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19 de março de 2024

Pontos Vitais: Alvos em Movimento

 Mais tarde ou mais cedo, em todas as aulas de autodefesa surge a pergunta: “Quais são os melhores pontos vitais para incapacitar um atacante?”


Muito se tem escrito sobre isto. Existem livros ótimos sobre este tema, analisando com um pormenor invejável (chegando a um nível anatómico absolutamente clínico) o corpo humano, as suas partes mais vulneráveis e até os diversos modos de as percutir com toda a eficiência. Todavia, e se bem que tenham bastante interesse, todos eles cometem um pecado que se pode tornar “mortal” ... para o praticante, é claro!!!

O facto é que todos eles são bastante pormenorizados, até demais. Uma coisa é analisar, experimentar e procurar um ponto anatómico no sossego, conforto e segurança duma aula, e outra muito diferente fazê-lo durante um confronto, sob a influência direta duma das mais fortes drogas conhecidas pelo homem... a adrenalina!!!


Seja qual for a arte marcial que praticamos, e muito em especial se o nosso objetivo é a eventual aplicação prática dos nossos conhecimentos (falo da autodefesa), devemos sempre contar com esse grave obstáculo: as palpitações na garganta e na cabeça, as tonturas, a desorientação, a dificuldade em raciocinar e em tomar a iniciativa, a “visão de túnel”, a tendência para “congelar”, enfim, todos os sintomas que compõem este síndrome – a ansiedade e medo que nos assalta quando nos vemos obrigados a enfrentar um adversário que não nos deixa outra alternativa senão lutar para sobreviver.

A não ser que a violência constitua o cerne da nossa vida e atividades, este estado é algo que afeta todos os seres humanos. A famosa reação de stress de Hans Selye (fuga ou luta), por ser automática, não nos transforma em súper - heróis, prontos e aptos a derrotar quem quer que seja!  O corpo é constituído de tal forma que reage deste modo, de forma a otimizar o nosso desempenho caso optemos por qualquer destas duas alternativas: o aparelho gastrointestinal é “desligado”, podendo ir ao ponto de interromper uma já iniciada digestão; o sangue abandona as partes “dispensáveis”, concentrando-se nas prioritariamente mais importantes; a respiração torna-se mais profunda e rápida, de modo a garantir o incremento da oxigenação. Mas a decisão final (escolher defendermo-nos) é connosco. E, se formos incompetentes neste campo (o que é muito vulgar), o resultado não será nunca famoso.

Já noutro artigo, foquei a importância de um treino adequado e tão “real” quanto possível, por isso não vou insistir neste ponto. Direi apenas que o estudante de defesa pessoal deve estar treinado para, quando essa decisão se justificar e surgir, não esperar mais (isso seria reagir, o que faria o praticante hesitar); assim, toda e qualquer análise da situação passa para segundo plano, impondo-se apenas a segunda fase: escolher os pontos vitais mais adequados (os “alvos”) e proceder de modo a atingi-los, uma e outra vez, até incapacitar o agressor.

Em consequência da incessante insistência em “bloquear” e “defender” das artes marciais clássicas, e da omnipresente programação que a sociedade nos apresenta desde que nascemos (não fazer mal, não agredir, não bater), a nossa mente tenta habitualmente proteger-nos, reagindo ao que acontece à nossa volta, em vez de nos ajudar a derrotar um atacante. É por isso que em geral nos atrapalhamos e hesitamos quando temos de enfrentar situações violentas.

O componente crítico que liberta a nossa capacidade de nos socorrermos de todas as oportunidades durante um combate está não só no treino do corpo, como foi indicado anteriormente, mas igualmente num treino correto da mente. Dá a esta uma ordem incorreta, ou a que não esteja habituada/adaptada (como bater fortemente na face ou nos genitais de alguém) e ela hesitará; a hesitação causa medo; o medo faz com que tu “congeles”. E isto, numa luta iminente com um atacante violento que te pretende agredir, é desastroso.

Respondendo à pergunta inicial (quais os melhores pontos vitais/ alvos a atingir durante um confronto): Os melhores alvos serão os mais acessíveis à nossa posição e situação específica.


Certa vez uma aluna de um instrutor de autodefesa procurou-o, muito perturbada; tinha sido assaltada. Contou que, enquanto se achava dentro do carro com o seu marido, viram-se na necessidade de parar num sinal. Como tinha descurado a precaução de trancar as portas, um motociclista abriu a do seu lado e agarrou o seu computador portátil, puxando-o e tentando arrancar-lho das mãos. Reagindo instantaneamente, ela atacou o primeiro alvo que viu: a correia de segurança do capacete dele, agarrando-a e batendo-lhe com a cabeça forte e repetidamente contra a carroçaria da porta. Aturdido, o homem largou o computador e fugiu, ao mesmo tempo que o marido metia mudanças e os levava dali.

O problema dela, e o que a perturbava muito, não era ter falhado, mas sim não ter sido capaz, no calor do momento, de escolher um alvo “melhor, mais eficiente” para concentrar o seu ataque!

