à prática escolar (Consolas de Jogos, telemóveis, malas, colares, maquilhagem,…)



8. Social: As crianças que andam em grupos de 2 ou mais, estão mais protegidas da escolha dos agressores. Encoraje os seus filhos a fazer amizades e a andar em grupo.



9. Aplicar a regra O.S.M. –Olhar nos olhos, Sorrir muito e as Mãos sempre visíveis.








Fonte: Alexandre Monteiro (Especialista em Linguagem Corporal)


9 de agosto de 2015

É UMA “PRESA” FÁCIL? SAIBA COMO SE PROTEGER DOS PREDADORES...

Já alguma vez se questionou por que é sempre o enganado, o não escolhido, o não promovido, o traído, o assaltado…?


A forma como o seu corpo “fala” dá uma espécie de permissão aos que se vêem como “predadores” para atacar, isto porque eles irão sempre escolher os que aparentam oferecer  menor resistência.

1. Não fazer contacto visual - Quando não olha nos olhos, as pessoas tem tendência a desconfiar de si, a vê-lo como submisso, fraca autoestima, tímida e menos competente. Olhe mais nos olhos.
2. Má postura - Postura curvada e ombros descaídos sinalizam falta de autoestima ou falta de confiança, tal como quando se senta na ponta da cadeira ou demasiado relaxado pode transmitir falta de compromisso. A postura é também uma forma de transmitir o nosso estado mental, se estamos chateados, temos uma postura caída mas se estamos alegres, todo o corpo desafia a gravidade. Tenha uma postura o mais direita possível e faça mais gestos que desafiem a gravidade, como SORRIR.
3. Aperto de mão fraco - O aperto de mão normalmente é o primeiro contacto físico entre duas pessoas. Um aperto de mão fraco pode indicar a falta de três características fundamentais às interações humanas; Confiança, ligação e credibilidade. Por outro lado, um aperto de mão muito apertado pode indicar agressividade e necessidade de afirmação. Faça o aperto de mão firme e com a mão na vertical.
4. Gestos cruzados - Braços e pernas cruzadas dão uma imagem de medo, falta de confiança, desinteresse, aborrecimento e tédio. As posturas abertas, com braços abertos e pernas um pouco afastadas, ajudam a obter uma melhor avaliação por parte das outras pessoas, emitindo assim uma imagem de confiança, autoridade e competência.
5. Olhar para baixo - Olhar para baixo enquanto faz uma apresentação, fala ou anda, indica depressão, tristeza e desconforto, emite uma imagem de falta de confiança. Olhe em frente com o queixo na horizontal.
6. Inclinação do corpo - Se afasta o corpo da pessoa com quem está a conversar mostra desconforto, distração e até desinteresse. Se se aproxima demasiado poderá parecer agressivo. A inclinação deve ser para a frente e ligeira, mostra interesse e respeito por aquilo que está a ser dito.
7. Roer as unhas, mexer no cabelo, tiques - Este tipo de movimentos, roer as unhas, mexer no cabelo, ter uma caneta na mão e estar constantemente a fazer o clique, pegar em clips, bater com os dedos ou com os pés, brincar com elásticos, mexer nos anéis ou botões, são indicadores de nervosismo e falta de controlo, além de irritar e distrair as pessoas com que estamos a interagir, diminui em muito as nossas possibilidades de sucesso, é importante evitar este tipo de movimentos.
8. Mãos nos bolsos - Colocar as mãos nos bolsos é percebido como uma procura de conforto, este gesto fá-lo parecer inseguro. Evite colocar as mãos nos bolsos, quando interage com os outros, é preferível cruzar os braços com os polegares visíveis.
9. Andar rápido - Andar rápido transmite uma imagem de desorganizado, desesperado e inseguro. Não ande nem devagar, nem depressa, ambas as maneiras são prejudiciais para a sua imagem. Ande descontraído e direito.


Quanto mais “presa” parecer, mais “predadores” irá ter!