Mostrar mensagens com a etiqueta violência. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta violência. Mostrar todas as mensagens

30 de março de 2023

OS CRIMES QUE MAIS AUMENTARAM EM PORTUGAL EM 2022

Relatório Anual de Segurança Interna de 2022 mostra um crescimento de 50,6% dos crimes de delinquência juvenil.

Têm idades entre os 15 e os 25 anos, são leais entre si, residem no mesmo bairro e gostam do mesmo estilo de música. Usam videoclips musicais, quase sempre com temáticas ligadas a gangs - como vestuário, símbolos - e mensagens de apelo à vingança entre grupos para difusão da rivalidade.

Este é o perfil do delinquente juvenil descrito no mais recente Relatório Anual de Segurança Interna, relativo a 2022, que traça um quadro assustador da criminalidade praticada por gangs de jovens, em especial na Área Metropolitana de Lisboa e com uma tendência de crescimento muito preocupante. Em 2022, as polícias receberam 1687 participações de crimes praticados por delinquentes juvenis, mais 50,6% comparativamente ao ano anterior. A PJ está a vigiar cerca de 700 membros, pertencentes a cerca de 30 grupos.

O relatório dá ainda conta do aumento da criminalidade grupal (mais 17,9% em 2022, face ao ano anterior), tendo as forças policiais recebido 5895 denúncias.

No geral, o RASI refere que as polícias receberam 13 281 participações de crimes violentos e graves, mais 14,3% do que em 2021. Destaque para a subida de 433% do crime de abuso de cartão de garantia ou de crédito, de longe a tipologia criminal que mais subiu.


Crimes por distrito em 2022

Lisboa continua a ser o distrito com mais crimes registados, enquanto Bragança substituiu Portalegre como local mais seguro.

Um estrangeiro que chegue a Portugal e faça um perfil da população residente com base no Relatório Anual de Segurança Interna de 2022 (RASI2022) poderá concluir que os portugueses são, em termos criminais, bêbedos ao volante e com propensão para a violência física, seja em casa ou na rua.

Uma leitura dos dados por distrito do documento que analisa a criminalidade no País revela que a violência doméstica está entre os três crimes mais vezes registados em todos os distritos e regiões autónomas, com exceção de Bragança e de Faro. Na mesma linha, a condução com uma taxa de álcool superior a 1,2 g/l está no top 3 dos crimes mais registados em 14 distritos.

Os crimes de ofensas à integridade física estão no topo da lista em 12 dos distritos ou regiões autónomas. Portalegre, devido a um aumento de 29,6% no número de crimes, deixou de ser o distrito mais pacífico. Esse título vai agora para Bragança, onde se registaram 3351 crimes. Neste distrito transmontano, o maior flagelo é o crime de dano, com 308 ocorrências.


17 de junho de 2017

MAUS TRATOS EM CRIANÇAS E JOVENS: QUAIS SÃO OS SINAIS DE ALERTA?



O Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão,  foi no passado dia 4 de Junho. A Associação de Apoio à Vítima (APAV) aproveitou para informar e aconselhar sobre como alguns sinais poderão facilitar a detecção de uma situação de violência.



SINAIS DE MAUS TRATOS FÍSICOS


• Lesões físicas incompatíveis com a explicação ou em locais pouco comuns
• Marcas evidentes de maus tratos
• Versões sucessivas e inconsistentes do mesmo "acidente"
• História anteriores semelhantes
• Fraturas ou lesões em diferentes graus de cicatrização
• Sequelas
• Demora na procura de cuidados médicos
• Evitamento do contacto corporal


 SINAIS DE NEGLIGÊNCIA FÍSICA



• Falta de adesão médica
• Aparência pouco cuidada e higiene deficiente/ausente
• Fome
• Sinais evidentes de malnutrição
• Ausência de hábitos diários
• Absentismo e abandono escolar
• Evitamento do contacto corporal


SINAIS DE VIOLÊNCIA SEXUAL



• Problemas na saúde sexual e reprodutiva
• Expressão de afeto de forma sexual
• Linguagem sexual precoce
• Comportamentos auto-eróticos extremos
• Comportamento sexual inadequado para a idade
• Envolvimento na prostituição
• Comportamento sexual gerador de mal-estar
• Preocupação constante acerca do tema da sexualidade