Claro que poderia haver outros alvos a ser utilizados, e cada qual poderia analisar a situação à sua maneira, chegando a conclusões diferentes, mas o mais importante é que os alvos escolhidos por esta mulher cumpriram perfeitamente o seu objetivo. Assim, a resposta à pergunta colocada é realmente esta: os melhores alvos são os que conseguimos atingir do modo mais fácil, rápido e contundente para o nosso adversário.

Grosso modo, as áreas mais sensíveis (e mais fáceis de atingir) do corpo humano são: olhosnarizgarganta e genitais. Há outros (joelhos, canelas, peito do pé, fígado, rins) mas acontece que são mais difíceis de atingir de modo eficaz, pois ou são mais pequenos ou estão mais bem defendidos pela sua disposição e constituição do corpo humano. Os alvos prioritários acima mencionados, pela sua situação, são facilmente acessíveis, praticamente desprotegidos por músculo ou osso e muito, muito sensíveis.


De qualquer forma, a escolha dum alvo depende muito da situação e da tua especificidade (acesso aos alvos, posição do atacante e do defensor, força e destreza do segundo, possibilidade de preparação, etc).

E atenção: se escolheres os teus alvos a priori, condicionando-te a reagir sempre do mesmo modo a um dado ataque (o grande defeito da maior parte dos métodos de autodefesa), isso vai limitar-te extraordinariamente; ao tentares prever os alvos que estarão disponíveis num conflito violento estarás sempre em desvantagem, pois este é um fator que vai sempre variar infinitamente.

Há inúmeros alvos no corpo humano, que podem causar uma resposta previsível quando golpeados com mais ou menos força. O melhor deles é... aquele que mais facilmente consegues atingir. É por isso que deves estudar os sete pontos prioritários, para os conheceres melhor e poderes utilizar se a isso fores obrigado.

Assim: 

1º – Decide atacar; 

2º – Vê que alvos estão acessíveis; 

3º – Ataca-os até os atingires. 

4º – Continua o ataque até o agressor ficar incapacitado e/ ou tu conseguires fugir. 

5º – Foge!!!





Versão 2. Artigo escrito originalmente em 2016, agora revisto e aumentado.





25 de novembro de 2021

Como Ajudar uma Amiga ou Familiar que é Vítima de Violência Doméstica?


No dia em que se assinala o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres importa saber como se deve agir (e o que jamais se deve fazer) quando sabemos ou suspeitamos que uma amiga, familiar, vizinha ou colega de trabalho possa estar a viver uma situação de violência doméstica.

O primeiro ponto a assinalar é que os cenários de violência não se traçam somente de marcas físicas. Há sinais que podem indicar que a mulher é vítima de maus tratos psicológicos e essa forma de violência não pode ser subestimada nem vista como um "mal menor."

Sabia que ações como a devassa da vida privada através de imagens, conversas telefónicas, emails, revelar segredos e factos privados, violação de correspondência ou de telecomunicações são considerados atos de violência doméstica? Muitas vezes estes atos cometidos por parte dos companheiros ou companheiras ainda não são vistos pela própria mulher e pela sociedade civil como sendo uma forma de violência.

E claro, existem as formas de violência mais evidentes para todos, como os maus tratos físicos e psíquicos, a ameaça, coação, injúrias, difamação e crimes sexuais, podendo num âmbito mais lato haver ainda os crimes de subtração de menor, violação da obrigação de alimento, homicídio tentado ou consumado, dano, furto e roubo.

Se suspeita que uma amiga ou familiar possa estar a ser vítima de violência, pode ter um papel fundamental na vida dessa pessoa. A Associação Portuguesa de Apoio àVítima (APAV),  considera que "a ajuda inicial de um amigo ou amiga ou de um familiar pode ser crucial para que a vítima de violência doméstica fale e peça ajuda para tentar sair da situação de violência em que vive e com que tem de lidar sozinha". E esta ajuda pode ser o início do fim da situação de violência.


Observe o comportamento da sua amiga/familiar sozinha e em contexto de casal

De acordo com a APAV, estes são os comportamentos a que devemos prestar atenção sobre o estado da possível vítima:

●  Anormalmente bastante nervosa ou deprimida;

●  Cada vez mais isolada dos amigos e familiares;

● Muito ansiosa sobre a opinião ou comportamentos do seu/sua namorado/a ou companheiro/a;

●  Ter marcas não justificadas e mal explicadas, como por exemplo nódoas negras, cortes ou queimaduras;


De resto, repare no comportamento do companheiro/a da sua amiga:

●  Desvaloriza e humilha-a à sua frente e de outras pessoas;

●  Está sempre a dar ordens à sua amiga e decide tudo de forma autoritária;

●  Controla todo o dinheiro e os contactos e saídas sociais da sua amiga;

Todos estes sinais podem indiciar uma situação de violência e não não deve ficar indiferente.


