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16 de dezembro de 2021

5 Sugestões para compras digitais mais seguras

 


Costuma entregar o cartão ao funcionário do restaurante para que este trate do pagamento? Ou colocar o PIN no terminal sem atenção a quem poderá estar de olho? Estes são dois dos cenários apontados pela Visa como sendo potencialmente perigosos. A pensar na quadra festiva – e numa altura de maior consumo e de mais movimentações –, a empresa partilha cinco sugestões que podem ajudar a tornar o Natal mais seguro. Desconfiar e estar atento são dois dos comportamentos mais importantes no geral, mas há aspetos mais específicos também a ter em consideração:

 1 – Pague em segurança em loja e proteja o seu cartão e o seu código PIN. Quando for pagar num restaurante, peça ao funcionário para trazer o terminal de pagamento à sua mesa, por exemplo, em vez de deixar que levem o seu cartão, sem a sua supervisão, para a caixa registadora. Quando colocar o seu PIN, mantenha a mão sobre o terminal para proteger o número de olhares curiosos. Lembre-se, se detetar pagamentos invulgares e pensar que alguém pode ter utilizado o seu cartão sem a sua autorização, pode sempre ligar ao seu banco e pedir para bloquear o cartão.

 2 – Pague online com segurança. Ao efetuar compras online, verifique o URL para garantir que começa com https://. O “s” no final confirma uma ligação segura. Poderá também ser-lhe pedido que forneça um código único (enviado para o seu telemóvel ou email), impressão digital, ou reconhecimento de voz ao efetuar um pagamento. Isto pode acontecer por uma questão de segurança e o seu banco só quer ter a certeza de quem é a pessoa que está a utilizar o seu cartão.

 3 – Pagar com segurança através das apps. Mude para reconhecimento de impressão digital ou facial ao efetuar o login de contas e/ou pagamentos, se essas opções forem uma possibilidade. Do ponto de vista da Visa, estes métodos são mais seguros e muito mais fáceis de utilizar do que as passwords.

 4 – Tenha atenção a fraudes de phishing. Tenha cuidado com emails ou chamadas telefónicas não solicitadas e suspeitas. Podem tentar roubar informações pessoais como o número de conta, nome de utilizador e palavra-passe. Em caso de dúvida, não clique em nenhuma ligação que não conheça e não descarregue ficheiros dos quais não sabe a origem.

 5 – Atualizar o software do sistema e da aplicação. Instale o software mais recente antes de fazer compras com o seu computador, tablet ou smartphone. As empresas tecnológicas trabalham arduamente para o manter em segurança – atualizar o seu software ajuda-os a corrigir e a protegê-lo de vulnerabilidades.




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● Como evitar burlas com chamadas internacionais de números desconhecidos



26 de maio de 2021

𝗔𝘀 𝗡𝗼𝘃𝗮𝘀 𝗙𝗿𝗮𝘂𝗱𝗲𝘀 𝗰𝗼𝗺 𝗼 𝗠𝗕 𝗪𝗮𝘆

As burlas através de compras e vendas na internet, grande parte com a aplicação MB Way, já atingiram vários milhões de euros só este ano. É fundamental perceber os esquemas usados para enganar as vítimas e o que têm feito ou não as autoridades para contrariar esta tendência crescente.






24 de abril de 2021

Relacionamentos na Internet: cuidados a ter para evitar o perigo

A internet e as redes sociais são terreno fértil para esquemas fraudulentos. Com cada vez mais pessoas a recorrer a sites e apps de encontros para fugir à solidão imposta pelo confinamento, é preciso estar alerta para evitar dissabores.

 

Sem poderem sair de casa para conviver e conhecer novas pessoas, muitos internautas viraram-se para as redes sociais e para as apps ou sites de encontros para encontrar uma cara-metade. Mas conhecer pessoas através de um ecrã não está isento de riscos. Há cada vez mais criminosos que procuram estas plataformas com o objetivo de burlar utilizadores mais vulneráveis e que, através de perfis falsos, tentam estabelecer um vínculo emocional com as suas vítimas para lhes pedir dinheiro assim que conquistam a sua confiança.


