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19 de julho de 2022

Casas de férias − Como evitar burlas?

Ir para uma casa que já conhece ou recorrer aos contactos de amigos podem ser formas de evitar burlas. Saiba os cuidados a ter quando procura casa para férias.

 

Para evitar dissabores, há alguns cuidados a ter sempre que procura uma casa para férias. O fator confiança é fundamental neste tipo de negócio. É aconselhável recorrer a um imóvel no qual já tenha passado férias. Os contactos de uma pessoa amiga ou de um conhecido também podem ser úteis. Assim saberá que a casa existe e que se encontra no local indicado.

Há vários anúncios na internet ou nos jornais cujos imóveis não pertencem a quem, supostamente, os disponibiliza. Por vezes, nem sequer se localizam no sítio indicado porque as imagens são editadas. Por estas razões, deve procurar casa para férias em plataformas ou jornais fiáveis.

Comece por confirmar no anúncio o número de registo Alojamento Local (AL) e, de seguida, confirme-o no site do turismo de Portugal. Assim, ficará a saber a localização da casa, quem é o seu titular e os respetivos elementos de identificação (contribuinte, telefone e e-mail).

Quem procura casa para férias deve evitar precipitações, sobretudo na altura de pagar e quando a reserva é feita através da internet.

Desconfie se for barato − Desconfie sempre de ofertas demasiado boas, como casas com preços muito baixos, que se encontrem, por exemplo, muito bem decoradas ou equipadas e com vista privilegiada para o mar.

Se a oferta for, realmente, apetecível, deve comparar ofertas idênticas no mesmo local e, se for o caso, pedir para visitar a casa. Pense duas vezes se notar alguma resistência por parte do proprietário em fazê-lo. Desculpas como residir no estrangeiro são habituais. 

Pesquise em várias plataformas − As comissões cobradas aos proprietários variam consoante a plataforma, e o mesmo apartamento pode estar anunciado em vários sítios com preços diferentes. Procure a melhor oferta.

Visite o imóvel − Quer tome conhecimento do imóvel através de um anúncio de jornal, plataforma ou por contacto direto, se possível, é aconselhável que o visite primeiro. Por vezes, as fotografias criam uma imagem diferente da que vai encontrar.

Não ceda a pressões − Um sinal de que pode estar a ser alvo de burla é se o pressionarem a tomar uma decisão rápida, por exemplo, com o argumento de que têm outras pessoas interessadas e que deve fazer o pagamento do sinal para garantir a reserva. Demore o tempo que precisar até se sentir confiante com o negócio.

Confirme antes de pagar − Antes de entregar um sinal da casa para férias através da internet, confirme:

● numa pesquisa na internet, se há anúncios semelhantes, com as mesmas fotos, ou se há denúncias de burlas sobre aquele anúncio;

● a veracidade do anunciado, pedindo outras fotos do interior da habitação, além das anunciadas, e perguntando sobre os equipamentos ou serviços associados;

   a identidade do anunciante ou da pessoa com quem tem contactado por e-mail ou telefone (pode, por exemplo, contactar a administração de condomínio para se certificar de que a pessoa de contacto é a proprietária do imóvel);

  se a identidade do titular da conta bancária a depositar coincide com a do anunciante (pode fazê-lo num terminal ATM);

  se o contacto de telemóvel que lhe foi dado se mantém ativo desde o primeiro contacto (pode simular uma nova chamada a reservar o imóvel para o mesmo período e confirmar se continua disponível);

  caso faça um pagamento e receba um e-mail ou uma mensagem indicando que houve um problema e o dinheiro não chegou ao destino, confirme a situação junto do banco antes de fazer um novo pagamento. Pode ser um esquema para tentar que pague o valor uma segunda vez. Se desconfiar de burla, cancele imediatamente a ordem de pagamento. Com sorte, pode ser que o burlão não chegue a receber;

   se não obtiver validação do perfil de utilizador durante o processo de registo na plataforma online, não avance para o pagamento de qualquer reserva de casa, nem dê autorizações para pagamentos através do cartão de crédito. Desconfie sempre que lhe solicitarem algum pagamento através de cheque, dinheiro ou recurso a serviços de transferência em dinheiro.