Antes de tentar ajudar, saiba o que nunca deve fazer:

Antes de mais, deve recomendar à sua amiga que procure apoio junto da APAV. Mas esta não é uma decisão tomada de ânimo leve e, por isso, por mais que sua intenção seja a de 'salvar' a vítima com urgência,  a associação alerta para o que não deve fazer:

●  Dizer à sua amiga o que fazer: a decisão é sempre da vítima;

●  Dizer-lhe que ficará desapontado se a sua amiga não fizer o que lhe disse para fazer ou se voltar para o/a agressor/a;

●  Fazer comentários que possam culpabilizar a vítima por ser vítima;

●  Tentar fazer "mediação" entre a vítima e o/a agressor/a;

●  Confrontar o/a agressor/a, porque pode ser perigoso para si e também para a vítima.

"Ajudar como amigo/a ou familiar uma vítima de violência doméstica não significa ter de resolver pelos próprios meios a situação ou salvar a vítima. Por outro lado, é importante estar consciente que deixar uma relação violenta pode ser difícil, perigoso e demorar tempo", sublinha a APAV.


Em caso de emergência, ajude a planear uma fuga

Se a vítima vive com o/a agressor/a:

●  Auxilie no planeamento da sua fuga de casa para uma eventualidade;

● Não é aconselhável que tenha facilmente acessível armas, facas, tesouras ou outro objetos que possam ser usados como armas;

●  A vítima pode fazer uma lista de pessoas em quem confia, para contactar em caso de emergência e coloque o seu contacto nas teclas de contacto rápido do seu telemóvel;

●  A vítima pode estabelecer uma palavra-chave código com amigos, familiares ou vizinhos para chamarem a polícia;

●  A vítima deve ter sempre algum dinheiro consigo;

Deve fixar todos os números telefónicos importantes (polícia, hospital, amiga/o); 

● Deve também saber onde se encontra o telefone público mais próximo e se possuir telemóvel mantenha-o sempre consigo;

● Pode preparar um saco com roupas e deixe-o em casa de amigas/os ou no trabalho, para o caso de precisar de fugir de casa;

●  Estar preparado/a para deixar a residência em caso de emergência;

●  Saber para onde ir se tiver que fugir.


Durante a agressão:

●  A vítima deve referenciar áreas de segurança na casa onde haja sempre saída e o acesso a um telefone. Quando houver uma discussão evite a cozinha ou a garagem dado o elevado risco de aí se encontrarem facas ou outros objetos suscetíveis de ser usados como armas;

● Deve tentar evitar igualmente casas de banho ou pequenos espaços, sem saídas, onde o/a agressor/a o/a possa aprisionar;

●  Se possuir telemóvel, deve mantê-lo sempre consigo e chamar a polícia ou um amigo.


Se a vítima decidir sair de casa:

●  A vítima deve ter sempre consigo dinheiro, um cartão multibanco ou um cartão para utilizar um telefone público;

●  Saber a quem pode pedir abrigo ou dinheiro;

●  Utilizar uma conta bancária à qual o/ agressor/a não tenha acesso;


Quando efetivamente a vítima sair de casa:

● Nunca deve levar bens que pertençam ao/à agressor/a, porque isso pode ser motivo de represálias;

● Deve guardar num só local cartão de cidadão, certidões de nascimento dos filhos (ou cartão do cidadão, cartões da segurança social, identificação fiscal, centro de saúde, passaporte, boletim de vacinas, carta de condução e documentos do automóvel, agenda telefónica, chaves (carro, trabalho, casa), livro de cheques, cartão multibanco e de crédito;

● Se tiver crianças, pode levar os seus brinquedos preferidos e os seus livros escolares;

● Se a vítima participar às autoridades policiais pode pedir, se necessário, no âmbito do seu processo penal, uma medida judicial de proibição do/a agressor/a o/a contactar. A violação dessa ordem judicial pelo/a agressor/a também é crime;

●  A vítima deve mudar de número de telemóvel e bloquear os endereços de email do/a agressor/a; deve também ter cuidado a dar os seus contactos pessoais (a nova morada, o novo número de telemóvel);

● Se necessário, deve alterar as suas rotinas e os seus percursos habituais e conhecidos do/a agressor/a para casa, para o trabalho, para o ginásio, para as compras, ou outros locais.

● Se possível, dar a conhecer a amigos, familiares, colegas a sua situação, uma vez que estes o/a podem ajudar a controlar os movimentos do/a seu/sua agressor/a.


Vítima em situação de perigo de vida:

● Numa situação extrema de violência, em que se encontra em perigo de vida e que a única coisa que pode fazer é defender-se, todos os meios são válidos para sobreviver.

● O seu objetivo principal é debilitar momentaneamente o agressor para conseguir escapar e ir para um local seguro. Para o conseguir não deve responder com as mesmas “armas” do agressor, até porque normalmente, no mínimo, ele já tem a vantagem física. 

