Costuma entregar o cartão ao
funcionário do restaurante para que este trate do pagamento? Ou colocar o PIN
no terminal sem atenção a quem poderá estar de olho? Estes são dois dos
cenários apontados pela Visa como sendo potencialmente perigosos. A pensar na
quadra festiva – e numa altura de maior consumo e de mais movimentações –, a
empresa partilha cinco sugestões que podem ajudar a tornar o Natal mais seguro.Desconfiar e estar atento são
dois dos comportamentos mais importantes no geral, mas há aspetos mais
específicos também a ter em consideração:
1 – Pague em segurança em loja e
proteja o seu cartão e o seu código PIN. Quando for pagar num restaurante, peça
ao funcionário para trazer o terminal de pagamento à sua mesa, por exemplo, em
vez de deixar que levem o seu cartão, sem a sua supervisão, para a caixa
registadora. Quando colocar o seu PIN, mantenha a mão sobre o terminal para
proteger o número de olhares curiosos. Lembre-se, se detetar pagamentos
invulgares e pensar que alguém pode ter utilizado o seu cartão sem a sua
autorização, pode sempre ligar ao seu banco e pedir para bloquear o cartão.
2 – Pague online com segurança.
Ao efetuar compras online, verifique o URL para garantir que começa com
https://. O “s” no final confirma uma ligação segura. Poderá também ser-lhe
pedido que forneça um código único (enviado para o seu telemóvel ou email),
impressão digital, ou reconhecimento de voz ao efetuar um pagamento. Isto pode
acontecer por uma questão de segurança e o seu banco só quer ter a certeza de
quem é a pessoa que está a utilizar o seu cartão.
3 – Pagar com segurança através
das apps. Mude para reconhecimento de impressão digital ou facial ao efetuar o
login de contas e/ou pagamentos, se essas opções forem uma possibilidade. Do
ponto de vista da Visa, estes métodos são mais seguros e muito mais fáceis de
utilizar do que as passwords.
4 – Tenha atenção a fraudes de
phishing. Tenha cuidado com emails ou chamadas telefónicas não solicitadas e
suspeitas. Podem tentar roubar informações pessoais como o número de conta,
nome de utilizador e palavra-passe. Em caso de dúvida, não clique em nenhuma
ligação que não conheça e não descarregue ficheiros dos quais não sabe a
origem.
5 – Atualizar o software do
sistema e da aplicação. Instale o software mais recente antes de fazer compras com
o seu computador, tablet ou smartphone. As empresas tecnológicas trabalham
arduamente para o manter em segurança – atualizar o seu software ajuda-os a
corrigir e a protegê-lo de vulnerabilidades.
As burlas através de compras e
vendas na internet, grande parte com a aplicação MB Way, já atingiram vários milhões
de euros só este ano. É fundamental perceber os esquemas usados para enganar as
vítimas e o que têm feito ou não as autoridades para contrariar esta tendência crescente.
A internet e as redes sociais
são terreno fértil para esquemas fraudulentos. Com cada vez mais pessoas a
recorrer a sites e apps de encontros para fugir à solidão imposta pelo
confinamento, é preciso estar alerta para evitar dissabores.
Sem poderem sair de casa para
conviver e conhecer novas pessoas, muitos internautas viraram-se para as redes
sociais e para as apps ou sites de encontros para encontrar uma cara-metade.
Mas conhecer pessoas através de um ecrã não está isento de riscos. Há cada vez
mais criminosos que procuram estas plataformas com o objetivo de burlar
utilizadores mais vulneráveis e que, através de perfis falsos, tentam
estabelecer um vínculo emocional com as suas vítimas para lhes pedir dinheiro
assim que conquistam a sua confiança.
Que esquemas estão por trás destes crimes online?