SINAIS DE BULLYING 


• Lesões físicas, danos nos objetos pessoais e no material escolar que não é capaz de explicar
• Perda de dinheiro que não é capaz de explicar
• Sintomas de mal-estar físico associados à frequência escolar
• Receio, desconforto e recusa em frequentar a escola
• Fugas da escola
• Mau rendimento escolar crescente
• Evitamento de conversas em torno do tema "escola"
• Afastamento em relação aos pais e amigos


SINAIS DE VIOLÊNCIA NO NAMORO


• Lesões físicas para as quais não apresenta explicação plausível
• Medo claro na presença do (a) parceiro (a)
• Afastamento em relação aos amigos
• Recusa ou desinteresse por atividades anteriormente apreciadas
• Pioria no rendimento escolar
• Absentismo escolar
• Fugas da escola ou de casa

Se conhece alguém ou se vir alguém com vários destes sinais, procure ajuda. Se suspeitar de casos de violência, não hesite e procure ajuda. Poderá contactar o Núcleo de Apoio a Crianças e Jovens em Risco do Serviço de Saúde da sua área de residência (Rede Nacional de Núcleos). Poderá também contactar qualquer destes seguintes serviços:

APSI (Associação para a Promoção da Segurança Infantil) 218 870 101
APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) 707 200 077
CIAV (Centro de Informação Antivenenos, INEM) 808 250 143
CNASTI (Confederação Nacional de Ação sobre o Trabalho Infantil) 800 202 076
CNPCJR (Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens em Risco) 213 114 900
Linha daCriança (Provedor de Justiça) 800 20 66 56
Linha deInformação às Vítimas de Violência Doméstica (Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres) 800 202 148
Linha Nacional de Emergência Social (Instituto da Segurança Social) 144
Linha Recados de Criança (Provedoria de Justiça) 800 206 656
Linha SIDA (Coordenação Nacional da Infeção VIH/SIDA) 800 266 666
Linha VidaSOS Droga (Instituto da Droga e da Toxicodependência) 1414
Saúde 24 (Ministério da Saúde, Direção-Geral da Saúde) 808 24 24 24
Sexualidadeem Linha (Instituto Português da Juventude e Associação para o Planeamento da Família) 808 222 003
Sol (Associação de Apoio a Crianças Infetadas pelo Vírus da SIDA e suas Famílias) 213 972 632
SOS –Criança (Instituto de Apoio à Criança) 800 20 26 51 - 217 931 617
SOS – Grávida (Ajuda de Mãe) 808 20 11 39


Se foi vítima ou testemunhou algum crime, é muito importante que o denuncie às autoridades. Se o fizer, a probabilidade de a pessoa que o cometeu ser punida e impedida de fazer o mesmo a outras pessoas é maior.




22 de janeiro de 2017

O Bullying Esconde-se no Silêncio


Se for vítima de bullying ou conhecer alguém que o seja, ligue para obter apoio e conheça os seus direitos.

Porque o crime e a violência não podem ser silenciados.

Quem é vítima tem o apoio da APAV.




6 de janeiro de 2017

BULLYING: IDENTIFICAR E PREVENIR

Um quinto dos jovens em idade escolar esteve envolvido em casos de bullying, como vítima ou agressor. Alunos, pais, professores e funcionários têm de se envolver num plano contínuo de prevenção.   

       

Quando a intimidação é intencional e frequente sobre alguém que não provoca, mas é mais vulnerável, física ou psicologicamente, fala-se de bullying. Dos insultos aos maus-tratos físicos, do isolamento ao recente ciberbullying, pelo uso do telemóvel e da Net: as formas saltaram os muros das escolas e dão nome à intimidação entre adultos, no trabalho ou pela Internet, por exemplo. O bullying deixou de ser visto como “dores do crescimento”, normal entre miúdos, e ganhou a atenção dos psicólogos, profissionais e sociedade.


Sinais de alerta


Identificar vítimas

Se o seu filho anda ansioso, deprimido e não tem vontade de ir às aulas, pode estar a ser intimidado pelos colegas. Fale com o professor.