● Para se defender com êxito tem que esperar pelo momento mais oportuno e usar o efeito surpresa.

● Na sua reação defensiva precisa de mobilizar toda a sua energia física e emocional por meio de movimentos ofensivos direcionados para alvos específicos.

● O corpo humano tem áreas (ou pontos vitais) particularmente sensíveis que ao serem golpeadas produzem dor suficiente para travar por alguns instantes um atacante. Sem que seja necessário o uso de uma força extraordinária, golpear com determinação os olhos, a garganta (traqueia) ou a zona genital, vai produzir dor e desconcentração suficiente no agressor para o imobilizar momentaneamente e permitir que você tenha mais espaço de manobra para fugir.

● O Núcleo de Defesa Pessoal de Lisboa (NDPL) tem um programa que ajuda potenciais vítimas de violência doméstica a desenvolverem competências de autodefesa. Este programa está acessível a todos, inclusivamente a pessoas com dificuldades económicas. Entre em contacto com o NDPL via telefone ou email.






22 de janeiro de 2017

O Bullying Esconde-se no Silêncio


Se for vítima de bullying ou conhecer alguém que o seja, ligue para obter apoio e conheça os seus direitos.

Porque o crime e a violência não podem ser silenciados.

Quem é vítima tem o apoio da APAV.




6 de janeiro de 2017

BULLYING: IDENTIFICAR E PREVENIR

Um quinto dos jovens em idade escolar esteve envolvido em casos de bullying, como vítima ou agressor. Alunos, pais, professores e funcionários têm de se envolver num plano contínuo de prevenção.   

       

Quando a intimidação é intencional e frequente sobre alguém que não provoca, mas é mais vulnerável, física ou psicologicamente, fala-se de bullying. Dos insultos aos maus-tratos físicos, do isolamento ao recente ciberbullying, pelo uso do telemóvel e da Net: as formas saltaram os muros das escolas e dão nome à intimidação entre adultos, no trabalho ou pela Internet, por exemplo. O bullying deixou de ser visto como “dores do crescimento”, normal entre miúdos, e ganhou a atenção dos psicólogos, profissionais e sociedade.


Sinais de alerta


Identificar vítimas

Se o seu filho anda ansioso, deprimido e não tem vontade de ir às aulas, pode estar a ser intimidado pelos colegas. Fale com o professor.

Esteja atento aos sinais:
  • medo ou recusa em ir à escola, náuseas ou vómitos antes de sair;
  • criança angustiada, nervosa ou deprimida;
  • baixa autoestima, choro e pesadelos frequentes;
  • roupa e livros estragados, "perda" de objectos e dinheiro e lesões injustificadas;
  • mudanças nos hábitos alimentares, como diminuição de apetite.


Vítimas, agressores e grupo: triângulo de poder calado


Uma educação superprotectora ou rígida está, muitas vezes, na base do perfil das vítimas. São jovens inseguros e com dificuldade em fazer amigos, mas nem sempre passivos. Quando contra-atacam ou tentam resistir à agressão, raramente conseguem melhor do que provocar a escalada da violência.

Já os agressores, ou quem intimida os colegas, aprendem em casa que a força e a humilhação são formas de lidar com os problemas e resistem mal à frustração. Geralmente, provêm de famílias desestruturadas, com ambiente autoritário, e têm baixa autoestima e fraca supervisão pelos pais. Também a violência na televisão e nos jogos pode incentivar o comportamento.

O grupo de pares ou testemunhas podem encorajar o agressor e colaborar nas ameaças. Outros protegem a vítima ou afastam-se sem se comprometer. As testemunhas, por vezes, adotam comportamentos agressivos, ao perceber que estes não são sancionados.


Prevenção


Guia para pais

  • Não encoraje vinganças, denuncie aos responsáveis e articule esforços com a escola. Ajude a desenvolver a autoestima da criança.
  • Incentive a explorar uma actividade de que goste: uma modalidade desportiva, por exemplo. Se for vítima, é melhor passar mais tempo com quem vive uma boa relação e fazer novos amigos fora do ambiente escolar.
  • Ensine ao seu filho como se proteger: dizer "não" ao agressor sem mostrar medo, ignorá-lo e evitar oportunidades de intimidação, como ficar sozinho nos corredores e balneários. Pode também inscreve-lo num programa de autodefesa anti-bullying que se adeqúe à sua idade.
  • O agressor, com comportamento antissocial, também precisa de ajuda. Os pais não devem partir para a ameaça, mas dar orientações e limites para controlar o comportamento e expressar a insatisfação, sem magoar os outros. Encoraje-o a pedir desculpa ao colega agredido, pessoalmente ou por escrito.
  • Em casa, aconselhe o seu filho a agir e denunciar os casos mais graves.
  • Participe ao máximo e mantenha o contacto próximo com os professores.


Escolas alerta

Maior supervisão pelos adultos, sinalização de espaços menos seguros e vigilância são acções a promover.