Que esquemas estão por trás destes crimes online?

Embora não existam números da criminalidade praticada na internet em Portugal, uma vez que as estatísticas da Justiça portuguesa aglomeram os crimes de acordo com o seu tipo legal e não pelo contexto em que ocorrem, têm vindo a ser reportados, com cada vez maior frequência, por exemplo, casos de extorsão sob ameaça de divulgação de imagens íntimas na internet - sextorsion ou revenge porn. Quem o diz é o Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República, que, em declarações à DECO PROTESTE, explica que estas situações resultam frequentemente “de ruturas de relações interpessoais”.



“Noutros casos, estão em causa imagens produzidas e originariamente partilhadas pelas próprias vítimas - esta situação é sobretudo frequente quanto a crianças e adolescentes (...). Por outro lado, tem recentemente vindo a ganhar dimensão as queixas de burlas associadas a relacionamentos pessoais online. Têm vindo a ser noticiadas diversas situações em que vítimas, geralmente do sexo feminino, se queixam de terem sido abordadas, online, por homens que não conheciam - o exemplo mais frequente é o de supostos militares americanos no Médio Oriente. Normalmente, o contacto inicial é feito através de redes sociais, evoluindo para um relacionamento mais próximo, via e-mail ou WhatsApp”, acrescenta o Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República.

Esta sedução, explica ainda o Gabinete de Cibercrime da Procuradoria-Geral da República, acaba por culminar com pedidos para que as vítimas entreguem quantias em dinheiro a “amigos” destes criminosos, que usam como argumento problemas de saúde ou a vontade de comprar passagens aéreas para visitar pessoalmente as vítimas em Portugal.

“Invariavelmente, as vítimas acabam por efetivamente fazer transferências de quantias para bancos estrangeiros, por vezes na ordem das dezenas de milhares de euros. Estes pedidos vão sendo crescentes, até ao ponto em que as vítimas acabam por estranhar e fazem queixa. Nessa altura, em regra, os ‘amigos’ das vítimas desaparecem da internet, e não é mais possível contactá-los, vindo a verificar-se que os dados da sua identificação, e eventuais fotografias, eram falsos”, conclui a Procuradoria-Geral da República.




Burlas online aumentam

Este cenário é semelhante ao relatado por Ricardo Estrela, gestor da Linha Internet Segura da AssociaçãoPortuguesa de Apoio à Vítima (APAV), que confirma que este tipo de burlas tem vindo a aumentar.

“Não consigo especificar o número de situações relacionadas com burlas que têm proveniência em serviços, sites ou apps de encontros online, mas posso referir que ao longo dos anos 2019 e 2020 a Linha Internet Segura recebeu um total de 30 contactos no que diz respeito a burlas online, e algumas destas tinham essa proveniência (...). Mas a cibercriminalidade subiu com a pandemia. Se em 2019, ao longo de todo o ano, recebemos cerca de 100 pedidos de apoio para a linha, no ano de 2020 recebemos quase 600 pedidos de apoio na Linha Internet Segura”, afirma.

Segundo Ricardo Estrela, os burlões que se movem em apps de encontros e redes sociais utilizam esquemas habilidosos e criam perfis falsos convincentes para atrair as vítimas: “Depois de obterem a confiança da vítima, solicitam sempre alguma quantia em dinheiro, e aqui os pretextos podem ser vários. Os mais comuns são o pedido de ajuda médica a uma familiar próximo ou ajuda na regularização da documentação para viajarem para Portugal."

“Também já aconteceu casos em que o burlão falsifica documentos simulando a compra de habitação em Portugal, solicitando empréstimos sucessivos à vítima para a celebração desta suposta compra. Em termos genéricos, o objetivo do burlão é sempre obter o máximo de informação sobre a vítima, com essa informação criar uma narrativa de forma a captar o seu interesse, ganhar a confiança da vítima e depois pedir quantias em dinheiro”, conclui o gestor da Linha Internet Segura da APAV.