Reclame se correr mal − Quando a casa não corresponde ao anunciado (pelas fotos ou condições de alojamento, por exemplo) deve pedir o livro de reclamações em formato físico, que os estabelecimentos de alojamento local são obrigados a ter.

Em caso de reclamação, o original da folha é enviado para a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a entidade responsável pelo cumprimento da lei. O titular da exploração do alojamento local está, ainda, obrigado a ter no sítio da internet (caso o tenha), em local visível e de forma destacada, o acesso à plataforma digital que disponibiliza formato eletrónico do livro de reclamações. A principal vantagem deste meio para reclamar é facilitar a apresentação de reclamação em qualquer lugar e momento, mesmo que já tenha abandonado o local onde ocorreram os factos que deram origem à reclamação. Além disso, a resposta é mais rápida, uma vez que tem de ser emitida no prazo de 15 dias

Da parte dos turistas há a obrigatoriedade de não danificar o imóvel e os equipamentos e de entregar o imóvel como encontrado.

Em caso de conflito, apresente queixa na nossa plataforma reclamar.

Denuncie as burlas − Se perceber que foi burlado, participe imediatamente o caso às autoridades policiais, munido de toda a documentação que tiver reunido: anúncio, e-mails, fotografias e comprovativos de pagamento.

● Deverá fazer a denúncia na Polícia de Segurança Pública (PSP) ou na Guarda Nacional Republicana (GNR) da sua área de residência.

● Caso a burla seja online, pode igualmente fazer a participação através do e-mail do Gabinete Cibercrime da Procuradoria‑Geral da República (cibercrime@pgr.pt).

●Também pode dar conhecimento de burlas online ao Centro Nacional de Cibersegurança (cert@cert.pt), embora esta comunicação não tenha valor de denúncia. Se tiver chegado a fazer um pagamento, comunique a burla ao seu banco.

 

Alojamento local: como divulgar


Antes de prestar serviços de alojamento local, obtenha a licença gratuita na câmara municipal. Há várias formas de divulgar o imóvel, mas algumas implicam comissões a sítios de internet.

Burlas no Airbnb − Embora os casos de burla possam ocorrer em qualquer plataforma de reservas de alojamento, a visibilidade do Airbnb torna-o num alvo preferencial. Por isso, ao fazer uma reserva neste site, deve tomar algumas precauções.

O Airbnb aconselha os utilizadores a fazerem todos os contactos com os proprietários – desde a reserva ao pagamento – na própria página. Isto porque, nalguns tipos de burla, é fundamental que o utilizador abandone a plataforma para que o esquema seja bem-sucedido.

Alegando que a aplicação do Airbnb não funciona bem no seu computador, por exemplo, o proprietário convence o utilizador a manter contacto através de e-mail ou WhatsApp, mostrando-se, habitualmente, disponível para prestar todo o tipo de esclarecimentos. Está criado o engodo. A determinada altura, o proprietário envia os dados bancários ao hóspede, que acabará por pagar pela reserva de uma casa que não existe.

Desconfie, por isso, se um proprietário lhe enviar um NIB para que faça uma transferência bancária. Os pagamentos das reservas no Airbnb devem ser sempre feitos na plataforma, que tem um sistema próprio de pagamentos.

Cuidado com os sites que imitam o Airbnb − Há esquemas que também envolvem o Airbnb, mas que têm origem noutros sites. A partir desses anúncios, os utilizadores são levados a clicar em links, acreditando que estão a ser reencaminhados para a página do Airbnb. Na verdade, estão a aceder a páginas fraudulentas que imitam quase na perfeição a primeira.