Esteja atento aos sinais:
  • medo ou recusa em ir à escola, náuseas ou vómitos antes de sair;
  • criança angustiada, nervosa ou deprimida;
  • baixa autoestima, choro e pesadelos frequentes;
  • roupa e livros estragados, "perda" de objectos e dinheiro e lesões injustificadas;
  • mudanças nos hábitos alimentares, como diminuição de apetite.


Vítimas, agressores e grupo: triângulo de poder calado


Uma educação superprotectora ou rígida está, muitas vezes, na base do perfil das vítimas. São jovens inseguros e com dificuldade em fazer amigos, mas nem sempre passivos. Quando contra-atacam ou tentam resistir à agressão, raramente conseguem melhor do que provocar a escalada da violência.

Já os agressores, ou quem intimida os colegas, aprendem em casa que a força e a humilhação são formas de lidar com os problemas e resistem mal à frustração. Geralmente, provêm de famílias desestruturadas, com ambiente autoritário, e têm baixa autoestima e fraca supervisão pelos pais. Também a violência na televisão e nos jogos pode incentivar o comportamento.

O grupo de pares ou testemunhas podem encorajar o agressor e colaborar nas ameaças. Outros protegem a vítima ou afastam-se sem se comprometer. As testemunhas, por vezes, adotam comportamentos agressivos, ao perceber que estes não são sancionados.


Prevenção


Guia para pais

  • Não encoraje vinganças, denuncie aos responsáveis e articule esforços com a escola. Ajude a desenvolver a autoestima da criança.
  • Incentive a explorar uma actividade de que goste: uma modalidade desportiva, por exemplo. Se for vítima, é melhor passar mais tempo com quem vive uma boa relação e fazer novos amigos fora do ambiente escolar.
  • Ensine ao seu filho como se proteger: dizer "não" ao agressor sem mostrar medo, ignorá-lo e evitar oportunidades de intimidação, como ficar sozinho nos corredores e balneários. Pode também inscreve-lo num programa de autodefesa anti-bullying que se adeqúe à sua idade.
  • O agressor, com comportamento antissocial, também precisa de ajuda. Os pais não devem partir para a ameaça, mas dar orientações e limites para controlar o comportamento e expressar a insatisfação, sem magoar os outros. Encoraje-o a pedir desculpa ao colega agredido, pessoalmente ou por escrito.
  • Em casa, aconselhe o seu filho a agir e denunciar os casos mais graves.
  • Participe ao máximo e mantenha o contacto próximo com os professores.


Escolas alerta

Maior supervisão pelos adultos, sinalização de espaços menos seguros e vigilância são acções a promover.

As políticas de tolerância zero e castigo, seguidas por muitas escolas, adiam o problema e podem provocar retaliações contra a vítima. Na maioria dos casos, não há uma estratégia contínua de prevenção que envolva alunos, professores, funcionários e pais. Actua-se só quando a situação é denunciada ou mais evidente, perante marcas de agressão física, por exemplo.

Acções de sensibilização

Professores e funcionários devem estar atentos aos sinais e acompanhar as relações. Mas o envolvimento dos alunos e pais, com debates, campanhas ou até peças de teatro, é a melhor maneira de redobrar a vigilância.


Não culpabilizar
  • É a melhor abordagem num caso de bullying. O professor pode falar com a vítima sobre as suas emoções, sem questionar directamente quanto ao ocorrido, e conhecer os envolvidos.
  • Num segundo passo, pode chamar-se à conversa os envolvidos, mesmo que apenas observadores, num pequeno grupo. É decisivo explicar o problema e os sentimentos da vítima: pode ilustrar com um texto, imagem ou filme. Mas não discuta os detalhes do incidente nem culpe o grupo.
  • Peça contributos em ideias para ajudar a vítima. Reforce que todos podem evitar estes casos.

Bullying: a lei como defesa

A lei permite combater a violência escolar. No trabalho, pode ser motivo de rescisão com justa causa.

O bullying desrespeita os princípios do Estatuto do Aluno e Ética Escolar, aplicável ao ensino básico e secundário. Um aluno que presencie tais comportamentos deve comunicá-los a um professor ou ao director de turma, que, se os considerar graves, participa ao director da escola ou agrupamento de escolas.