Embora não existam números da criminalidade praticada na internet em Portugal, uma vez que as estatísticas da Justiça portuguesa aglomeram os crimes de acordo com o seu tipo legal e não pelo contexto em que ocorrem, têm vindo a ser reportados, com cada vez maior frequência, por exemplo, casos de extorsão sob ameaça de divulgação de imagens íntimas na internet - sextorsion ou revenge porn. Quem o diz é o Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República, que, em declarações à DECO PROTESTE, explica que estas situações resultam frequentemente “de ruturas de relações interpessoais”.
“Noutros casos, estão em causa
imagens produzidas e originariamente partilhadas pelas próprias vítimas - esta
situação é sobretudo frequente quanto a crianças e adolescentes (...). Por outro
lado, tem recentemente vindo a ganhar dimensão as queixas de burlas associadas
a relacionamentos pessoais online. Têm vindo a ser noticiadas diversas
situações em que vítimas, geralmente do sexo feminino, se queixam de terem sido
abordadas, online, por homens que não conheciam - o exemplo mais frequente é o
de supostos militares americanos no Médio Oriente. Normalmente, o contacto
inicial é feito através de redes sociais, evoluindo para um relacionamento mais
próximo, via e-mail ou WhatsApp”, acrescenta o Gabinete de Cibercrime da
Procuradoria-Geral da República.
Esta sedução, explica ainda o
Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República, acaba por culminar
com pedidos para que as vítimas entreguem quantias em dinheiro a “amigos”
destes criminosos, que usam como argumento problemas de saúde ou a vontade de
comprar passagens aéreas para visitar pessoalmente as vítimas em Portugal.
“Invariavelmente, as vítimas
acabam por efetivamente fazer transferências de quantias para bancos
estrangeiros, por vezes na ordem das dezenas de milhares de euros. Estes pedidos
vão sendo crescentes, até ao ponto em que as vítimas acabam por estranhar e
fazem queixa. Nessa altura, em regra, os ‘amigos’ das vítimas desaparecem da
internet, e não é mais possível contactá-los, vindo a verificar-se que os dados
da sua identificação, e eventuais fotografias, eram falsos”, conclui a
Procuradoria-Geral da República.
“Não consigo especificar o número
de situações relacionadas com burlas que têm proveniência em serviços, sites ou
apps de encontros online, mas posso referir que ao longo dos anos 2019 e 2020 a
Linha Internet Segura recebeu um total de 30 contactos no que diz respeito a
burlas online, e algumas destas tinham essa proveniência (...). Mas a
cibercriminalidade subiu com a pandemia. Se em 2019, ao longo de todo o ano,
recebemos cerca de 100 pedidos de apoio para a linha, no ano de 2020 recebemos
quase 600 pedidos de apoio na Linha Internet Segura”, afirma.
Segundo Ricardo Estrela, os
burlões que se movem em apps de encontros e redes sociais utilizam esquemas
habilidosos e criam perfis falsos convincentes para atrair as vítimas: “Depois
de obterem a confiança da vítima, solicitam sempre alguma quantia em dinheiro,
e aqui os pretextos podem ser vários. Os mais comuns são o pedido de ajuda
médica a uma familiar próximo ou ajuda na regularização da documentação para
viajarem para Portugal."
“Também já aconteceu casos em que
o burlão falsifica documentos simulando a compra de habitação em Portugal,
solicitando empréstimos sucessivos à vítima para a celebração desta suposta
compra. Em termos genéricos, o objetivo do burlão é sempre obter o máximo de
informação sobre a vítima, com essa informação criar uma narrativa de forma a
captar o seu interesse, ganhar a confiança da vítima e depois pedir quantias em
dinheiro”, conclui o gestor da Linha Internet Segura da APAV.