 

Que cuidados ter para namorar online

Embora os esquemas fraudulentos na internet sejam cada vez mais criativos, há elementos em comum, independentemente da vítima e da plataforma ou site utilizado. Estes são os cuidados que deve ter se recorrer a apps ou sites de encontros online: 

● use apenas sites de dating  fidedignos e reconhecidos, mas esteja alerta porque o cibercriminoso também os usa;

● faça perguntas e não acredite em histórias destinadas a manter o interesse;

●desconfie sempre de situações em que o interlocutor, rapidamente, comece a declarar um interesse desproporcionado (tenha presente que estes são bastante experientes, conseguindo dissimular um interesse genuíno) ou a pedir uma forma de comunicação direta, fora destas plataformas;

●deve ficar alerta se existirem várias desculpas para evitar um encontro presencial;

● tenha cuidado com o que partilha, de forma pública, nas redes sociais. Estes cibercriminosos podem usar essa informação para simular interesses comuns consigo;

● não partilhe dados pessoais como a morada ou o número de telemóvel;

● não acredite em tudo à primeira. Pesquise os perfis e as fotografias em várias fontes de informação, como o motor de pesquisa de imagens TinEye ou o Google, que também permite pesquisar por imagens. Desconfie de perfis com apenas uma ou duas fotografias, que tenham fotografias com baixa resolução, apenas da silhueta ou com enquadramentos que não revelam a face;

● faça uma pesquisa no Google usando alguns parágrafos das mensagens que lhe são enviadas pelo seu interlocutor via chat ou e-mail. Assim, conseguirá perceber se lhe foi enviada alguma mensagem que já tenha sido identificada como burla;

● verifique erros ortográficos que indiciem que a língua em que a pessoa está a comunicar não é a sua língua nativa. Se a pessoa apenas comunicar por escrito e evitar chamadas de voz, deve ficar alerta;

● se conheceu o seu interlocutor através de uma app ou plataforma de encontros online, fique alerta se este lhe fizer vários pedidos para que passem a comunicar noutras plataformas de chat como Facebook Messenger, WhatsApp, Telegram, SMS, Yahoo Messenger ou Skype;

● guarde como meio de prova todos os registos das comunicações feitas com o seu interlocutor. A Polícia Judiciária recomenda que tire screenshots. Em dispositivos Android, basta carregar simultaneamente nos botões de reduzir o volume e de ligar. No iPhone, deve carregar nos botões home e de ligar ao mesmo tempo (nas gerações mais recentes, que não têm botão home, use os botões de ligar e aumentar o volume em simultâneo);

● reporte o perfil do seu interlocutor à plataforma de encontros online onde o conheceu se desconfiar que está a ser burlado. Assim, estas plataformas conseguem mais facilmente identificar os perfis falsos e bloqueá-los;

● se tiver facultado dados bancários ao burlão, contacte o banco onde a conta está domiciliada logo que possível. Dessa forma, o seu banco poderá cancelar os acessos e bloquear a conta, evitando danos futuros.


Se for enganado, deve apresentar queixa-crime

Se alguma vez cair na teia destes criminosos em plataformas de dating ou nas redes sociais, deve apresentar queixa. A burla, em qualquer das suas vertentes — simples e qualificada — , é provavelmente o tipo de crime mais frequente no âmbito destes esquemas online, mas podem estar em causa outros tipos de crime, como furto, extorsão, ofensa à integridade física (quando acaba por haver contacto pessoal) ou devassa da vida privada, entre outros.

A primeira coisa que deve fazer é entrar em contacto com uma autoridade policial. As queixas-crime podem ser apresentadas em qualquer autoridade policial, como PSP, GNR, Polícia Judiciária ou junto dos serviços do Ministério Público. Estas entidades têm o dever de receber as queixas que lhes sejam apresentadas. Se a competência para investigar os factos não for do órgão ao qual apresentou a queixa, a mesma será reencaminhada para a entidade competente.