Por este motivo, não abra links que supostamente o reencaminham para o Airbnb, seja através de um anúncio externo à plataforma ou no seguimento de um contacto mantido com um falso proprietário.

Não envie também informação sensível para endereços de e-mail suspeitos (como apoio@airbnb-lease.ltd, por exemplo).

Pesquisar pela casa de férias diretamente na plataforma e não em motores de busca ajuda a evitar este tipo de problema. Para maior segurança, digite manualmente o endereço do Airbnb - www.airbnb.com ou www.airbnb.pt - na barra de endereços.


Fonte: Deco Proteste



19 de junho de 2020

MB Way – Como se proteger de fraudes e esquemas.

Há cada vez mais relatos de pessoas burladas relacionado com a utilização do pagamento via MB Way. A situação é ainda mais preocupante quando as vítimas utilizam a app de pagamentos e não sabem bem como utilizá-la, deixando-se enganar pelos burlões, quando pensam que estão a ser ajudadas. 


Os burlões sempre procuram comprar tudo o que esteja disponível, com o intuito de tentar aceder às contas de MB Way das vítimas, os próprios vendedores. O esquema é quase sempre o mesmo: os burlões fingem que querem comprar os bens à venda, contactam os respetivos vendedores, levando-os a associar o número de telemóvel que lhes forneciam à sua própria conta de MB Way. É uma abertura de porta ao acesso das suas contas bancárias.


Como se proteger das burlas do MB Way?

Infelizmente há cada vez mais crimes de burla associados ao MB Way e deverá ter sempre atenção às abordagens que um potencial comprador lhe faz quando disponibiliza algo para venda. Os burlões costumam estar mais atentos a plataformas como o OLX e o Custo Justo, por isso, quando coloca algo à venda e recebe o contacto de um potencial interessado, desconfie sempre quando este lhe fala do MB Way numa primeira abordagem.

E se lhe responder que não utiliza este sistema de pagamento, provavelmente vai tentar ser convencido que esta é a melhor maneira para receber o pagamento daquilo que está a vender. Neste caso, e se não tem mesmo muito conhecimento de como funciona o MB Way, não aceite as explicações de um desconhecido, provavelmente estará a entrar no início do esquema.
  
O esquema passa pelo suposto comprador sugerir ao vendedor que se dirija a uma caixa Multibanco, dando instruções diretamente na chamada de telemóvel. O burlão vai indicar o seu próprio número de telefone, supostamente para introduzir na sua conta, associando-o. Não o faça! Pois se lhe passar de seguida o código que recebeu no seu telemóvel, vai dar ao burlão total acesso à sua conta bancária.

A SIBS está ao corrente destas ocorrências, mas o trabalho tem de ser feito na prevenção, para evitar os casos. E nesse sentido deixa algumas instruções para não ser burlado:

●  Nunca seguir instruções de desconhecidos para fazer ou receber pagamentos através do MB Way, e como referimos anteriormente, sobretudo se desconhece o funcionamento da aplicação.

● Deverá contactar de imediato o seu banco ou as autoridades caso seja contactado para aderir à app da MB Way, tanto no Multibanco como Homebanking. Apenas deve usar o seu número de telemóvel, NUNCA o de um estranho. Se o contacto insistir, interrompa a chamada.

● Qualquer número de telemóvel que utilize na adesão do MB Way fica associado à sua conta bancária e ao seu cartão. Por isso, deve sempre utilizar o seu número pessoal e não de outra pessoa.

● Leia bem as mensagens que surgem no ecrã do Multibanco quando está a fazer o registo do MB Way. Estas revelam dicas e informações que deve levar em conta. 

Observe as imagens em baixo.