A conduta do aluno pode, em casos menos graves, justificar a aplicação de uma medida correctiva: advertência, ordem de saída da sala com actividades lectivas, realização de tarefas de integração escolar, proibição de acesso a certos espaços escolares ou de utilização de equipamentos, sem prejuízo das suas actividades lectivas, e mudança de turma.

Face a condutas mais graves, impõem-se medidas disciplinares sancionatórios. Prevê-se a repreensão por escrito, a suspensão até 3 dias ou entre 4 e 12 dias úteis, a transferência de escola e a expulsão. A pena de suspensão até 3 dias pode ser aplicada pelo director, mas o aluno é ouvido e apresenta a sua defesa.

A suspensão entre 4 e 12 dias, a transferência de escola e a expulsão são precedidas de processo disciplinar, instaurado pelo director. Este nomeia, entre os professores, um instrutor, e comunica o facto ao encarregado de educação, se o aluno for menor.

Aplicável a estudantes com, no mínimo, 10 anos, a transferência de escola para outra na mesma localidade ou na mais próxima com transporte público ou escolar é ordenada pelo director regional de educação.

A expulsão aplica-se a alunos maiores de idade e implica o afastamento da escola no ano lectivo em curso e nos dois seguintes.

O estudante poderá ser obrigado a pagar as despesas dos danos que tenha provocado.

Bullying: crime a partir dos 16 anos

A partir dos 16 anos, o agressor (bully) pode ser acusado de vários crimes. Injúrias e difamação, puníveis com multa ou pena de prisão até 3 ou 6 meses, respectivamente, obrigam o ofendido a apresentar queixa e avançar com a acção em tribunal.

Em casos de ameaça (multa ou prisão até 1 ano ou, nas situações mais graves, 2 anos), dano (multa ou prisão até 3 anos), devassa da vida privada (multa ou prisão até 1 ano, podendo atingir 2 anos se forem utilizados meios informáticos) e ofensa à integridade física (multa ou prisão até 3 anos ou entre 2 e 10 anos nos casos mais graves), basta apresentar queixa à polícia.

Nos homicídios (prisão entre 3 a 25 anos), coação (prisão até 3 ou 5 anos, nos casos mais graves, ou multa) ou ofensas à integridade física grave, o processo-crime decorre desde que as autoridades tenham conhecimento da ocorrência, haja ou não queixa.

Violação de correspondência ou de telecomunicações, gravações e fotografias ilícitas, furto ou roubo, sequestro, rapto, coação sexual ou violação são outros crimes possíveis neste contexto.

Os menores entre 12 e 16 anos, considerados inimputáveis, ficam sujeitos a medidas tutelares educativas, como realizar tarefas a favor da comunidade, acatar regras de conduta e outras obrigações ou frequentar programas formativos. O acompanhamento educativo, outra das medidas da lei, está previsto através de um programa elaborado pelos serviços de reinserção social e aprovado pelo tribunal, para períodos de 3 meses a 2 anos, bem como o internamento em centro educativo, que dura entre 6 meses e 2 anos. O regime pode ser aberto, semiaberto ou fechado. Nos crimes com pena máxima superior a 8 anos, pode prolongar-se até 3 anos.

As regras para o cyberbullying são idênticas. Não há criminalização específica para a sua prática. Podem ser praticados alguns dos crimes referidos (injúrias, difamação, ameaça, coação, devassa da vida privada, devassa por meio informático...) ou outros, de natureza puramente informática. Provar pode ser mais complicado.

O bullying escolar pode ser travado com a actuação disciplinar do estabelecimento ou com uma queixa às autoridades, se for considerado crime. É preciso que professores e directores tomem conhecimento da situação. Caso contrário, os agressores continuarão a actuar impunemente. O sofrimento provocado por situações de bullying pode ser compensado através de indemnizações. Depoimento ou declarações de peritos, como médicos ou psicólogos, são boas opções para provar os danos.