Que cuidados ter para namorar
online
Embora os esquemas fraudulentos
na internet sejam cada vez mais criativos, há elementos em comum,
independentemente da vítima e da plataforma ou site utilizado. Estes são os
cuidados que deve ter se recorrer a apps ou sites de encontros online:
● use apenas sites de dating fidedignos e reconhecidos, mas esteja alerta
porque o cibercriminoso também os usa;
● faça perguntas e não acredite
em histórias destinadas a manter o interesse;
●desconfie sempre de situações
em que o interlocutor, rapidamente, comece a declarar um interesse
desproporcionado (tenha presente que estes são bastante experientes,
conseguindo dissimular um interesse genuíno) ou a pedir uma forma de
comunicação direta, fora destas plataformas;
●deve ficar alerta se existirem
várias desculpas para evitar um encontro presencial;
● tenha cuidado com o que
partilha, de forma pública, nas redes sociais. Estes cibercriminosos podem usar
essa informação para simular interesses comuns consigo;
● não partilhe dados pessoais
como a morada ou o número de telemóvel;
● não acredite em tudo à
primeira. Pesquise os perfis e as fotografias em várias fontes de informação,
como o motor de pesquisa de imagens TinEye ou o Google, que também permite
pesquisar por imagens. Desconfie de perfis com apenas uma ou duas fotografias,
que tenham fotografias com baixa resolução, apenas da silhueta ou com
enquadramentos que não revelam a face;
● faça uma pesquisa no Google
usando alguns parágrafos das mensagens que lhe são enviadas pelo seu
interlocutor via chat ou e-mail. Assim, conseguirá perceber se lhe foi enviada
alguma mensagem que já tenha sido identificada como burla;
● verifique erros ortográficos
que indiciem que a língua em que a pessoa está a comunicar não é a sua língua
nativa. Se a pessoa apenas comunicar por escrito e evitar chamadas de voz, deve
ficar alerta;
● se conheceu o seu interlocutor
através de uma app ou plataforma de encontros online, fique alerta se este lhe
fizer vários pedidos para que passem a comunicar noutras plataformas de chat
como Facebook Messenger, WhatsApp, Telegram, SMS, Yahoo Messenger ou Skype;
● guarde como meio de prova todos
os registos das comunicações feitas com o seu interlocutor. A Polícia
Judiciária recomenda que tire screenshots. Em dispositivos Android, basta
carregar simultaneamente nos botões de reduzir o volume e de ligar. No iPhone,
deve carregar nos botões home e de ligar ao mesmo tempo (nas gerações mais
recentes, que não têm botão home, use os botões de ligar e aumentar o volume em
simultâneo);
● reporte o perfil do seu
interlocutor à plataforma de encontros online onde o conheceu se desconfiar que
está a ser burlado. Assim, estas plataformas conseguem mais facilmente
identificar os perfis falsos e bloqueá-los;
● se tiver facultado dados
bancários ao burlão, contacte o banco onde a conta está domiciliada logo que
possível. Dessa forma, o seu banco poderá cancelar os acessos e bloquear a
conta, evitando danos futuros.
Se for enganado, deve apresentar
queixa-crime
Se alguma vez cair na teia destes
criminosos em plataformas de dating ou nas redes sociais, deve apresentar queixa. A burla, em qualquer das suas
vertentes — simples e qualificada — , é provavelmente o tipo de crime mais
frequente no âmbito destes esquemas online,
mas podem estar em causa outros tipos de crime, como furto, extorsão, ofensa à
integridade física (quando acaba por haver contacto pessoal) ou devassa da vida
privada, entre outros.
A primeira coisa que deve fazer é
entrar em contacto com uma autoridade policial. As queixas-crime podem ser
apresentadas em qualquer autoridade policial, como PSP, GNR, Polícia Judiciária
ou junto dos serviços do Ministério Público. Estas entidades têm o dever de
receber as queixas que lhes sejam apresentadas. Se a competência para
investigar os factos não for do órgão ao qual apresentou a queixa, a mesma será
reencaminhada para a entidade competente.
Além disso, quando apresentar a
queixa, ser-lhe-ão pedidos todos os elementos que possam ajudar na
investigação, tais como: dia, hora, local, circunstâncias em que o crime terá
sido cometido, identificação do suspeito, se for conhecida, e eventual
indicação de testemunhas.