Dicas fundamentais do MB WAY para manteres sempre a tua compra segura e evitares burlas:

 Não forneças os teus dados MB WAY (como o código PIN);

 Não associes à tua conta bancária um número de telemóvel que não seja o teu;

 Verifica o estrato da tua conta bancária com regularidade;

 Não partilhes o teu código MB WAY


13 de novembro de 2019

Estão a aumentar as burlas através do MB Way



A Polícia de Segurança Pública (PSP) informou esta semana no Facebook que “tem vindo a detetar um aumento de ocorrências relacionadas com burlas através do MB WAY, especialmente em 2019”.

“Existem 99 registos referentes a burlas deste género em 2018, no nosso Sistema Estratégico de Informação. Em 2019, até dia 31 de maio, já existiam 135 registos”, anunciou a PSP.

Fruto da investigação e análise do Departamento de Investigação Criminal a PSP diz que a investigação e análise do Departamento de Investigação Criminal identificou um modus operandi: “ainda que haja algumas variações, consiste no aproveitamento feito aos anúncios que as vítimas colocam online para venda de objetos em sites dedicados a este tipo de comércio (OLX, CustoJusto, entre outros). Posteriormente, são contactados telefonicamente por supostos compradores – os burlões, que mostram interesse naquela compra. Na sequência desse contacto, os burlões convencem as vítimas a dirigirem-se a um ATM para, supostamente, efetuarem o pagamento do objeto via MB WAY. Quando conseguem enganar a vítima, aproveitam o desconhecimento que a vítima possui sobre a aplicação MB WAY e, através de indicações enganosas sobre os procedimentos a adotarem, conseguem aceder à conta bancária da vítima e fazer vários levantamentos e compras de forma ilegítima.”

“A vítima, é, assim, levada a introduzir no ATM o número de telemóvel do suspeito e o fornecimento do respetivo código, associando-o ao seu cartão de Multibanco, convencida de que são os procedimentos próprios para receber o pagamento através do MB WAY, acabando por cair na armadilha. Convencida de que está a ajudar o potencial comprador a pagar o objeto está, efetivamente, a dar-lhe a capacidade de acesso à conta que está associada ao seu cartão de Multibanco, permitindo assim os levantamentos indevidos da sua conta bancária”, pode ler-se no alerta da PSP.

Assim, a PSP recomenda:

1. Se não compreende o funcionamento da aplicação MB WAY, recuse o pagamento por esta via;
2. Em caso de dúvida, solicite informação ao seu Banco sobre o funcionamento do MB WAY antes de o utilizar;
3. Tente sempre fazer os negócios de forma presencial se estiver na mesma área geográfica do comprador;
4. Tente receber os pagamentos presencialmente ou através de transferência bancária;

5. Nunca siga instruções de desconhecidos para fazer pagamentos por MB WAY.


21 de agosto de 2019

Vai ao Multibanco? Muita atenção às burlas com skimmers

Em tempo de férias é normal que a afluência aos pontos de Multibanco seja maior! Aproveitando tal cenário, os burlões têm os mais diversos esquemas para conseguir obter “dinheiro fácil”. Um dos esquemas que continua a ser muito popular em Portugal é a clonagem de cartões usando para isso skimmers.



Se for a um Multibanco, esteja atento à existência de skimmers. A técnica é aparentemente simples e eficaz! Na ranhura onde se colocam os cartões de crédito e débito, os burlões colocam um dispositivo capaz de ler as bandas magnéticas (skimmers) e que tem também incluída uma minicâmara para registar o código PIN introduzido.

Toda a operação, por parte dos burlões, é controlada à distância uma vez que o dispositivo comunica normalmente por Bluetooth ou Wi-Fi.



App Card Skimmer Locator – deteta skimmers?

Chama-se Card Skimmer Locator e, segundo o autor, consegue detetar skimmers nas redondezas. Apesar de não ser 100% eficaz, esta app faz um varrimento ao nível do Bluetooth, em busca de dispositivos BLE (Bluetooth Low Energy).


