3 de abril de 2023

Dicas para Manter a sua Casa mais Segura no Período da Páscoa

A Páscoa está a chegar e, com ela, as férias escolares e o fim de semana alargado. Esta é uma altura em que muitos portugueses aproveitam para viajar ou visitar a família noutras zonas do País e a ausência das suas casas pode motivar assaltos. Inclusive, segundo os dados da Central Recetora de Alarmes (CRA) da Securitas Direct, o período da Páscoa tende a registar um aumento de 12,5% de tentativas de intrusão. Como tal, a Securitas Direct reuniu dez dicas, para que possa manter a sua casa especialmente segura durante este período.

1.Garanta que as janelas e as portas ficam totalmente fechadas. Inclusive, as portas do interior podem ficar fechadas, para dificultar o trabalho de intrusos. Pode também reforçar as janelas com um prego entre os painéis.

2.Verifique as fechaduras das portas e das janelas. Se as fechaduras tiverem tranca vão dificultar a sua abertura.

3.Guarde os objetos de maior valor num cofre ou em lugares de acesso mais difícil.

4.Assegure que as chamadas que vão para o seu telefone têm resposta, reencaminhando as chamadas para o telemóvel. O toque do telefone constante e a ausência de resposta podem indicar a possíveis intrusos a sua ausência.

5.Mantenha a aparência de que a casa está habitada, deixando, por exemplo, algo num estendal ou os estores subidos nalgumas divisões.

6.Crie a ilusão de que está alguém em casa, através de domótica. Instale um dispositivo que acenda as luzes e o rádio automaticamente para criar esta ilusão.

7.Informe um vizinho, um familiar ou um amigo de confiança que possa ir por vezes verificar se a casa se mantém segura.

8.Não publique nas redes sociais nada relativo à sua ausência, para não informar possíveis ladrões acerca da sua ausência.

9.Invista num sistema de videovigilância a que possa aceder através do telemóvel. Desta forma pode manter a sua casa permanentemente sob vigilância enquanto se encontrar fora.

10.Certifique-se de que o seu sistema de alarme e de videovigilância está em pleno funcionamento.

30 de março de 2023

OS CRIMES QUE MAIS AUMENTARAM EM PORTUGAL EM 2022

Relatório Anual de Segurança Interna de 2022 mostra um crescimento de 50,6% dos crimes de delinquência juvenil.

Têm idades entre os 15 e os 25 anos, são leais entre si, residem no mesmo bairro e gostam do mesmo estilo de música. Usam videoclips musicais, quase sempre com temáticas ligadas a gangs - como vestuário, símbolos - e mensagens de apelo à vingança entre grupos para difusão da rivalidade.

Este é o perfil do delinquente juvenil descrito no mais recente Relatório Anual de Segurança Interna, relativo a 2022, que traça um quadro assustador da criminalidade praticada por gangs de jovens, em especial na Área Metropolitana de Lisboa e com uma tendência de crescimento muito preocupante. Em 2022, as polícias receberam 1687 participações de crimes praticados por delinquentes juvenis, mais 50,6% comparativamente ao ano anterior. A PJ está a vigiar cerca de 700 membros, pertencentes a cerca de 30 grupos.

O relatório dá ainda conta do aumento da criminalidade grupal (mais 17,9% em 2022, face ao ano anterior), tendo as forças policiais recebido 5895 denúncias.

No geral, o RASI refere que as polícias receberam 13 281 participações de crimes violentos e graves, mais 14,3% do que em 2021. Destaque para a subida de 433% do crime de abuso de cartão de garantia ou de crédito, de longe a tipologia criminal que mais subiu.


Crimes por distrito em 2022

Lisboa continua a ser o distrito com mais crimes registados, enquanto Bragança substituiu Portalegre como local mais seguro.

Um estrangeiro que chegue a Portugal e faça um perfil da população residente com base no Relatório Anual de Segurança Interna de 2022 (RASI2022) poderá concluir que os portugueses são, em termos criminais, bêbedos ao volante e com propensão para a violência física, seja em casa ou na rua.

Uma leitura dos dados por distrito do documento que analisa a criminalidade no País revela que a violência doméstica está entre os três crimes mais vezes registados em todos os distritos e regiões autónomas, com exceção de Bragança e de Faro. Na mesma linha, a condução com uma taxa de álcool superior a 1,2 g/l está no top 3 dos crimes mais registados em 14 distritos.