Artigos Relacionados:

- BULLYING: PRIMEIROS SINAIS QUE PROVAM QUE O SEU FILHO É VÍTIMA
- CONSIDERAÇÕES SOBRE BULLYING
- STOP BULLYING
- PROTEGER OS NOSSOS FILHOS



Programa Dynamic Anti-Bullying 
 Princípios de Autodefesa e Segurança para Crianças


Dirigido para os mais novos, este programa nasce da procura de muitos pais preocupados com a segurança dos seus filhos no ambiente escolar e social. – Se pensa que o seu filho se pode defender só com palavras, lembre-se do que aconteceu consigo… Ele merece ter a oportunidade de saber o que fazer em situações em que as palavras já não o conseguem defender…

Horários das Aulas
Sábados às 16:30h  (Idade mínima 12 anos)
Terças-feiras às 18h:15m (Idade mínima 8 anos)

Saiba mais em www.autodefesa.pt


19 de novembro de 2016

Os países mais perigosos e mais seguros para 2017

Terrorismo e vírus Zika são as principais ameaças para quem vai viajar em 2017, um ano que deverá ser mais perigoso do que 2016, segundo indica um estudo sobre os riscos de viagem e os países mais perigosos. A boa notícia é que Portugal está entre os destinos mais seguros.




Já é conhecido o “Travel Risk Map” de 2017 da organização “International SOS”. O estudo leva em conta vários fatores que ameaçam a segurança e a saúde de um viajante, tais como violência política (terrorismo, guerras ou insurgências), instabilidade social (violência sectária ou étnica), criminalidade, doenças infeciosas, assistência e infraestrutura médica, entre outros.

Através de uma classificação por cores, em que o verde representa risco insignificante e o vermelho escuro representa risco extremo, é possível descobrir num mapa interativo – que pode ser consultado aqui – os países mais e menos seguros para o ano que aí vem, tanto no que diz respeito aos riscos de saúde como à segurança.


Os mais seguros

Começando pela segurança, Portugal e maioria dos países da Europa estão classificados com um risco baixo. Apenas alguns países têm um risco insignificante nas ameaças à segurança.

Suíça, Luxemburgo, Eslovénia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia são os únicos países pintados de verde, ou seja, com ameaças insignificantes para a segurança dos viajantes - estes são os países mais seguros do mundo, de acordo com o mapa.


Fora da Europa, Estados Unidos, Canadá, Cuba, Costa Rica, Equador, Chile, Marrocos, Namíbia, Botswana, Irão, China ou Japão também se encontram classificados com risco baixo.

No que toca à saúde e à assistência médica, Portugal e parte da Europa encontram-se pintadas de verde, o que significa que os riscos são mínimos para os viajantes e que estes países têm um bom sistema de assistência médica e um risco quase nulo de doenças infeciosas. No entanto, a maioria dos países da Europa de Leste está colorida de amarelo, o que significa um risco médio, entre alguns fatores já referidos.


Os mais perigosos

Os alertas vermelho e vermelho escuro de segurança vão para países como Síria, Iraque, Afeganistão, Líbia, Nigéria, Congo, Somália, México, Venezuela, entre outros. Muitas destas nações, em risco elevado ou extremo, enfrentam conflitos ou guerras, instabilidade social ou elevadas taxas de criminalidade.

Em alerta laranja, ou seja, risco médio nas ameaças à segurança estão países como Brasil, Peru, Bolívia, Índia, Rússia, entre outros.


No que toca à saúde, os países com menos infraestruturas médicas e mais riscos de doenças infeciosas são quase sempre os mesmos que estão em alerta elevado quanto à segurança. Os países pintados de bege têm uma classificação de “desenvolvimento rápido de vários riscos”, ou seja, nestes destinos existe uma desigualdade muito grande na assistência médica e algumas regiões podem estar sujeitas a doenças infeciosas.


2017, um ano mais perigoso para viajar?

O estudo também dá a conhecer os resultados de um inquérito sobre tendências de viagens, realizado pelo instituto Ipsos Mori. 72% dos inquiridos, responsáveis por empresas do setor, acreditam que os riscos aumentaram em relação ao ano passado.

No que toca à segurança e aos riscos para a saúde, 71% preocupa-se com a possibilidade de futuros atentados terroristas, 49% com o vírus Zika e 46% com a instabilidade social.