Além disso, quando apresentar a queixa, ser-lhe-ão pedidos todos os elementos que possam ajudar na investigação, tais como: dia, hora, local, circunstâncias em que o crime terá sido cometido, identificação do suspeito, se for conhecida, e eventual indicação de testemunhas.

A apresentação de queixa é maioritariamente gratuita — com exceção das queixas de crimes particulares, para as quais é necessário pagar a taxa de justiça (não é o caso da burla simples, nem da qualificada) — e não requer a constituição de advogado (embora o interessado possa decidir constituir). Depois de apresentar a queixa, receberá um certificado do registo da denúncia que deverá conter todos os elementos essenciais sobre a mesma. Se este documento não lhe for entregue, deve exigi-lo.



Como apresentar queixa através da internet

Pode ainda apresentar queixa-crime através da internet. As queixas eletrónicas podem ser apresentadas através do Sistema Queixa Eletrónica. Para isso, deve escolher o tipo de crime que pretende denunciar e, se não souber, o site apresenta uma breve descrição dos factos que podem configurar cada tipo de crime para que saiba enquadrar o comportamento de que foi alvo.

Depois, ser-lhe-ão pedidos vários dados, nomeadamente a janela temporal em que os factos terão ocorrido, a descrição da queixa, a identidade do suspeito, se for conhecida, entre outros. Mas atenção: a queixa eletrónica só é admissível em determinados tipos de crime, entre os quais a burla, a extorsão e o furto, deixando de fora, por exemplo, a devassa da vida privada. 

A Polícia Judiciária já permite, contudo, apresentar queixa online no seu próprio site. Para isso, deve entrar na página desse órgão policial, autenticar-se com o cartão de cidadão e os respetivos códigos, e preencher o formulário da queixa.

Se não quiser proceder à queixa por via eletrónica, quer na plataforma acima mencionada, quer no site da Polícia Judiciária, ou se o tipo de crime não couber nas competências da respetiva plataforma eletrónica, deve sempre contactar a autoridade policial mais próxima, a Polícia Judiciária ou os serviços do Ministério Público.


Dossiê técnico - António Alves, Magda Canas e Pedro Mendes

Texto - Ana Rita Costa e Alda Mota



19 de junho de 2020

MB Way – Como se proteger de fraudes e esquemas.

Há cada vez mais relatos de pessoas burladas relacionado com a utilização do pagamento via MB Way. A situação é ainda mais preocupante quando as vítimas utilizam a app de pagamentos e não sabem bem como utilizá-la, deixando-se enganar pelos burlões, quando pensam que estão a ser ajudadas. 


Os burlões sempre procuram comprar tudo o que esteja disponível, com o intuito de tentar aceder às contas de MB Way das vítimas, os próprios vendedores. O esquema é quase sempre o mesmo: os burlões fingem que querem comprar os bens à venda, contactam os respetivos vendedores, levando-os a associar o número de telemóvel que lhes forneciam à sua própria conta de MB Way. É uma abertura de porta ao acesso das suas contas bancárias.


Como se proteger das burlas do MB Way?

Infelizmente há cada vez mais crimes de burla associados ao MB Way e deverá ter sempre atenção às abordagens que um potencial comprador lhe faz quando disponibiliza algo para venda. Os burlões costumam estar mais atentos a plataformas como o OLX e o Custo Justo, por isso, quando coloca algo à venda e recebe o contacto de um potencial interessado, desconfie sempre quando este lhe fala do MB Way numa primeira abordagem.

E se lhe responder que não utiliza este sistema de pagamento, provavelmente vai tentar ser convencido que esta é a melhor maneira para receber o pagamento daquilo que está a vender. Neste caso, e se não tem mesmo muito conhecimento de como funciona o MB Way, não aceite as explicações de um desconhecido, provavelmente estará a entrar no início do esquema.
  
O esquema passa pelo suposto comprador sugerir ao vendedor que se dirija a uma caixa Multibanco, dando instruções diretamente na chamada de telemóvel. O burlão vai indicar o seu próprio número de telefone, supostamente para introduzir na sua conta, associando-o. Não o faça! Pois se lhe passar de seguida o código que recebeu no seu telemóvel, vai dar ao burlão total acesso à sua conta bancária.