As políticas de tolerância zero e castigo, seguidas por muitas escolas, adiam o problema e podem provocar retaliações contra a vítima. Na maioria dos casos, não há uma estratégia contínua de prevenção que envolva alunos, professores, funcionários e pais. Actua-se só quando a situação é denunciada ou mais evidente, perante marcas de agressão física, por exemplo.

Acções de sensibilização

Professores e funcionários devem estar atentos aos sinais e acompanhar as relações. Mas o envolvimento dos alunos e pais, com debates, campanhas ou até peças de teatro, é a melhor maneira de redobrar a vigilância.


Não culpabilizar
  • É a melhor abordagem num caso de bullying. O professor pode falar com a vítima sobre as suas emoções, sem questionar directamente quanto ao ocorrido, e conhecer os envolvidos.
  • Num segundo passo, pode chamar-se à conversa os envolvidos, mesmo que apenas observadores, num pequeno grupo. É decisivo explicar o problema e os sentimentos da vítima: pode ilustrar com um texto, imagem ou filme. Mas não discuta os detalhes do incidente nem culpe o grupo.
  • Peça contributos em ideias para ajudar a vítima. Reforce que todos podem evitar estes casos.

Bullying: a lei como defesa

A lei permite combater a violência escolar. No trabalho, pode ser motivo de rescisão com justa causa.

O bullying desrespeita os princípios do Estatuto do Aluno e Ética Escolar, aplicável ao ensino básico e secundário. Um aluno que presencie tais comportamentos deve comunicá-los a um professor ou ao director de turma, que, se os considerar graves, participa ao director da escola ou agrupamento de escolas.

A conduta do aluno pode, em casos menos graves, justificar a aplicação de uma medida correctiva: advertência, ordem de saída da sala com actividades lectivas, realização de tarefas de integração escolar, proibição de acesso a certos espaços escolares ou de utilização de equipamentos, sem prejuízo das suas actividades lectivas, e mudança de turma.

Face a condutas mais graves, impõem-se medidas disciplinares sancionatórios. Prevê-se a repreensão por escrito, a suspensão até 3 dias ou entre 4 e 12 dias úteis, a transferência de escola e a expulsão. A pena de suspensão até 3 dias pode ser aplicada pelo director, mas o aluno é ouvido e apresenta a sua defesa.

A suspensão entre 4 e 12 dias, a transferência de escola e a expulsão são precedidas de processo disciplinar, instaurado pelo director. Este nomeia, entre os professores, um instrutor, e comunica o facto ao encarregado de educação, se o aluno for menor.

Aplicável a estudantes com, no mínimo, 10 anos, a transferência de escola para outra na mesma localidade ou na mais próxima com transporte público ou escolar é ordenada pelo director regional de educação.

A expulsão aplica-se a alunos maiores de idade e implica o afastamento da escola no ano lectivo em curso e nos dois seguintes.

O estudante poderá ser obrigado a pagar as despesas dos danos que tenha provocado.

Bullying: crime a partir dos 16 anos

A partir dos 16 anos, o agressor (bully) pode ser acusado de vários crimes. Injúrias e difamação, puníveis com multa ou pena de prisão até 3 ou 6 meses, respectivamente, obrigam o ofendido a apresentar queixa e avançar com a acção em tribunal.

Em casos de ameaça (multa ou prisão até 1 ano ou, nas situações mais graves, 2 anos), dano (multa ou prisão até 3 anos), devassa da vida privada (multa ou prisão até 1 ano, podendo atingir 2 anos se forem utilizados meios informáticos) e ofensa à integridade física (multa ou prisão até 3 anos ou entre 2 e 10 anos nos casos mais graves), basta apresentar queixa à polícia.

Nos homicídios (prisão entre 3 a 25 anos), coação (prisão até 3 ou 5 anos, nos casos mais graves, ou multa) ou ofensas à integridade física grave, o processo-crime decorre desde que as autoridades tenham conhecimento da ocorrência, haja ou não queixa.

Violação de correspondência ou de telecomunicações, gravações e fotografias ilícitas, furto ou roubo, sequestro, rapto, coação sexual ou violação são outros crimes possíveis neste contexto.

Os menores entre 12 e 16 anos, considerados inimputáveis, ficam sujeitos a medidas tutelares educativas, como realizar tarefas a favor da comunidade, acatar regras de conduta e outras obrigações ou frequentar programas formativos. O acompanhamento educativo, outra das medidas da lei, está previsto através de um programa elaborado pelos serviços de reinserção social e aprovado pelo tribunal, para períodos de 3 meses a 2 anos, bem como o internamento em centro educativo, que dura entre 6 meses e 2 anos. O regime pode ser aberto, semiaberto ou fechado. Nos crimes com pena máxima superior a 8 anos, pode prolongar-se até 3 anos.

As regras para o cyberbullying são idênticas. Não há criminalização específica para a sua prática. Podem ser praticados alguns dos crimes referidos (injúrias, difamação, ameaça, coação, devassa da vida privada, devassa por meio informático...) ou outros, de natureza puramente informática. Provar pode ser mais complicado.