De acordo com o estudo, as empresas do setor das viagens estão conscientes dos riscos e têm feito investimentos para minimizá-los.


Fonte: SAPO Viagens


27 de agosto de 2016

O QUE AS NOTÍCIAS SOBRE VIOLÊNCIA ESTÃO A FAZER CONNOSCO

A sensação de ansiedade está a crescer cada vez mais num mundo dominado pelos meios de comunicação. Saiba o que a constante observação destas notícias causa em nós e como devemos agir.




A exposição exagerada de notícias violentas através dos meios de comunicação está a deixar-nos divididos entre ficarmos anestesiados e insensíveis ao tema, ou com uma ansiedade crescente e num estado quase depressivo causado pela impotência perante tantos acontecimentos negativos. É indiscutível que os meios de comunicação de massa tornam o acesso às informações de todas as partes do mundo praticamente instantâneo, mas como é que lidamos com todas as notícias, especialmente as sobre violência?

O crime desperta curiosidade por apresentar uma ameaça. Os meios de comunicação exploram essa fragilidade humana, estimulando a sensação de insegurança. A televisão tornou-se um fenómeno em massa, assim como a alta taxa de criminalidade e, com isto, também cresce a sensação de medo e insegurança. A curiosidade pelo crime e as suas possíveis consequências acabam por ser uma das causas de uma nova cultura de violência, que aparece como algo normal e que faz parte do quotidiano. Tudo aquilo que vemos na televisão acaba por nos influenciar e ao vermos tantas notícias sobre atentados terroristas, catástrofes naturais, tiroteios, assaltos, mortes, etc acabamos por nos sentir cada vez mais inseguros, pois acabamos por ver sempre em maior quantidade aquilo que se passa de pior no mundo, do que aquilo que se passa de bom.

Um grupo de investigadores da Universidade de Bradford, em Inglaterra relatou num congresso de psicologia em 2015 que a exposição a imagens violentas nas redes sociais pode causar sintomas semelhantes ao transtorno de stress pós-traumático. Esse transtorno é definido como uma reacção emocional persistente a um evento traumático que trouxe grande impacto na vida de uma pessoa. Os pesquisadores da universidade conduziram um estudo com 189 voluntários, que foram expostos a imagens de eventos violentos, como o ataque de 11 de setembro, tiroteios em escolas e ataques suicidas de homens-bomba.

A análise mostrou que 22% dos participantes ficaram significativamente impressionados pelo que viram. O estudo também mostrou que quem consome este tipo de notícias com mais frequência sofre maior impacto do que aqueles que têm pouco contacto com essas imagens. Os investigadores também observaram que os participantes mais extrovertidos ficaram mais impressionados com as notícias.


O que fazer para não ficar depressivo depois de ver notícias sobre violência?

A psicóloga e directora do departamento de Transtornos de Ansiedade da Universidade de Columbia (EUA) Anne Marie Albano sugere diminuir o tempo de exposição aos meios de comunicação, de forma a equilibrar o mundo real com as informações que são sensacionalistas. Já Martin Seif, psicólogo especializado em transtornos de ansiedade, explica que os seres humanos são péssimos a analisar probabilidades e riscos. Quem tem medo de viajar de avião acaba por se esquecer que este é um dos meios de transporte mais seguros do mundo, pois o medo é sempre maior do que a lógica.

Saber que o mundo é assustador não significa viver com medo. A nossa vida está longe de ser livre do medo, assim como, livre de perigos e ameaças, porém, não podemos permitir que o que vemos na televisão ou redes sociais influencie a nossa vida a ponto de pararmos de viver, a ponto de guardarmos sonhos (como uma viagem) que gostaríamos de realizar ou de nos impedir de promover uma mudança. Não devemos nos preocupar com o que ainda não aconteceu, mas procurar sim evitar situações que possam nos colocar em risco e, até mesmo, nos proteger do perigo. Tudo, porém, sem permitir que o medo e a insegurança tome conta de nosso ser e do que somos.