A apresentação de queixa é
maioritariamente gratuita — com exceção das queixas de crimes particulares,
para as quais é necessário pagar a taxa de justiça (não é o caso da burla
simples, nem da qualificada) — e não requer a constituição de advogado (embora
o interessado possa decidir constituir). Depois de apresentar a queixa,
receberá um certificado do registo da denúncia que deverá conter todos os
elementos essenciais sobre a mesma. Se este documento não lhe for entregue,
deve exigi-lo.
Como apresentar queixa através
da internet
Pode ainda apresentar
queixa-crime através da internet. As queixas
eletrónicas podem ser apresentadas através do Sistema Queixa Eletrónica. Para isso, deve escolher o tipo de crime que pretende
denunciar e, se não souber, o site apresenta uma breve descrição dos factos que
podem configurar cada tipo de crime para que saiba enquadrar o comportamento de
que foi alvo.
Depois, ser-lhe-ão pedidos vários
dados, nomeadamente a janela temporal em que os factos terão ocorrido, a
descrição da queixa, a identidade do suspeito, se for conhecida, entre outros.
Mas atenção: a queixa eletrónica só é admissível em determinados tipos de
crime, entre os quais a burla, a extorsão e o furto, deixando de fora, por
exemplo, a devassa da vida privada.
A Polícia Judiciária já permite,
contudo, apresentar queixa onlineno seu
próprio site. Para isso, deve entrar na página desse órgão policial,
autenticar-se com o cartão de cidadão e os respetivos códigos, e preencher o
formulário da queixa.
Se não quiser proceder à queixa
por via eletrónica, quer na plataforma acima mencionada, quer no site da
Polícia Judiciária, ou se o tipo de crime não couber nas competências da
respetiva plataforma eletrónica, deve sempre contactar a autoridade policial
mais próxima, a Polícia Judiciária ou os serviços do Ministério Público.
Dossiê técnico - António Alves,
Magda Canas e Pedro Mendes
Há cada vez mais relatos de pessoas burladas
relacionado com a utilização do pagamento via MB Way. A situação é ainda mais
preocupante quando as vítimas utilizam a app de pagamentos e não sabem bem como
utilizá-la, deixando-se enganar pelos burlões, quando pensam que estão a ser
ajudadas.
Os burlões sempre procuram comprar
tudo o que esteja disponível, com o intuito de tentar aceder às contas de MB
Way das vítimas, os próprios vendedores. O esquema é quase sempre o mesmo: os
burlões fingem que querem comprar os bens à venda, contactam os respetivos
vendedores, levando-os a associar o número de telemóvel que lhes forneciam à
sua própria conta de MB Way. É uma abertura de porta ao acesso das suas contas
bancárias.
Como se proteger das burlas do
MB Way?
Infelizmente há cada vez mais
crimes de burla associados ao MB Way e deverá ter sempre atenção às abordagens
que um potencial comprador lhe faz quando disponibiliza algo para venda. Os
burlões costumam estar mais atentos a plataformas como o OLX e o Custo Justo,
por isso, quando coloca algo à venda e recebe o contacto de um potencial
interessado, desconfie sempre quando este lhe fala do MB Way numa primeira
abordagem.
E se lhe responder que não
utiliza este sistema de pagamento, provavelmente vai tentar ser convencido que
esta é a melhor maneira para receber o pagamento daquilo que está a vender.
Neste caso, e se não tem mesmo muito conhecimento de como funciona o MB Way,
não aceite as explicações de um desconhecido, provavelmente estará a entrar no
início do esquema.
O esquema passa pelo suposto
comprador sugerir ao vendedor que se dirija a uma caixa Multibanco, dando
instruções diretamente na chamada de telemóvel. O burlão vai indicar o seu
próprio número de telefone, supostamente para introduzir na sua conta,
associando-o. Não o faça! Pois se lhe passar de seguida o código que recebeu no
seu telemóvel, vai dar ao burlão total acesso à sua conta bancária.