Mais eficaz que a app é sempre a inspeção de quem usa o Multibanco. Antes de introduzir o cartão, verifique que a ranhura faz mesmo parte do Multibanco e se não é um equipamento removível.

No caso de detetar um skimmer no Multibanco, contacte de imediato as entidades Policiais. Poderá também informar de imedaito a SIBS. De acordo com o Código Penal, a contrafação de moeda (que equivale à fraude do cartão clonado) é um crime punível por lei através do artigo 262º, nº 1.





26 de julho de 2019

Como se Proteger de Burlas e Fraudes Financeiras


Desconfie sempre de promessas de empréstimos fáceis e rápidos, de depósitos com juros muito superiores à média de mercado ou de propostas para angariar novos clientes em troca de mais dinheiro. Vamos partilhar consigo algumas dicas para se proteger de burlas e fraudes e assim manter o seu dinheiro em segurança.


Pedir um crédito, fazer uma transferência internacional de dinheiro ou usar qualquer tipo de serviço financeiro exige alguns cuidados.

Se foi vítima de algum crime ou tentativa de crime por parte de uma destas entidades, denuncie ao Banco de Portugal por telefone (213 130 000), e-mail (info@bportugal.pt) ou pelo preenchimento do formulário online ou presencialmente. Apresente também queixa às autoridades (por exemplo, à PSP, à GNR, à Polícia Judiciária ou ao Ministério Público). À entidade supervisora cabe comunicar a existência de indícios de crime (burla, usura ou outro) à Procuradoria-Geral da República. Mesmo que não tenha sido vítima de crime, se tomou conhecimento de que uma determinada entidade se dedica às atividades financeiras ilegais, não deixe de reportar essa situação ao Banco de Portugal.

● através do site do Banco de Portugal, verifique se a entidade em causa tem autorizaçãopara a operação que se propõe realizar. Basta escolher o tipo de instituição (um banco ou uma sociedade financeira, por exemplo) ou pesquisar pelo nome;
● não responda a e-mails, cartas ou mensagens com propostas de ajuda financeira que lhe ofereçam dúvidas, quer pelo conteúdo, quer pelo remetente;
● peça sempre todas as informações que considerar necessárias antes de realizar qualquer operação financeira;
● confirme se todos os procedimentos de segurança estão salvaguardados. Em caso de dúvida, não disponibilize os seus dados pessoais e bancários, especialmente se a operação financeira for online. Na dúvida, não prossiga com a operação.



As 5 burlas financeiras mais comuns em Portugal




1) Cuidado com os “falsos amigos” no Facebook − Com certeza que, ao navegar pelo seu Facebook, já encontrou mensagens colocadas em caixas de comentários alheias a “oferecer” crédito em condições aparentemente muito vantajosas. Ou, se calhar, já recebeu mensagens no “chat” de “anónimos” a oferecer-lhe este tipo de serviços.

Pode parecer puro bom senso não responder a estes “cantos de sereia” nas redes sociais, mas a verdade é que o desespero por vezes leva a melhor. Tenha, contudo, em atenção que pode sair da situação pior do que quando entrou. Isto porque, muitas vezes, depois de cair na trama são-lhes pedidos valores para tratar de custos burocráticos e taxas. Tudo começa com valores pequenos para não “assustar” o burlado. Depois, vão pedindo mais e mais, à espera que as pessoas enviem mais dinheiro.

2) Anúncios em jornais não asseguram credibilidade − Os burlões preocupados em fazer passar alguma “aura” de credibilidade às suas manobras muitas vezes utilizam anúncios de jornais. Há esquemas que usam os classificados dos jornais para oferecer crédito e a mensagem deixada procura atrair explicitamente pessoas com problemas bancários, uma vez que são aquelas que menos conseguem crédito pelas vias tradicionais.

Depois, o método funciona de maneira semelhante ao esquema que já descrevemos via Facebook. O suposto financiador pede um determinado montante para honorários, taxas e burocracias e depois desaparece.