Os crimes de ofensas à integridade física estão no topo da lista em 12 dos distritos ou regiões autónomas. Portalegre, devido a um aumento de 29,6% no número de crimes, deixou de ser o distrito mais pacífico. Esse título vai agora para Bragança, onde se registaram 3351 crimes. Neste distrito transmontano, o maior flagelo é o crime de dano, com 308 ocorrências.


26 de dezembro de 2022

O Abuso Psicológico nas Relações: Gaslighting

O gaslighting refere-se à presença de violência emocional e abuso psicológico na relação interpessoal – habitualmente praticado por pessoas extremamente hábeis na arte da manipulação do outro, que propositadamente levam a que o outro se anule e sinta medo. Muitas vezes, a vítima não se aperceber dos abusos que sofre. Vamos conhecer melhor este fenómeno!



EM QUE CONSISTE  AFINAL O GASLIGHTING?

Já se sentiu presa ao medo, cheia de dúvidas, inútil, com baixos níveis de autoestima e autoconfiança? Apenas muito tardiamente tomou consciência que esse mal-estar era resultado dos atos e das palavras de outra pessoa? Então, possivelmente já foi vítima de gaslighting.

O gaslighting, expressão muito popularizada, traduz nada mais, nada menos, que uma situação de abuso psicológico em que o agressor, de forma manipuladora, habilidosa e recorrente, leva a vítima a sentir-se inútil e sem capacidade de tomada de decisão.


Alguns sinais comuns da presença de abuso psicológico:

1. O agressor, que na grande maioria das vezes é o parceiro amoroso, é extremamente manipulador e tenta, a todo o custo, desestabilizar psicologicamente a vítima;

2. Numa relação marcada pelo gaslighting, a opinião da vítima é sempre desvalorizada;

3. O agressor pode esconder informações da vítima, para que esta crie uma ideia errada e pode, também, ter o hábito de distorcer ou filtrar determinadas informações, bem como mentir, com o propósito de induzir a vítima em erro e fazê-la duvidar da sua própria sanidade;

4. Os comentários ou piadas aparentemente inofensivos estão presentes e visam diminuir a vítima, provocando-lhe mal-estar e dúvidas acerca de si mesma e das suas capacidades;

5. O agressor pode manipular de tal forma a vítima, levando-a a afastar-se de todos aqueles que lhe são próximos e lhe querem bem;

6. A vítima aceita determinadas agressões, na medida em que se sente culpada pelas situações que lhes deram origem – raramente tem consciência de que está a viver uma situação de abuso e, geralmente, apenas muito tarde se apercebe de todo o cenário de manipulação e engano em que esteve envolvida.


COMPREENDER A VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA NO ÂMBITO DA RELAÇÃO AMOROSA

Como sabemos, a violência no contexto das relações de intimidade não se restringe apenas à violência física (qualquer forma de violência física). Pelo contrário, existem várias tipologias de violência, nomeadamente:

Violência verbal – utilização de comunicação verbal com o intuito de ferir e/ou causar sofrimento psicológico;

Violência sexual – quando o companheiro recorre à intimidação, ameaça e/ou força física com o objetivo de forçar o outro a uma interação sexual sem o seu consentimento;

Violência social – a presença de comportamentos que intentam controlar a vida social do companheiro.

No caso particular da violência psicológica, presente nas situações de gaslighting, estamos perante casos em que o agressor recorre quer à comunicação verbal, quer à comunicação não-verbal, para causar sofrimento psicológico e medo na vítima, levando-a a sentir-se inútil. Esta tipologia de violência é mais difícil de identificar, na medida em que não deixa marcas visíveis.

Frequentemente, nas situações de violência psicológica, as vítimas não reconhecem o comportamento abusivo ou não o percebem como tal. Desta forma, acabam por manter-se na relação abusiva durante um maior período de tempo, sendo pouco provável que procurem ajuda.



É VÍTIMA DE GASLIGHTING?

Se os sinais acima descritos descrevem na perfeição a sua relação amorosa, saiba que está a ser vítima de violência emocional/psicológica.

Peça ajuda. Procure ajuda junto das autoridades e junto de organizações, que de forma gratuita e confidencial, estão disponíveis para ajudar.

A Associação de Apoio à Vítima é uma dessas organizações e conta com uma importante rede de gabinetes de apoio à vítima espalhados pelo território nacional.

A violência nas relações de intimidade é um fenómeno complexo, que atravessa classes sociais, idades e género. Está presente na nossa sociedade e o silêncio apenas facilita que a violência se perpetue.

A reação de cada um de nós perante uma situação de violência é única e imprevisível, mas é importante que estejamos informados acerca de todas as tipologias de violências, nomeadamente das menos flagrantes, de como é exemplo o gaslighting.