O bullying escolar pode ser travado com a actuação disciplinar do estabelecimento ou com uma queixa às autoridades, se for considerado crime. É preciso que professores e directores tomem conhecimento da situação. Caso contrário, os agressores continuarão a actuar impunemente. O sofrimento provocado por situações de bullying pode ser compensado através de indemnizações. Depoimento ou declarações de peritos, como médicos ou psicólogos, são boas opções para provar os danos.


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- STOP BULLYING
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Programa Dynamic Anti-Bullying 
 Princípios de Autodefesa e Segurança para Crianças


Dirigido para os mais novos, este programa nasce da procura de muitos pais preocupados com a segurança dos seus filhos no ambiente escolar e social. – Se pensa que o seu filho se pode defender só com palavras, lembre-se do que aconteceu consigo… Ele merece ter a oportunidade de saber o que fazer em situações em que as palavras já não o conseguem defender…

Horários das Aulas
Sábados às 16:30h  (Idade mínima 12 anos)
Terças-feiras às 18h:15m (Idade mínima 8 anos)

Saiba mais em www.autodefesa.pt


24 de abril de 2016

O TREINO “REAL” EM DEFESA PESSOAL

Na realidade, nunca se poderá desconsiderar a importância do treino. Através dele, estás a aproximar-te o mais possível da situação que queres evitar – um confronto físico. Parece um contrassenso:  expões-te precisamente à situação que queres evitar... Mas, na realidade, trata-se de uma "vacina" – através dessa exposição, obtêm-se "anticorpos", na forma de uma dessensibilização ao stress e medo inerentes, e uma acumulação de conhecimentos e reflexos cuja aplicação prática será extremamente útil.


Assim, quando  realmente te vires nas situações reais para que treinas-te, a tua reação será muito mais estruturada e organizada; de facto, um dos mecanismos psicológicos humanos é o que nos faz reagir de forma adequada apenas ao que conhecemos e experimentámos (chamasse acumulação de experiências), de contrário podemos fazê-lo de forma ineficaz, ou até "congelar", isto é, imobilizarmo-nos e não fazer nada, como um animal no meio da estrada, sob a luz dos faróis de um carro. E todos sabemos o que lhe acontece depois...

É muito conveniente possuir experiência de ser assaltado (!!!). É por isso que convém treinar realisticamente. (Treino baseado na realidade!) Claro que, para isso, não vamos expor-nos ao acontecimento real, mas sim adotar um treino que nos coloque o mais possível em situações tão próximas quanto se consiga do acontecimento real.

Todos conhecemos aqueles "cursos" em que os praticantes treinam ataques e defesas estilizadas, sempre os mesmos, até ficar muito hábeis em executá-los. Um treino deste tipo é perigoso, por diversas razões. Em primeiro lugar, porque nos dá uma falsa confiança: se passamos meses ou anos a treinar, e se conseguimos executar o que o professor quer de nós, é lógico supor que estamos preparados para nos "defender". Em segundo, porque nos inculca um comportamento mecânico que, como não corresponde ao que vamos encontrar na rua, nos coloca em perigo.

A prova disso é que, quando estamos a "treinar" uma técnica de, por exemplo, defesa contra um soco da direita e inesperadamente atacamos o adversário com uma esquerda ou um pontapé, ele fica todo baralhado (e até somos por vezes recriminados por ele ou pelo "mestre" por estarmos a "fazer batota" ou a "não dar a devida atenção ao treino"!!!). Na rua não há o conceito de batota – o adversário fará de certeza TUDO para vencer. Sem regras.

Na realidade, procederemos como treinamos. Tudo o que fazemos repetidamente durante o treino nos condiciona, até o executarmos sem pensar. E é aqui que surge o problema: se o treino é real e sensato, isso é bom; se não, isso é muito, muito mau. Se treinamos com um professor que acha que o melhor do mundo é o karaté (ou o judo, ou o aikidô ou o kung-fu, ou etc., etc), com exclusão de tudo o mais, ou que é partidário de treinar contra situações predeterminadas, mais tarde ou mais cedo vamos ter problemas.

Não me interpretem mal – tudo depende do nosso objetivo. Qualquer destas artes marciais não é má só por si; de facto, qualquer delas constitui um importante instrumento de condicionamento físico, bem-estar físico e mental e sã convivência e divertimento. Mas, como são praticadas numa ótica desportiva (altamente codificadas, com regras de etiqueta, comportamento e segurança), é isso que fica gravado na nossa memória muscular. E ninguém quer fazer vénias a um assaltante que nos ataca com os punhos ou uma navalha, ou hesitar em bater porque está habituado a controlar os seus golpes (para não magoar o parceiro) ou tentar golpear pontos pouco sensíveis (porque os pontos vitais são proibidos em competição), pois não?

