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10 de fevereiro de 2022

7 Estratégias para não ser Vítima de um Ciberataque

Os ataques informáticos aumentaram durante a pandemia, alertou o Portal da Queixa. Citando dados da Procuradoria-Geral da República (PGR), a rede social de consumidores refere que "as denúncias de cibercrimes duplicaram em 2021, chegando às 1.160, mais do dobro do que no ano anterior (544)" e no seu portal foram recebidas mais de seis mil reclamações só relativas a burlas online.

Só este ano, já se registaram ataques à página de internet da Assembleia da República, ao Grupo Impresa (SIC e Expresso), à Cofina (Record, Correio da Manhã, CMTV, Sábado e Jornal de Negócios), à Trust in News (Visão) e à Vodafone. 

De forma a construir uma forte literacia digital é necessário saber reconhecer cenários duvidosos e fraudulentos e saber como agir quando se é vítima de algum esquema de burla.


 Estratégias defensivas essenciais


Criar passwords seguras e atualizá-las regularmente: ter a mesma password para tudo é ser um alvo fácil. Hoje em dia, existem plataformas seguras - como o Lastpass ou o 1password, por exemplo - onde podes guardar as tuas passwords, e assim evitar usar sempre a mesma. Pode ainda aceitar as passwords geradas pelo Google e guardá-las em plataformas para o efeito.

Não ignorar as atualizações de software: Demora apenas alguns minutos, e é uma importante ação que vai permitir atualizações de segurança e das configurações de privacidade. Contribui para a segurança, não só, de quem está a trabalhar remotamente, bem como, para a proteção da empresa de que faz parte.

Emissor duvidoso, com mensagem de alerta: nunca abrir este tipo de mensagens de remetentes ou números desconhecidos, sobretudo se convidam a abrir um link ou a partilhar dados pessoais. As mensagens de alerta (supostas dívidas, pagamentos em atraso, alerta de cancelamentos) são uma prática comum em ataques de phishing. Apesar de intimidar ou gerar curiosidade, nunca abrir nenhum link suspeito e nunca partilhar dados pessoais. No caso dos emails, e tal como alerta a Autoridade Tributária, confirmar sempre o remetente de um email que receba e que pareça duvidoso.

Marca ou entidade conhecida, mas com mensagem estranha: se receber uma mensagem de alguma entidade ou marca reconhecida que convida à abertura de um link, não abra. No caso dos websites, certifique-se sempre de que são verdadeiros e não duplicados. Uma forma fácil de comprovar se o site é fidedigno e seguro é perceber se este tem Certificado SSL (se o site tem HTTPS e um cadeado na barra do endereço).  Para comprovar a sua segurança, passe o rato por cima da hiperligação para ver o URL completo, avaliando assim a confiabilidade do conteúdo.

Ataques via redes sociais: a duplicação de perfis de marcas, celebridades ou influencers é real e cada vez mais comum. Existem perfis falsos de “Giveaways” que levam as pessoas a deixarem os seus dados pessoais ou cartão de crédito em plataformas desconhecidas. Existem perfis que enviam mensagem em massa a anunciar que foi o vencedor ou mesmo os que oferecem produtos diretamente. Em todos eles há algo que os denuncia: por norma, o discurso é duvidoso, tem erros de português, já que muitas vezes a tentativa de ataque é feita por hackers internacionais e que pedem sempre dados do cartão de crédito ou para subscrever alguma plataforma que leve à partilha de tal informação.

Fraude bancária, se foi vítima de phishing alerte o seu banco: os bancos já estão atentos a situações de fraude, motivo pelo qual têm vindo a criar, cada vez mais, mecanismos de segurança na ativação de cartões. No entanto, a duplicação de cartões ou o extravio de dados ainda é um problema por resolver. Se foi vítima de phishing, cancele imediatamente todos os teus cartões e alerta o teu banco sobre o sucedido.

À mínima dúvida, denuncie sempre e partilhe a sua experiência: A reclamação no Portal da Queixa não só alerta a marca sobre o que está a acontecer, como também ajuda outros consumidores a perceberem que podem estar prestes a ser alvo de fraude. Uma reclamação tem ainda o poder de levar a marca a pensar em soluções, por exemplo, reforçar a segurança do website, entre outras coisas, de forma a que este continue a ser seguro para os utilizadores. Aqui, as marcas também têm um papel importante, pois quando um ataque acontece, o primeiro passo a dar é no sentido de restabelecer a credibilidade e mostrar preocupação com o cliente.


15 de novembro de 2015

CIRCLE WITH DISNEY: A App Que o Ajuda a Controlar a Tecnologia dos Seus Filhos


Este é um dispositivo que permite monitorizar as atividades dos filhos nos smartphones ou tablets quando conectados à rede Wi-Fi doméstica. Com o nome de Circle with Disney, o aparelho foi desenvolvido para ajudar os pais a terem mais controlo sobre o que os filhos vêem na internet. Trata-se de um pequeno cubo que, quando conectado à rede, permite aos pais escolherem quais os conteúdos que cada membro da família pode aceder, a partir de que horas e por quanto tempo.



A internet é uma ferramenta cada vez mais comum, mas muitos acreditam que ainda tem vários riscos. A pensar nos pais, Jelani Memory em colaboração com a Disney lançou o Circle With Disney, um equipamento que se liga a todos os equipamentos em casa e permite-lhe controlar a utilização de cada um.

O Circle pretende ser uma forma de equilibrar o tempo passado em família, e aquele em que estamos ligados. Para isso, conecta-se via ligação Wi-Fi a smartphones, tablets, computadores ou televisores para que, sobretudo os pais, possam balancear quanto tempo os seus filhos usam a internet.

Através de perfis criados (um para cada filho, pois cada um pode ter regras diferentes no que toca ao uso da internet), os pais podem definir o número de horas em que podem aceder à internet ou a uma app, uma hora para desligar (por exemplo, antes de ir para a cama) e até verificar qual a aplicação em que passam mais tempo.



Um controlo talvez necessário: um estudo revelado recentemente pela Kaspersky Lab e B2B Internacional demonstrou que, apesar de grande maioria dos pais se preocupar com a segurança dos filhos online, 76% não usa nenhum software de controlo parental.



Os adultos também podem definir tempos limites de ligação para os seus próprios equipamentos, ou desligar a ligação à internet com o toque de um botão em qualquer terminal. E os mais pequenos? Aprendem a regular o uso de internet consoante os limites impostos pelos pais.

Todos os controlos são feitos através de uma aplicação disponível, por agora, apenas para iOS. Em 2016, os criadores do Circle e a Disney pretendem lançar um novo serviço, que funciona também com ligações por dados móveis.


É importante realçar que o aparelho só monitoriza as atividades das pessoas que conectarem smartphones, tablets e outros dispositivos à rede Wi-Fi doméstica. Caso a criança tenha um telefone móvel, ela poderá navegar na internet por meio da rede de banda larga móvel 3G/4G (dados móveis), precisando apenas de um plano de dados ativo. Assim, os sites que visitar não passarão pelo controlo dos pais. Há no entanto outros aplicativos complementares que podem ser utilizados para um controlo parental mais eficiente.