A SIBS está ao corrente destas
ocorrências, mas o trabalho tem de ser feito na prevenção, para evitar os
casos. E nesse sentido deixa algumas instruções para não ser burlado:
● Nunca seguir instruções de
desconhecidos para fazer ou receber pagamentos através do MB Way, e como
referimos anteriormente, sobretudo se desconhece o funcionamento da aplicação.
● Deverá contactar de imediato o
seu banco ou as autoridades caso seja contactado para aderir à app da MB Way,
tanto no Multibanco como Homebanking. Apenas deve usar o seu número de
telemóvel, NUNCA o de um estranho. Se o contacto insistir, interrompa a
chamada.
● Qualquer número de telemóvel que utilize na adesão do MB Way fica
associado à sua conta bancária e ao seu cartão. Por isso, deve sempre utilizar
o seu número pessoal e não de outra pessoa.
● Leia
bem as mensagens que surgem no ecrã do Multibanco quando está a fazer o registo
do MB Way. Estas revelam dicas e informações que deve levar em conta. Observe as imagens em baixo.
Dicas fundamentais do MB WAY para manteres sempre a tua compra segura e evitares burlas:
● Não forneças os teus dados MB WAY (como o código PIN);
● Não associes à tua conta bancária um número de telemóvel que não seja o teu;
● Verifica o estrato da tua conta bancária com regularidade;
Desconfie sempre de promessas de
empréstimos fáceis e rápidos, de depósitos com juros muito superiores à média
de mercado ou de propostas para angariar novos clientes em troca de mais
dinheiro. Vamos partilhar consigo algumas dicas para se proteger de burlas e
fraudes e assim manter o seu dinheiro em segurança.
Pedir
um crédito, fazer uma transferência internacional de dinheiro ou usar qualquer
tipo de serviço financeiro exige alguns cuidados.
Se
foi vítima de algum crime ou tentativa de crime por parte de uma destas
entidades, denuncie ao Banco de Portugal por telefone (213 130 000), e-mail
(info@bportugal.pt) ou pelo preenchimento do formulário online ou
presencialmente. Apresente também queixa às autoridades (por exemplo, à PSP, à
GNR, à Polícia Judiciária ou ao Ministério Público). À entidade supervisora
cabe comunicar a existência de indícios de crime (burla, usura ou outro) à
Procuradoria-Geral da República. Mesmo que não tenha sido vítima de crime, se
tomou conhecimento de que uma determinada entidade se dedica às atividades
financeiras ilegais, não deixe de reportar essa situação ao Banco de Portugal.
● não
responda a e-mails, cartas ou mensagens com propostas de ajuda financeira que
lhe ofereçam dúvidas, quer pelo conteúdo, quer pelo remetente;
● peça
sempre todas as informações que considerar necessárias antes de realizar
qualquer operação financeira;
● confirme
se todos os procedimentos de segurança estão salvaguardados. Em caso de dúvida,
não disponibilize os seus dados pessoais e bancários, especialmente se a
operação financeira for online. Na dúvida, não prossiga com a operação.
As 5 burlas financeiras mais comuns em Portugal
1) Cuidado com os “falsos amigos” no
Facebook − Com
certeza que, ao navegar pelo seu Facebook, já encontrou mensagens colocadas em
caixas de comentários alheias a “oferecer” crédito em condições aparentemente
muito vantajosas. Ou, se calhar, já recebeu mensagens no “chat” de “anónimos” a
oferecer-lhe este tipo de serviços.
Pode
parecer puro bom senso não responder a estes “cantos de sereia” nas redes sociais,
mas a verdade é que o desespero por vezes leva a melhor. Tenha, contudo, em
atenção que pode sair da situação pior do que quando entrou. Isto porque,
muitas vezes, depois de cair na trama são-lhes pedidos valores para tratar de
custos burocráticos e taxas. Tudo começa com valores pequenos para não
“assustar” o burlado. Depois, vão pedindo mais e mais, à espera que as pessoas
enviem mais dinheiro.