A SIBS está ao corrente destas ocorrências, mas o trabalho tem de ser feito na prevenção, para evitar os casos. E nesse sentido deixa algumas instruções para não ser burlado:

●  Nunca seguir instruções de desconhecidos para fazer ou receber pagamentos através do MB Way, e como referimos anteriormente, sobretudo se desconhece o funcionamento da aplicação.

● Deverá contactar de imediato o seu banco ou as autoridades caso seja contactado para aderir à app da MB Way, tanto no Multibanco como Homebanking. Apenas deve usar o seu número de telemóvel, NUNCA o de um estranho. Se o contacto insistir, interrompa a chamada.

● Qualquer número de telemóvel que utilize na adesão do MB Way fica associado à sua conta bancária e ao seu cartão. Por isso, deve sempre utilizar o seu número pessoal e não de outra pessoa.

● Leia bem as mensagens que surgem no ecrã do Multibanco quando está a fazer o registo do MB Way. Estas revelam dicas e informações que deve levar em conta. 

Observe as imagens em baixo.






Dicas fundamentais do MB WAY para manteres sempre a tua compra segura e evitares burlas:

 Não forneças os teus dados MB WAY (como o código PIN);

 Não associes à tua conta bancária um número de telemóvel que não seja o teu;

 Verifica o estrato da tua conta bancária com regularidade;

 Não partilhes o teu código MB WAY


26 de julho de 2019

Como se Proteger de Burlas e Fraudes Financeiras


Desconfie sempre de promessas de empréstimos fáceis e rápidos, de depósitos com juros muito superiores à média de mercado ou de propostas para angariar novos clientes em troca de mais dinheiro. Vamos partilhar consigo algumas dicas para se proteger de burlas e fraudes e assim manter o seu dinheiro em segurança.


Pedir um crédito, fazer uma transferência internacional de dinheiro ou usar qualquer tipo de serviço financeiro exige alguns cuidados.

Se foi vítima de algum crime ou tentativa de crime por parte de uma destas entidades, denuncie ao Banco de Portugal por telefone (213 130 000), e-mail (info@bportugal.pt) ou pelo preenchimento do formulário online ou presencialmente. Apresente também queixa às autoridades (por exemplo, à PSP, à GNR, à Polícia Judiciária ou ao Ministério Público). À entidade supervisora cabe comunicar a existência de indícios de crime (burla, usura ou outro) à Procuradoria-Geral da República. Mesmo que não tenha sido vítima de crime, se tomou conhecimento de que uma determinada entidade se dedica às atividades financeiras ilegais, não deixe de reportar essa situação ao Banco de Portugal.

● através do site do Banco de Portugal, verifique se a entidade em causa tem autorizaçãopara a operação que se propõe realizar. Basta escolher o tipo de instituição (um banco ou uma sociedade financeira, por exemplo) ou pesquisar pelo nome;
● não responda a e-mails, cartas ou mensagens com propostas de ajuda financeira que lhe ofereçam dúvidas, quer pelo conteúdo, quer pelo remetente;
● peça sempre todas as informações que considerar necessárias antes de realizar qualquer operação financeira;
● confirme se todos os procedimentos de segurança estão salvaguardados. Em caso de dúvida, não disponibilize os seus dados pessoais e bancários, especialmente se a operação financeira for online. Na dúvida, não prossiga com a operação.



As 5 burlas financeiras mais comuns em Portugal




1) Cuidado com os “falsos amigos” no Facebook − Com certeza que, ao navegar pelo seu Facebook, já encontrou mensagens colocadas em caixas de comentários alheias a “oferecer” crédito em condições aparentemente muito vantajosas. Ou, se calhar, já recebeu mensagens no “chat” de “anónimos” a oferecer-lhe este tipo de serviços.