Ana Graça (Psicóloga)


30 de novembro de 2022

Sabe como identificar uma burla? − Do “negócio exclusivo” ao “presente gratuito”


As fraudes cibernéticas fazem cada vez mais parte de uma sociedade que utiliza a internet no quotidiano, seja por motivos profissionais ou pessoais. Numa altura como a Black Friday, os burlões estão ainda mais atentos às constantes movimentações das pessoas que procuram no mundo virtual as melhores oportunidades de negócio. Mas sabe como identificar uma burla?

Um estudo recente da Visa intitulado ‘Fraudulese: A linguagem da fraude’ clarifica, através das várias burlas detetadas, que os cibercriminosos conseguem encontrar vulnerabilidades mesmo entre os maiores conhecedores e consumidores de tecnologia.

De acordo com os dados recolhidos, metade da população está confiante de que consegue reconhecer uma ação fraudulenta, mas é provável que cerca de 73% não consiga identificar os principais sinais de suspeita nas comunicações digitais.

“Entender a linguagem fraudulenta é cada vez mais essencial neste mundo crescentemente digital… Educação acerca da linguagem geralmente utilizada nas burlas é uma parte integral da nossa proteção ao cliente, e sublinhar as expressões mais comuns ajuda a prevenir o crime globalmente”, afirma Paul Fabara, Chief Risk Officer da Visa.

O estudo descobriu que as mensagens fraudulentas mais aliciantes se focam no entusiasmo do consumidor, e apregoam expressões como ‘ganhar’, ‘negócios exclusivos’ ou ‘presente grátis’.. “Sublinhando as estratégias de comunicação, palavras e frases utilizadas pelos burlões, esperamos que as pessoas consigam detetar mais facilmente a linguagem fraudulenta atual, e em última análise, isto ajuda-as a protegerem-se,” afirmou Marton Petyko, do Instituto Aston para a Linguística Forense, que conduziu a investigação no Reino Unido.

A Visa informa que bloqueou, no último ano e proativamente, antes dessas transações impactarem os clientes, 7,2 mil milhões de dólares em tentativas de pagamento fraudulento, em cerca de 122 milhões de transações.

Para se proteger, a Visa recomenda que o consumidor deve tirar mais uns segundos antes de clicar em qualquer ligação, desta forma tem tempo para perceber a forma como os burlões usam a linguagem. Para além disso recomendam que recorra a práticas simples, mas efetivas, como manter a sua informação pessoal privada, ativar os alertas de compras, ou ligar para o número do seu cartão de crédito ou débito se não tem a certeza se a comunicação que está prestes a fazer é válida.


Fontes: Executive Digest 



21 de outubro de 2022

Como proceder se a pensão de alimentos não for paga?


A queixa pode ser apresentada assim que passarem dez dias após a falha de pagamento. Se o progenitor que paga a pensão deixar de o fazer, cabe ao outro reclamar os pagamentos em tribunal. No entanto, terá de provar que existe a obrigação de pagamento, por exemplo, através de acordo escrito ou sentença. Além disso, é preciso demonstrar que o pagamento não está a ser cumprido.

A queixa pode ser apresentada assim que passarem dez dias dez dias sobre a data em que o pagamento da pensão deveria ter sido efetuado.

O pedido de retoma do pagamento deve abranger as pensões de alimentos futuras, e não só as que estão por pagar.

Sempre que possível, o queixoso deve identificar a entidade patronal do faltoso, para que o tribunal possa ordenar a dedução da pensão no respetivo salário.

Se não for possível, o tribunal averigua a existência de alguma fonte de rendimento do faltoso junto da Segurança Social ou da Caixa Geral de Aposentações (para funcionários públicos).

Não se esqueça de que, se o progenitor estiver em condições de pagar a pensão de alimentos a que está obrigado e não o fizer durante dois meses seguidos, pode ser condenado ao pagamento de uma multa.


30 de setembro de 2022

O que fazer em caso de roubo da matrícula do carro

O furto da matrícula do seu automóvel pode trazer-lhe uma série de consequências desagradáveis e dispendiosas. Saiba o que fazer se esta situação ocorrer consigo. 

Era um banal domingo de compras no hipermercado. Uma hora depois, com todos os produtos ensacados, A.S. chegou ao carro para arrumar as compras. Os gestos, mecânicos, próprios de quem tem um hábito, ficariam suspensos com uma surpresa: chegada ao carro, ao abrir o porta-bagagens, reparou que o carro não tinha matrícula…. Reagiu, por reflexo, e foi espreitar à frente: constatou que também ali tinham retirado a matrícula.