2) Anúncios em jornais não asseguram
credibilidade − Os
burlões preocupados em fazer passar alguma “aura” de credibilidade às suas
manobras muitas vezes utilizam anúncios de jornais. Há esquemas que usam os
classificados dos jornais para oferecer crédito e a mensagem deixada procura
atrair explicitamente pessoas com problemas bancários, uma vez que são aquelas que
menos conseguem crédito pelas vias tradicionais.
Depois,
o método funciona de maneira semelhante ao esquema que já descrevemos via
Facebook. O suposto financiador pede um determinado montante para honorários,
taxas e burocracias e depois desaparece.
3) É preciso muita prudência com
empréstimos entre particulares −Os
empréstimos entre particulares (por exemplo, entre familiares) são uma prática
antiga e até reconhecida legalmente. Como tal, estão oficialmente sujeitos a
regras. Por exemplo, para valores entre 2.500 euros e 25 mil euros é preciso
uma assinatura de um contrato preferencialmente com as assinaturas reconhecidas
por um notário. Para valores superiores a este valor fica necessário um
documento oficial reconhecido por um solicitador ou, em alternativa, uma
escritura pública.
Recomenda-se,
no entanto, que se recorra ao reconhecimento das assinaturas mesmo em valores
menores, já que tal pode ser útil em termos de incumprimento. Nestes contratos
as taxas de juro não podem ultrapassar determinadas percentagens.
Contudo,
há sempre quem recorra a empréstimos “por debaixo da mesa” uma vez que é feito
por vizinhos, amigos ou familiares. Mas tal pode levar a histórias com finais
infelizes, como prestações mensais a níveis agiotas, cobranças violentas ou desentendimentos
familiares.
4) O esquema da pirâmide nunca passa de
moda − Aqueles
que têm 40 anos ou mais lembrar-se-ão do famigerado caso da Dona Branca. O
esquema funcionava nos moldes do conhecido “Esquema de Ponzi”: aqui cada qual
ganha dinheiro se trouxer novos “participantes” para a roda, sendo que os novos
participantes têm que pagar um determinado montante. Se a pessoa que trouxe,
conseguir trazer novos participantes ganha uma pequena percentagem desse valor
e assim sucessivamente.
Além
de ser considerado ilegal, este esquema pode fazê-lo perder muito dinheiro.
Isto porque, no início, normalmente entra-se com um valor elevado que vai sendo
“amortizado” à medida que se trazem participantes novos. O problema é quando o
esquema rebenta: deixa de conseguir trazer novos participantes e vê que não
consegue recuperar o investimento inicial.
5) Escolha bem os e-mails a abrir − De
vez em quando, todos recebemos e-mails com ofertas e promoções a preços que
parecem demasiado bons para ser verdade. E o problema é que são mesmo: tão bons
que é provável que se trate de um esquema fraudulento.
Outra
questão é que estes esquemas podem ser bastante mais complexos do que parece à
primeira vista. É preciso ter cuidado para não cair no chamado phishing. Tal
consiste em enviar e-mails em massa com software malicioso (cavalos de Tróia)
com o intuito de roubar dados pessoais que estão armazenados pelo utilizador do
e-mail (passwords e afins). E para complicar a situação, muitas vezes estes
emails fazem-se passar por instituições de crédito respeitáveis a oferecer
produtos atrativos. O melhor é desconfiar e não abrir o e-mail.
A
melhor forma para se afastar das más práticas que existem por aí é mesmo
manter-se informado. Ler conselhos financeiros não é perda de tempo para quem
quer organizar as suas contas, de forma a não contrair dívidas que não pode
pagar. Importante é também comparar créditos em instituições credíveis, de modo
a encontrar a opção que mais se coaduna com a sua situação.