Pode parecer puro bom senso não responder a estes “cantos de sereia” nas redes sociais, mas a verdade é que o desespero por vezes leva a melhor. Tenha, contudo, em atenção que pode sair da situação pior do que quando entrou. Isto porque, muitas vezes, depois de cair na trama são-lhes pedidos valores para tratar de custos burocráticos e taxas. Tudo começa com valores pequenos para não “assustar” o burlado. Depois, vão pedindo mais e mais, à espera que as pessoas enviem mais dinheiro.

2) Anúncios em jornais não asseguram credibilidade − Os burlões preocupados em fazer passar alguma “aura” de credibilidade às suas manobras muitas vezes utilizam anúncios de jornais. Há esquemas que usam os classificados dos jornais para oferecer crédito e a mensagem deixada procura atrair explicitamente pessoas com problemas bancários, uma vez que são aquelas que menos conseguem crédito pelas vias tradicionais.

Depois, o método funciona de maneira semelhante ao esquema que já descrevemos via Facebook. O suposto financiador pede um determinado montante para honorários, taxas e burocracias e depois desaparece.

3) É preciso muita prudência com empréstimos entre particulares Os empréstimos entre particulares (por exemplo, entre familiares) são uma prática antiga e até reconhecida legalmente. Como tal, estão oficialmente sujeitos a regras. Por exemplo, para valores entre 2.500 euros e 25 mil euros é preciso uma assinatura de um contrato preferencialmente com as assinaturas reconhecidas por um notário. Para valores superiores a este valor fica necessário um documento oficial reconhecido por um solicitador ou, em alternativa, uma escritura pública.

Recomenda-se, no entanto, que se recorra ao reconhecimento das assinaturas mesmo em valores menores, já que tal pode ser útil em termos de incumprimento. Nestes contratos as taxas de juro não podem ultrapassar determinadas percentagens.

Contudo, há sempre quem recorra a empréstimos “por debaixo da mesa” uma vez que é feito por vizinhos, amigos ou familiares. Mas tal pode levar a histórias com finais infelizes, como prestações mensais a níveis agiotas, cobranças violentas ou desentendimentos familiares.

4) O esquema da pirâmide nunca passa de moda − Aqueles que têm 40 anos ou mais lembrar-se-ão do famigerado caso da Dona Branca. O esquema funcionava nos moldes do conhecido “Esquema de Ponzi”: aqui cada qual ganha dinheiro se trouxer novos “participantes” para a roda, sendo que os novos participantes têm que pagar um determinado montante. Se a pessoa que trouxe, conseguir trazer novos participantes ganha uma pequena percentagem desse valor e assim sucessivamente.

Além de ser considerado ilegal, este esquema pode fazê-lo perder muito dinheiro. Isto porque, no início, normalmente entra-se com um valor elevado que vai sendo “amortizado” à medida que se trazem participantes novos. O problema é quando o esquema rebenta: deixa de conseguir trazer novos participantes e vê que não consegue recuperar o investimento inicial.

5) Escolha bem os e-mails a abrir − De vez em quando, todos recebemos e-mails com ofertas e promoções a preços que parecem demasiado bons para ser verdade. E o problema é que são mesmo: tão bons que é provável que se trate de um esquema fraudulento.

Outra questão é que estes esquemas podem ser bastante mais complexos do que parece à primeira vista. É preciso ter cuidado para não cair no chamado phishing. Tal consiste em enviar e-mails em massa com software malicioso (cavalos de Tróia) com o intuito de roubar dados pessoais que estão armazenados pelo utilizador do e-mail (passwords e afins). E para complicar a situação, muitas vezes estes emails fazem-se passar por instituições de crédito respeitáveis a oferecer produtos atrativos. O melhor é desconfiar e não abrir o e-mail.

A melhor forma para se afastar das más práticas que existem por aí é mesmo manter-se informado. Ler conselhos financeiros não é perda de tempo para quem quer organizar as suas contas, de forma a não contrair dívidas que não pode pagar. Importante é também comparar créditos em instituições credíveis, de modo a encontrar a opção que mais se coaduna com a sua situação.