3) É preciso muita prudência com empréstimos entre particulares Os empréstimos entre particulares (por exemplo, entre familiares) são uma prática antiga e até reconhecida legalmente. Como tal, estão oficialmente sujeitos a regras. Por exemplo, para valores entre 2.500 euros e 25 mil euros é preciso uma assinatura de um contrato preferencialmente com as assinaturas reconhecidas por um notário. Para valores superiores a este valor fica necessário um documento oficial reconhecido por um solicitador ou, em alternativa, uma escritura pública.

Recomenda-se, no entanto, que se recorra ao reconhecimento das assinaturas mesmo em valores menores, já que tal pode ser útil em termos de incumprimento. Nestes contratos as taxas de juro não podem ultrapassar determinadas percentagens.

Contudo, há sempre quem recorra a empréstimos “por debaixo da mesa” uma vez que é feito por vizinhos, amigos ou familiares. Mas tal pode levar a histórias com finais infelizes, como prestações mensais a níveis agiotas, cobranças violentas ou desentendimentos familiares.

4) O esquema da pirâmide nunca passa de moda − Aqueles que têm 40 anos ou mais lembrar-se-ão do famigerado caso da Dona Branca. O esquema funcionava nos moldes do conhecido “Esquema de Ponzi”: aqui cada qual ganha dinheiro se trouxer novos “participantes” para a roda, sendo que os novos participantes têm que pagar um determinado montante. Se a pessoa que trouxe, conseguir trazer novos participantes ganha uma pequena percentagem desse valor e assim sucessivamente.

Além de ser considerado ilegal, este esquema pode fazê-lo perder muito dinheiro. Isto porque, no início, normalmente entra-se com um valor elevado que vai sendo “amortizado” à medida que se trazem participantes novos. O problema é quando o esquema rebenta: deixa de conseguir trazer novos participantes e vê que não consegue recuperar o investimento inicial.

5) Escolha bem os e-mails a abrir − De vez em quando, todos recebemos e-mails com ofertas e promoções a preços que parecem demasiado bons para ser verdade. E o problema é que são mesmo: tão bons que é provável que se trate de um esquema fraudulento.

Outra questão é que estes esquemas podem ser bastante mais complexos do que parece à primeira vista. É preciso ter cuidado para não cair no chamado phishing. Tal consiste em enviar e-mails em massa com software malicioso (cavalos de Tróia) com o intuito de roubar dados pessoais que estão armazenados pelo utilizador do e-mail (passwords e afins). E para complicar a situação, muitas vezes estes emails fazem-se passar por instituições de crédito respeitáveis a oferecer produtos atrativos. O melhor é desconfiar e não abrir o e-mail.

A melhor forma para se afastar das más práticas que existem por aí é mesmo manter-se informado. Ler conselhos financeiros não é perda de tempo para quem quer organizar as suas contas, de forma a não contrair dívidas que não pode pagar. Importante é também comparar créditos em instituições credíveis, de modo a encontrar a opção que mais se coaduna com a sua situação.

20 de dezembro de 2018

OS 10 ESQUEMAS MAIS POPULARES PARA BURLAR TURISTAS

São inúmeros os esquemas para burlar turistas um pouco por todo o mundo. É importante conhecer previamente alguns para evitar tornar-se numa vítima na sua próxima viagem.


Não são raros os episódios de turistas que foram burlados em viagem, de várias formas e feitios. Algo que se entende na realidade, já que é fácil ser apanhado desprevenido quando se acabou de chegar a um destino novo, com uma cultura e costumes diferentes, e quando ainda se está a habituar a um novo ambiente.

Esquemas como taxímetros supostamente avariados, pulseiras gratuitas ou bilhetes falsos para transportes são apenas alguns dos muitos que são praticados um pouco por todo o mundo. Descubra abaixo 10 dos esquemas mais populares para enganar turistas para assim evitar ser mais uma vítima dos burlões.