Talvez até mais do que o corpo, devemos treinar a mente para reagir de modo adequado, senão estaremos a fazer o mesmo que outros métodos: aprendendo apenas técnicas para situações específicas, em vez de aprender princípios que podem ser aplicados a qualquer situação.

O primeiro passo para obter o que se quer é fazer a pergunta: o que é que eu quero? Mesmo antes de considerar os princípios ou valides dum sistema de autodefesa devemos primeiro responder a esta questão. Qual é o objetivo que eu desejo ao adotar este treino? É desta resposta que depende todo o nosso futuro nesta área, e até o preço que estamos dispostos a pagar por isso.

E a resposta deve ser: Eu treino autodefesa porque desejo aprender a lidar com ataques físicos potencialmente letais provenientes de uma ou mais pessoas, com o fim de preservar a minha integridade física e psicológica (e a de outros que eventualmente me rodeiem).

Se o que queres é competir dentro das artes marciais, acharás certamente muitas artes e desportos de combate que te proporcionarão uma excelente instrução e apaixonantes competições. Aí poderás, com segurança, comparar a tua habilidade com a de outros competidores, dentro de regras acordadas internacionalmente e sob a vigilância de juízes e árbitros.

Mas compreende: as técnicas de autodefesa não te darão nada disto! Igualmente, as artes marciais desportivas não te darão obrigatoriamente segurança na rua. Claro que podes pensar: Mas será que não posso treinar para competição desportiva e também para me defender? Infelizmente, a resposta é NÃO!!! A razão para isto é que... atuas como treinas – SEMPRE!!!

Se  treinas num dojo/escola, com regras que te dizem uma e outra vez que não deves empregar mais do que essa força nas técnicas, para manter a segurança perante o parceiro, e que não podes sequer tentar atingir a sua cabeça, face ou genitais, fica certo de que, quando o quiseres fazer, o automatismo adquirido durante o treino irá restringir – e muito – a tua forma de combater, e  irás reagir a um ataque real, desencadeado por um criminoso, do modo como o fazes no ginásio, restringido pelas regras. E, na rua, isso será fatal. Porque, bem vê, o agressor não se comportará do mesmo modo: Essas regras só se aplicam a ti, porque treinas-te desse modo. O teu agressor não terá restrição alguma!!!

Exemplos? Há uns anos, nos EUA, foi aberto um inquérito (como é habitual) no prosseguimento da morte de dois polícias num tiroteio. Durante esta investigação foram revelados factos muito perturbantes.

A carreira de tiro onde estes dois agentes faziam há anos a sua prática de tiro ao alvo era comandada por um oficial altamente competente e muito exigente com os procedimentos e limpeza das suas instalações. Por isso, e durante o tiro, os praticantes eram obrigados a, ao abrir o tambor dos revólveres para retirar os cartuchos vazios e recarregar, despejá-los na mão e guardá-los no bolso.

O problema é que, numa situação real, os polícias devem vazar os cartuchos no chão enquanto recarregam as armas, não se importando minimamente onde eles caiem. É mais rápido. Claro (dirão vocês) que numa situação real estes dois profissionais altamente treinados ultrapassariam este condicionamento e atuariam de modo adequado?!

ERRADO!!! Ambos os mortos tinham nas mãos e nos bolsos cartuchos vazios, exatamente como lhes tinha sido gravado nas mentes durante o treino!!! Mesmo enfrentando uma situação real, onde esses segundos extras talvez tivessem significado a diferença entre a vida e a morte, não se conseguiram subtrair ao condicionamento sofrido.

É por isto que  deves ser extremamente cuidadoso no modo como treinas fisicamente para autodefesa. Há um processo de codificação que é "instalado" quando se treina, e é esse processo que ultrapassa tudo, determinando as tuas reações sob stress. Quando a adrenalina inunda o teu organismo e tu praticamente deixas de pensar (ou pelo menos deixas de pensar normalmente, como o fazes quando calmo), é este condicionamento que prevalece.

Por isso, tem cuidado: assegura-te de que estás a treinar para as situações que te poderão aparecer na rua, não no ginásio!!! Pela tua saudinha.

Quanto mais complicada for a situação mais simples deverá ser a técnica empregue, pois nessas condições o teu cérebro só se lembrará das coisas mais básicas e primitivas, não das mais sofisticadas.

Na China, um amigo observou uma equipa de kung fu Wu shu (os célebres Monges de Shaolin) treinar o seu espetáculo. Para os que não sabem, Wu shu é uma arte marcial chinesa que é apresentada em público, num espetáculo coreografado tão intrincada e minuciosamente como o Lago dos Cisnes no Bolshoi! As lutas são muito elaboradas e dá muito trabalho e prática montar um espetáculo convincente.