Há que proteger também as crianças deste fenómeno, porque as crianças sentem medo, como um efeito imediato muito frequente, causado pela apresentação da violência nos meios de informação. O mesmo se passa com a violência verbal. Os barulhos violentos, quer sejam ou não acompanhados de imagens violentas, podem provocar um choque nervoso. A maneira de apresentar a violência (cena realista, grandes planos), o facto de se desencadear num contexto conhecido pela criança ou em condições inesperadas aumentam o risco de traumatismo (fadiga psíquica, nervosa, pesadelos e insónia). Poderá também ter efeitos a longo prazo. Há tantas razões para nos preocuparmos com as crianças que não ficam assustadas com a violência como as que ficam.

A prevalência da violência na sociedade é um problema complexo que não será resolvido facilmente. Investigadores referem constantemente que a violência nos media é apenas uma manifestação do grande fascínio da sociedade pela violência. Contudo, a violência nos media não é apenas um reflexo da violência na sociedade, é também um contributo.


Fonte: MustStrazzera


25 de agosto de 2016

COMO REAGIR PERANTE ALGUÉM TEMPERAMENTAL

Todos nós face a algumas adversidades e acontecimentos diários temos momentos um pouco mais temperamentais e até agressivos. No entanto, há pessoas cujo padrão de vida é este... uma irritação constante, o ato de estar sempre à defesa porque acham que estão sempre a ser "atacados", entre outros.




A agressão verbal surge quando há um conflito, no qual alguém sente a necessidade de proteger os seus próprios interesses ou de conquistar algo mais. Não entanto, há igualmente situações mal resolvidas que, num temperamento mais forte, fazem despoletar alguma irritação e agressividade.

Os motivos para que alguém seja agressivo com os outros podem ser vários... alguém extremamente orgulhoso que se acha melhor que os outros, alguém munido de um carácter mais explosivo e que ainda não aprendeu a controlar e a moderar a sua forma de expressar as emoções, há aqueles que gostam de ter sempre razão e provar que são bons em tudo, pessoas inseguras que muitas das vezes não sabem que o são, etc... Na página seguinte deixamos-te algumas dicas para que aprendas a lidar com as pessoas com este género de temperamento para que assim também evites entrar numa situação de stress e conflito. Nada como uma abordagem sábia para que a pessoa agressiva se sinta compreendida e encorajada a discutir algo com calma e razão.

Não coloques mais lenha na fogueira! Se a ideia é tentar acalmar a pessoa e não avançar com a situação, não argumentes nem contra-ataques. Argumentar é refutar pontos fracos do discurso do outro e rebater o mesmo, por isso abstém-te disso;

Evita a frase "tenha calma!" no calor de uma discussão;

Mantem um olhar direto e uma expressão firme mostrando que estás atento ao que se está a dizer. Não revires os olhos ou demonstres que estás a ficar desinteressado e impaciente. Deverás expressar gestualmente e verbalmente que estás atento. Procura manter o teu tom de voz calmo e mais baixo do que o habitual. Isto tende a que o outro comece a baixar o seu tom também;

Podes questionar a pessoa e tentar clarificar o assunto, mas de forma compreensiva. Por exemplo, perguntar o que se passou, tentar perceber o porquê da agressividade, etc... tem noção que se demonstrares que estás interessado em ouvir isso podes acalmar a outra parte. Não obstante, deves parafrasear e resumir o que lhe foi dito;

Tenta esmiuçar o discurso e tenta encontrar coisas em que a pessoa até possa ter razão. Fala destas e tenta empatizar com os sentimentos do outro, bastando para isso dizer que percebes o porquê de determinado comportamento e que imaginas como a pessoa se deve ter sentido.

Dá uma visão mais alargada da questão, isto é, pergunte se a pessoa quer ouvir o que tens para dizer. Muitas das vezes há factos que podem não ter vindo ao de cima;

Questiona e pede sugestões sobre o que a pessoa acha que ajudaria a melhorar a situação em questão;


Se a situação estiver incontrolável, insustentável e desgastante para ti coloca limites ou um género de intervalo, por exemplo "É melhor continuarmos amanhã quando estiver mais calmo", "Se continuares a falar alto eu vou-me embora", "Estou disposto a conversar quando tu te acalmares e quiseres conversar calmamente e racionalmente" e vai embora.