• Pulseiras ou Outros Objectos Gratuitos ‒ O turista é abordado por um local que lhe oferece uma pulseira ou outro objeto similar como símbolo de boa sorte. Assim que a pulseira é aceite, é-lhe exigido dinheiro. Quando o turista recusa e tenta devolver a pulseira, o local faz um escândalo em público.
Como evitar: Não aceite quaisquer ofertas de estranhos, especialmente em zonas extremamente turísticas.

• Atração Turística Fechada ‒ Um local aproxima-se de um turista e informa-o, com uma abordagem muito simpática, que a atração que ele pretende visitar está fechada. Oferece-se depois para o levar para uma outra atração onde acaba por ser pressionado a comprar alguma coisa.
Como evitar: Não acredite prontamente na informação que lhe é dada e confirme por si mesmo junto da bilheteira da atração que pretende visitar.

• Taxímetro Avariado ‒ Um esquema muito comum em vários países em que o taxista impõe um preço fixo absurdamente elevado para a viagem, justificando com o facto do taxímetro estar avariado.
Como evitar: Certifique-se de que o taxímetro está a funcionar antes de entrar no táxi ou negoceie previamente o preço da viagem.


Ligações WI-FI Falsas ‒ São criadas ligações gratuitas de Wi-Fi em locais públicos, através das quais os hackers têm acesso a todas as informações pessoais de quem as usa, como passwords e contas online.
Como evitar: Procure sempre usar as ligações de WI-Fi oficiais do local onde se encontra.

Hotel Sobrelotado ‒ O taxista informa que o hotel em questão é muito mau, que está fechado ou sobrelotado, a caminho do destino, convencendo o turista que lhe consegue arranjar outro hotel melhor. Normalmente o taxista recebe uma comissão por levar turistas para esse determinado hotel.
Como evitar: Certifique-se previamente que está tudo certo com a sua reserva e/ou pergunte ao hotel se disponibiliza transporte.

Ofertas Para Tirar Fotos de Grupo ‒ Um local muito simpático aproxima-se de um grupo de turistas oferecendo-se para lhes tirar uma foto de grupo. Entretanto desaparece na multidão levando consigo o telemóvel ou câmara do turista.
Como evitar: Se quiser que alguém lhe tire uma foto de grupo procure por si mesmo alguém que lhe inspire confiança, de preferência outro turista.


Bilhetes Falsos para Transportes ‒ Um local oferece-se para lhe vender bilhetes de transporte a preços mais baixos ou a possibilidade de não ter de esperar na fila, comprando os bilhetes através de um agente de viagens local. Muitas vezes, o bilhete vendido acaba por ser falso.
Como evitar: Compre sempre os seus bilhetes de transporte diretamente com a companhia em questão ou através de websites oficiais.

Nódoas na Roupa ‒ Um local aproxima-se de um turista e “sem querer” despeja-lhe algo na roupa, deixando uma nódoa. Desculpa-se profusamente, enquanto tenta limpar a nódoa e ao mesmo tempo rouba a carteira do turista.
Como evitar: Se isto acontecer não permita que lhe tentem limpar a nódoa, e limpe-a você mesmo.

Danos na Mota Alugada ‒ Este é um esquema bastante comum no Sudeste Asiático. O turista aluga uma mota e ao devolvê-la, o proprietário exige uma indemnização por danos causados à mota. Muitas vezes os danos são causados por amigos do proprietário.
Como evitar: Tire bastantes fotografias à mota no momento do aluguer em frente ao proprietário e faça questão de estacionar a mota em locais vigiados.


Troco Errado ‒ Um esquema frequente onde é devolvido o troco errado ao turista, especialmente em países onde as notas se assemelham muito umas às outras. 
Como evitar: Confirme sempre o troco que lhe é dado.



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