Eles tinham sido autorizados pelo Instrutor Chefe (ausente) a assistir ao treino, todos ocidentais e os monges (todos adolescentes entre os 13 e os vinte e poucos anos) estavam excitados e propensos ao “show off”. Putos são putos em todos os países do mundo, não é? E então observou-se uma coisa interessante: de todas as vezes que alguém queria brincar, tudo o que tinha a fazer era executar um movimento diferente do habitual, ou fora do seu lugar. Literalmente,  estavas a ver uma cena que juraria ser uma luta mortal entre dois combatentes superiores; os movimentos evoluíam, rápidos, fluentes, perigosos; de repente um dos rapazes fazia algo fora do contexto, como dar uma leve bofetada no outro, ou puxar-lhe o nariz, como nos Três Estarolas. E acabava tudo a rir, fazendo um intervalo.

Só muito mais tarde, depois de meses de treino, compreendemos que este era exatamente o processo pelo qual a maior parte das artes marciais e desportos de combate são ensinados, em especial quando o "ensino" é supostamente de defesa pessoal: basicamente há alguns padrões que se memorizam para responder a vários ataques coreografados. Memorizar estas respostas a ataques previstos  até poderá parecer bom. Mas o que vai acontecer quando alguém variar o ataque? A maior parte dos estudantes congela ou atrapalha-se. Porquê? Porque nunca lhes ensinaram realmente a lutar.

Basicamente o que eles aprenderam foi a "dançar" e, enquanto tudo seguir a sua "rotina", até pode resultar. Mas todos sabemos que as coisas nunca se passam tal e qual as planeamos.

A luta não deve ser diferente, quer estejamos num ginásio ou na rua, num combate mortal com os nossos atacantes. A única diferença é que no ginásio tu não mutilas ou matas o teu adversário, se bem que os movimentos sejam os mesmos (apenas a um ritmo aceitável para o parceiro). Se, pelo contrário, estamos a operar de modo a memorizar uma dada resposta a um ataque, isso é apenas um movimento de dança, até um treino de coordenação, mas não uma luta!

Quando não conhecemos esta diferença podemos facilmente cair na síndrome do "agora-é-que-é-a-sério": é quando  treinas com uma atitude mental de brincadeira e fronteiras (não faço isso porque também não é preciso exagerar...) e, ao enfrentar um ataque real iminente hesitas, pois o teu cérebro não consegue aceitar o facto de que "agora aquilo é a sério" – não está habituado a treinar assim! Como contraste temos o bem treinado lutador que encara todo o processo como luta e procede: 1º - escolher os alvos; 2º - atingi-los. A única diferença para ele é que, no primeiro caso (o treino) não pode usar toda a sua força, no segundo pode. Isto acontece porque este lutador nunca se vê como "treinando" – está sempre a lutar. Se compreendermos e praticarmos este conceito estaremos sempre melhor preparados para as exigências de uma situação de confronto.









16 de abril de 2016

COMO COMBATER A AGRESSÃO PSICOLÓGICA NO LOCAL DE TRABALHO

A agressão pode ir desde a violência física e verbal, sendo os mais fáceis de identificar, mas há também comportamentos de hostilidade que, por estarem camuflados ou serem feitos de forma mais subtil, devem ser levados em consideração. Podem ser tentativas de sabotar o seu trabalho que, se forem recorrentes, podem transformar-se em assédio moral e aí pode agir judicialmente.


Deixamos-lhe aqui algumas dicas para contornar e enfrentar este problema para que não deixe avançar aquilo que hoje pode ser um insulto para algo como o isolamento. Nunca se esqueça de uma coisa... empregos há muitos e tem de preservar a sua auto-estima e ter orgulho em si própria!

Testemunha ─ Recorra a um colega seu e certifique-se que ele servirá de testemunha. Este terá de assistir a um episódio e testemunhar a seu favor.

Fazer frente ─ Deve confrontar o seu agressor e demonstrar que não tem receio dele. Não se rebaixe ao agir como ele, isto é, não seja agressivo nem "caia" nos mesmos tipos de argumentos que ele. O que tem de prevalecer é que você não é uma pessoa fraca, nem saco de pancada para ninguém!

Queixa ─ Determinados comportamentos não devem passar despercebidos! Se os mesmos acontecem repetidamente têm de ser comunicados ao seu superior ou, caso o agressor seja o seu chefe, deverá aguardar por um momento mais calmo e conversar sobre a situação. Constate que quando foi contratado não especificaram ter de lidar com este género de comportamento.

Registo ─ Aponte tudo o que sejam actos de violência desde as horas, o local, colegas que assistiram, enfim... isto irá dar-lhe noção da gravidade da situação, um padrão, para que quando tiver de comunicar ou confrontar, saber exactamente como argumentar.

Compartilhar ─ Converse com alguém que saiba que passou por algo semelhante e aconselhe-se. Não obstante, converse com amigos e familiares. Não guarde a situação para si porque a longo prazo irá começar a sofrer de stress, ansiedade e isolamento.

Entidades ─ Procure ajuda em entidades como sindicatos, ministério do trabalho, entre outros. A melhor maneira é expor a sua situação e procurar saber e ter conhecimento de algumas bases legais.