Era tudo muito inusitado, mas A.S. teve logo o ímpeto de se dirigir aos seguranças do centro comercial para confirmar se aquela zona do parque de estacionamento teria câmaras de vigilância. E ainda teve o discernimento de reunir toda a informação necessária para fazer uma queixa: o número do lugar do estacionamento onde o carro se encontrava e o piso correspondente, além de ter pedido a identificação do segurança com o qual falou, que podia, mais tarde, servir de testemunha.

Deslocou-se de imediato à esquadra da PSP mais próxima, para apresentar queixa. No dia seguinte, tratou de comprar novas matrículas, reunindo todos os recibos. Ficaram por 31,98 euros, incluindo a colocação.

Tendo arrumado a questão da queixa, tentou então saber junto da seguradora se o seguro cobriria o valor das matrículas. A sua apólice, de facto, contemplava uma ocorrência deste género, e sem qualquer agravamento. Para isso, bastaria enviar a queixa que A.S. tinha apresentado à PSP. A vítima tinha seguro contra danos próprios.

Quase um mês depois, ainda não havia novidades quanto à queixa-crime. Se as imagens do sistema de videovigilância do centro comercial tivessem servido para identificar o autor do furto, seria uma exceção, já que, na maior parte dos casos, este é um crime sem castigo. No caso de a matrícula ser furtada na rua, ou numa garagem sem circuito interno de imagens ou sem uma câmara instalada por perto para identificar o autor, este fica impune, a não ser que haja testemunhas.

Portagens por onde nunca passou − Este tipo de crime tem um objetivo simples: em grande parte dos casos, o autor usará a matrícula noutro carro, que pode ou não ser igual ao veículo original, para passar portagens ou abastecer a viatura de combustível, fugindo sem pagar. Mas o problema, para lá do prejuízo de concessionárias e gasolineiras, também pode ser do proprietário da matrícula. As contas podem aparecer-lhe em casa, por ser o titular do certificado de matrícula.

Se não tiver Via Verde, e caso não se tenha apercebido de que a matrícula está a ser usada por outra viatura, poderá receber uma carta insólita, e bastante desagradável, da Autoridade Tributária, a fazer-lhe uma cobrança coerciva por uma viagem que nunca fez. A situação pode complicar-se ao ponto de lhe ser cobrada uma coima que equivale a sete vezes e meia o valor em dívida, com um mínimo de 25 e um máximo de 100 euros. A este valor, acresce o correspondente às custas do processo.

No limite, caso não pague, tratando-se de uma dívida fiscal, poderá ter salário, rendimentos, bens ou mesmo o reembolso do IRS penhorados. Se não tiver Via Verde, pode registar-se na área de cliente dos CTT, que envia notificações relativas a portagens a pagamento para o e-mail associado ao registo. Pode ainda recorrer a Portal dePagamento de Portagens, mas, neste caso, as portagens só passam a constar, pelo menos, 15 dias depois.

No caso de A.S., ainda nenhuma surpresa aconteceu. Mas é bom gerir expectativas e estar atento, numa situação destas. O cenário poderá complicar-se ainda mais, se o tipo de crimes praticados por quem lhe levou a matrícula entrar em patamares mais sinistros. A placa pode, por exemplo, ser usada num carro da mesma cor e do mesmo modelo, que sirva para um assalto, ou pode haver uma situação de atropelamento e fuga.

Neste panorama mais complexo, a vítima do furto da matrícula poderá, de novo, deparar-se com um processo criminal, que implica o pagamento de honorários a advogado e custas, já para não mencionar as eventuais deslocações, para provar a sua inocência.

O QUE DEVE FAZER?

1. Apresente queixa − Logo que se aperceba da falta da matrícula, dirija-se à PSP ou à GNR e apresente queixa. Não se desloque até lá no seu automóvel, pois é ilegal circular sem matrícula. Explique em detalhe a hora, o local e todos os factos que considere relevantes.

2. Atenção às portagens − Se não tem Via Verde, e se alguém passar uma portagem com a sua matrícula e não pagar, mesmo num carro diferente, poderá ter a má surpresa de uma cobrança coerciva pela Autoridade Tributária. Será ainda aplicada uma coima que equivale a 7,5 vezes o valor em dívida (entre 25 e 100 euros).

3. E se tiver Via Verde? − Contacte o apoio ao cliente, uma vez que as passagens estão associadas à matrícula, e não à viatura que efetuou a passagem. Peça o registo fotográfico de todas as passagens com aquela matrícula. Se detetar alguma passagem indevida, junte-a à queixa que fez na polícia. E solicite a anulação das cobranças.

4. E se alguém abastecer sem pagar? − Outro cenário possível: que alguém abasteça de combustível um carro com a sua matrícula e fuja sem pagar. Como a maioria dos postos de abastecimento tem sistemas de videovigilância, as imagens captadas fazem prova de quem foi o verdadeiro autor do crime.

5. Contacte a seguradora − Se o seu carro tiver o seguro de danos próprios, estará garantido o pagamento de despesas resultantes de desaparecimento, destruição ou deterioração, devido a furto, roubo ou furto de uso, consumado ou tentado. Esta cobertura poderá abranger, entre outros, o roubo de peças, aparelhos e matrículas.

Qual a importância da queixa? − É frequente o arquivamento dos casos, por falta de provas. Mesmo assim, apresentar queixa é fundamental. O furto de matrículas pode, como vimos, ser associado a movimentos em portagens ou abastecimento de combustível seguido de fuga.

Mas podemos pensar em casos mais complexos – por exemplo, o uso da matrícula num roubo ou numa situação de atropelamento e fuga, com uma viatura do mesmo modelo e da mesma cor do automóvel da vítima. Neste cenário mais complexo, a vítima pode até enfrentar um processo criminal, o que poderá implicar encargos com um advogado, custas judiciais e eventuais deslocações necessárias para provar a sua inocência.

Por todas estas razões, é fundamental apresentar queixa. Mais do que encontrar um culpado, visa proteger o proprietário de crimes cometidos em seu nome, por quem roubou as chapas.

E se o autor for descoberto? − Caso o autor venha a ser acusado, a vítima tem o direito a pedir uma indemnização pelos danos que lhe foram causados. Para isso, apresente todas as provas relativas aos danos e prejuízos: é imperativo, por exemplo, mostrar a fatura relativa ao pagamento das novas chapas de matrícula, das despesas com a deslocação aquando da apresentação de queixa, das idas a tribunal, das custas processuais e, se for o caso, de advogado. Convém lembrar ainda dos custos com o reboque da viatura, já que não pode circular sem chapas de matrícula.

Mais medidas para prevenir − Deve ir também, claro, tratar de uma nova matrícula para o carro. Mas isso só é possível se apresentar o documento único automóvel, para provar a propriedade do carro. No entanto, importa dizer que o atual modelo de matrícula, embora deva obedecer a requisitos formais (a sequência de letras e algarismos que a compõem, por exemplo), ainda pode ser duplicado, o que é ilegal. Por isso, nada impede que as chapas sejam duplicadas sem o consentimento ou conhecimento do proprietário, e colocadas numa outra viatura como se fossem legítimas. Ou seja, não é impossível falsificá-las. Porém, esta situação não é muito comum, tendo em conta que é fácil furtar uma matrícula.

A facilidade de acesso e remoção de chapas de matrícula, com a agravante de a maioria das viaturas se encontrar na via pública, é preocupante. Defendemos, deste modo, a adoção de medidas que impeçam que as chapas sejam retiradas das viaturas sem grandes obstáculos. As matrículas estão presas, no máximo, com quatro pins, relativamente simples de subtrair. Medidas de segurança adequadas, que impeçam ou dificultem a sua reprodução ou duplicação, também serão bem-vindas.

 

Fonte: DECO PROTESTE


29 de agosto de 2022

Como manter a calma quando sabes que vais ficar stressado

Perante o perigo precisas de tomar decisões imprescindíveis para a tua sobrevivência. O problema é que o cérebro em resposta ao stresse, liberta cortisol, uma hormona que vai alterar o teu estado emocional e a tua capacidade de reagir de forma lógica e objetiva, no entanto, mesmo assim o teu corpo está a preparar-se para o confronto.



A autodefesa está muito longe de ser só uma resposta física a uma agressão. Autodefesa é um modo de vida em que escolhes aprender a desenvolver características que melhoram a tua segurança pessoal e competências que otimizam a tua resposta perante a violência.
 
O neurocientista Daniel Levitin fala-nos de uma forma de mitigar e até mesmo evitar cometer erros críticos quando o nosso pensamento fica “nublado” perante situações de stresse: o pré-mortem. Segundo Levitin, todos nós estamos sujeitos a falhar de vez em quando, a ideia é compreender como nos podemos antecipar a essas falhas. 



(Legendas em português)